Caráter – Como se define o carater de uma pessoa

Cada caráter é deferido por duas informações: Uma que está armazenada numa das partes de um cromossoma (A), outra que está armazenada na posição oposta do cromossoma homólogo (B).

Se a formação (A) fôr mais forte que a informação (B) a (A) domina e manifesta-se denominando-se de gene dominante. A informação (B), mais fraca, permanece oculta e designa-se por gene recessivo.

Na transmissão do sistema do Grupo Sanguíneo ABO, acontece o seguinte: tanto A como B são dominantes sobre o O. No Grupo sanguíneo A, além da informação dada pelo gene A, pode existir também a informação dada pelo gene O originando as combinações AA ou AO.

O mesmo se passa com o Grupo Sanguíneo B, que pode também trazer informação do gene O, formando as combinações BB ou BO.

Segundo os genes dos pais, os filhos podem apresentar as seguintes variações:

1- O pai e a mãe transmitem ambos o grupo O, pelo que os filhos adquirem necessariamente o grupo O.

2 – Os pais transmitem o O e o A ou B, sendo o filho do grupo A (AO) ou do grupo B (BO).O elemento O mantém-se oculto, mas poderá vir a manifestar-se nos netos (OO).

3 – Os pais cujos genes dominantes são A e B geram filhos cujo Grupo Sanguíneo será AB, originando o desaparecimento do elemento O que não mais poderá ser transmitido.

Transmissão das características externas

Mais complexo ainda é o processo de transmissão da maior parte das características externas. Efectivamente, também aqui existem para cada carater duas informações genéticas das quais frequentemente uma domina a outra.

No entanto, o formado das orelhas, da boca, do nariz, ou a cor do cabelo, por exemplo, não funcionam como caracter independente. Estes constituem os chamados “complexos de caracteres”.

Só a orelha é constituída por 100 caracteres diferentes, tais como a altura e a largura do bordo ou o tamanho a largura e o formato do lóbulo.

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O nariz define-se entre outros carateres, pelo comprimento e a curvatura da cana, largura da extremidade e diâmetro das narinas. Para cada um destes carateres existe um factor hereditário próprio, podendo por isso ser legados separadamente.

Numa criança, pode por exemplo, combinar-se os grandes lóbulos das orelhas do pai, com os pequenos pavilhões auditivos da mãe. Os seus irmãos poderão, talvez por sua vez, herdar os grandes pavilhões auditivos das orelhas do pai com os pequenos lóbulos das orelhas da mãe.

Estas combinações são absolutamente possíveis não constituindo no entanto uma regra.

Na maior parte dos casos, “complexos de carateres” são transmitidos à geração imediatamente a seguir e ainda à seguinte, como um todo.

Quando se dá a transmissão, como um todo, de 2 ou 3 desses complexos de carateres a uma criança, acontece aquilo a que a voz do povo chama “ser a cara chapada da família” – (a criança assemelha-se espantosamente aos pais e aos avós).

A transmissão de um complexo de carateres, é possível porque os genes permanentes existem juntos. Na realidade, estão de tal modo ligados dentro dos cromossomas que raramente se separam, mesmo durante a meiose para a formação do óvulo ou do espermatozoide e, são assim transmitidos em bloco.

É portanto impossível prever qual o aspecto da criança. Se a quantidade de cabelo vai ser maior ou menor, se irá ter uma boca maior ou uma mais pequena. Há contudo, alguns indicadores. Por exemplo:

A pigmentação escura predomina sobre a clara, isto é: os olhos escuros e cabelos escuros dominam sobre os olhos e cabelos claros.

Os lábios superiores e os narizes com formas específicas, dominam e são frequentemente transmitidos.

Os lábios grossos dominam geralmente sobre os lábios finos.

As canas do nariz com o formato curvo, são frequentemente mais transmissíveis do que as rectilíneas.

Os cabelos encaracolados, predominam sobre os cabelos lisos.

Estas indicações, podem ajudar os futuros pais a visualizarem o futuro aspecto do bebé. Deverão porém, estar preparados para uma eventual surpresa já que pai e mãe trazem em si também os genes recessivos e que, uma vez transmitidos, se forem compatíveis, poderão originar a manifestação de caracteres desaparecidos desde a geração dos avós.

