A barriga está a crescer

A barriga está a crescer.

Ao longo da gravidez, o corpo feminino sofre uma transformação lenta e constante, Sem dar lugar a dúvidas, a mudança mais rápida e progressiva é o aumento do abdómen. Nos primeiros meses, a cintura vai-se «engrossando» suavemente, até que, por fim, a gravidez se torna evidente. A partir de então, a barriguinha continuará crescendo de forma imparável até que nasça o bebé. A maioria das mamãs vivem este processo com alegria, ainda que com certa inquietação. À medida que o seu ventre aumenta de tamanho, as dúvidas multiplicam-se. Estas são algumas das dúvidas mais frequentes.

Quando começa a notar-se a barriga maior?
Ao princípio do segundo trimestre, o útero emerge da pélvis e a barriga começa a sobressair. Não é uma regra fixa; na prática acontecem diferenças entre umas gestantes e outras, dependendo, sobretudo, da maior ou menor relaxação muscular. Assim, por exemplo, as multíparas (mulheres que já foram mães anteriormente) a gravidez pode notar-se antes que nas primíparas, visto que naquelas os músculos, tecidos e ligamentos útero-abdominais perderam o tónus e ganharam flexibilidade.

Quanto tem que crescer?
Na semana 20 da gestação, o feto pesa aproximadamente 300 gramas e mede 25 centímetros. Até ao momento do nascimento, o bebé intra-uterino continuará a crescer de forma espectacular: terá o dobro do tamanho e será umas dez vezes mais pesado. No final da gravidez, constata-se também um aumento de tamanho da placenta (pode pesar de 500 a 800 gramas) e o volume do líquido amniótico (cerca de litro e meio na semana 38). O útero (o tecido muscular) passa de apenas 50 gramas para cerca de 1.500 gramas de peso.

Conforme aumenta o conteúdo da cavidade uterina, o abdómen da grávida se vai avolumando. Contrariamente ao que se pode pensar, é no oitavo mês de gestação que alcança a sua máxima amplitude: o útero estende-se desde o arco costal até à região inguinal e pode alcançar aproximadamente um metro de distância até à altura do umbigo. No nono mês, a barriga perde um pouco de volume: ainda que o feto continue engordando (nas últimas semanas, calcula-se que o peso aumente umas 300 ou 400 gramas), a placenta envelhece e perde peso, e a quantidade de líquido amniótico reduz-se.

O que indica a sua forma ou tamanho?
Há quem acredite que é possível conhecer o sexo do bebé pelo aspecto da barriga. As previsões apontam para que, se esta é alta e bicuda, nascerá um menino; se é baixa e redonda, será uma menina. Mas é claro, que se trata de uma crença popular sem nenhum fundamento. A configuração do abdómen (a sua forma ou o seu tamanho) depende de factores bem diferentes. Entre outros, a maior ou menor capacidade de distensão muscular. Como já se disse, uns músculos relaxados em excesso dilatam-se mais facilmente. Também há que ter em consideração a constituição da mulher: logicamente, se se trata de uma mãe corpulenta com umas ancas largas, a barriga sobressairá menos do que numa pessoa de estrutura óssea estreita.

Igualmente, há mulheres com uma acentuada lordose (a curvatura da coluna, acentua-se na zona lombar), nas que o ventre se projecta para a frente de modo marcante. Convém saber também que o tamanho do bebé nem sempre corresponde com as dimensões do abdómen, quer dizer, que um ventre volumoso, não alberga obrigatoriamente um bebé grande. As medidas do feto não podem determinar-se á vista (para obter dados fiáveis sobre o tamanho do futuro bebé há que fazer uma ecografia). Há alturas, em que um ventre maior que o normal pode dever-se, a um problema de gases, à existência de um mioma ou a uma maior tempo gestacional do que o inicialmente calculado.

Que cuidados necessita?
Na gravidez, a pele do ventre dilata-se muitíssimo, podendo sofrer danos irreversíveis se não se cuidar adequadamente. A principal ameaça é que se originem roturas subcutâneas que dão lugar ao aparecimento de anti-estéticas estrias (primeiro, rosáceas; a seguir, esbranquiçadas). Para prevenir este problema (é muito importante, porque uma vez que aparecem, já não se podem eliminar), é necessário hidratar diariamente a pele da barriga. Pode-se utilizar uma loção específica, ou, na sua falta, um bom hidratante, que se deve aplicar com massagens prolongadas – há que ir «esticando a pele», com os dedos, enquanto se vai introduzindo o creme -. A hidratação, em combinação com a massagem, estimula as fibras elásticas e prepara os tecidos para a distensão. Estes cuidados devem iniciar-se precocemente (desde os primeiros meses da gravidez) e tornarem-se extensíveis aos seios e coxas (duas zonas igualmente propensas ao aparecimento de estrias).

É preciso usar cinta na barriga durante a gravidez?
Em geral, a barriga não necessita de nenhuma contenção extra. Nas primíparas, por exemplo, são os músculos do abdómen – todavia firmes – os que actuam a sustentação natural. Pelo contrário, no caso de uma mulher multípara com os músculos muito relaxados e tendência a arquear em excesso a coluna vertebral para compensar o peso do ventre, o uso desta peça é muito recomendável, pois ajuda a corrigir essa postura e a prevenir e aliviar as doenças de coluna que acarretam. Em qualquer caso, se a grávida se sente mais cómoda levando uma cinta, pode colocá-la, pois não deve ter contra indicações.

Quando baixa a barriga?
Aproximadamente a meio da gravidez (semana 20 da gestação, o fundo do útero coincide com a parte superior da barriga) e situa-se na altura do umbigo. Um mês antes do parto, chega quase até ao esterno. A partir da semana 36, o feto desce até ao interior da pélvis, preparando-se para nascer. Para então, a maioria dos bebés já se colocaram de cabeça para baixo (se já se tiveram mais filhos, a volta pode atrasar-se até ao último momento).

Quando o futuro bebé desce, a barriga também desce, às vezes de forma muito evidente. O feto ocupa agora menos espaço no abdómen e mais na pélvis, e as consequências são muito favoráveis para a futura mamã: os órgãos que se haviam deslocado para cima (intestinos, estômago, pulmões, diafragma…) têm mais espaço. Resultado: a respiração melhora e a opressão gástrica diminui. Aumenta, contudo, a pressão sobre a bexiga e, como resultado, a vontade de urinar com mais frequência.

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