Chá

Existem chás indicados para quase todas as perturbações físicas. Doenças à parte, o consumo de chá tem muitos benefícios e uma enorme importância no que se refere ao bem-estar do dia-a-dia. O próprio ritual é relaxante, a ingestão da bebida quente reconfortante e, por isso, o bule e a chávena tornaram-se ícones de aconchego. Mas os benefícios e as propriedades do chá não ficam por aqui.

O chá é isento de calorias (as colheradas de açúcar que se despejam na chávena é que nem por isso), e por isso uma fonte de hidratação do organismo. É diurético, e graças a essa característica contribui para a prevenção de problemas renais e promove o emagrecimento. Para além disso, esta bebida natural é rica em flavonóides, uma substância antioxidante que nos protege contra os efeitos nocivos que os radicais livres exercem sobre as células do nosso corpo. Devido a estes factores, existem cada vez mais dedos a apontar os benefícios deste delicioso ritual.

O chá na China – História

O chá é um dos grandes símbolos do Oriente. Juntamente com o arroz, o alimento fundamental das populações locais, está presente em todas as manifestações gastronómicas. O chá, nesta região, é mais do que uma bebida, sendo um companheiro quase inseparável da meditação.

O chá na China é quase tão antigo como esta milenar civilização, remontando a 2737 a.C. as primeiras notícias sobre esta bebida, resultante da infusão de plantas. Era então uma preciosa substituta da água potável. Isto porque este último bem era extremamente escasso naquele país do extremo oriente. Logo, as infusões que se faziam com a água, para receber as plantas aromáticas, eliminavam as bactérias e com elas os perigos de epidemias.

O chá provém de uma região junto da fronteira com a Índia, nas alturas do Himalais. É aí, que se encontra o arbusto em estado selvagem, chegando a atingir os 5 metros de altura, de onde se extraíram as primeiras folhas de chá. A planta é uma camélia- camelia Sinensis– mas com flores muito mais belas que as nossas camélias de jardim.

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Independentemente da sua proveniência, o chá foi utilizado na China desde tempos muito remotos. Um imperador consagrou-o mesmo como bebida nacional. Era de tal ordem a sua importância social que, um ministro das finanças chinês foi demitido devido à ousadia de aumentar o imposto sobre o chá.

Não é, pois, de estranhar que este povo, amante da escrita, tratasse de incluir nos seus escritos algumas descrições sobre a nova bebida, a forma de prepará-la, os benefícios que dela provinham para a saúde. Lu-Yu, escreveu o mais antigo tratado conhecido sobre chá, no ano de 780 a.C. O dicionário chinês de 350 da mesma era, dava conta da cultura do precioso arbusto. Isso demonstrava a popularidade da bebida que se tomava cozida e que tinha deixado de ser um produto ritual e carregado de magia, para se converter numa bebida habitual.

Consoante a sua preparação, o chá classifica-se em duas categorias principais: o chá verde e o chá preto, ao qual os chineses chamam o chá vermelho. As diferentes tonalidades do chá, resultam dos diferentes tratamentos a que são sujeitas as folhas ao serem recolhidas. Os chineses preferem o chá verde, cujas folhas são secas ao sol ou em dessecadores especiais. As do chá preto são fermentadas em salas húmidas e quentes com diferentes procedimentos.

Na China há ainda uma terceira variedade de chá: o wu-long- o dragão preto – com todas as suas especialidades. Os principais chás verdes chineses são o chu mee, o hyson – Primavera Florida – o sow-mee, e sobretudo o gun-powder (pólvora de espingarda), assim chamado porque as suas folhas se enrolam e parecem balas de chumbo.

Os chás pretos ou vermelhos chineses principais são os doces: os pekoe e os souchong. O lapsang souchong, quase todo ele originário da Formosa é o mais escuro, o mais forte.

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25. Fevereiro 2011 by admin

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