Alho (Allium Sativum)

Se o alho não existisse, é provável que não existissem também as grandes pirâmides do Egipto. O bolbo pungente imbuía supostamente os egípcios com a força necessária para erguer aquelas estruturas colossais. Sem o alho, o mundo teria já há muito tempo sido dominado pelos vampiros.

 

Origem do Alho

A planta de longas folhas achatadas e pontiagudas, e flores brancas rosadas, é nativa da Europa mas cresce actualmente como espontânea na zona central dos Estados Unidos. Prospera também em Gilroy, na califórnia, a «Capital Mundial do Alho» e em qualquer jardim onde abunde o sol e o calor.

Primo da cebola, do alho francês, do cebolinho e das chalotas, e um parente mais distante do lírio e do aloé vera, o alho tem sido empregue desde tempos antigos como alimento e planta medicinal, para tratar constipações e garganta inflamada, acalmar o desconforto intestinal, desfazer o nó em queixas reumáticas, e combater viroses e outros invasores infecciosos.

Devido ao forte golpe produzido pelo bolbo nessa «fábrica do olfacto» que é o nosso nariz, alguns especialistas em plantas teorizaram no passado que o sucess0 do alho se devia simplesmente ao facto de manter as outras pessoas a uma boa distância daqueles que o utilizavam. Hoje sabemos mais. O alho é um potente medicamento, provavelmente um dos melhores que a natureza tem para nos oferecer.

Usos Terapêuticos e Benefícios do Alho para  a Saúde

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Pé de atleta, endurecimento das artérias, doenças cardíacas, colesterol elevado, triglicéridos elevados, claudicação intermitente, doença de Raynaud.

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Escaras, bronquite, queimaduras, cancro, constipações, tosse, diarreia, disenteria, febre, gastroenterite, doença intestinal, envenenamento do fígado com acetaminofeno, hipertensão arterial, problemas do sistema imunitário, inflamação oral, faringite, vaginite, verrugas, e outros crescimentos salientes na pele, tosse convulsa, candidíase.

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Abcessos, doença de Alzheimer, apendicite, artrite, asma, bronquiectasia (dilatação dos tubos bronquiais nos pulmões, caracterizado por um terrível mau hálito, tosse, e expectoração carregada de pus), cólera, cólicas, colite, citomegalovírus, diabetes, dores nos ouvidos, inflamação nos ouvidos, gripe, infecções fúngicas, gases, doenças nas gengivas, perda de cabelo, herpes, VIH, ancilostomíase, indigestã0, doenças renais, laringite, envenenamento com chumbo, doença do fígado, úlcera na boca, inchaço das membranas mucosas, náuseas, dores nevrálgicas, dependência de nicotina, pneumonia, doenças respiratórias, tinha, nemátodos, problemas dermatológicos, zonas doloridas ou irritadas, garganta inflamada, acidente vascular cerebral (isquémico), tuberculose, tifo, infecções virais (incluindo poliomielite), lombrigas.

Usos tradicionais: acne, convulsões, calos, diarreia, problemas da vesícula biliar, gota, lúpus, irregularidades menstruais, dores musculares, ciática, problemas dermatológicos, mordeduras de cobra, inchaço dos tecidos, retenção de líquidos, feridas.

Propriedades Medicinais do Alho

A alicina é o fitoquímico mais citado presente no alho, mas o bolbo contém de facto mais de 70 ingredientes activos, com uma vasta gama de propriedades terapêuticas que têm sido exploradas e demonstradas em mais de 2000 estudos.

Esta planta mal cheirosa e, provavelmente, a nossa planta por excelência para virtualmente qualquer problema circulatório ou de coração. Reduz a tensão arterial (a leitura sistólica em 20 a 30 pontos e a leitura diastólica em 10 a 20 pontos, de acordo com alguns estudos feitos em pessoas com hipertensão arterial).

Reduz também o colesterol lipoproteíco de baixa densidade (LDL) em 10 a 20 por cento e os triglicéridos em cerca de 15 por cento, e impede de forma acentuada a oxidação do LDL em placa aterosclerótica obstrutora das artérias. Nove substâncias isoladas tornam também o sangue mais fluido e reduzem a sua tendência para formar coágulos.

O alho diminui a incidência de cancro, particularmente no sistema gastrointestinal (a alicina interfere com a produção de nitrosaminas carcinogénicas no estômago) e fortifica as defesas naturais do organismo, principalmente ao duplicar a actividade das células assassinas naturais na corrente sanguínea.

Tal como referenciado pela primeira vez pelo cientista Louis Pasteur, no século dezanove, o sumo do alho mata uma variedade de bactérias. Sabemos hoje que a alicina e outros compostos sulfurosos destroem também muitos parasitas, fungos e vírus, incluindo a Helicobacter pylori (causadora das úlceras pépticas), estafilococos, estreptococos, E. coli, salmonelas, Candida albicans, herpes, e influenza,

Equivalentes Sintéticos do Alho

O alho não protege apenas contras os folclóricos sugadores do sangue: defende-nos também contra as vampiras indústrias farmacêuticas :-) . A capacidade do bolbo de baixar o colesterol é muito favoravelmente comparada com medicamentos altamente recomendados como por exemplo a sinvastatina (Zocor) e a atorvastatina (Lipitor).

