Alveolite Alergica Extrinseca

ALVEOLITE ALÉRGICA EXTRÍSECA – SINTOMAS, CAUSAS E CARACTERISTICAS DO DIAGNOSTICO
. História ocupacional e ambiental sugerindo ligação entre as atividades e os sintomas
. Causada por exposição a agentes microbianos (P. ex, Actinomyces termofilicos no pulmão de fazendeiro, bagaçose, sequoiose), proteínas animais (p. ex., pulmão do criador de aves), com resultante depósito de IgG e complemento, e substâncias químicas sensibilizantes (p. ex., isocianatos, anidrido trimelítico)
. Forma aguda: 4 a 12 h após exposição, tosse, dispnéia, febre, calafrios, mialgias; taquipnéia, taquicardia, estertores inspiratórios; leucocitose com linfopenia e neutrofilia; eosinofilia incomum
. Forma subaguda ou crônica: dispnéia de esforço, tosse, fadiga, anorexia, perda ponderal; estertores basilares
. Anticorpos precipitantes IgG contra antígenos citados acima indicam exposição, mas não definem o diagnóstico
. Testes cutâneos são inúteis
. As provas de função pulmonar revelam limitação do fluxo aéreo ou padrão restritivo e DLCO reduzida
. A TC de tórax de alta resolução revela anormalidade em vidro fosco difusa, com nódulos centrolobulares
. O lavado broncoalveolar revela linfocitose acentuada
. A biopsia pulmonar transbrônquica ou toracoscópica confirma o diagnóstico nos casos incertos

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL
. Fibrose pulmonar idiopática
. Sarcoidose
. Asma
. Pneumonia atípica
. Doença vascular do colágeno, por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico

ALVEOLITE ALÉRGICA EXTRÍSECA TRATAMENTO
. Identificação e remoção da exposição .
Considerar corticosteróides sistêmicos nas formas subaguda ou crônica

Dica
A bagaçose e a sequoiose fornecem dois exemplos: história de exposição à cana-de-açúcar ou à serragem de sequóia, respectivamente, estabelece o diagnóstico.
Referência
Yi ES: Hypersensitivity pneumonitis. Crit Rev Clin Lab Sci

 
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