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Destas crianças, costuma-se dizer que fogem ao padrão da família.

Veja como a influência do exterior é decisiva

No caráter, não seria justo falar de hereditariedade, porque não há base genética suficiente para condicionar uma manifestação do comportamento.

Mas também não se pode afirmar que não existe nada. Evidentemente, existe uma base genética que pode predispor a determinadas características do carácter.

A influência do ambiente é decisiva

Na medida em que todos os caráteres se vão tornando mais complexos, e portanto, mais difíceis de definir, maior participação tem o ambiente na manifestação fenotípica desses caráteres. E, pode suceder inclusivamente que esse património genético existente, nem sequer se chegue a manifestar.

Para saber em que proporção existe a herança genética num caráter bem definido, é necessário dispor de um número de amostras razoáveis para a análise. Como se leva a cabo? Estudando uma quantidade de gémeos, famílias e casos de adopção muito amplos que permitam fazer uma avaliação da participação do componente genético.

Segundo estudos, levados a cabo por um grupo de psicólogos americanos, a percentagem de hereditariedade no carácter, como se passa com todas as manifestações de comportamento é baixa: cerca de uns 42 por cento, e com uma influência ambiental notória.

Estes números justificariam perfeitamente o esforço do ser humano em tratar de ser melhor, apesar da pequena influência que possa ter devido à sua dotação hereditária.

Os resultados são extrapoláveis

Quando se levam a cabo estudos tão complexos sobre a personalidade, é importante não esquecer um aspeto muito influente em genética: as conclusões que se deduzem desses trabalhos não são, necessariamente aplicáveis a outro grupo diferente de indivíduos, porque é evidente que essas outras pessoas são diferentes.

Um horizonte de esperança

Os avanços da ciência estão a fazer o possível para que os nossos filhos nasçam cada vez mais saudáveis. Nos últimos anos, conseguiram-se localizar grande quantidade de genes que vão completando o mapa genético humano.

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O horizonte não pode ser mais prometedor, ainda que todavia alguns avanços , como a terapia genética, são pouco mais que uma experiência em pleno desabrochar.

Em que consiste a terapia genética

O nosso organismo, para funcionar, necessita de milhões de enzimas e proteínas diferentes. Cada uma é fabricada sob as ordens de um gene específico.

Quando um terminado gene não funciona, a substância por quem esse gene é responsável deixa de produzir-se ou não o faz em quantidade suficiente.

No entanto, não é possível intervir diretamente sobre o gene defeituoso nem recolocá-lo ou repará-lo. Sem dúvida , já se pode introduzir em certas células um novo gene que restabeleça a função deficiente.

Se a operação tem êxito, o gene transferido activa-se nas células e começa a produzir o enzima ou a proteína que falta.

Até agora, todas as práticas de terapia genética estão-se a realizar em países estrangeiros, sobre tudo nos Estados Unidos, e em alguns outros países europeus como a Itália, França e, inclusivamente na China.

Já se está a utilizar em alguns do cancro, em ADA (os denominados meninos bolha, que necessitam de viver num ambiente estéril) e em fibroses quísticas.

Podem-se detetar mais doenças

A lista de doenças hereditárias que podem ser detetadas mediante o diagnóstico pré-natal vai-se ampliando dia-a-dia.

«Quando se descobre a localização de um novo gene no estrangeiro, pode decorrer um período experimental até que o conhecimento chega aos outros países – explica o Dr. Carlos San Román , chefe do Serviço de Genética do Hospital Ramóm y Cajal de Madrid -.

Actualmente é possível detectar malformações do tubo neural, como a espinha bífida; alterações cromossomáticas, entre elas, o síndrome de Down; atrasos mentais ligados ao cromossoma X frágil; a corea de Huntington, a distrofia muscular e a fibrose cística, entre outras».

A ciência está a trazer continuamente incríveis possibilidades de melhorar a vida dos nossos filhos. Está também nas nossas mãos, o sermos capazes de os fazer mais felizes.

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27. Junho 2010 by admin

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