Anestesia Epidural no Parto – Vantagens e Desvantagens

Anestesia Epidural no Parto – Vantagens e Desvantagens

Vantagens

A anestesia epidural é anestesia mais inócua para o bebé, já que está mais diluída que qualquer outra que se utilize em qualquer outro tipo de intervenção cirúrgica e, como não vai por via intravenosa, não chega à placenta nem ao leite materno. Depois do nascimento a mãe pode amamentar imediatamente.

Ao estar mais tranquila, a mulher colabora mais e respira melhor, e, como consequência, o feto recebe mais oxigénio.

Permite desfrutar o parto, graças à ausência da dor.

Pode encurtar a dilatação e, consequentemente, acelera a progressão do parto, já que a mãe não está tensa com a dor e as contracções são mais efectivas (quando a mulher sente dor, contrai-se e o colo uterino dilata-se mais lentamente).

Não necessita intubação nem respiração assistida.

Nas cesarianas permite que a mulher esteja desperta durante a intervenção e veja nascer o seu filho.

A anestesia epidural pode aplicar-se quando o colo do útero alcança 3 cm de dilatação e a grávida sente contracções cada quatro ou cinco minutos. A técnica varia em função dos critérios de cada hospital.

A sua principal vantagem é que a mãe pode colaborar activamente no parto sem sofrer.

A diferença da anestesia intradural, que se utiliza em algumas cesarianas, é que elimina a dor sem afectar a mobilidade das pernas (os músculos conservam toda a sua força) pelo que a mulher pode empurrar durante as contracções para ajudar o seu filho a nascer.

A anestesista introduz uma agulha na coluna (com anestesia local) e através dela insere um cateter (tubo flexível muito fino) e por ele vai injectando doses sucessivas de anestesia durante o parto. A punção realiza-se na coluna vertebral, na zona epidural, onde se encontram as terminações nervosas.

Desvantagens da epidural

Ao não sentir a dor, a mãe pode empurrar com menos força e atrasar ou dificultar a saída do bebé. Convém fazer preparação para colaborar no nascimento.

Pode fomentar o uso de fórceps (caso a mulher não empurre bem).
Há uma possibilidade muito remota de que não surta efeito (e, consequentemente, a mulher ter de fazer o parto normal).

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Às vezes as contracções uterinas diminuem de frequência ou intensidade. Neste caso, o ritmo normal deve recuperar-se com a ajuda de oxitocina.
Pode produzir hipotensão materna (detecta-se e soluciona-se rapidamente), tremores, dores na coluna e, muito raramente, dor de cabeça (quando acidentalmente a punção trespassa uma membrana chamada duramáter com a consequente saída de líquido cefalorraquidiano), que passa com o tratamento.

As contra indicações mais comuns são: alterações na coluna vertebral, problemas de coagulação sanguínea, infecção na zona da punção, partos de risco e alergias a algum componente da anestesia (há quem não tolere a geral e sim a epidural.

Saiba mais…

Uma das perguntas mais frequentes de uma grávida (se está à espera do primeiro filho), diz respeito às dores de parto. Como são, qual a sua intensidade, etc. Nada mais lógico. Desde o início dos tempos que as dores de parto têm sido caso de dramatização, é natural que este facto, aliado ao medo do desconhecido, faça com que muitas perguntas se centrem sobre este tema. Claro que qualquer dor, é subjectiva, cada pessoa a interpreta à sua maneira, e há pessoas mais resistentes do que outras. Normalmente, num primeiro filho, é consensual, que as dores são de maior intensidade.

Evidentemente há formas de “controlar” essa dor, seja com técnicas de concentração e de respiração, seja coma ajuda de substâncias introduzidas na corrente sanguínea (anestesia) ou substâncias que actuam directamente nas zonas a anestesiar (analgesia).

A dor do parto é diferente de todas as outras porque não lhe está associado qualquer tipo de negativismo, na maior parte dos casos, pelo que se torna mais fácil de suportar (teoricamente, claro). A dor é facilmente ultrapassada pela alegria do momento e torna-se completamente secundária.