Ambos estes medicamentos podem causar problemas no fígado e redução da libido. (O alho, por seu lado, pode estimular ligeiramente a libido, graças à presença de arginina livre, um aminoácido). O Zocor pode causar cãibras musculares ou dores, tonturas, tremores, problemas oculares, ansiedade, e erupções na pele, entre outros efeitos secundários. O lipitor pode infligir inchaço facial, febre, perturbações gástricas, irritação oral, problemas urinários, sonolência, e cãibras nas pernas.

O bolbo combate infecções fúngicas melhor do que uma vasta gama de outros notáveis assassinos de fungos, incluindo a niastatina (Mycostatin). É também favoravelmente comparável a medicamentos como a penicilina, eritromicina, e tetraciclina, contrariando as infecções bacterianas contra as quais os antibióticos de prescrição médica já não surtem efeito.

As bactérias são inteligentes; desenvolvem rapidamente resistência aos antibióticos farmacêuticos dirigidos sobre um único foco. Mas as bactérias não são tão capazes de se defenderem contra os ataques multifacetados das «espingardas» dos fitoquímicos do alho. O bolbo realça também a acção dos antibióticos de prescrição médica.

De facto, o alho intensifica a acção de um grande número de fármacos, o que alguns especialistas interpretam como uma razão contra a ingestão do bolbo para efeitos medicinais. Contudo, deve encará-lo sob um ângulo mais optimista, como uma indicação do potencial da planta para diminuir a sua dependência de medicamentos mais dispendiosos e com efeitos secundários potencialmente perigosos.

Use o alho apenas de acordo com as indicações do seu médico e não sozinho. Idealmente, conseguirá encontrar um fitoterapeuta que saiba o que fazer. Se não conseguir fale com o seu médico de família sobre as suas intenções de tentar uma abordagem mais natural e peça-lhe para monitorizar o seu progresso cuidadosamente.

Opções de Dosagem:

O alho é o topo da excelência nos «alimentos farmacêuticos». Não precisa de compostos isolados ou de extractos para um efeito medicinal; pode ingerir a planta inteira. De facto, a planta na íntegra é muito provavelmente melhor do que quaisquer suplementos processados que possa encontrar por aí. Experimente comer 1 a 5 dentes de alho por dia.

Ou tome 1/2 a 1 colher de chá de sumo de alho, ou 1/2 a 2 colheres de chá de xarope de alho diariamente. Este curandeiro aromático funciona também de forma tópica. Para o pé de atleta, esmigalhe um par de dentes de alho numa tigela, adicione um p0uc0 de água quente e um pouco de álcool, e meta os pés de molho. Para tratar vaginites, faça um tampão caseiro descascando um dente de alho sem o cortar, embrulhe-o num a gase esterilizada, e segure esta com um fio limpo e não branqueado.

Se quiser tomar alho de forma suplementar, experimente tomar uma cápsula de 400 mg ou um comprimido padronizado que contenha pelo menos 3 mg de alicina por dia. Evite suplementos que o deixam supostamente sem cheirar a alh0. É a alicina que confere a0 alho cortado 0u esmigalhado o seu aroma característico e também muito do seu poder medicinal.

Quando corta ou esmigalha o alho, a alicina é libertada, e começa de imediato a dissipar-se. Os comerciantes de suplementos de alho sem odor podem não concordar, mas o cheiro é parte da cura: quanto mais malcheiroso, melhor faz à saúde.

Precauções e contra indicações do Alho

Virtualmente nenhumas quando tomado em quantidades terapêuticas racionais. Sem dúvida terá um cheiro a alho no hálito e talvez também na pele. Algumas pessoas invulgarmente sensíveis podem experimentar uma reacção dermatológica alérgica ou sofrer de ataques de asma (mesmo ao inalarem o pó de alho no frasco de especiarias.

Outras podem sentir náuseas ou diarreia. Se consumir mais de cinco dentes de alho por dia, pode ficar com azia ou sentir alguma flatulência. Doses massivas podem causar tonturas, arrotos, dores de cabeça, ou suores profusos. Tal como com outras plantas picantes, a aplicação directa pode irritar a pele.

Como já foi mencionado, o alho complementa os efeitos de muitos medicamentos de prescrição médica – medicamentos dos quais pode reduzir a sua dependência sob a direcção de um médico fitoterapeuta. Entre esses medicamentos encontram-se os anti-inflamatórios não esteróides (AINE), anticoagulantes, cimetidina (Tagamet), ciprofloxacina (Cipro), claritromicina (Biaxin), diltiazem (Cardizem), enoxacina (Penetrex), eritromicina, fluoxetina (Prozac), fluvoxamina (Luvox), itraconazol (Sporanox), ketoconazol (Nizoral), nefazodona (Serzone), paroxetina (Paxil), e ritonavir (Norvir).

O alho pode também interagir ou aumentar a eficácia de medicamentos metabolizados pelo fígado, incluindo o alprazolam (Xanax), amitriptilina (Elavil), astemizol (Hismanal), carbamazepina (Tegretol), cisaprida (Propulsid), clozapina (Clozaril), corticosteróides, ciclosporina (Neoral), Desipramina, diazepam (Valium), imipramina (Tofranil),
e fenitoína (Coumadin).

 
Em: Plantas Medicinais | 1 comentário

One Comment

  1. eu faço a cura do alho eu vir em um livro colocara 5 dentes de allho socado em um litro de agua e deixa curar por 8 hora depoes toma 4 xicaras dirante o dia quando for no final do dia tornar colocar a agua qunado a agua não tiver mais o gosto do alho faz o memo processo anterior.

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