Coco

O coco (Cocos nucifera L.) é um fruto redondo e alongado, de miolo branco, fibroso e oleoso, coberto por uma casca dura, peluda e de cor castanha.

O coco tem uma casca fibrosa no exterior e no interior possui um miolo branco denominado copra e, quando o fruto ainda está tenro, um líquido leitoso (leite de coco) que é um alimento básico em algumas zonas do mundo.

O coco, fruta também designada como coco-da-praia, coco-da-índia ou ainda coco-da-baía são ambos o mesmo fruto. É utilizado sobretudo na produção de copra: da medula desidratada do coco obtém-se óleo. Os resíduos da obtenção de copra, são usados na alimentação animal.

Apesar do óleo de coco não ser um dos óleos vegetais mais importantes, trata-se de um óleo láurico, e por isso merece um lugar no mercado mundial. A árvore que produz cocos é o coqueiro, que também pode ter utilização industrial.

Os coqueiros são palmeiras onde se obtém dos cocos. Os cocos (coconuts) pesam cerca de 2,5 kg e na realidade não são nozes, mas sim drupas. Da casca externa fibrosa das drupas elaboram-se cordas e outros produtos de fibra. As nozes possuem uma amêndoa que pode ser consumida fresca ou seca, obtendo-se a copra. Mediante a incisão das inflorescências do coqueiro e colheita do líquido (seiva) que exsuda delas, obtêm-se bebidas fermentadas, vinagre de álcool ou açúcares. O repolho terminal da palmeira pode ser consumido, fresco, cozido ou como legume (couve de coco). Com a casca do coco podem-se fazer recipientes para beber e para outros usos ou utilizá-la como carvão.

Os cocos verdes e jovens têm muito leite e pouca polpa, mas muito bom sabor e consistência gelatinosa, sendo muito apreciados nas zonas produtoras. Os cocos são um ingrediente básico na cozinha malaia, indiana e indonésia: a polpa recém ralada adiciona-se a pastéis, ao arroz, à carne ou ao peixe. Na Europa e noutras zonas não produtoras de coco, o coco ralado dá uma nota exótica às saladas e compotas, matiza o sabor dos cremes, pudins, gelados, bolachas, tortas e pastéis. Pode-se empregar para panar a carne, o peixe ou as verduras.

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Actualmente a cultura do coco estende-se a muitas áreas temperadas, tendo grande valor comercial.

Disponibilidade nos mercados

A presença de cocos nos mercados espanhóis e portugueses é constante durante todo o ano. No quadro seguinte mostra-se, como exemplo, as datas de disponibilidade de cocos no mercado do Reino Unido, indicando a procedência e o peso das embalagens.

  Origem   Disponibilidade nos mercados do Reino Unido   Peso das embalagens
  Bangladesh   Durante todo o ano   25 unidades
  Costa Rica   Depende da procura   Vários
  Costa do Marfim   Durante todo o ano   Vários
  Republica Dominicana   Durante todo o ano   10 kg
  Gana   Processo   Vários
  México   Processo   Vários
  Malásia   Todo o ano   10 unidades
  Nigéria   Outubro-Março   10 kg
  Porto Rico   Todo o ano   24 unidades
  Tailândia   Todo o ano   Vários
  Uganda   Todo o ano   Vários
  Sri Lanka   Todo o ano   25/50 unidades

Fonte: Fresh Produce Desk Book (2001)

Embalamento

Geralmente os cocos nos mercados não se apresentam embalados. Podem-se apresentar empacotados, soltos dentro de um saco de malha plástica. No Reino Unido e na Holanda existe preferência por colocá-los em caixas de cartão.

Regulamentação

Não existe normativa específica que regule a qualidade dos cocos, pelo que se utiliza a norma genérica europeia que se encontra no regulamento 362R0058. Este regulamento pode ser consultado na Internet na seguinte morada: ( http://europa.eu.int/eur-lex/é/lif/dat/1962/é_362R0058.html ). Os critérios de qualidade óptimos nos cocos são os seguintes: os cocos secos devem estar castanhos, sem danos e crocantes. Os mercados preferem os cocos redondos e uniformes, assim como os que cumprem com as características da sua variedade. Os pesos mínimos dos cocos comercializados são de 750 g e os máximos de 850 g.

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Critérios de Qualidade

Gestão atmosférica pós colheita

As temperaturas óptimas para a sua conservação, durante 1 ou 2 meses, situam-se entre os 0ºC e os 2 ºC. A humidade relativa óptima oscila entre 89% e 95%. A temperatura de congelação é de -0,9ºC.

Pós colheita

As condições ambientais óptimas para a conservação, são as mesmas para o transporte e distribuição. Os cocos secos podem ser transportados em barcos durante 3 semanas, já que se mantêm em boas condições.

Problemas pós colheita

As perdas de qualidade dos cocos após a colheita resultam, principalmente, de uma má e imprópria colheita. As perdas ocorrem por amolecimento e doenças infecciosas dos olhos. Estas podem ser evitadas com uma classificação cuidadosa, prevenindo os danos nos olhos e mantendo os cocos em condições adequadas de armazenamento.

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14. Julho 2011 by admin

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