Mas afinal, o que é a dor?
O sistema nervoso humano é composto por vários tipos de células, destacamos as células nervosas que têm por função transmitir as sensações dos vários pontos do corpo até ao cérebro. Todos nós já experimentámos o funcionamento deste sistema, quando, por exemplo, mesmo sem nos apercebermos retiramos uma mão de uma chama. As células nervosas da mão, transmitiram ao cérebro que algo de errado aconteceria se a mão não fosse retirada. Qualquer dor tem um objectivo, chamar a atenção do cérebro para algo de diferente que está a acontecer no nosso organismo.

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Analgesia e anestesia
Numa anestesia, o anestésico é injectado na corrente sanguínea. No caso de uma grávida, o analgésico depois de entrar na corrente sanguínea, rapidamente chega ao bebé, através da placenta. Com a epidural (que é uma analgesia) isso não acontece. O anestésico atravessa a placenta em quantidades mínimas, não comprometendo a saúde do bebé. Na epidural, as células nervosas que transmitem as dores da parte inferior do corpo, são bloqueadas directamente, não sendo necessário administrar qualquer analgésico na via sanguínea.

Um técnico especializado (anestesista) introduz uma agulha especial entre duas vértebras lombares (espaço epidural) e coloca um tubo muito fino no espaço epidural. Esta operação não é dolorosa, uma vez que a grávida está anestesiada localmente. Assim, a substância analgésica alcança de imediato as células a que se destina, bloqueando as dores, mas permitindo que a sensibilidade se mantenha, pelo que a grávida sente todo o processo, e pode participar activamente no trabalho de parto. Desta forma, não tendo que se preocupar com dores, a grávida poderá concentrar-se melhor, e responder de forma mais correcta às solicitações do médico ou parteira que a assistem.

Cerca de 10 a 15 minutos depois de administrada a primeira dose, epidural começa a fazer efeito, caso seja necessário serão aplicadas doses complementares. Todas as hormonas que participam no processo do parto continuarão a funcionar, não há, portanto, qualquer incompatibilidade entre a epidural e as contracções.

A necessidade de fazer força provavelmente diminuirá, aumentando apenas quando a contracção está no auge (barriga completamente dura). Uma mãe com epidural mantém-se calma, despreocupada em relação às dores, relaxada e o próprio colo do útero beneficiará desse relaxamento. A epidural já existe há, pelo menos, 30 anos, e tem sido progressivamente mais utilizada em todas as intervenções cirúrgicas em áreas abaixo da zona lombar (como no caso de cirurgias à próstata). Caso durante o trabalho de parto se decida avançar para uma cesariana, a epidural mantém-se (em doses maiores) o que permite à mãe estar consciente durante a operação (apesar de não poder ver), facto que atenua a possibilidade de depressão pós parto (mais frequente nas mulheres que fizeram cesariana).

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A escolha deve caber única e exclusivamente à mãe e aos médicos que a assistem, ponha de lado todas as opiniões de leigos, principalmente aqueles que têm ideias pré-concebidas.

Fale com o seu obstetra, verifique se o estabelecimento hospitalar onde vai ter o seu bebé dispõe de equipamento e pessoal que permitam a epidural, e, assim que der entrada informe a enfermeira parteira ou o médico que a acompanha, da sua decisão (seja ela qual for).

De qualquer forma, e caso opte por uma epidural, não entre no trabalho de parto completamente convencida de que será possível obtê-la. Muitos hospitais e clínicas não têm disponível um médico anestesista (essencial para a administração da epidural) exclusivo para as grávidas, pelo que, por vezes, não há qualquer possibilidade de a obter, mesmo que a peça assim que dá entrada.

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01. Julho 2010 by admin

One Comment

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  1. Epidural.. esqueçam! Provocou alterações na coagulação sanguínea e no útero após o parto não voltou a contrair… resultado retirar o útero. Agradeço à enfermeira que me fez mudar a decisão de não tomar epidural.

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