Antes do parto

Antes do parto

Os especialistas não sabem com exactidão o que é que, no último momento, desencadeia o parto. Actualmente, consideram-se hipóteses diferentes, como por exemplo, que é o feto que envia um sinal à hipófise materna para que aumente a produção de determinadas hormonas – oxitocina e prostaglandinas fundamentalmente -, que são as glândulas que activam o parto. De qualquer modo, seja qual for o agente desencadeante, a única coisa certa é que, uma vez desencadeado o mecanismo, já não se pode deter.

Horas ou dias antes de dar à luz, o corpo emite alguns sinais inequívocos de que o nascimento do bebé está iminente.

Falsas contracções: A sua finalidade é «alargar» o colo do útero e podem apresentar-se durante os três dias que antecedem o parto. Podem aparecer, súbita ou intermitentemente, por períodos de meia hora, e com intervalos de quatro ou cinco minutos. Bem diferentes das contracções do parto, pois podem durar apenas 30 segundos e são irregulares.

Perda do tampão da mucosa: A expulsão via vaginal dos restos do muco gelatinoso, e às vezes sanguinolento é sinal de que o colo do útero está amolecendo e que a criança nascerá depressa (o desprendimento da mucosa pode preceder o parto, aproximadamente 72 horas). Não é um sinal muito fiável, pois muitas vezes passa despercebido.

Rotura da bolsa de águas: Sempre que acontece, deve ir-se sem demora para o hospital, onde a futura mamã ficará internada. Normalmente o parto desencadeia-se nas 24 horas seguintes à rotura da bolsa amniótica. Caso contrário, o parto será induzido.

Contracções de parto: São rítmicas e cada vez mais frequentes, intensas e duradouras (até um minuto). A futura mãe, deve dirigir-se ao hospital quando acontecem em cada quatro ou cinco minutos. Se não é primípara, deve ir antes, quando as contracções entrem num ritmo de 10 ou 15 minutos.

Problemas habituais

Dor de costas: Pode intensificar-se à medida que o bebé ganha peso. A zona mais castigada é a lombar. As dores previnem-se e combatem-se com uma ginástica adequada e exercícios de relaxação muscular (ambas ensinam-se nos curso de preparação para o parto).

Edemas: A dificuldade do retorno venoso, devido à pressão do útero sobre os vasos do abdómen e pélvis, facilita a inflamação das pernas e tornozelos. Aconselha-se a colocar várias vezes as pernas elevadas, usar meias elásticas e caminhar. O inchaço das extremidades inferiores também pode dever-se a uma excessiva ingestão de líquidos, que deve ser reduzida, se detectada a sua má influência, mas essencialmente deve reduzir-se a ingestão de sal.

Acidez: O útero comprime o estômago desde baixo e pode fazer com que o seu conteúdo reflua, provocando ardor. A alimentação diversificada, mais a miúdo, comida lentamente e em pequenas quantidades pode aliviar um pouco este incómodo. Se não passa, podem tomar-se preparados antiácidos, mas sempre sob prescrição médica.

Insónias: A inquietação pela proximidade do parto, a actividade do bebé (pode mover-se mais de noite do que de dia) e a dificuldade para encontrar uma postura cómoda com o ventre cada vez mais volumoso, impedem o sono nocturno. O melhor é tratar de relaxar-se, respirando pausada e profundamente e deitar-se meio sentada, encostada e apoiada por alguns almofadões.

Mudanças de humor: É natural que a grávida se mostre mais susceptível, sensível e carente de carinho. Também pode sentir um medo crescente do parto. Compartilhar dúvidas e sentimentos com o marido e ir (melhor juntos) às aulas de educação materna, tranquiliza e ajuda a aliviar esta angústia.

Uma vida normal até ao parto

Não há razão para mudar de hábitos no final da gravidez. Tal como nos meses anteriores, a grávida deve evitar fazer actividades que pressuponham grande esforço físico ou movimentos bruscos.

Sexo: Salvo que exista algum problema médico que o desaconselhe, se ambos o desejarem, podem manter relações até ao dia do parto.

Exercício físico: A natação e a marcha (aconselha-se a caminhar 3 a 4 quilómetros diários) são os exercícios mais recomendados e podem praticar-se durante toda a gravidez. A bicicleta não porque além do risco de queda, pode produzir maceração dos genitais externos, que nos últimos meses estão mais congestionados.

Viagens: Não existem contra-indicações, excepto se o destino carece de serviços sanitários adequados. Quando se viaja de automóvel, deve evitar-se estar muitas horas sentada; por cada duas horas de trajecto, devemos parar pelo menos 20 minutos para esticar as pernas.

Trabalho: Se a profissão não engloba riscos, pode trabalhar-se até ao dia do parto. É habitual, que alguns ginecologistas sejam de opinião de se solicitar uma baixa materna de duas ou três semanas para que a grávida aproveite esse tempo para descansar e se preparar física e animicamente para a hora de parto.

Últimas avaliações
À medida que avança a gestação, aumenta a frequência das avaliações clinicas. Durante o último mês, a grávida deve ser examinada uma vez por semana. Estas avaliações incluem uma exploração obstétrica, que consiste em palpar o útero para confirmar a situação e a posição fetal; um toque vaginal, para comprovar o estado do colo uterino; e um registo cardiotográfico , que permita conhecer o pulso fetal e a existência ou não de contracções.

Em situações de risco, o médico pode realizar também um exame exploratório ecográfico para avaliar o número e qualidade dos movimentos fetais, tanto corporais como respiratórios,assim com a qualidade do líquido amniótico e a estrutura placentária.

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