Arroz

Arroz é uma palavra que deriva do árabe ar-ruzz. Tal não significa, porém, que tenham sido os árabes os primeiros a cultivar essa planta. Muito pelo contrário. Esse cereal, que ainda hoje constitui a base da alimentação de metade da humanidade, teve origem na longínqua Ásia, algures entre a Índia e a China.

Pouco a pouco, o cultivo do arroz começou a alastrar para Ocidente, calculando-se que no século IV a.C. os expedicionários macedónios de Alexandre o Grande, de regresso do Oriente, o tenham introduzido na Grécia e na Sicília. Mais tarde, a partir do século VIII d.C., foram os invasores árabes que trouxeram essa planta para a Andaluzia e Sul do actual Portugal.

A epopeia das Descobertas fez o arroz atravessar o Oceano Atlântico, com os portugueses a levá-lo para o Brasil, os espanhóis para a América do Sul e Central e os ingleses, por volta de 1685, para a Carolina do Sul, hoje parte dos Estados Unidos. De planta asiática, na sua origem, o arroz transformou-se, assim, em património mundial, sendo cultivado actualmente em todos os continentes, com excepção da inóspita Antárctica.

Os orientais e o arroz

Mas se os ocidentais adoram o arroz, fazendo parte de pratos nacionais como o arroz de marisco português ou a paella espanhola, a verdade é que continha a ser no Oriente, que este se confunde com a própria existência quotidiana das pessoas.

A palavra “riso” tem indubitavelmente origem indiana: do sanscrito vrihi transforma-se na Pérsia em brizi, certamente pelas leis fonéticas, e é transcrito depois pelos gregos por orizi; esta palavra foi, pois, a base lexical pela qual o arroz viria a fazer o seu nome em todas as línguas

Enquanto os textos sagrados judaico-cristãos ignoram o arroz, os mitos hindus e budistas colocam-no em lugar de destaque, muitas vezes associando-o mesmo às suas principais divindades.

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Em Bali, uma ilha indonésia onde o hinduísmo é muito vivo, os habitantes acreditam que foi o deus Vishnu que criou propositadamente a Terra para que nela crescesse o arroz e que foi depois o Deus Indra que ensinou aos humanos como cultivá-lo.

Os Kachins, um povo do Norte da Birmânia, têm uma lenda que diz que os homens receberam sementes de arroz e que depois foram levados do centro da Terra para um país onde tudo era perfeito e onde os arrozais podiam crescer maravilhosamente.

Na China, conta-se igualmente uma lenda sobre a origem do arroz, onde depois de um longo período de fome os habitantes viram correr um cão com uma belas sementes agarradas á cauda. Essas sementes eram de arroz e permitiram pôr fim à fome.

Vestígios arqueológicos encontrados permitem traçar as origens do cultivo do arroz até 3000 a.C., na Índia, mas é possível que seja mais antigo. Apesar de uma das variedades do arroz dar-se bem com a altitude, este cereal desenvolve-se especialmente bem nas terras baixas e húmidas, razão pela qual o seu cultivo de desenvolveu sobretudo ao longo dos grandes rios, como o Mekong, no Vietname, ou o Iangtzé, na China.

Hoje em dia a mecanização quase que permitiu dispensar o trabalho humano nos arrozais, mas no Oriente, onde não falta mão-de-obra, o cultivo continua a ser manual. Com extremo cuidado, quase carinho, os camponeses asiáticos, cuidam das sementes até à altura de recolher o seu precioso grão.

Remotamente, o arroz cultivava-se apenas uma única vez no mesmo terreno, visto que se considerava como acontecia nas agriculturas etrusca e grega que o solo, uma vez aproveitado, se tornaria depois improdutivo.

Contrariamente a esta prática, os chineses adoptaram a cultura intensiva, particularmente florescente graças ao emprego de fertilizantes.

