Anestesia Raquidiana

Aula gravada de Anestesiologia – Anestesia Raquidiana, tambem conhecida por raque ou anestesia raqui.

Foi uma revolução fantástica na medicina, claro que a cocaína já era, mas as folhas de coca, e o poder anestésico local de coca, já era conhecido há séculos pelos habitantes da AIDS.

A coca foi levada para a Europa e os pesquisadores, principalmente alemães, interessaram de mais pela cocaína. Inventaram até um vinho com folha de coca, e teve um grande sucesso, ele causava tal estado de euforia.

A partir da cocaína, foi visto que colocando cocaína no olho era possível operar o paciente, então teve um alemão que teve a idéia de colocar cocaína, e logo outros tiveram idéia de colocar no nariz, no ouvido, até hoje as soluções de cocaína são usadas para anestesiar o tímpano quando precisa-se de fazer uma paracentese. A partir da cocaína os químicos alemãs começaram a pesquisar estas substâncias que causavam anestesia local.

Em 1905, Hair Holt (?) descobriu a procaína e logo uma infinidade começou a surgir. A procaína é éster do ácido para-aminobenzóico, inúmeras outras substâncias da família do éster PABA, são umas tóxicas outras não, umas para serem usadas em infiltração outras em bombinha. Mas a procaína foi por longo tempo o anestésico local padrão, esta substância prestava tanto para anestesia troncular, infiltrativo. Depois descobriu que feita continuidade na veia ela também agia como anestésico geral, e durante (1960-70) foi um grande anestésico geral usado nos países pobres, era baratíssima, aí o indivíduo pegava a ampola a 50% (olha a dose!). uma ampola 20 ml jogava uma ampola dessa num frasco de soro glicosado, pegava a veia do doente e começava a gotejar, o doente ia ficando sonolento, e ai a gente leva uma dose de tionembutal para acabar de desmembrar o indivíduo e entubava e pode operar. De repente a indústria farmacêutica descobre o halotaso, o 1º halogenado de uso universal. Havia outros halogenados cloroforme, cloreto de etilo, o tricloroetileno e outros, todos muitos tóxicos (coração, fígado).

Em 1960 lançou o halotano com uma propaganda bucal – e essa droga rapidamente tornou-se o grande anestésico geral. Já em 1960, surgiu o 1º caso de hipertemia maligna provocada pelo halotano. Esse anestésico, apesar de ser um excelente anestésico, e se usado até hoje, é um tremendo depressor do coração, é um tóxico para fígado importante (hepatite halotânica). Então, halotano foi sendo posto de lado.

A indústria foi desenvolvendo uma família de derivados de halogenados, até que chegou ao que nós temos hoje, o enfluorano, desfluorano, sefluorano, e outros, sendo que o isofluorano e sexfluorano (?) é no momento atual os halogenados mais usados no mundo. Olha esses anestésicos desbancaram a procaína devido propagandas. Teve um cientista alemão que no congresso mundial, preparou um trabalho para mostrar que a procaína não presta para nada, e mostrou no congresso o contrário, afirmou que era o melhor anestésico. Mas logo entrou o halotano que sepultou a procaína (ela sumiu do mercado).
Anestesia com procaína custa R$ 2,00 e um vidro sexfluorano custa R$ 700,00.

Hoje tá chegando a conclusão que esses anestésicos devem ser abandonados e quem tá entrando é o propolol (agente venoso), os morfínicos (ventamil) e a conjugação da anestesia geral mais anestesia peridural contínua.
Hoje eu usaria a procaína para anestesiar a imensa maioria dos pacientes (de crianças até adultos), mas a procaína desapareceu.

A procaína em solução 1%, era usada para anestesia infiltrativa; a 2% para peridural, plexos etc.; 5% para raquianestesia.
Depois de 1960, surgiu a lidocaína (xilocaína), é um e excelente anestésico local, usado como antiarrítmico (principalmente ventriculares), poderoso antitossígeno.

No início do século passado, a anestesia geral era complicada, contava com poucas drogas (cloroforme, tricloroetileno, trilêsio, ciclopropano – extremamente explosivo), foram sendo abandonados pela entrada do bisturi elétrico. Foi ai que a procaína entrou como anestésico geral, depois os halogenados.
A 1ª experiência foi feita por Bier (anestesista alemão), ele pegou a cocaína, misturou em H2O e pediu para a assistente dele – “oh, enfia isso aqui até sair líquor, ai você injeta essa substância nas minhas costas. Ai o cara foi lá e fez a experiência, e na que ele fez escapou a seringa e perdeu um pouco se solução e ai o assistente pediu para repetir a experiência, só que agora injetaria no assistente, e o cara fez pela 1ª vez a raquianestesia e o efeito foi sensacional do umbigo para baixo pode rancar o que quisesse sem sentir nada.

Logo depois descobriu procaína, eles a experimentaram e viram que também era excelente para raquianestesia.
A raquianestesia entrou na prática de medicina muito bem. Depois começou a surgir os problemas, as drogas não eram puras, e ocorriam contaminações, havia problemas de degeneração de fibra nervosa em conseqüência das soluções preparadas. Mas maior problema das raquianestesia eram o diâmetro das agulhas. Como eram muito calibrosa no dia seguinte da raqui o paciente apresentava uma dor de cabeça desesperada (cefaléias pós-raqui). Isso e as complicações neurológicas (paralisia definitiva), fez a raqui cair no pavor, rejeição.

Com mudanças, a agulha descartável (evitar processos neurológicos); as soluções anestésicas passaram por extremo aprimoramento, cuidados de anti-sepsia ficaram rigoroso; e o principal diminuíram o diâmetro ( 18g – um prego – 22 + fina – 25 – 2 + [capilar]) para evitar a cefaléia; o bisel feito de tal forma que ao penetrar na dura-máter ele não corta as fibras mas sim afasta as fibras de tal forma que quando tira a agulha aquele buraquinho fecha, com mínima perda de líquor, e era essa perda de líquor pelo buraco deixado na dura-máter, é a origem de tão temida cefaléia.

Esse período quando a raqui estava em baixa, e precisava de anestesia condutiva para fazer cesariana, hérnia (do umbigo para baixo), entrou em moda a peridural, que até hoje uma grande forma de anestesia, mas agora graças a produção de agulhas especiais e progresso da indústria farmacêutica, a raqui voltou a ocupar um grande papel, a raqui subaracnoidea que é conhecida como raqui. (virou a fita). A grande diferença que está é o local onde se coloca o anestésico.

Presta bem atenção que isso é motivo de prova! Nós temos a nossa medula com seu corno anterior (corno motor), tem o posterior (sensitivo). Envolvendo o tecido nervoso existem uma membrana finíssima internamente ligada ao tecido nervoso que a 1ª camada de proteção da medula que chama pia-máter. Por fora da pia-máter vem outro folheto que se chama folheto visceral de aracnóide, porque a aracnóide é uma membrana dividida em dois folhetos – o visceral e o parietal entre esses já um espaço que existe desde o crânio até o fim da coluna vertebral, ele está preenchido por líquor. Esses espaço é o espaço subaracnóideo. Esse líquor tem um papel extraordinário ele produzido nos ventrículos cerebrais, há uma estruturada produtora desse líquor, dali então ele vai passando pelos forames ganha esse espaço passa aqui em baixo na base do crânio para o canal raquiano e vai até embaixo (fim da medula), esse espaço é contínuo protegendo toso o SNC, e ele contém o líquor. O líquor é produzido e reabsorvido continuamente. Por fora do folheto parietal de aracnóide existe uma membrana grossa, resistente, protetora, que é a dura-máter. Então, o SN é protegido por três membranas, por um espaço e uma dessas três membranas se divide em dois folhetos.

Agora vem a estrutura óssea, na parte anterior tem o corpo das vértebras. Na lateral temos as lâminas, que quando chega na face posterior tem se as apófises espinhosas. Na lateral temos também as apófises transversas. Temos uma lâmina que se une com a outra (seguinte) que forma o canal raquiano.

Essas vértebras são mantidas no lugar graças a uns ligamentos que une essas vértebras umas as outras. Então, tem o ligamento o vertebral comum posterior, estende da base do crânio até o sacro. Na frente temos o ligamento vertebral comum anterior.

Temos o ligamento amarelo, forte que une todas as vértebras por dentro.
Então, na realidade as vértebras são sustentadas uma em cima da outra, formando o pilar da coluna, protegendo medula, graças a três poderosos ligamentos (ligamento vertebral comum anterior, ligamento vertebral comum posterior e o ligamento amarelo).

Entre duas apófises espinhosas existe outro ligamento, ligando apófise espinhosa superior com a inferior e ligamento inter-espinhoso. E aqui atrás correndo pela crista de todas as vértebras nós temos o ligamento supra-espinhoso.
O ligamento que nos interessa é o ligamento amarelo, repare que fica um espaço dentro da coluna entre a estrutura nervosa e a estrutura óssea, um espaço que é atravessado pelas fibras nervosas que vão para periferia. Os buracos de conjugação ficam aqui entre duas vértebras transversas, nesses passam os nervos motores, (saem do corno anterior e se dirigem para periferia) e sensitivos (vem de periferia e entram no corno posterior). Todos os nervos somáticos espinhais são constituídos de raiz motora e raiz sensitiva que atravessam o buraco de conjugação e penetram neste espaço (espaço peridural). Este espaço é limitado por fora pelos ligamentos que une as diversas vértebras e o periósteo e por dentro dele face externa da dura-máter. Esse espaço é preenchido por um tecido gorduroso chamado tecido aveolar frouxo, verdadeira proteção. Então, 1º a medula é protegida pelo líquor no espaço subaracnóideo, que funciona como um amortecedor, este líquido não sai porque fica compreendido entre os dois folhetos de aracnóide.

Se eu pegar uma agulha introduzo pela linha média outra pela linha paramediana e vem avançando a agulha, passo o ligamento amarelo, passo o espaço peridural furo a dura-máter e caio no espaço subaracnóide vou notar que vai pingar líquor. Essa manobra eu uso para colher líquor para contagem de células, fazer pesquisa de suspeita de meningite, dosagem de glicose do líquor, então é exame corriqueiro para medir a pressão do líquor (água de rocha).
Se quando chego no espaço subaracnóideo, jogo um anestésico ali, este se dilui e banha as raízes nervosas e bloqueia estas. Dependendo da quantidade de anestésico vou bloquear uma quantidade maior ou menor dessas raízes. Essas soluções preparadas para jogar ali no líquor, elas tem que ter uma certa densidade. A densidade é peso de solução comparado com o peso da H2O, então se nessa solução for mais densa do que o líquor (o líquor tem uma densidade um pouco maior que da H2O), quando eu injetar essa solução hiperbásica em relação ao líquor vai descer, então seu ponho o doente sentado e esse líquido vai descer e vai anestesiar a parte de baixo. Se eu injeto uma solução hipobásica em relação ao líquor ela vai subir e vai anestesiar para cima, mas vai atingir regiões que eu não quero, porque vai paralisar a respiração (nervo frêmito, nervo intercostais).

Então, eu jogo com a basicidade da solução e a porção do doente par fazer anestesia do local que eu quero.
O meu doente tem uma hemorróida ou fístula perianal,… eu quero uma anestesia que vai anestesiar a parte inferior, eu ponho meu doente sentado, de costas para mim, sentado sobre a região perineal se eu punciono o espaço subaracnóideo e com uma solução hiperbásica injeto.

Como eu consigo tornar a solução do anestésico hiperbásica?
Eu misturo essa solução de anestésico com solução de glicose a 10%, então ele fica mais pesado que o líquor.
Se meu paciente quer operar uma hérnia (do lado direito) eu coloco o doente na mesa, e deito ele na mesa do lado direito. Punciono com a minha agulhinha e injeto o anestésico, como ele é mais pesado ele vai ficar na parte de baixo, empregnando mais as fibras do lado direito da medula. Se eu deixar o doente deitado nesta posição uns 8-10 minutos o anestésico vai bloquear, tão seletivamente as fibras do lado direito que ele vai ficar com a perna direita paralisada e a perna esquerda se movimentando, chama-se raquiunilateral (raqui saci). As vezes nós temos pacientes tão graves, por ex. diabete com uma gangrena de perna e vai amputar essa perna, o meu interesse é anestesiar só aquela perna, deito o paciente do lado que vai ser operado coloco ali a solução hiperbásica e atingindo só aquele trecho que vou anestesiar. Eu não gosto muito desta técnica (raqui unilateral) porque em geral o paciente fica mexendo com a outra perna e fica “torrando” a paciência.
Quando nós nascemos a medula se estende até a sacro (terminando na altura de S2), então se eu enviar uma agulha na criança na região lombar eu vou furar a medula do cara e posso causar lesão neurológica. Então, uma punção no bebê para colher líquor é uma manobra muito delicada se eu avanço um pouquinho a agulha eu entro no espaço subaracnóideo e vou ferir a medula da criança. Se injetar o anestésico pode acontecer de injetar dentro da medula, causando lesão, eu tenho que injetar anestesia no líquor.

A medida que o indivíduo vai crescendo a coluna do sujeito vai aumentando e a medula vai sendo arrastada para cima. Então, no adulto, a medula acaba na altura do rebordo de L2, isso indica que para fazer uma raqui e não ferir o cone da medula eu devo puncionar de L3 para baixo (em L3-L4 ou L4-L5 ou L5-S1) eu sei que a espinha ilíaca se eu traçar uma linha dentre as duas espinhas ilíacas passa no bordo superior de L4.

Qual espaço posso penetrar uma agulha para cobrir o líquor com segurança?
De L3 para baixo.
Posso entrar pela linha média ou pela linha lateral. As vezes o indivíduo tem uma deformidade de coluna, ex. trata-se de um velho com seus ligamentos todos calcificados, então se eu vou introduzir a agulha pela linha média eu vou encontrar muita resistência, ai eu entro pela linha paramediana.
Como a agulha é muito fina ela tende a invergar com muita facilidade, então eu introduzo 1º uma agulha grossa, calibrosa, resistente (para vencer os ligamentos) e por dentro dessas agulha introduzo a agulha de raqui.
Raqui em sela (porque a parte anestesiada corresponde a superfície do corpo que fica em contato com a sela quando está a cavalo, eu ponho o anestésico aqui e o anestésico vem do fundo de saco dural e fica nessa região, o anestésico vai banhar as fibras de cauda eqüina, que vão constituir o plexo sacro, então vai anestesiar ânus, bolsa escrotal, vagina, colo uterino, anestesia fantástica para hemorróida, abcesso perianal, retira de um corpo estranho cravado no ânus, que é uma região extremamente sensível. A anestesia leva analgesia como relaxamento muscular. E a dose de anestésico é mínima, eu uso 1 cm/2 cm de lidocaína 5% ou marcaína 0,5.

Será que pode lesar as fibras da cauda eqüina com a agulha? Pode, mas isso é muito pouco provável, porque estas fibras estão soltas no líquor e quando você vai enfiando a agulha vai empurrando as fibras e elas chegam, por lado, então é raríssimo furar uma fibra.

Se um dos pavores que nós temos de raqui é que haja contaminação do líquor e o paciente faça uma meningite, aracnoidite, nós temos que ter o máximo de cuidado com a anti-sepsia. 1º o material usado seja de laboratório fidedignos e o produto seja rigorosamente esterilizado. Antigamente as ampolas de anestésico eram anticlavadas no hospital, hoje as ampolas vem esterilizadas do laboratório dentro de uma cápsula que a enfermeira abre e entrega ao anestesista (a ampola é esterilizada por fora, dentro daquela cápsula) que está enluvado pega a ampola, quebra e aspira o líquido. A agulhas são rigorosamente descartáveis, já vem esterilizadas dentro de uma embalagem selada que a enfermeira abre e o anestesista pega com a luva.

O paciente é preparado com uma solução anti-séptica (usava iodo pervidona, porém corre o risco do bisel leva uma quantidade ínfima para o líquor e causar uma aracquinordite, então hoje usa álcool 70%). O anestesista de luva, gorro, máscara acima do nariz. Não se deve falar nem pensar em espirrar, nem tossir. O anestesista tem que se escovar. Observa-se tem lesão, qualquer sinal (espinha, furúnculo, infecçãozinha) nada de raqui anestesia, nada de punção. Todo doente que teve ou tem um passado neurológico (ex. hérnia de disco), não faça raqui neste cara porque qualquer coisa que ele sente depois ele vai dizer que foi da sua anestesia.

Vantagens da anestesia raquidiana:

Utilizar quantidade mínima de anestésico
Teor reação tóxica praticamente impossível
A localização do espaço subaracnóide é absoluta, porque a posição da agulha é confirmada com a saída do líquor.
Tempo de latência curtíssimo (instalação imediata), excelente para casos de urgência (cesariana em caso de sofrimento fetal grave)
Jogando com basicidade de substância e a posição do doente eu determino a localização e a extensão de área que eu quero bloquear

Pergunta: Essa droga que eu jogo aonde ele vai ser metabolizada?
Ao cabo de 1h – lidocaína/ 2-3h – marcaína ela vai se difundindo lentamente passando para os capilares, ganha a circulação e finalmente vai ser metabolizada no fígado. Então, são metabolizadas no mesmo lugar que são por tipos anestesia., complexo de tronco..) geralmente são metabolizadas no fígado só que lentamente, porque vai saindo devagar. Acidente anafilático é raríssimo porque o pouco que vai saindo vai sendo bloqueado pelas defesas do organismo, as proteínas plasmáticas (lembra que eu falei que as proteínas é a 1ª linha de defesa contra os tóxicos).
Resposta de uma pergunta: O fluxo contínuo cérebro – medula, vai sempre tocando esse anestésico em direção distal, então ele não sabe para a cabeça. Pergunta mas e a reciclação dele? Não ele não é reciclado, o líquor ele é produzido aqui nos ventrículos e passa para os espaços subaracnóideo e daí vai sendo absorvido pela periferia.

O doente que faz uma raqui mesmo com agulhas finas pode ter problema de cefaléia, por que? Porque quando você fura a dura-máter, esse buraquinho gera uma fístula liquótica, se o paciente imediatamente começa a andar, a fístula não se fecha de imediato e fica saindo líquor. (virou a fita).
Flutuabilidade, e isso é de uma importância fantástica, porque não importa o tamanho da vasilha e nem o formato eu posso substituir esta por um balde, a flutuabilidade continua a mesma. Se agora substitui esse balde por uma canequinha pequenininha, que deixa ao redor dela uma camadinha de líquor insignificante a flutuabilidade contínua a mesma. Então, o cérebro dentro do crânio ele está flutuando no líquor. Quando nós fazemos um buraquinho embaixo, que esse líquor escapam, ai o cérebro murcha e desaba, por causa da perda do líquor. O cérebro está fixado na calota, por vasos das meninges e por ligamentos. Quando ele se achata entro do crânio, estira esses vasos e ligamentos e vem a dor. Se eu agora deito o doente, ou colocar um tijolo em baixo da cama, deixando-a ligeiramente inclinada, eu reestabeleço o líquor e a dor de cabeça desaparece, o doente em pé a dor volta. Essa dor é do tipo em barra, geralmente atrás do olho, é típica da cefaléia por hipotensão licórica.

