Café

O café sendo das plantas mais conhecidas e consumidas no mundo inteiro, muitos são os que lhe desconhecem a vertente medicinal.

Propriedades Medicinais, Benefícios e Indicações Terapêuticas

A planta do café tem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, antigripais, age como broncodilatador, digestivo, diurético (emagrece), laxante, estimulante, excitante, inibidor de apetite, contribui para a diminuição do açúcar no sangue, baixa a pressão.

Na composição da planta está a cafeína que tem um efeito ergogénico (aumenta a energia), tornando-se assim um grande aliado no combate do cansaço no humano. Está indicado para quem tem asma, diabetes, bronquite, cansaço, febre, vertigens, pneumonia e dores de cabeça. Protege o coração, e contribui para a diminuição do risco de acidentes vasculares cerebrais e de cancros, nomeadamente, na próstata.

Contra Indicações

Tem apenas três contra indicações: não tome café se tiver úlseras no estômago, taquicardias ou se sofrer de insónia. Repleto de antioxidantes, o consumo de café ajuda na prevenção do aumento do colesterol, prevenindo assim também doenças do foro cardíaco.

Associado também à presença destes antioxidantes, a ingestão de 2 chávenas de café por dia previne também acidentes vasculares cerebrais diminuindo o risco de ocorrência para 20%.

Quem consome 5 a 6 chávenas por dia vê os riscos de sofrer de diabetes do tipo 2 reduzido – para além de antioxidantes o café também tem minerais que propiciam que o organismo continue a sua a sua própria insulina: regulando-se, desta forma, a ele próprio.

O consumo moderado do café reduz para 35% a possibilidade de sofrer da doença de Alzheimer. Sabe-se também que o risco de sofrer da doença de Parkinson também diminui não se conseguindo ainda ter encontrado a verdadeira percentagem.

A prevenção do cancro do cólon também encontra no café um poderoso aliado, reduzindo o risco para um quarto. A ingestão ao café também acelera o metabolismo do organismo, promovendo assim, uma aceleração no processo da queima de gorduras, e assim, na perda de peso.

O uso do café vai para além de ser um aliado que o ajuda a despertar para o inicio de um novo dia, tenha consciência na próxima vez que pedir uma “bica”: o consumo de café traz inúmeros benefícios para a sua saúde.

Breve História sobre o tão precioso Café

Guardado a “sete chaves”, odiado, amado, visto como veículo do demónio e simultaneamente como criação divina, o café é, sem dúvida, uma bebida à qual não se consegue ficar indiferente. Desde a sua origem na Abissínia, envolta em lendas, até à sua expansão.

A Epopeia de Mathieu

A obstinação de um francês, do século XVIII, empenhado em introduzir o café nas Caraíbas, contribuiu para uma das histórias mais interessantes envolvendo a planta e criou um herói. Gabriel Mathieu de Clieu, era um oficial da marinha francesa, destacado para Martinica. De licença em Paris, teve acesso a alguns pés de café que decidiu levar para as Caraíbas. Narra o diário de bordo de Clieu que o navio onde seguia com o café foi atacado por piratas tunisinos e logo depois açoitado por um violento temporal.

Sobrevivendo aos dois contratempos, o marinheiro ainda teve que prestar contas com um inimigo a bordo que lhe arrancou algumas pernadas das plantas. De seguida escasseou a água doce a bordo. De Clieu teve então que dividir a sua ração com os pés de café.

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Quando a planta foi finalmente plantada foi mantida vigiada por escravos vinte e quatro horas por dia. Multiplicou-se então, tendo em pouco mais de 50 anos dado a origem a 18 milhões de pés de café. Quanto a de Clieu, morreu aos 88 anos em Paris, existindo actualmente uma estátua em Martinica que perpétua o seu feito.

Os Primeiros Estabelecimentos

Foi em Meca que surgiram os primeiros cafés denominados Kaveh Kanes, inicialmente com uma função religiosa, mas tendo-se tornado rapidamente, em locais de jogo, de conversa, canto e dança. Desta cidade os cafés irradiaram para o Cairo, Aden e Medina.

No século XVI o café era um espaço bastante frequentado em Constantinopla (actual Istambul, na Turquia), disseminando-se pela região. Por volta de 1530 abriam-se os “Café das Rosas” e do “Portão da Salvação” em Damasco, na Síria.

Só bastante mais tarde este tipo de estabelecimento chegou à Europa. Na Inglaterra do século XVII, o café era um espaço bastante austero, com um balcão num extremo, onde uma jovem distribuía o chá ou o café em pequenas chávenas. Os empregados serviam à mesa, distribuindo gratuitamente exemplares de diferentes jornais. Depressa os cafés se tornaram aglutinadores de indivíduos com as mesmas ideias, facções políticas, etc. Os clérigos, por exemplo, frequentavam o “Cocoa Tree”, em Covent Garden. Os actores, o “Bedford”, muitos homens de negócios frequentavam o “Lloyd´s Coffee House”, que com o tempo se tornou na actualmente conhecida instituição bancária.

