Cirurgia Plástica – Depoimentos

Depoimentos de pessoas, mulheres e homens que fizeram Cirurgia Plástica.

Empresário, 39 anos:

Sempre praticou muito desporto e depois dos 35 anos começou a sentir que estava a ficar com gordura acumulada, que não conseguia perder no ginásio. Fez uma lipoplastia ultra-sónica [lipoaspiração com ultra-sons] à barriga e aos flancos porque a gordura localizada o incomodava. Considera que o “resultado ultrapassou as expectativas”. Entrou na sala de operações, fizeram-lhe uma anestesia local, e a operação durou cerca de três horas. Estava “perfeitamente calmo” e não sentiu desconforto. Ficou internado uma noite, “só porque a operação acabou tarde” e no dia seguinte voltou a casa. O mais incómodo do pós-operatório foi ter que andar com uma cinta. Foi trabalhar dias depois e a recuperação total demorou dois meses.

Quando falou connosco estava a recuperar de um “face lift (lifting facial)”, um rejuvenescimento facial aos olhos e rosto, feito 15 dias antes. Uma intervenção feita com anestesia local. Tirou os pontos das pálpebras dos olhos ao fim de quatro dias e os do rosto ao fim de nove. “Há poucos dias tive uma reunião de trabalho com um colega estrangeiro, que não notou nada.”

Figurinista, 38 anos:

“É uma operação plástica que faz bem ao ego”.

“O meu filho já é crescidinho, mas quando nasceu eu já tinha o peito bastante pequeno. Depois de amamentar desapareceu pura e simplesmente.” Foi por isso que resolveu fazer um aumento mamário (mamoplastia de aumento). Não fez logo a operação, há cinco anos decidiu-se a colocar próteses. “Mas não me decidi – também é preciso juntar algum dinheiro – até à altura em que uma amiga minha fez o oposto (uma redução de mama | mamoplastia de redução) com o Dr. Francisco. Fui consultá-lo e marquei a operação. Foi uma coisa muito simples.” “As pessoas não sabem o que eu fiz, a não ser alguns amigos mais íntimos. Porque não se vê. Faço topless e não se vê. A cicatriz é pequenininha, fica no sulco mamário, tapada com o próprio peito. Mesmo que eu o levante, hoje em dia, é uma coisa tão pequenina que mal se nota.”

Diz que as pessoas não notaram que fez a operação porque antes usava uns “soutiens de encher” e porque não fez um aumento mamário enorme. “Fiz uma coisa bastante discreta. Acho que usei o tamanho mais pequeno de próteses de gel de silicone coesivo que existem no mercado. Agora uso uma copa 36 A, é maior do que eu tinha, mas adequado à minha altura.”

A operação foi com anestesia geral, demorou uma hora e pouco, acordou, esteve no recobro e quatro horas depois foi para casa. Com um penso e um soutien desportivo. Não podia levantar muitos os braços, não podia fazer movimentos complicados, não podia ir à ginástica, e não podia molhar a zona do peito. Passados quatro dias foi ao médico e outra vez passados dez dias para tirar pontos. Aí começou a fazer tudo. Fazia algumas massagens a si própria e andou com um soutien de desporto durante um mês.

“No início, ao toque, tem-se a sensação de que a pele está menos sensível. Mas é uma questão de pouco tempo. Desaparece completamente. Não se perde a sensação. O meu peito ficou molezinho, abana. Quando ando, salto e corro tenho que usar soutien porque ele salta… uma coisa que eu já não sabia o que era há muito tempo.”

“Quando me deito é capaz de não descer tanto como os outros, mas não é nada de anormal. Com o passar dos anos não descaiu. Tenho um peito que parece de uma pessoa muito mais nova do que eu, é um peito muito bonito para a minha idade. É a inveja das minhas amigas.”

“Recomendo a qualquer pessoa que tenha o peito pequeno. Foi a melhor coisa que eu podia ter feito. É uma pessoa sentir-se pouco feminina e de repente sentir-se feminina outra vez, sentir-se bem com o seu próprio corpo.”

Empresário têxtil, 51 anos:

Conselho: “Quem não se sentir bem, deve fazer.”

