Aditivos Alimentares

O Perigo  dos aditivos alimentares em pequenas doses

Existem aditivos que não oferecem riscos. Mas há substâncias que não deveriam ser adicionadas nos alimentos vendidos. Os alimentos industrializados oferecem praticidade e menor perecibilidade. Mas para dar ou preservar o sabor e textura, para conservar melhor, entre outros, a indústria utiliza diversos compostos aditivos, cada um com uma função.

Muitas dessas substâncias, quando usadas dentro dos limites permitidos, são consideradas inócuas para a saúde do consumidor. Porém, algumas podem causar males, mesmo em pequenas doses. Umas podem dar reações imediatas, outras, têm até efeito cumulativo. Aqui você conhecerá as piores para a saúde.

35% dos produtos têm substâncias ruins
Em nossos testes com alimentos industrializados, quase sempre encontramos problemas com aditivos. Ora com quantidades elevadas, ora com substâncias que podem e devem ser evitadas na produção de alimentos. Nos últimos dois anos, 77% dos produtos testados pela
PRO TESTE apresentaram pelo menos um aditivo, sendo que 59% deles apresentaram mais de um aditivo. Mas o pior é que 35% dos produtos contêm aditivos indesejáveis, como o glutamato monossódico, BHT, BHA e o amarelo crespúsculo. Os campeões de aditivos entre os produtos já testados pela PRO TESTE nesse período foram os molhos para salada, as gelatinas e as mortadelas.

Todos são afetados, mas as crianças ainda mais
Outro fato alarmante é que encontramos muito aditivo principalmente em alimentos voltados para crianças. Elas estão entre os grupos de pessoas mais vulneráveis aos efeitos adversos. Primeiro, pelo fato de a quantidade ingerida ser proporcionalmente maior para a criança do que para o adulto, já que seu peso é menor. Segundo, porque as substâncias que têm ação sobre o sistema nervoso central são mais perigosas ao cérebro da criança, pois ainda está em desenvolvimento. A asma, a rinite e a urticária são reações alérgicas comuns.

Os aditivos na nutrição infantil têm sido objeto de grandes preocupações. Na Europa, os produtos que contém aditivos que causam hiperatividade infantil, são obrigados a colocar em seus rótulos a frase “o consumo pode acarretar efeitos adversos na atenção e concentração da criança”. Os aditivos que causam hiperatividade são o amarelo crepúsculo, o amarelo quinoleína, a carmosina, o vermelho allura, a tartrazina, o ponceau 4R e o benzoato de sódio. 

Aditivos alimentares que fazem mal para a saúde

ácido benzoico/ Benzoato de sódio

É um conservante muito utilizado.
Que mal pode fazer: Ele pode reagir com outras substâncias presentes no alimento formando novas substâncias que podem causar danos à saúde. No teste de refrigerantes, por exemplo, observamos que em algumas bebidas ele formou o benzeno, que, se ingerido por longos períodos de tempo, pode causar câncer. Além disso, diversos estudos mostram que o benzoato de sódio está relacionado à hiperatividade.
Onde pode ser encontrado: Refrigerantes, cervejas, refrescos, doces e geléias, produtos de frutas, queijo, molhos, margarina e creme vegetal e produtos de confeitaria.
Onde já encontramos: Refrigerante, molho para salada, petit suisse.

Glutamato monossódico

É um realçador de sabor. Muitas vezes, ele pode ser utilizado para mascarar a pobreza de ingredientes de boa qualidade.
Que mal pode fazer: O consumo moderado não comporta riscos. No entanto, em pessoas sensíveis pode desencadear uma reação alérgica (a “síndrome do restaurante chinês”).
Onde pode ser encontrado: Pode estar presente em todos os tipos de alimentos industrializados.
Onde já encontramos: Sopa desidratada, mostarda, maionese, molho para salada, batata palha, lasanha congelada, pratos semiprontos, entre outros.

alguns Corantes

Amarelo Crepúsculo, Vermelho 40, Vermelho Bordeaux, Vermelho Ponceau 4R e tartrazina. São usados para conferir cor aos alimentos.
Que mal pode fazer: Estudos apontam estas substâncias como um dos potenciais causadores da hiperatividade em crianças.
Onde pode ser encontrado: Refrigerantes, cervejas, refrescos, doces e geléias, produtos de frutas, queijo, molhos, margarina e creme vegetal e produtos de confeitaria.
Onde já encontramos: Refrigerante, molho para salada, petit suisse, gelatina.

BHA e BHT

São utilizados como antioxidantes.
Que mal pode fazer: O BHA aumenta o teor de lipídeos e de colesterol no sangue e atrapalha a absorção, pelo organismo, de nutrientes como as vitaminas A e D. Além disso, ele é potencialmente cancerígeno. O BHA e o BHT podem, ainda, desencadear reações alérgicas, como urticária e, por vezes, dermatite eczematosa e hiperatividade.
Onde pode ser encontrado: Óleos e gorduras.
Onde já encontramos: Maionese, óleo de soja e molho para salada.

Nitratos e nitritos

São substâncias que funcionam como conservadores e fixadores de cor.
Que mal pode fazer: Os nitratos têm a capacidade de reagir com certas substâncias presentes em alimentos e formar um composto que é considerado potencialmente cancerígeno e que pode causar problemas hepáticos (no fígado).
Onde pode ser encontrado: Produtos cárneos curados (exceto charque), embutidos e queijos.
Onde já encontramos: Presunto, mortadela, salsicha e linguiça.

Risco é maior para alguns

Algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos ruins dos aditivos. São elas:
• as crianças, principalmente abaixo de 3 anos, cujos sistemas digestivo e urinário não estão totalmente desenvolvidos;
• as grávidas, pois a formação do feto pode ser afetada;
• os idosos, cujo organismo perde progressivamente capacidade funcional;
• as pessoas que consomem alimentos ricos em aditivos com muita frequência.

 
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