Os cafés eram também, por excelência, o espaço dos estudantes, tomando o nome de “Penny Universities” porque, dizia-se, pelo preço de um café (um peny) o estudante aprendia mais do que a ler livros.

O hábito de abrir cafés atravessou o Canal da Mancha e, em 1672 abriu o primeiro estabelecimento em Paris, pelas mãos de uma arménio chamado Pascal. O seu sucesso foi efémero e partiu para tentar a sua sorte noutros países europeus. Por essa altura surgia a moda, na capital francesa, de vender café ao domícilio, jorrando de uma pequena fonte.

Não levaria, contudo, muito tempo até que os franceses se apercebessem da função social ligada ao acto de beber café. Esta surgia, indissociável, do saber estar à mesa em convívio, entregue aos prazeres de uma boa conversa. Desta forma, a partir da última década do século XVII, cultivou-se a atitude de abrir estabelecimentos, surgindo a corporação dos “botequineiros e comerciantes de aguardentes”.

Na Itália os cafés existiram antes de os primeiros abrirem em França Em Veneza a boutique de café, inaugurada no século XVII, rapidamente se tornou num ponto de referência. Contudo, os cafés mais célebres datam do século XVIII: o Greco, em Roma, aberto em 1760 e, principalmente, o Florian, em Veneza, aberto em 1720, com os seus salões requintados e concertos públicos debaixo das arcadas da Praça de São Marcos.

Na Alemanha, os cafés instalaram-se em Hamburgo, em Berlim e, principalmente, em Lípsia, cidade de tipógrafos que os escritores e outros eruditos frequentavam. Bach, um dos maiores compositores de todos os tempos, foi inclusivamente autor de uma Cantata de Café. No início do século XVIII, o privilégio de vender café estava reservado a quatro destiladores. Esta conduta levou a que surgisse um mercado paralelo, de café torrado fraudulentamente e contrabandeado. Em Berlim o café foi reforçado com uma tradição de cabaré de cançonetistas.

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Já em Viena, na Áustria, o café depressa se tornou numa verdadeira instituição. Para o vienense este estabelecimentoe era o prolongamento natural da sua casa. Foi em Viena que nasceu o café-concerto.

O Café em Diferentes Línguas

China – Kafei
Dinamarca – Kaffe
Egipto – Masbout
Israel – Kavah, Kaffee
Filândia – Khavi
França – Café
Alemanha – Kaffee
Grécia – Kafes
Hungria – Kave
Itália – Caffe
Holanda – Koffie
Noruega – Kaffee
Portugal – Café
Espanha – Café
Croácia – Kava

A História do Café

“O Café deve ser escuro como o inferno, forte como a morte e doce como o amor” – Provérbio turco

Mergulham bem fundo no tempo as primeiras referências ao café, confundido-se com os factos históricos, as lendas e mitos mais nebulosos. Há contudo uma história recorrente sempre que se alude à origem do café. É a narrativa de Kaldi, um guardador de cabras da Abissínia, em África, que terá notado certo dia uma estranha agitação das suas cabras, após ingerirem as bagas vermelhas de uma planta. Corajosamente, experimentou igualmente estes bagos sentindo-se leve e vigoroso. Foi ter então com um abade de um mosteiro próximo que, convicto da intervenção do demónio, atirou-os para a lareira. Logo se desprendeu das chamas um agradável aroma. O abade acreditou então na criação Divina da planta.

Assim conta a lenda, perdendo-se no esquecimento do tempo a descoberta e utilização do café. Hoje bebemo-lo. No território de onde é proveniente, a Abissínia, era comido. No século X, as tribos nómadas, enfeitiçadas pelas propriedades estimulantes do café, ingeriam-no em pequenos bolos, misturado com gordura animal.

Só mais tarde o café começa a ser bebido. Os bagos eram então submersos em água fria, deixando-os assentar antes desta ser bebida. Com a descoberta da fervura da água os árabes começaram a ingerir o café como uma bebida quente. Ciosos da sua descoberta cuidaram de a salvaguardar dos oportunistas. De tal ordem que antes de 1650, os únicos europeus que haviam bebido café eram apenas aqueles que tinham viajado pelo estrangeiro.

No século XIII, o café era parte integrante no quotidiano árabe. Os cafés enquanto estabelecimento já proliferavam, antes do seu consumo se generalizar aos lares. Eram os Qahveh Khaneh, locais animados, onde se jogava, se ouvia música. Ponto de encontro para homens de negócios, políticos, comerciantes e até filósofos. Só no século XVIII a Europa veria introduzir o hábito de frequentar cafés.

