Cancro do Pulmão

O Cancro do pulmão Constitui a segunda causa de morte em Espanha, e um dos peritos desse País, o Dr. Rafael Rosell, do Hospital German Trias i Pujol (Barcelona), assegura que 95 por cento dos tumores desencadeiam-se devido ao consumo do tabaco. A maioria dos doentes são homens, mas teme-se que, se não diminuir o número de fumadoras, o cancro do pulmão aumente verticalmente na população feminina nas próximas décadas.

Correm mais riscos

- Um consumidor de tabaco conta com 30 vezes mais possibilidades de desenvolver cancro do pulmão do que uma pessoa que não fuma.

- Os que fumam muito.

- Quem começou muito jovem a consumir os primeiros cigarros.

- As pessoas que estão expostas a determinados produtos contaminantes, como o amianto ou radiações, ou ar contaminado.

- As pessoas com uma predisposição genética.

Quando ir à consulta
Se aparecer tosse, dificuldade respiratória, rouquidão, dor no peito, perda de apetite e de peso…, especialmente se a pessoa é (ou foi) fumadora ou maior de 50 anos.

Tratamento do cancro do pulmão
Depende da fase em que se encontre e do tipo de cancro (de células pequenas ou grandes). Alguns devem operar-se e erradicar-se. Outros tratam-se só com quimioterapia.

Como Diminuir os riscos de desenvolver cancro do pulmão
Evitar o tabaco e a contaminação à sua volta; os cigarros de tipo leve, também não devem ser consumidos. «Não nos podemos enganar com os cigarros de baixo teor em nicotina ou alcatrão, é mesmo preciso deixar de fumar», afirma o catedrático de oncologia Eduardo Díaz Rubio, da Universidade Complutense de Madrid. Cabe aqui perguntar se o facto de realizar uma radiografia ao pulmão cada certo tempo detecta o cancro ou os seus indícios, mas alguns países já o fizeram aos seus fumadores, sem obter bons resultados.

Boas notícias: Nunca é demasiado tarde para deixar de fumar: as células do pulmão regeneram-se de tal forma que 15 anos depois de apagar o último cigarro o fumador com menos de 20 anos de tabaco, corre o mesmo risco de quem nunca fumou. Novos produtos farmacêuticos aumentam a sobrevivência em doentes com cancros muito avançados.

Meios de diagnóstico

A radiografia torácica, nas incidências convencionais postero-anterior e perfil, mantémse o exame basilar no diagnóstico diferencial da patologia do foro respiratório. A neoplasia pulmonar pode ter apresentações radiológicas variadas, como nódulo ou massa localizados, derrame pleural, atelectasia, adenopatias e/ou elevação de hemicúpula diafragmática.

A tomografia computorizada tem uma resolução muito superior à radiografia, revelando lesões não aparentes naquela, permitindo caracterizar melhor a lesão primária e eventuais lesões secundárias, doença pleural e ganglionar associada.

Por rotina, os cortes de TC estendem-se até às glândulas supra-renais e fígado, possibilitando a avaliação de metástases nesses órgãos.

A recente compreensão dos fenómenos da biologia celular, as anomalias genéticas associadas ao cancro do pulmão, as novas tecnologias de diagnóstico e estadiamento, o advento de novos fármacos citostáticos, novas modalidades de aplicação da radioterapia e importantes avanços na cirurgia têm tradução num significativo aumento médio da sobrevivência e em melhor qualidade de vida.

Todo este saber terá maior aplicação quanto mais precoce suspeitarmos e diagnosticarmos o cancro do pulmão. Todos devemos estar em alerta permanente para detectar, tão precocemente quanto possível, alterações clínicas e imagiológicas suspeitas desta patologia. Sempre que haja uma suspeita de cancro do pulmão, ela deve ser esclarecida rapidamente.

 A disponibilidade dos centros que diagnosticam e tratam cancro do pulmão é total. O doente agradece.

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