Quando o paciente colhe líquor, eles normalmente usam uma agulha grossa para tirar uma quantidade boa rapidamente e medir a pressão do líquor e depois manda o doente para casa e não recomendam nada para o doente. Um dia eu cheguei no hospital e tinha uma técnica de raio x desesperada, apoiada com a cabeça na mesa, aí a enfermeira me disse que ela estava com uma dor de cabeça insuportável, e disse que ela tinha feito uma punção lombar ontem e veio trabalhar hoje. Isso é uma loucura, a moça faz uma punção ontem e vem trabalhar hoje, isso não pode, ela tinha que ficar imediatamente deitada em casa, em repouso durante 4-5 dias, até fistula fechar. Qual foi o diâmetro da agulha? Será que foi 25 ou 22 ou 18? Se foi 18 a coisa é muito mais séria.

Essa cefaléia pode ter conseqüências graves e/ou irreversível.
Na base do nosso crânio passa nervos em cima de cristas ósseas, e entre esses nervos o 3º, 4º e 8º par, principalmente no seu feixe coclear passam em cima de cristas ósseas. Então quando o cérebro perde a flutuabilidade e se achata sobre os nervos, ele comprime os nervos. Dependendo do tempo dessa compressão, ele pode lesar definitivamente o nervo. O 4º par é um dos nervos que regula a motilidade do olho; então o paciente apresenta diplopia, fica vesgo. Então isso é um sinal que está havendo alteração neurológica. O 8º par que engloba o acústico e o coclear, o paciente pode apresentar distúrbios da marcha, perde a direção. Se o paciente não for posto em repouso essa lesão é definitiva.
Então vai com distúrbio da marcha e diplopia permanente. A única coisa que melhora é restabelecer líquido dentro da calota, anestesia não adianta, hiperhidratação faz com que tenha maior pressão; então mais força sobre a fístula e isso dificulta o seu fechamento. Tem é que deixar o doente deitado.

Em 1964, C. Davidson publicou um trabalho recomendando que quando se furava a dura-máter inadvertidamente com uma agulha calibrosa, lógico, era de se esperar um cefaléia intensa. Então teve a idéia de tirar sangue na veia do paciente e pela agulha injetava sangue para formar um coágulo no espaço peridural para tamponar o buraco, essa técnica chamava-se ________________?
A proporção que essa técnica foi sendo usada, foi surgindo conseqüência. Aquele sangue injetado ali pode gerar uma zona de fibrose que vai comprometer as fibras nervosas que passam por ali e geram um foco de dor permanente. Aquele coágulo pode formar um abscesso peridural que vai ter que ser drenado por uma laminectomia. A colocação deste coágulo pode resultar em fracasso total e pode ter dor de cabeça da mesma maneira, 30% dos doentes continuam a ter dor de cabeça. Então não tem que colocar coágulo nenhum. Tem que recomendar o doente a ficar deitado e deixar o doente em observação, e se possível internar no hospital. Contou uma história em que ele fez peridural e não recomendou ficar deitado e em repouso, aí depois de um ano ele reencontrou a paciente que estava se arrastando, lesão definitiva do 5º, 4º e 8º par.

A cefaléia é mais comum no jovem do que no velho, a mulher tem mais cefaléia do que o homem e a paciente obstétrica é mais propensa a cefaléia.
Sempre desconfiar numa cefaléia da proximidade de uma meningite. Então se o paciente tem febre, rigidez de nuca, hemograma com infecção, aí não é mais cefaléia pós-raqui, aí é meningite.

O único tratamento de cefaléia pós-raqui é o repouso. Paciente que sofre de enxaqueca, não fazer raqui. Então você vai ter aborrecimento porque ele vai sempre justificar a dor de cabeça dele a sua raqui.
Raqui é uma excelente anestesia do umbigo para baixo. O nosso umbigo é inervado por T10, então de T10 para baixo é uma excelente anestesia.
A anestesia raquidiana como a peridural, é uma anestesia que confere anestesia para parte somática do corpo. Então a raquidiana é para operar varizes, próstata, períneo, cesariana, a raqui para amputação de perna, hérnia.
Da medula de T1 a L2 localiza-se o sistema adrenérgico, aqui no gânglio existem um par craniano que o vago é na região caudal (S2-S1-S4), está localizado Sistema Colinérgico Cranial (cujo maior representante é o vago) e o Sistema Colinérgico caudal respectivamente.
O sistema autônomo ou neurovegetativo é formado pelo sistema adrenérgico e colinérgico.

O nosso sistema nervoso é dividido em dois, sistema somático ou da vida de relação que nos põe em contato com o mundo exterior, então todos os nervoso que vão a pele, mucosas, músculos estriados, e os pares cranianos pertencem a esse sistema. Os nervos que vão as vísceras (pulmão, tubo digestivo…) pertencem ao sistema nervoso autônomo ou neurovegetativo. Este é iminentemente um sistema motor, ele só tem vias centrípetas (do centro para a periferia) para comandar as vísceras.

