Absinto

O absinto é uma planta, ligeiramente lenhosa na base, de folhas verdes acinzentadas e inflorescências de flores miniaturais amarelas, teve algures no tempo uma reputação santificada como restauradora da saúde. Nativa da Europa mas surgindo actualmente como espontânea desde a Newfoundland até à Pensilvânia para sul, o absinto segundo se dizia contrariava o envenenamento por cogumelos venenosos e por cicuta (assim como por picadas de cavalos-marinhos); tratava doenças de fígado, gota, e pedras nos rins; expulsava parasitas do intestino; repelia as pulgas, gorgulho, e outros vermes; encorajava a menstruação; acalmava a mente e os nervos; e “curava” a embriaguez.

Esta última é uma aplicação bastante curiosa, dados os laços do absinto ao negócio das bebidas alcoólicas. Os fabricantes de cerveja costumavam usá-lo para aumentar o grau alcoólico da cerveja. Os destiladores faziam dele o principal constituinte do absinto, um licor narcótico do século dezanove, que criava dependência, famoso por danificar o cérebro e os nervos e que acabou por ser banido (bem, quase). A planta foi também em tempos conhecida como wermuth (defensora da mente). Mude W para V, e terá o nome de um licor que ainda contém um toque de absinto.

Usos Terapêuticos do absinto:

Problemas da vesícula biliar, indigestão, falta de apetite, doença de fígado.
Cólicas, febre, gases, malária, infecções parasitárias, nemátodos, oxiúro, lombrigas.
Usos tradicionais: Anemia, artrite, picadas de insectos, constipações, embriaguez, gastrite, gota, inflamação oral, síndrome do intestino irritável, pedras nos rins, ausência de menstruação, dores menstruais, envenenamento, problemas de pele, dores de estômago, stress, feridas.

Propriedades Medicinais:

A influência degenerativa e de dependência do absinto acabou com o uso da planta como medicinal. De certa forma, é uma pena, pois dois dos seus fitoquímicos, a absintina e a anabsintina, estimulam a digestão, e o extracto melhora as funções do fígado e da vesícula biliar em pessoas com doenças de fígado. Também faz a boca salivar e os sucos gástricos fluírem. A tujona pura, outro dos fitoquímicos presentes nesta planta,
é um depressor alucinogénico para o cérebro que inibe a capacidade de respirar.

O que Procura?
Óleo Essencial de Tangerina na Cura da Pele e Combate ao Câncer

Opções de dosagem:

Um quarto a 1/2 colher de chá de um extracto líquido diariamente, uma colher de chá da planta seca num copo de água quente até três vezes ao dia antes ou após as refeições, ou 10 a 20 gotas de tintura de absinto misturadas num copo de água três vezes ao dia antes das refeições.

Precauções:

Não é para uso prolongado, possivelmente não mais do que 4 semanas consecutivas, se tanto. As mulheres grávidas ou a amamentar não o devem tomar de todo devido à tendência da tujona para provocar contracções uterinas. As pessoas com úlceras, muito provavelmente também não o devem tomar. Não exceda as doses recomendadas. O consumo excessivo de absinto pode ser tóxico. Uma overdose de tujona pode causar insónias, cãibras intestinais, náuseas, tonturas, ataques apoplécticos, tremores, danos cerebrais, e em último caso a morte.

O absinto (Artemisia absinthium), também conhecido por losna ou sintro, é uma planta da família Asteraceae.

loading...

04. Março 2012 by admin

Participe no Forum. Deixe a Sua Dúvida ou Comentário

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *