Carboxiterapia

Carboxiterapia é uma terapia que aprimora o funcionamento do sistema circulatório em diversas regiões do corpo, usada para tratamento de estrias, celulite e gordura localizada.

Carboxiterapia para Gordura Localizada

Usada desde algum momento do longínquo século 18, a carboxiterapia (também conhecida como CO2 terapia) é um tratamento com fins estéticos, através do qual a pele recebe determinadas dosagens de dióxido de carbono. Os benefícios proporcionados pelo método conseguem dar nova vida à epiderme devido ao processo de restauração dos tecidos e aperfeiçoamento da circulação do sangue.

Características do procedimento da carboxiterapia

A técnica da carboxiterapia consiste na introdução de CO2 (dióxido de carbono, ou gás carbônico) na pele por meio de uma agulha específica. O gás carbônico provém de um cilindro especialmente desenvolvido para essa utilidade. O sistema contém um mecanismo que tem a função de controlar o volume de dióxido de carbono transferido do cilindro para o aparelho ao qual está conectada a agulha.

A quantidade de gás inserida na pele depende da região de tratamento e do calibre da agulha usada. Desse modo, a vazão máxima pode alcançar os 80 ml / minuto. O local e a penetração da agulha também são detalhes circunscritos à área a ser tratada e do objetivo almejado. Assim, tendo em vista que o foco seja amenizar ou eliminar estrias, por exemplo, a agulha é posicionada diretamente sobre cada cicatriz. Enquanto isso, se a meta for aplacar a celulite, a agulha deve ser introduzida entre o tecido adiposo e a epiderme.

Quais são os objetivos da carboxiterapia

O principal objetivo desse tratamento é promover o rejuvenescimento dos tecidos. Para atingi-lo, o dióxido de carbono alarga os vasos sanguíneos, fazendo com que o organismo forme novos vasos condutores da corrente sanguínea. Com a melhora da circulação do sangue, a região de tratamento passa a receber maiores volumes de oxigênio.

Além disso, o CO2 também é responsável por romper possíveis fibroses que tenham se desenvolvido no interior do tecido situado abaixo da pele. Por fim, o gás também estimula o organismo a estender a produção de elastina e colágeno, além de favorecer a intensidade do efeito lipolítico (degradação das moléculas de lipídios em ácidos graxos).

Indicações para realização da carboxiterapia

celulite antes e depois da carboxiterapia

A carboxiterapia é preponderantemente recomendada para tratamento da celulite e das estrias. Leia mais sobre carboxiterapia para celulite e gordura localizada.

No caso da celulite, cabe enfatizar que a celulite é caracterizada pela presença conjunta de três elementos: gordura, fibrose, e inchaço. De acordo com os cirurgiões plásticos, a carboxiterapia é o único método que consegue agir nessas três esferas.

Enquanto as fibroses são desfeitas devido à inserção do CO2, o inchaço da região afetada se dissipa em decorrência da expansão dos vasos sanguíneos e da consequente melhora da circulação do sangue, e a gordura passa a ser eliminada mais facilmente pelo organismo, uma vez que essas moléculas são degradadas, além do fato da aceleração metabólica que igualmente se faz notar na área foco do tratamento.

Por todos esses benefícios, a esmagadora maioria dos cirurgiões considera a carboxiterapia o método mais eficaz para combater a celulite, quando a técnica é comparada a outras, tais como a tradicional drenagem linfática, e a endermoterapia.

Já em se tratando da estria, a ação do dióxido de carbono se dá por meio da distensão gerada no trecho do tecido que contém a referida cicatriz, razão pela qual ele apresenta a aparência exibida pelo que é denominado estria. Durante o tratamento de carboxiterapia, toda a área afetada é complementada por dióxido de carbono, o qual incita o organismo a ampliar a síntese de células colágenas.

No entanto, os especialistas reforçam que os resultados significativos produzidos pela carboxiterapia se aplicam às estrias com aparência avermelhada, as chamadas estrias “novas”. Já as estrias brancas ou transparentes possuem esse aspecto por já serem antigas, o que denota a ruptura completa das fibras elásticas, processo impossível de ser revertido.

estrias brancas antes e depois da carboxiterapia

Seguindo o mesmo princípio, a carboxiterapia também é extremamente útil para eliminar as fibroses e cicatrizes oriundas de procedimentos plásticos cirúrgicos (a lipoaspiração é um ótimo exemplo).

A carboxiterapia é igualmente usada para suavizar as olheiras. Leia mais sobre carboxiterapia para olheiras. O objetivo é alcançado da mesma forma descrita anteriormente, ou seja: a circulação do sangue é constantemente aprimorada em toda a região a ser tratada, o que melhora a oxigenação local, reduzindo sensivelmente o aspecto escuro tipicamente relacionado às olheiras. A flacidez, que também é parte constituinte do problema, é suplantada devido ao aumento da produção de elastina e colágeno.

Carboxiterapia para Olheiras

Quanto à suposta queima da gordura localizada, embora esse benefício exista ele é bem limitado. Logo, a carboxiterapia não é o tratamento ideal para perda de grandes volumes de depósitos de gordura, independentemente da região nos quais eles estejam alocados. De qualquer forma, segundo a revista científica Aesthetic Plastic Surgery, a referida técnica exclui pequenas quantidades de gordura através da quebra de suas moléculas, consequência do estímulo exercido sobre os receptores β-adrenérgicos (β-AR).

Carboxiterapia Capilar antes e depois

Por último, também é importante citar a vertente da carboxiterapia direcionada ao tratamento do couro cabeludo, tratamento intitulado carboxiterapia capilar. Indicada para pessoas que possuam calvície ou tenham sofrido uma perda significativa de cabelo, o princípio de ação do método é o mesmo. Entretanto, para esses casos a região tratada (couro cabeludo) recebe pequenas injeções de gás carbônico nas raízes dos folículos capilares. Isso faz com que o crescimento dos fios seja acelerado.

Profissionais autorizados a efetuar a carboxiterapia

Devido ao fato de ser classificada como um procedimento não cirúrgico com fins estéticos, a carboxiterapia pode tanto ser efetuada por cirurgiões plásticos como por dermatologistas, além de quaisquer outros profissionais que possuam especialização em biomedicina estética.

A escolha do profissional fica a critério do paciente. Porém, é importante salientar que antes de se submeter ao método, é aconselhável a realização de uma pesquisa detalhada sobre as condições do local indicado para concretização da carboxiterapia, bem como uma verificação da reputação ostentada pelo profissional responsável por conduzir o tratamento.

Quantidade de sessões da carboxiterapia

Os resultados proporcionados pelo tratamento em questão são gradativos. Dessa forma, o comum é que os primeiros sinais de melhora significativa sejam visualizados a partir da quinta sessão de carboxiterapia. Mas, é natural que os resultados realmente significativos só sejam perceptíveis a partir da décima sessão.

Embora o período estipulado para término da terapia seja plenamente subjetivo, costuma-se tratar a celulite com sessões efetuadas alternadamente ao longo da semana. Já no caso do tratamento direcionado às estrias, ou cicatrizes geradas por cirurgias estéticas, o ideal é que se estabeleça um intervalo de sete dias entre uma sessão e outra.

Os pacientes não devem se preocupar quanto à possibilidade da epiderme reter CO2, uma vez que o organismo é capaz de absorver o referido gás em aproximadamente 20 minutos após sua infusão na pele.

Resultados proporcionados pela carboxiterapia

Apesar de ser um dos métodos mais recomendados para tratamento da celulite, deve-se frisar que a qualidade e profundidade dos resultados obtidos nestes casos é diretamente proporcional ao estado do problema. Em outras palavras, a eficiência da técnica é notada em toda a sua plenitude quando a celulite ainda está em seus primeiros estágios.

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Caso a celulite esteja em uma fase já bem desenvolvida, os resultados ainda podem ser alcançados, mas em níveis bem mais sutis. Os especialistas ainda lembram que, na verdade, não existe uma terapia 100% eficaz na eliminação da celulite, e que o problema tende a ser apenas suavizado.

Além disso, o quadro de melhora do indivíduo permanecerá estável na medida em que ele mantenha hábitos saudáveis, tais como exercitar o corpo de maneira regular e adotar uma dieta alimentar equilibrada. Desse modo, as chances de reincidência do problema são bem menores. Os mesmos cuidados se aplicam ao tratamento quanto ele é voltado às estrias.

E apesar de homens e mulheres estarem sujeitos a desenvolver celulite, é fato que elas estão mais propensas a sofrerem com o problema em virtude da concentração dos hormônios tipicamente femininos. Pelo mesmo motivo, as mulheres devem redobrar os cuidados para que, uma vez finalizada a carboxiterapia, a celulite não volte a aparecer. Em alguns casos, os médicos podem até indicar a necessidade de sessões extras de carboxiterapia, realizadas em períodos específicos e visando diminuir ainda mais os riscos de reincidência da celulite.

As dores características da carboxiterapia

O procedimento acarreta dores profundas. Além da dor própria da injeção, quando o gás começa a ser inserido sobre a pele ele provoca um tênue deslocamento da epiderme, o que costuma ser bem doloroso. O estiramento dos tecidos, comum nos casos em que é preciso eliminar fibroses, também costuma produzir muitas dores.

Contudo, algumas medidas podem ser adotadas para diminuir a intensidade da dor. Assim, como o dióxido de carbono frio tende a ampliar a profundidade das dores, é preferível a utilização de um sistema que consiga elevar a temperatura do gás. Outra conduta que pode atenuar os dolorosos incômodos é o volume de gás injetado, que deve ser ampliado gradualmente, a fim de que o paciente se habitue progressivamente com as inevitáveis dores.

Contraindicações da carboxiterapia

O procedimento não é recomendado nas situações em que haja qualquer tipo de infecção presente na área pretendida para tratamento. Pessoas que detenham alguma enfermidade que afete os pulmões ao ponto de os órgãos fixarem dióxido de carbono, particularidade inerente à DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), por exemplo, também não devem efetuar a carboxiterapia.

Dentre outros fatores que impedem a realização da carboxiterapia estão: obesidade, presença de acne, ou herpes, na área a ser tratada, alergia epidérmica, urticária, grangrena, e angioderma. Além disso, o método é contraindicado para mulheres gestantes e pessoas que contenham epilepsia, qualquer variante de doença cardiovascular, ou apresentem algum distúrbio psiquiátrico.

Reações adversas da carboxiterapia

Devido ao uso de seringas, é comum que a região tratada desenvolva alguns hematomas. Entretanto, eles não possuem grandes dimensões, desaparecendo no decurso de alguns dias. Nestes casos, é recomendável que o paciente utilize protetor solar até o completo desaparecimento dos hematomas, preservando o corpo contra o surgimento de possíveis manchas.

Outro efeito colateral concernente à carboxiterapia é uma sensação de ardência ou formigamento durante a realização do procedimento.

Complicações da carboxiterapia

Existe também o risco de embolia gasosa, situação evidenciada pela obstrução dos vasos sanguíneos causada pelo gás. No entanto, segundo os especialistas na condução da carboxiterapia, tal complicação só acontece em circunstâncias específicas, mais precisamente quando o profissional incumbido da tarefa não detém a perícia necessária para concluí-la. Tal desconhecimento pode ocasionar o rompimento de um vaso sanguíneo.

É preciso ter igual atenção quanto ao tipo de gás adotado para efetuar a carboxiterapia. O gás deve ser não embólico, e não tóxico ao organismo.

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