Tanto o sistema adrenérgico quanto colinérgico existem fibras paralelas centrífugas. Então onde vai uma fibra motora simpática, ou colinérgica vem de volta uma fibra sensitiva daquela víscera inervada por aquela fibra vegetativa. Essas fibras são inteiramente separadas embora conjunta com as fibras neurovegetativas elas são inteiramente autônomas, e são elas que vão construir as vias da sensibilidade visceral, quando eu sinto uma dor de uma úlcera gástrica, uma cólica renal, isso tudo está correndo por essas fibras centrípetas do sistema neurovegetativo. Este nervo é vago, leva com ele uma alta quantidade de fibras sensitivas de tal maneira, 1/3 é de fibras motoras e 2/3 são sensitivas, que corre junto com o vago mas que tem independência total. O que o vago inerva? Inerva da face posterior da epiglote, glote, traquéia, brônquio, pleura visceral, esôfago, estômago, vesícula, duodeno, pâncreas, intestino delgado, apêndice, cólon, até metade direita do transverso, tudo isso recebe fibras do x parcaneano, fibras motoras e sensitivas. Então, quando eu tenho uma tosse, dor na deglutição, dor de estômago,… é o vago que está captando. Oh, eu estou com uma apendicite e faço uma raqui anestesia ou uma peridural, a dor (acabou a fita). Ai pego o apêndice e puxo, ele sente uma dor no estômago e náuseas, faz uma bradicardia e uma hipotensão, por que? Por que a região não foi bloqueada pela raqui anestesia, porque o nervo vago por onde ele passa? Ele sal _______ (?) corre pelo pescoço e não tem nada a ver com raqui, entra n tórax passa pelo diafragma e entra cavidade abdominal. A raqui não pega o vago. Então para cirurgia cavitária de vísceras do cólon transverso para cima, peridural e raqui não abolem a sensitividade dessas regiões. Então peridural e raqui são excelentes anestesias para a parte somática, eu quero amputar o pé, a perna, beleza! Eu quero operar uma hérnia, beleza! Ah! Se dentro da hérnia tem uma alça intestinal, e o cirurgião na hora que vai reduzir essa hérnia e puxa essa área, na hora o paciente sente mal, dá bradicardia, dá hipotensão.

Ai vocês perguntaram: como é que eu peço cesariana e a doente não sente dor?
Como eu faço a retirada de um útero e ela não sente dor com a raqui anestesia?
Porque essa região, o útero, trompas, ovário, cólon uterino, bexiga, é inervado pelo sistema colinérgico caudal. Então, quando eu faço uma raqui eu bloqueio daqui para baixo, eu bloqueio a parte somática e bloqueio a parte colinérgica. Então, numa prostatectomia é uma excelente anestesia, o doente não sente nada, eu posso fazer uma cirurgia no reto. O rim é complicado.

Ele até um parte é inervado pelo colinérgico caudal, mas ele recebe uma inervação adrenérgica muito importante e essa inervação leva fibras sensitivas. Então assim, uretes para baixo eu tenho fibras colinérgicas, mas ali da pelve renal para cima eu tenho sistema adrenérgico. Tanto que o paciente quando tem uma cólica nefrética, muitas vezes ele tem diarréia e vômitos, porque essa cólica estimula fibras sensitivas do vago. Então é meio complexo a sensibilidade visceral do rim.
O que vocês precisam saber é isso, as vísceras pélvicas elas são inervadas pelo sistema colinérgico caudal, que sai de S2 (S2 e S4). Então uma anestesia raquiana baixa perde perfeitamente a sensitividade.

Contra indicação da anestesia raquidiana:

Recusa do paciente – não se faz no paciente nenhum procedimento que ele recuse. A menos que ele seja louco e haja responsável legal.
Paciente que tem ou tenha tido lesões neurológicas – tem uma hérnia de disco, uma raquialgia, uma dor ciática, não se faz.
Se houver sinais de infecção na zona de punção.
Cefaléia crônica.

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Em: Outros Temas | 45 comentários

45 Comentários no Fórum

  1. Passei mto mal numa curetagem falta de ar coracao acelerado taquicardia mto agitada sera q foi pela raqui qual exame p saber se e alergica

  2. Há seis anos fiz uma cesariana, pois tive placenta prévia total e fui obrigada a fazer este procedimento para trazer a minha filha ao mundo. Quando sai do hospital estava sofrendo dores terríveis na coluna, não conseguia ficar na mesma posição por cinco minutos. Fui ao médico e descobri que estava com infecção no útero e na urina. Tive que fazer tratamento por uma ano. A infecção curou, porém as dores não. Fui ao ortopedista que pediu vários Rx da coluna e nada, então fui encaminhada para o neurologista. Quando consegui me consultar com o neurologista já estava sofrendo de dormência nas pernas e dores tipo câimbras paralisantes nos braços. Então com a tomografia descobriu-se que estava com uma hérnia distal adentrando o saco dural, provocada pela anestesia peridural. Sinto fortes dores na região lombar. Tenho que ficar me movimentando o tempo todo. Quando tento fazer exercícios físicos minhas pernas tremem. Já levei alguns tombos e sinto que estou lentamente perdendo a sensibilidade delas. O Neurologista me passou uma eletroneuromiografia dos membros inferiores, porém não são só as pernas que estão travando, os braços também. Minha pergunta é: o que faço? Qual o melhor tratamento? Antes disto não tinha problema algum na coluna. Estou com pré obesidade, quero fazer exercícios físicos e não estou conseguindo porque o corpo todo treme, como se estivesse com uma fraqueza muscular. Tenho uma filha hiperativa que saio com ela de casa todos os dias para o seu tratamento e escola. Quando chega final de semana estou com dores terríveis e não tem remédio que tire. Tenho que ficar atrás da minha filha o tempo todo. Quando me deito para dormir a noite dói o corpo todo. Tento fazer os exercícios que o médico mandou, mas as minhas pernas não obedecem. O que faço? Isto vai piorar? E o que posso tomar para tirar estas dores? Tenho 41 anos, e, agora no dia 23 farei 42. Minha filha e minha mãe precisam de mim e isto tem me feito sofrer muito. As dores são terríveis. O problema é na L5. Às vezes sinto queimação nas pernas e formigamento nos pés, sem contar as crises de enxaqueca que se tornaram frequentes. Trabalhar como trabalho sentindo dor é angustiante. Por favor me respondam. Moro em Queimados/RJ.

  3. ola!passei por uma cirurgia de varizes a um mes com anestesia raqui vou fazer outra cirurgia de ernia no umbigo,gostaria de saber se tem algum risco tomar outra raqui em pouco tempo.

  4. Me submeti à uma Artroscopia no joelho esquerdo no dia 13/01/14, e o método anestésico foi o uso da Raqui. Hoje, dois dias depois da cirurgia ainda sinto os reflexos desta anestesia, porém não sabia o porque. Vim do hospital sozinho e de ônibus, de outra cidade à 100 km daqui. Bem… As dores de cabeça, nas costas e náuseas me atacaram com força. Cheguei em casa e esses sintomas persistiam, mas somente enquanto eu FICO EM PÉ. Parti para a pesquisa e aqui nest site encontrei minhas respostas… Informação é mesmo importante. O fato de perder líquor, pela punção no dura-máter na coluna, ocorrendo um murchamento do cérebro, forçando assim os vazos meninges e os nervos que “prendem” o cérebro na caixa craniana, quando se fica em pé, me tranquilizaram muito… Pois realmente deitado não sinto mais doque um desconforto nas costas de ficar deitado tanto tempo… As dores de cabeça ( cefaléia ) são realmente terríveis. Porém, no período de 4 até 6 dias após a Raqui, tem mesmo é que repousar na horizontal até que gradativamente tudo vai voltando ao normal.
    Deixo aqui meu agradecimento ao site que disponibilizou a informação, pois já estava achando que eu estava tendo um AVC… Abraço e boa recuperação pra quem está nessa.

  5. Fiz cirurgia da vesícula e me aplicaram a anestesia raquidiana, mandaram ficar sem levantar a cabeça e conversar até o outro dia. Tive vômitos e sentir muita dor de cabeça (terrível dor de cabeça) e dores na coluna e nuca, após mandarem tomar bastante líquido e principalmente água de coco, com quatro dias não sentir mais nada. Também não fiquei com nenhuma sequela, tinha muito medo da anestesia pelo que as pessoas me contavam, mais hoje acredito que isso varia de pessoa para pessoa.

  6. mim submeti a cirurgia e o anestésico foi raque logo depois fiquei com dificuldade no olho direito, com visão fosca, quero saber se tem ligação com o anestésico e se é temporário peço ajuda.

  7. Olá, fiz uma histeroscopia na terça 24/09/13 e tomei a raqui, infelizmente ficamos dependentes dos médicos e temos que confiar neles, devido a falta de quartos na Unimed, não tinham onde me colocar, me deram alta depois de 4 horas da cirurgia, levantei meio grogue e fui para casa sem nenhuma recomendação pós operatória.
    No mesmo dia vomitei muito e no dia seguinte já acordei com dores na coluna e cabeça,voltei para a Unimed e me colocaram por 3 horas no soro. Voltei para casa com dores, não da cirurgia, mas do procedimento raqui.
    Hoje 4 dias depois continuo com dores fortíssimas na coluna toda, pescoço e um pouco me dói a cabeca, o médico me disse que se não passar, terei que fazer o tampão que nada mais é que a Hemoterapia tão rejeitada pelos médicos, mas é o unico recurso para tentar parar as dores. Estou pedindo a Deus que não precise desse procedimento.
    O que estou fazendo é tomar bastante água, repouso, com a coluna reta, e oculos de sol, já que fiquei também com fotosensibilidade.
    Por isso, antes de tomar a raqui, converse bastante com seu médico e pergunte quem será o anestesita, pesquise para não ter problemas…

  8. fiz histerctomia em 29/06 e na aplicação da anestesia senti 3 choques fortissimo na perna esquerda. Desde entao sinto dormencia nos dedos e dores fortissimas e na madrugada a dor piora. Chego chorar!! estou tomando citonuerin5000, mas nao vejo melhora. estou mancando da perna, pois sinto fraqueza, cansaço da mesma. Poderiam me ajudar em dizer o que houve, se isso e comum acontecer e se e temporario? Observação: já fiz 2 cesarias e nao ocorreu essa situação.

  9. Boa tarde, minha mãe fez uma cirurgia de vesicula e teve que tomar trez doses da anestezia.Ela disse que sentiu um choque na perna durante a aplicaçao.Dias depois ela passou a sentir fortes dores nas pernas,pescoço e na coluna.As dores sao tao fortes que ela grita e chora.
    Quero muito saber se essas dores sao temporarias ou serao para sempre.

  10. Minha filha retirou a vesícula no dia 06/05/2013 e qdo voltou para o qto, por volta das 19h e vomitou mto, sentia fortes dores na coluna, que foi subindo para o pescoço fazendo com que ela sentisse falta de ar de tanta dor. Ela gritava de dor na coluna, esquecendo que havia operado a vesícula. Parecia até que a operação tinha sido na coluna. O médico de plantão liberou remédio para dor e no dia seguinte acordou bem. Fomos para casa no dia 07/05/13 e de madrugada ela pediu bolsa de água qte para colocar na coluna. Pede toda hora remédio para dor, o que a faz dormir mto. Acabei de marcar ortopedista para ela para daqui a 13 dias que é o tempo que acho que ela já poderá se locomover melhor (assim espero).Eu penso que foi a anestesia que fez isso com minha filha. De uma mãe preocupada para vcs. Alguém já passou por algo assim? silviajs@live.com

  11. Olá,
    Fiz uma cirurgia de hernia inguinal bilateral com anestesia raquidiana ha uns 10 dias.
    No Terceiro dia, comecei com a cefaléia e fiz a injeção de sangue peridural.
    Desde então, minha perna esquerda dói e meu pé fica formigando.
    Procurei um ortopedista que me disse que é assim mesmo.
    Sei que isso não é bom e gostaria de maiores esclarecimentos.
    O que causou este efeito?
    É permanente?
    O que devo fazer para resolvê-lo?

    Desde já agradeço

  12. É NORMAL FICAR COM DORES NO PESCOÇO E FINAL DA COLUNA /PERTO DO QUADRIL MESMO DEPOIS DE 37 DIAS TER TOMADO A RAQUE ? favor responda se souber pois estou preocupada pois tirei a trompa ( gravidez ectÓpica)

  13. Boa madrugada!!!

    Tenho 34 anos e fiz no passado dia 31/10/2012 uma cirurgia (raspagem/Curetagem) Levei a anestesia Raqui e disseram-me que teria de ficar na horizontal umas horas…. sem almofada para não prejudicar a minha coluna, etc… e sem falar para não dar gases…

    Tive alta em menos de 24h00 depois da Cirurgia. Não tive nem tenho dores na coluna nem dor de cabeça.

    De tudo o que li aqui (testemunhos), creio que se algo correu menos bem, foi erro ou do anestesista ao dar a anestesia raqui, do enfermeiro que não informou o que fazer e proceder no pós operatório ou do paciente que não fez o que que lhe recomendaram…

    AMEI e aconselho este tipo de anestesia pois é menos forte e até menos «invasiva» que a anestesia geral e a Epidural.

    Beijos e as melhoras para todos.

    FiQUEM COM DEUS!

  14. Boa tarde, eu gostaria de saber, se possível, quais são as referências bibliográficas deste artigo.

  15. gostaria de saber se a raqui da inchaço pós operatorio.pois minha mulher fez uma cirurgia e logo que saiu do hospital teve um inchaço rasoavelmente ecessivo.gostaria de saber se pode ocorrer.

  16. Boa noite,
    Minha Irma fez uma cirurgia terca-feira 31/08 e hoje ja sao 03/08 e ela Ainda nao sente a perna esquerda oque pode ser? Os medicos falam que devemos esperar pois ela tomou 3 raques.
    Eles estao falando a verdade ?quarto’tempo e normal esperar a anestesia sair Do corpo apos a cirurgia?

    Por favor se voces tem alguma esperiencia a compartilhar comigo me ajudem.

  17. EU TOMEI CINCO ANESTESIA NA COLUNA E ESTOU PRESTES A TOMAR A SEXTA VEZ, ISSO SERIA MOTIVO PARA EU PEDIR PARA APONSENTAR POR INVALIDEZ?

  18. Olhei que algumas pessoas mencionaram a dor de cabeça como sintoma do pós anestésico, gostaria de esclarecer já que não sei se foram respondidas.
    A anestesia raquidiana chega a um local situado entre meninges (finas camadas de tecido conjuntivo que recobre o SNC) mais precisamente no espaço subaracnoideo, nessa região existe grande quantidade de líquor – responsável pela proteção do tecido nervoso dentre outras funções. A alteração na quantidade do líquor no momento da anestesia é o responsável pela dor de cabeça, um método para evitar a dor de cabeça é a anestesia peridural que é aplicada por “fora” das meninges e não leva à alteração no LCR.

  19. Minha esposa realizou uma cirurgia para retirada de uma pequena parte do útero e a anestesia foi “raqui”. desde então, ao levantar-se ou sentar-se a dor de cabeça torna-se insuportável. Dipirona, Bromoprida, Paracetamol, “Neosaldina”; não promovem a melhora, o alívio da dor. Como devo proceder? Existe algum medicamento eficáz, recomendado para este caso?
    Agradeço desde já!

  20. Ola meu sobrinho passou por uma cirugia de hernia que desçeu, deram uma anestesia raquidiana nele faz uma semana. Agora ele esta Aleijado com a coluna torta. Fomos no medico e nos disseram que ele ja era aleijado antes. (isto e impossivel ele so tem 14 anos e entrou na cirugia normal) o que fazer? E reversivel?
    Obrigada

  21. Caro, Cassio. Coicidencia ou não, minha esposa também passou por uma cesariana (do meu segundo filho) e teve o mesmo problema. Só que se passaram um ano hoje dia 25/10 e ea sente fortes dores na perna esquerda na região acima do joelho. ela esta em tratamento no hospital Sarah Kubishek em Belo Horizonte e no dia 25/11 teremos uma reposta da médica em que ela esta tratando. Desculpa a curiosidade mas o neuro que vcs procuraram diagnosticou em que o problema dela? Espero seu contato.

  22. Ja tomei raqui duas vezes … Sentimos apenas uma picadinha da agulha como q fosse exame de sangue

  23. Cristiane, sinto a mesma coisa que voce! Inclusive, tivemos a mesma experiencia durante a anestesia – senti um choque e minha perna esquerda deu um “pulo” – meu filhote nasceu meia hora depois tive a famigerada cefaléia de 4 dias – e depois de alguns meses passei a sentir a lombar fortemente, exatamente como voce – nos dias frios e TPM, ainda pior! Fui aconselhada a abrir mao do meu colchao de mola , e hoje durmo em um de espuma ortopédica, no entanto, viajei recentemente para um lugar frio – dormi num colchao de molas e voltei com uma crise horrivel. Qdo aperto o local onde foi dada a anestesia, mesmo 10 anos depois, sinto que doi de forma diferente! Vou procurar um bom médico ortopedista para ver o que fazer em dias de crise, mas já soube que costuma ser comun em cesáreas esse tipo de lesao e que de uma forma geral temos que aprender a conviver com isso! Existem dias bons e dias ruins , mas aquela dorzinha , forte ou fraca, está sempre lá… que Deus nos abencoe!

  24. boa noite, já fiz duas cesarianas e uma cirugia de varizes todas três tomei raque e depois das três eu perdir o interesse por sexo, fiquei fria e isso dura mais o menos de três a quatro anos pra voltar o normal. será que tem a ver com a raque? por favor me responda.

  25. minha esposa se submeteu a uma cesariana no dia 17.06. Após ser encaminhada a sala de repouso, percebemos que os movimentos da perna direita não tinha retornado. Desde então, fomos orientados a procurar um neurologista que, de imediato, diagnosticou o problema. Ela teve uma lesão na L5 com S1, causado no momento do procedimentos anestésico. Tratamento, além de medicamentos ela está fazendo fisioterapia para tentar recuperar os movimentos. Neste caso, os movimentos serão normalizados??

  26. Eu operei de fissura anal, há uns 3 anos atrás, tomei a raqui e ocorreu td bem, esses dias agora operei de ovários policisticos, tomei duas raqui e não pegou, meu médico disse q nunca tnha visto aquilo, ele mandou eu levantar as pernas, depois de anestesiada e eu levantei tudo, só na terceira q pegou… estranho n´w?

  27. Ola, eu tenho um cisto pilonidal, e preciso fazer cirugia, o medico me disse que era anestesia raqui, mas eu posso optar pela peridural? anestesia raqui doi? vc sente oq ue na hora da anestesia? a minha cirugia é uns 20 minutos, por isso usara pouca quantidade de anestesico, entao eu sentirei menos consequencia pos cirugia?

  28. oi eu ja fui submetida a 8 cirurgias e todas com a anestesia raque e sinto muitas dores na coluna
    tem dias que me levanto da cama chorando de dor isso tem aver com as anestesias isso pode tar ligado com algum abcesso na minha coluna

  29. fui submetida a uma anestesia raqui para uma biópsia vesical e estou muito contente por ter optado por este tipo de anestesia. a cabeça não fica afesctada como numa anestesia geral (quando não é bem sucedida) e a recuperação da anestesia é bastante rápida (quando é bem feita, é óbvio!) a minha intervenção foi há 4 dias e estou fazendo a vida normal.

  30. fiz uma cirugia e levei Anestesia Raquidiana e estou sentindo muita dor de cabeça,o medico falou que foi por que lanventei a cabeça, essa dor vai passar eu vai ser para sempre, mais tambem ja e a quarta vez que levei anestesia raquiana

  31. Gostaria de saber, se após cirurgia com RAQUE, alguém passou a ter insonia?
    Estou pesquisando, boca a boca, e percebo que todas as pessoas que fizeram uso da RAQUE em cirurgias, passaram a não dormir mais, isto é, passaram a sofrer de insonia.
    ALGUÉM PODE CONFIRMAR ISSO, OU NÃO?

  32. Minha prima vez uma cesariana e tomou a anestesia raqui, só que quando ela voltou da anestesia teve uma sonolencia muito grande e um disturbio neurologico alto, como não conseguir a caminhar e confusão na hora de se comunicar embaralhando as palavras. Isso pode acontecer ? Ela voltara ao normal ?

  33. É possível que a raqui cause danos ao nervo ciático? Fiz duas cesáreas e nas duas tive dores de cabeça horríveis – não fiquei deitada por muito tempo, além de ter um bebê para cuidar, os médicos me mandavam caminhar pelo hospital. Enfim, me deram um remédio de tarja preta que não me lembro o nome e, com ele, as dores de cabeça passavam. Quando o efeito passava, era horrível. Fiquei no medicamento por uns 7 dias, nas duas cesáreas. Enfim, nada que tivesse consequências permanentes. Porém, tenho uma dor ciática desde a primeira raqui. Inclusive, a aplicação na segunda foi bem mais tranquila que na primeira. Na segunda, não senti nada. Na primeira, senti um “choque” durante a aplicação, ao ponto que a minha perna chegou a se mover. Desde então, sinto frequentemente uma dor lombar baixa que se irradia pela perna. Há épocas em que dói menos ou até paro de sentir, mas nos dias frios e período menstrual a dor chega a ficar incapacitante algumas vezes. Isso pode ser resultado da anestesia? Que especialista devo procurar para verificar essa dor?

  34. É possivel a Anestesia Raquidiana não funcionar? O que pode causar isso?
    Pode o blood patch não funcionar de imediato deixando sequelas?

  35. se caso eu tomar a raqui sendo que não ando … posso ter algum tipo de reação?
    pois fiz uma cirurgia no femor sou caderante e não ando.. e estou sentindo a perna formigar e esquentar tbm isso é normal devo procurar um medico?
    o que devo fazer? pode ser uma reação do meu organismo?
    fiz a cirurgia terça feira e não tomei nenhuma medicação e ja estou em casa?
    Att Clene Mello

  36. Olá,
    Primeiramente gostaria de agradecer a sua pagina – contem informações bastante claras.

    Fiz uma cirurgia de emergencia no dia 22/12/2010 e necessitei da anestesia raquidiana para remover um calculo renal obstruindo o ureter. Ja me sinto melhor, porem sinto uma forte dor nas costas no local onde fui anestesiada, tanta que as vezes mal consigo me sentar. Isso seria normal?
    A anestesista “errou” minha veia do braço e estou com um caroço duro e dolorido na regiao tambem. A veia voltara ao normal? E minha dor nas costas?
    Muito obrigada.

  37. Minha irmã tem alergia a anestesia raquidiana, temos tipos sanguinios diferentes porém com mesmo RH ,qual a probabilidade de eu também ter alergia a mesma ??

  38. Boa tarde,
    Estou desesperada. Me ajudem por favor. Minha irmã 28 anos passou por uma cirurgia(varizes) no ultimo dia 07/12 hje dia 18/12 nao sente as pernas. Ela tem 03 filhos todos nasceram através de cesariana(com sucesso nenhuma complicação). Ela já passou por outras cirurgias. Com 18 anos operou de salpingite, já tirou apendice aos 16 anos. E recentemente(antes desta cirurgia das varizes) havia passado por uma cirurgia do coração(cateterismo) pois sua pressão era altissíma. O que poderia ter acntecido? Já fizeram várias ressonancias, exames da medula mas nada de descobrirem o que ocorreu. Me ajudem!

  39. a anestesia raqui pode profocar amenorréia?

  40. minha esposa fez cerclagem ontem domingo ainda hoje mais de 24 horas ainda nao conseguiu recoperar os movimentoda pernas isso é normal?

  41. Boa tarde. Minha mãe submeteu-se a uma cirurgia para colocar uma prótese no joelho . Ela sofre de artrose que ja alcançou a coluna vertebral. O anestesista teve dificuldade em aplicar a raqui, foram necessárias várias tentativas. Após a cirurgia ela ficou na UTI ( ela tem 71 anos ) onde teve uma crise nervosa e foi necessário imobiliza-la. Agora ela esta com um comportamento demente. Espero ansiosamente a resposta pra saber ( além de conversar com o médico ) o que pode ter ocorrido, ela teve forte dor de cabeça.
    Aguardo e agradeço retorno.

  42. Olá,

    Há 3 dias fui submetida a um procedimento cirurgico e necessitei de uma anestesia raquidiana. 36 horas depois passei a sentir dores no local da anestesia, que as vezes se propaga de forma leve pela minha coluna. Isso é normal? Vai durar muito tempo?

    Abraço.

  43. olá fiz uma cirurgia de litotripsia nos dois rins e estou com um duplo j ( cateter) tive que usar raqui e depois de 15 dias vou ter fazer tudo outra vez nao tem perigo de tanta raqui , em menos de 15 dias . porfavor

  44. Olá Mariana. Seja em qualquer ocasião for, no parto, em uma cirurgia etc, são feitos sempre alguns exames pelo medico anestesiologista. Existem sempre riscos, tal como existem pessoas alergicas á lactose e outras não, mas os medicos sabem disso. Mas se isso tanto a preocupa, quando for ao ginecologista pergunte ao seu medico.

    Abraços

  45. olá boa tarde, gostaria de saber se existe algum risco de se tomar a anestesia raqui?
    eu tenho uma amiga que esta gravida de gemeos e me disse que sua mãe não pode tomar essa anestesia se não ela morre. existe algum exame que ela possa fazer pra ver se tem alguma intolerância a anestesia ou esse risco é verdadeiro e só pode ser constatado na hora do parto?

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