Gosta imenso de praticar desporto, joga ténis, quando acabava de jogar sentia-se bem, mas devido ao esforço as pálpebras ficavam inchadas. Mesmo depois de uma noite bem dormida, de sete a oito horas, de manhã acordava com papos. “Por isso fiz uma blefaroplastia. Não a fiz há mais tempo porque tinha medo, mas um dia decidi e fui. Foi uma das coisas mais importantes da minha vida.” A operação durou uma hora e foi feita com anestesia local – “senti a operação toda e não custou nada a nível físico”. “Mal acabou o médico mostrou-me o que tinha extraído: eram bocados de carne, pareciam mini-bifes, muito vermelhinhos. Estive depois no recobro uma hora, saí pelo meu pé, a minha mulher foi-me buscar, fui para casa, alimentação normal. Mantive-me em casa durante um dia porque não estava sol, senão colocava óculos de sol e saía. Mas foi em Novembro e chovia.” No dia seguinte foi trabalhar com óculos de sol. “Ninguém notava nada. Só se tirasse os óculos é que viam os olhos negros. Ao fim de uma semana estava impecável. E ao fim de um mês já não se notava nada.”

Antes usava sempre óculos porque eles disfarçavam os papos. “Hoje já não ando de óculos, só para ler. O meu ego melhorou. Sinto-me bem e acho que resultou muito bem. As cicatrizes não se notam nada, nem em baixo nem em cima. O que eu sei é que nunca mais ninguém me disse que eu estava com ar doente, ou com sono, isso acabou!”

Gestora, 60 anos:

“Eu tinha bastantes rugas e manchas na cara por isso o médico aconselhou-me, numa primeira fase, a fazer um lifting cervicofacial e uma blefaroplastia superior.” Fez a operação com anestesia local, lembra-se de pequenos pormenores, de vez em quando ouvia qualquer coisa, mas não se lembra do que aconteceu. Não teve dores.

Ficou um dia. “Saí com ligadura, mas podia ter saído sem ela. No pós-operatório correu tudo lindamente. Tirei primeiro os pontos dos olhos, em duas fases. E os pontos no resto da cara oito a dez dias depois.” Este procedimento atenuou as rugas, mas foi-lhe aconselhado fazer depois o peeling químico de fenol, porque “ficaria melhor, principalmente na zona da testa”. Fê-lo três meses depois com anestesia geral e resolveu ficar internada nove dias, em vez de dois.

“Quando acordei senti um calor na cara bastante forte, mas suportável. Dois dias depois começaram a aplicar-me um pós castanho – não ardia – e fizeram-no durante seis a oito dias.” Até lhe ser retirado esse pó que induz a formação da crosta tinha uma dieta líquida à base de sopas que ingeria por uma palhinha. “Não podemos falar, há determinadas letras que não se podem dizer porque não se podem fechar os lábios. Forma-se uma crosta dura e não convém mesmo haver movimento. Podemo-nos fazer entender, mas sem pronunciar bem as palavras.”

Quando o médico acha que a crosta já pode ser retirada “é uma surpresa fantástica”. Para a retirar colocaram-lhe um produto parecido com vaselina, um creme branco. “Estive umas três horas e meia com aquilo aplicado com algodão por cima. É retirado depois com uma pinça e ao mesmo tempo que sai a crosta, o médico aplica um bocadinho de vaselina líquida por causa do calor na cara. Mas é perfeitamente suportável, custa muito menos do que o calor que se sente a seguir à anestesia.”

“Vi-me ao espelho durante o tempo em que tinha a crosta. Não me impressionou nada, mas não sei como será a reacção de outras pessoas.” Mas a grande surpresa foi quando lhe retiraram a crosta e se viu ao espelho logo a seguir: sem nenhuma ruga, embora com a cara bastante rosada e um bocadinho inchada.

Quando regressou a casa tinha que aplicar uns produtos dados pelo médico, pertencem a um kit que faz parte do tratamento. Pode apanhar sol com uma base especial. Tinha que aplicar três produtos por dia. No primeiro mês, à noite, limpava a cara com vaselina líquida e não aplicava mais nada. No mês e meio seguinte durante o dia aplicava os três produtos, e à noite passava a aplicar um creme nutritivo com uma pequena concentração de fenol. “Ao final de um mês e meio a vermelhidão da pele desaparece, mas é preciso continuar a aplicar os cremes mesmo que a pele esteja branca, até fazer dois meses e meio da data que se fez o peeling. A pele depois fica óptima, branca, a nossa cor normal, sem manchas e sem rugas.”

Conselho : “Sinto-me lindamente. Se tivesse este problema e ainda não tivesse feito, não faria outra coisa. Era isto que escolheria fazer, porque acho os resultados realmente fantásticos.”