Aos poucos peregrinos contrabandeavam os grãos de café, permitindo que este começa-se, insipidamente, a proliferar Mundo fora. As viagens começaram a banalizar-se. O Mundo antigo, fechado, contactava finalmente através de trocas comerciais. O café saía da Arábia para a Turquia e desta para a Europa.

Era na altura aí conhecido como “vinho da arábia”. Isto porque o vocábulo árabe qahwe (“comida vegetal”), era utilizado para designar todas as bebidas provenientes de plantas, incluindo o vinho. A primeira entrega de café chegou a Veneza, vinda da Turquia, em 1615. Foram os venezianos que ensinaram a Europa a beber café. Quatro foram as condições estabelecidas pelos venétos: “Doce como o amor, puro como um anjo, negro como o Demónio e quente como o Inferno”. A bebida passou nas quatro provas e depressa se disseminou no Velho Continente.

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O café impõe-se na Europa

Roma colocou entraves ao café. Apregoava-se o demónio que se escondia na bebida. Na verdade, lutava o clero com uma dúvida teológica-moral. Seria lícito aos cristãos beberem uma bebida maometana. Chamado o Papa Clemente III a veredicto, bastou um pequeno gole para o café ser aprovado e abençoado. Como resistir a tão deliciosa substância.

Continuava o café a sua caminhada pela Europa. Chegou ainda no século XVII a Inglaterra, introduzido por um bispo ortodoxo grego de Esmirna, durante a sua visita a Oxford. Em 1650 é aberto um café naquela localidade. Os estudantes gostaram e recomendaram. Em breve tornava-se a sua bebida de eleição, especialmente em épocas de exames, passando a proliferar os estabelecimentos. Em 1699 os ingleses haviam-se tornado os maiores consumidores de café do mundo ocidental.

Depressa o café atravessou o Canal da Mancha chegando a França onde ganhou férreos defensores. Um deles foi o intelectual Voltaire. Certa vez, admoestado por um abade que lhe dizia ser o café um dos piores venenos, terá afirmado que era o veneno mais lento que conhecia, pois há cinquenta anos que o andava a beber e ainda não tinha morrido

A Espanha o café chega no século XVIII, bem como a Portugal, e com os espanhóis, os franceses, holandeses e portugueses, começa a sua expansão pelos quatro cantos do Mundo. Até essa altura praticamente todo o café provinha da Península Arábica. Os árabes mantinham um controlo apertado sobre a sua produção. Os estrangeiros estavam proibidos de entrar nas plantações.

Arrojados, os holandeses conseguiram roubar algumas sementes introduzindo-as em Java, na Indonésia. De Clieu um intrépido aventureiro francês, conseguiu em 1723 após sabotagens, tempestades, ataques de piratas; plantar o café no solo de Martinica, nas Antilhas. A fatigada planta agradeceu e, em pouco mais de 50 anos, tinha vasta descendência: 18 milhões de pés de café existiam na ilha.

Por essa altura já o Brasil recebia as primeiras plantas do café, tornando-se rapidamente uma das maiores potências mundiais na sua produção. Os holandeses afoitos em paragens mais setentrionais, introduziram o café na América do Norte, em Nova Amesterdão, a actual Nova Iorque. Corria o ano de 1660 e a recente bebida tinha que se impor face ao generalizado consumo de chá. Tem a História algumas curiosidades e também fatalidades. Quando em 1773 o rei Jorge de Inglaterra impôs a obrigação de se pagar impostos sobre o chá, os colonos americanos franziram o senho. Revoltaram-se na conhecida Boston Tea Party e, voltaram-se determinantemente para o café. Deles vêm o hábito de fazer uma pausa no trabalho para degustar um café

Em Portugal, influenciados pela moda vinda de França, surgem no século XVIII os primeiros Botequins, casas humildes, onde se servia ás mesas, entre outras bebidas, o café. Após o Terramoto de 1755, com a consequente reconstrução da cidade de Lisboa, surgem os primeiros cafés com alguma distinção. Com eles chegam as primeiras Tertúlias. Os estabelecimentos tornam-se então espaços de convívio, de troca de opiniões. Inicia-se a época de ouro do café, com o surgimento da Chave d´Ouro, do Café Portugal, do Café Lisboa, do Monte Carlo, da Brasileira do Chiado, do Café Nicola, do Martinho da Arcada, só para citar alguns nomes e restringindo-nos a Lisboa.

Ler Tambem:

Café Instantâneo

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01. Março 2011 by admin

2 Comentários no Fórum

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  1. Esta histõria com o tal papa Clemente é falsa. Qual é o documento? Onde foi iniciada? Por favor cite-os.

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