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Arroz: o alimento de milhões de seres humanos

Se na Europa e na América, o arroz é visto essencialmente como um acompanhamento para a carne ou o peixe, na Ásia é o elemento principal das refeições. Um mau ano agrícola., com escassa produção de arroz, podia fazer com que dezenas de milhões de pessoas morressem de fome.

Depois da Revolução Verde dos anos 60, um esforço científico que permitiu criar variedades de cereais mais robustas e resistentes ás doenças e pragas, as grandes fomes desapareceram da Índia, da China e do Sudeste Asiático.

Metade dos seis mil milhões de habitantes do planeta dependem quase exclusivamente do arroz para sobreviverem. Esses três mil milhões de pessoas vivem sobretudo na Ásia. Não é, por isso, de admirar que os principais países produtores sejam a China, a Índia, o Japão, o Bangladesh, a Indonésia, a Tailândia e a Birmânia. Fora da Ásia, como grandes países produtores de arroz destacam-se o Brasil e os Estados Unidos.

Fonte de cura de doenças

Teofasto, um discípulo pouco conhecido do grego Aristóteles, foi o autor da primeira menção escrita no Ocidente ao arroz. Citava a planta como tendo poderes medicinais, sobretudo no que diz respeito aos printestinos.

Os médicos gregos e depois romanos, como Plínio o Antigo, notaram os excelentes resultados que a água de arroz podia ter no combate aos males intestinais. À parte essa aplicação medicinal, o arroz pouco se consumia. A sua raridade tornava o seu preço elevadíssimo e só as classes abastadas o podiam consumir. São Luís, a caminho das Cruzadas, ter-se-á regalado com um prato de arroz de amêndoas, segundo conta um monge italiano do século XIII. A rainha Isabel a Católica, de Espanha, apreciava muito um prato confeccionado com farinha de arroz, galinha e especiarias. Mal-grado os seus dons medicinais e a sua fama de iguaria, o arroz teve também momentos de má fama. Na Idade Média, quando as pestes eram associadas aos pântanos, o arroz, cereal cultivado em zonas húmidas, sofreu bastante.

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Dicas e Truques com Arroz

  • Qualquer arroz, antes de ser cozinhado deve ser cuidadosamente escolhidos.
  • Para a cozedura deve utilizar-se o recipiente indicado na receita, porque, segundo a sua dureza de grão, requer exigências especiais de tipo para tipo.
  • O arroz para ser cozinhado em água fervente é metido na panela quando a água já está temperada de sal e se encontra em plena fervura. Deve ser então mexido com uma colher de pau para evitar que se agarre ao fundo.
  • O tratamento do arroz para ser cozinhado com gorduras deve ser o seguinte: a calda ou água fervente são adicionadas quando o arroz já se encontra junto com as gorduras.
  • Nas cozeduras com leite, o arroz é primeiramente amolecido de 2 a 5 minutos, em água ligeiramente salgada em ebolição, depois de colocado no leite.
  • O arroz integral é colocado sobre o fogo em água fria e levado à fervura lentamente.
  • Durante a cozedura do arroz na água ou na calda, quando se torna necessário juntar mais líquido este deve estar a ferver, para não interromper a cozedura.
  • Em geral todas as cozeduras são efectuadas em recipiente descoberto. A única excepção é a de cozedura a vapor, que é feita na panela de pressão.
  • Deve ir-se provando continuadamente o arroz para evitar que passe da cozedura.
  • A cozedura do arroz para ser comido frio, em salada, descer ser fechada com pouca água fria. Depois o arroz é lavado em água corrente.

As Calorias do Arroz

80 gramas de arroz

Calorias

Escondido – 289.6
À Inglesa – 501.75
Com azeite crú – 452
Em salada – 372.05
Com molho de tomate – 444.25
Pilaff – 595.85
Branco – 672.44
À milanesa – 585.39
À ragú – 476.80

Beneficios do Arroz para a saúde e Propriedades do Arroz

(informação disponível brevemente – em estado de consulta)

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01. Março 2011 by admin

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