Profissional de seguros, 43 anos:

Resolveu fazer uma plastia mamária de redução por duas razões. “Porque desde jovem que tinha o peito bastante grande e tinha um dos seios muito maior do que o outro. E porque a minha mãe faleceu com neoplasia da mama, podia ser hereditário, tinha receio de vir a ter a mesma doença. Não quer dizer que não venha a acontecer. Mas era uma preocupação.”

Desejava fazer esta operação há imenso tempo, mas por causa do aspecto financeiro – é uma cirurgia plastica que tem algum custo – foi deixando andar. “Todavia este ano, face ao exame de rastreio que fiz, tanto a ginecologista como a própria técnica de mamografia e o ortopedista foram de opinião que era a idade ideal.”

Fez análises de rotina, esteve seis horas sem qualquer alimento e fez a operação com anestesia geral. “Tive comparticipação da seguradora, uma vez que havia razões que levavam a isso e eles reembolsavam uma parte. Para não me sobrecarregar em termos financeiros, acabei por ficar só internada 24 horas. Não estava a contar que o pós-operatório fosse tão doloroso. No dia seguinte já só tinha as cicatrizes, mas penso que poderia ter ficado mais tempo internada, porque qualquer movimento que se faça com os braços é extremamente doloroso. Correu muito bem e se eu não tivesse qualquer problema financeiro acho que sairia só dois dias depois. Mais pelo tempo de repouso. Em casa é sempre mais complicado, porque em termos de enfermagem não é necessário nada.” No dia seguinte, o médico tirou-lhe os pensos da cirurgia e foi para casa. Aproveitou para fazer a operação quatro dias antes das férias. Saiu da clínica com um soutien desportista, “aquele com um cós que ajusta os pontos e os pensos”, dias depois tirou os pontos. Três semanas depois, dizia: “Em termos de mama ainda estou debilitada, ainda estou a por cicatrizante. Para ficar bem bem, acho que demorará dois meses. Gostei imenso do médico, da forma como operou, da assistência e da preocupação dele com o doente.”

Conselho: “O mais importante é que as pessoas escolham um médico com credibilidade.”

Estudante universitário, 28 anos:

Desde os treze anos que queria fazer uma operação às orelhas, mas só agora é que financeiramente teve oportunidade e se decidiu. “As minhas orelhas não eram grandes – ficaram aliás do mesmo tamanho – estavam era saídas para fora.”

Só adormeceu já no fim da operação e depois esperou duas horas e veio embora. “Doeu-me um bocadinho, mas dizem que ‘No pain, no gain’, não é?'” Tinha uma ligadura e durante três semanas andou com uma bandolete. “Para dormir era um bocado chato, tive que dormir de costas, virado para cima. Estava tudo bastante sensível. Já foi há três semanas e meia e ainda estão um bocadinho sensíveis. Já não doem, mas qualquer toquezinho ainda sinto. Tiraram-me os pontos logo passado uma semana, porque tinha cicatrizado bem.”

“A minha mãe diz que fiz bem, as pessoas que não são da família dizem que nem sequer tinham dado conta. Não sei se dizem isso só por dizer. Porque eu desde a adolescência que sempre as achei diferentes das orelhas das outras pessoas. Foi isso que me levou a fazer a operação.”

Conselho: “Se as pessoas não se sentirem bem como estão e se puderem ir alterar alguma coisa, sigam em frente. Apesar de acreditar que ainda haja pessoas que acham esquisito fazer-se esse tipo de operações.”

Doméstica, 51 anos:

“Já pensava fazer esta operação ao nariz há uns dez anos. Houve um médico no Brasil que me disse que como os meus olhos têm uma cor bonita, iriam sobressair se fizesse a operação ao nariz. Nunca me entusiasmei, pensei que ele quisesse fazer por fazer e não liguei. Onze anos depois fiz uma cirurgia ao rosto. Fiquei satisfeita mas notei que o nariz ficou disforme em relação ao rosto. Por isso, fiz a operação.”

Foi a uma consulta normal, o médico tirou-lhe algumas fotografias, em várias posições e marcou a cirurgia. Resolveu também fazer uma abdominoplastia. “Enquanto fazia a abdominoplastia – com epidural – conversavam comigo o tempo todo. Quando chegou a altura de fazer o nariz deram-me um sedativo.”

“Na abdominoplastia não senti nada e estive dois dias internada no Hospital Inglês, naquela posição um bocado incómoda, virada para cima, com almofadas debaixo das coxas, para poder cicatrizar tudo muito bem sem problemas nenhuns. Só quando era necessário ir à casa de banho é que pedia ajuda a uma enfermeira, ou então para comer.”

“Ao fim de dois dias fui para casa, tentei ficar na mesma posição – o que é difícil porque as camas do hospital são muito mais cómodas. No dia em que fui para o quarto, depois do bloco operatório, fiquei uma noite com uma cinta do hospital. No dia seguinte retiraram e colocaram uma cinta própria.”

Passou um mês e quatro dias e já anda a pé, conduz o carro e está a fazer massagens e a pôr um creme por cima das cicatrizes e uns adesivos para evitar a cicatriz quelóide.

Quanto ao nariz, diz que também correu muito bem. “Não se sente dores, mas é um bocado incómodo. Durante cinco dias temos que respirar pela boca, porque colocam uma tala de plástico grosso no nariz. É a única coisa que incomoda mas que se suporta. Basta pensar que depois vamos ficar diferentes e bonitas e gostarmos de nós e que vai valer a pena.”

Viu-se ao espelho logo no dia seguinte. “As enfermeiras aconselharam-me a não ver, mas sabe como é ? Curiosidade. Vi-me e assustei-me um pouco. O médico avisou-me que ia ficar com os olhos negros, mas eu já notava diferença, tanto mais que quando fui para casa as minhas filhas disseram-me que eu estava bonita, que ficava muito bem e que estava completamente diferente.”

Sente-se bem como já não se sentia há muitos anos. “Se soubesse que era assim, já tinha feito há mais tempo.” Tem que aplicar protector solar 60 no nariz, por causa do sol, de hora em hora. À noite coloca um creme nas cicatrizes para ajudar a desaparecer, “apesar de não se notar quase nada.” “Dói um bocadinho porque ainda está um bocado inflamado, mas de resto está óptimo. Gosto da maneira como este médico trabalha, é paciente, preocupa-se, telefona para saber como estamos, temos consultas semanais para ver como é que está tudo, e normalmente tem estado tudo bem.”

Professora Universitária, mãe de família, 41 anos:

“A minha primeira experiência foi no Outono de 1992, e é preciso ver que isto, em termos dos progressos da tecnologia no domínio, quer dizer na pré-história. Ainda não existiam os ácidos hialurónicos, nem as microsferas, nem nenhum desses truques óptimos que há agora. Eu tinha acabado de defender as provas de doutoramento, e estava com uns vincos marcadíssimos dos dois lados da boca, aquele ar mesmo estafado das pessoas que acabaram de correr a maratona. Fui lá ver o que é que se podia fazer, e ele teve logo uma ideia genial, aliás uma técnica de sua invenção: tirar-me gordura do rabo e injectá-la na cara. Toda a gente gozou comigo, todos os meus amigos e colegas, dentro e fora de portas, a dizer que eu ia ficar com uma verdadeira cara de cu. Não fiquei nada. Fiz tudo com anestesia local, e aquilo é muito engraçado. Tem tanto de escultura como de engenharia. Havia partes todas só de modelagem com as mãos. Saí de lá de dentro com ar de vilão do Dick Tracy, os trambolhos todos onde ele os tinha injectado. No dia seguinte acordei com uma carinha de lua cheia que já não tinha desde os doze anos. Na semana seguinte fui lá ao exame de rotina e protestei imenso a minha gratidão, ao que ele respondeu, com um ar muito mauzinho, ‘está bem, está bem, agora a seguir vou tirar-lhe esses papos horrorosos dos joelhos’. Digamos que foi o princípio de uma bela amizade. Poucos homens me fazem rir tanto”.

Professora universitária, 49 anos:

“Fiz uma lipoaspiração na parte interior dos joelhos há quatro anos. Escolhi o Dr. Fernando teixeira porque era o cirurgião plástico de uma amiga e tinha boas referências dele. Era para ser anestesia local, mas acabei por fazer com geral, porque aquilo ainda durava algum tempo e achou-se que me podia doer muito. Mas foi uma anestesia leve, para aí 20 minutos.”

“Eu não gostava particularmente dos meus joelhos porque na parte interior eram gordinhos. Fui ao médico e disse-lhe que queria que ele me desse um jeitinho. O médico foi extremamente agradável, com uma conversa muito informal explicou-me como é que se fazem as coisas. Foi muito simpático, atendeu-me sempre com muita delicadeza e com muito carinho. Foi sempre ele que lidou comigo. Tirou-me fotografias antes e depois para me mostrar.”

Fez análises vulgares ao sangue e, duas semanas depois, a intervenção. Esta não durou mais do que uma hora e foi para casa no mesmo dia. “Trazia pensos e joelheiras tipo cinta. Foi a coisa mais horrível. Usar as joelheiras é super-desagradável, um garrote autêntico, e eu tinha que dormir com elas. Aconselharam-me também a andar bastante.” Fez a intervenção no Verão, o que teve vantagens e inconvenientes. “Estava de férias e isso até dava jeito, não iria exercitar muito as pernas, mas por causa da temperatura é mais desconfortável. Inchavam-me muito os pés, não por causa da cirurgia, mas por causa do garrote que a joelheira acabava por fazer. Tive que andar com elas um mês. Foi de facto uma tortura.”

Passado uma semana foi tirar os pontos, dois ou três. “Hoje não tenho cicatriz nenhuma, se eu quiser dizer rigorosamente onde é que estavam, não sei.” Quando tirou a joelheira viu que estava com os joelhos “bonitinhos, muito melhor do que eram anteriormente.”

Estudante universitária, 21 anos:

“Fiquei doente com anorexia muito cedo – aos doze anos – e isso afectou o meu desenvolvimento. Não tinha peito nenhum e decidi então fazer uma cirurgia de aumento.” Há imenso tempo que queria fazer a operação. “Até tinha um bocado de vergonha porque aos 16 anos as raparigas já estão desenvolvidas e eu não tinha quase peito nenhum.” Mas ainda era muito nova e só a partir do ano passado é que começou a ficar melhor e nessa altura decidiu-se. “Fui à consulta já com uma ideia na cabeça do que é que queria, o médico aconselhou-me, claro, porque ele é que sabe o tamanho certo e outras coisas”.

Pediram-lhe para estar na clínica ao meio-dia, em jejum, e pensava que ia ser operada logo. “Fui operada às seis da tarde. Até lá não podia comer nem beber, foi uma espera longa e eu estava nervosa. A operação foi com anestesia geral. Acordei ainda um pouco tonta e as dores não eram muito fortes. Tinha um bocado de dores ao nível do peito e sentia-me esquisita.”

“Na manhã seguinte já me sentia melhor, tiraram-me a ligadura e às 10h00 fui para casa e correu tudo bem. Tinha pensos ao nível da aréola. Não fiquei com nódoas negras, nem nada.” Durante a primeira semana pediram-lhe para não abrir muito os braços nem andar com coisas muito pesadas. E todos os dias fazia massagens para o peito ficar com uma forma mais natural. Uma semana depois foi tirar os pontos e o médico colocou uma pomada cicatrizante. A partir dessa semana começou a fazer uma vida completamente normal. “É uma operação que não custa mesmo nada fazer. No dia seguinte à operação estava cheia de remorsos, a dizer a mim própria: ‘Mas porque é que eu fiz isto, isto dói imenso, vou ficar semanas sem me poder mexer!’ mas a realidade é que só passaram três semanas e mexo os braços à vontade, levanto pesos, não dói nada, vou para piscina…”

“Não sinto o peito mais pesado, porque eu não tinha mesmo peito nenhum. Não se sente. Quando se pega no implante na mão parece que é pesado mas uma vez que é colocado, não pesa nada. O que é esquisito, quando me vejo ao espelho, é ver como é que a minha pele esticou tanto! Como é que eu não tinha nada e de repente me vejo assim, com um peito que parece perfeitamente natural!” “Ninguém reparou. Eu usava sempre uns soutiens que aumentavam. Nenhuma das minhas amigas fez comentários. Está mesmo bem proporcionado com o meu corpo.”

Conselho: “Se tem mesmo vontade, vá e enfrente o medo. Eu também estava cheia de medo, mas disse a mim própria ‘Vou, aconteça o que acontecer!’ Vale a pena e só tem que se estar uma semana na vida um bocadinho sem mexer os braços.”

Recepcionista, 47 anos:

“O Dr. Carlos Pires já me fez várias operações de reconstrução. Aos 28 anos sofri um acidente de viação e fiquei com a cara praticamente destruída. Tive que levar 147 pontos na face e ele recuperou-me. Fiquei muito bem e extremamente agradecida por isso. Na altura, o médico não me pôde mexer nos olhos porque eu tinha imensas cicatrizes nas pálpebras. Mas o ano passado, por causa das cicatrizes, a pálpebra começou a quebrar e ele deu-me um jeitinho na pálpebra e na face. Fiz porque tenho muita confiança neste médico. É honesto. Há anos tinha-lhe pedido que me desse um jeitinho à face e ele tinha-me dito que ainda era muito cedo, que depois dos 45 anos me fazia.”

A operação foi com anestesia geral e ficou internada 24 horas. “A cirurgia nas pálpebras não dói nada, à face já dói mais um bocadinho, porque a cara fica inchada e isso incomoda.”

Há dois meses fez com o mesmo médico uma abdominoplastia. “A pele da minha barriga estava a ficar flácida e incomodava-me. Fiquei internada três dias só porque tinha que estar numa determinada posição. Sentia-me muito bem. O médico avisa-me sempre de tudo o que vai acontecer e as coisas têm corrido como ele diz. Quanto ao abdómen tirei a cinta a semana passada – quando fez dois meses – e está óptimo.”

Conselho: “As pessoas devem fazer tudo para que se sintam bem na sua pele. Eu não me sentia bem, e não tinha medo porque conhecia o médico há muitos anos. Estou eternamente grata ao doutor Carlos Pires porque eu morri naquele acidente, e ele devolveu-me à vida.”

Professora, 51 anos:

“Já tinha sido submetida a uma cirurgia de redução mamaria há uns meses com um cirurgião português de uma clínica de Lisboa. Não houve nenhuma complicação pós-operatória, mas a operação deixou-me terríveis deformações e muitas cicatrizes inestéticas. De momento não tenciono revelar o nome do cirurgião que me fez isto, mas senti um grande desgosto. Foi neste estado de espírito que resolvi dirigir-me a uma consulta do Dr. Carlos Pires.” O médico observou-a muito meticulosamente e disse-lhe que era possível corrigir todas aquelas cicatrizes e deformações. “Fiquei muito contente, mas um pouco céptica. Com algum tempo de conversa estabeleceu-se uma empatia entre paciente e médico e nasceu em mim uma confiança muito grande. Foi por isso que me sujeitei a ser submetida a uma nova cirurgia.”

“Correu bem. Quando me tiraram os pontos vi-me ao espelho e realmente o peito estava perfeitíssimo. O médico fez sempre questão de estar presente em todos os cuidados pós-operatórios, participando mesmo na feitura dos mesmos. Já estou com mais de 20 dias de pós-operatório e continuo a ser acompanhada com o mesmo empenho, a mesma dedicação do primeiro dia. Ele está sempre vigilante e isso transmite uma confiança muito grande.”

“O que se passou com o outro médico, é que ele não aceitou ou então não quis dar-me a entender que estava a aceitar o erro ou as deformações feitas por ele. Por isso, depois de algum tempo deixei de lá ir, pois sabia que estas operações precisam de algum tempo para voltar à normalidade. Deixei passar o tempo que normalmente os médicos prescrevem mas continuou tudo na mesma. Eram coisas que já não iam ao lugar, só teriam solução com nova intervenção. Fui então a mais dois ou três médicos e todos foram unânimes em dizer que aquilo já não ia ao lugar.”

Conselho: “As cirurgias estéticas de um modo geral contribuem para o nosso bem estar, para o nosso ego, para a nossa auto-estima, para a nossa auto-confiança e essas são condições sinequanon para estabelecermos uma boa relação com os outros. O nosso bem estar físico reflecte-se no nosso bem estar psicológico. No entanto fica aqui um alerta de quem já teve uma amarga experiência: cuidado, por amor de Deus escolham o cirurgião plástico certo.”

18. Junho 2010 by admin
Em: Cirurgias Plásticas e Estética, Saúde | 2 comentários

2 Comentários no Fórum

  1. Um outro lado da cirurgia estética
    pseudonimosofia@gmail.com
    http:// cirurgiaesteticaumoutrolado.blogspot. com

  2. pelo amor de deus alguemme ajuda nao aguento mais esperar pela cirugia plastica so penso em morrer pois parei minha vd , em td e nao consigo mais nem trabalhar , onde aconteceu este episodio horrivel com migo sem eu dever nada e ate hj a justiça nao fez nada por mim ,pois a justiça de minas so preocupa so com o caso do bruno e so isto mais nada , meu deus olha por mim e me da força onde ninguem mais me ver nem no portao de minha casa nao aguento mais . e obrigado , se alguem puder me dar oportunidade de me ajudar pelo menos para eu dissabafar mas a revolta e muito.

Deixe o Seu Comentário no Fórum

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *