Conheça 16 causas da queda de cabelo: Alterações hormonais, Stress, Antidepressivos, Tabagismo …

A queda de cabelo é algo que ocorre naturalmente. Todos os dias cada pessoa perde em média 120 fios de cabelo, dos cerca de 150.000 que possui no seu couro cabeludo.

foto de mulher com queda de cabelo

A escovagem, a lavagem, entre outras atividades diárias, provocam o rompimento do fio, fazendo-o cair. É por isso normal encontrar fios de cabelo no chão do banheiro ou no ralo da banheira.

Contudo, quando o volume de fios perdidos começa a ser superior ao normal, é importante tentar perceber qual a razão que se encontra por detrás dessa queda.

A partir dos 50 anos de idade, é natural que a perda de cabelo comece a ser maior. No entanto, se essa queda começar a acentuar-se antes, com o aparecimento de um volume de fios de cabelo acima do normal no seu banheiro, no travesseiro, ou no chão da sua casa, é essencial que consulte um médico, já que poderá ser um sintoma de que algo não está a correr bem no seu organismo.

Existem muitas causas para a queda de cabelo anormal, sendo as mais comuns o stress prolongado e excessivo, dietas restritivas e alterações hormonais.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, 25% das brasileiras entre os 35 e os 40 anos têm queda de cabelo anormal.

E segundo os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração de Cabelo, 40% dos homens têm este problema antes mesmo de atingir os 35 anos de idade.

Neste artigo poderá saber mais sobre o ciclo de vida de um fio, e as razões que levam a que esse ciclo seja quebrado. Conheça ainda 16 causas para a queda do cabelo.

Ciclo de vida de um fio de cabelo

O ciclo de vida de um fio de cabelo divide-se em três etapas: anágeno, catágeno e telógeno. Confira de seguida o que ocorre em cada uma estas etapas:

– anágeno: esta etapa corresponde à fase mais saudável do fio, com um crescimento ativo de aproximadamente 1,2 cm por mês. Esta etapa dura entre 3 a 6 anos.

– catágeno: nesta fase o fio termina o seu crescimento, continuando saudável mas mantendo o seu comprimento. Esta etapa pode durar até 2 anos.

– telógeno: esta é a etapa final do ciclo de vida de um fio de cabelo, onde começa a ficar mais enfraquecido e velho, culminando na sua queda. Quando o fio cai, outro cresce de seguida em seu lugar.

Este é o processo natural do ciclo de vida de um fio de cabelo. Como vê, a queda do cabelo é perfeitamente natural. Contudo, quando essa queda começa a ser muito volumosa, isso significa que o processo foi alterado, provocando a queda de fios de cabelo em fases onde isso não deveria acontecer, ou a uma velocidade superior ao normal.

O ciclo de vida de um fio de cabelo começa a ser alterado devido a problemas de saúde, como as alterações hormonais, o stress ou anemia, por exemplo.

Como para o organismo a única utilidade que o cabelo tem é proteger o couro cabeludo, em caso de existência de um problema de saúde, ele irá encaminhar todos os recursos, energia e nutrientes, para onde existe esse problema.

Dessa forma, os fios não receberão a nutrição devida, acabando por ficar mais frágeis e cair. Descobrindo-se e tratando-se esse problema de saúde, a queda de cabelo é geralmente resolvida.

Há ainda o caso da calvície, com o nome científico de alopecia androgenética, que se caracteriza pela perda irreparável dos fios. Este problema de origem genética, mais comum entre os homens, ocorre devido ao atrofiamento do bulbo capilar, causado pelos hormônios masculinos.

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Nestes casos a queda de cabelo é bastante acentuada, e a única alternativa de tratamento é o transplante de novos cabelos. Confira de seguida as principais causas para a queda de cabelo

16 causas para a queda do cabelo

Alterações hormonais

As alterações hormonais são das causas mais comuns para a queda de cabelo. Qualquer deficiência na produção de hormonas pode levar ao aparecimento deste problema, já que o organismo irá reagir focando-se nas tarefas prioritárias.

E como explicamos em cima, o cabelo não é considerado algo de essencial no corpo humano. Dessa forma, quando surgem problemas em glândulas endócrinas (produtoras de hormonas), tais como a suprarrenal, a hipófise ou a tireoide, e o organismo fica desregulado, o cabelo é um dos primeiros a sofrer, deixando de receber a quantidade necessária de nutrientes ao folículo.

Há ainda alterações hormonais normais, tal como aquelas que ocorrem no período da menstruação, que podem levar a uma queda de cabelo localizada no tempo. Durante o período os níveis hormonais alteram-se, levando a uma pequena deficiência em ferro.

Assim, durante o período menstrual é importante reforçar a dieta com alimentos ricos em ferro, como por exemplo o feijão, as carnes vermelhas ou os vegetais de cor verde-escura, de modo a compensar essa deficiência.

Stress

Fotos de alopecia areata antes e depois da homeopatia

Durante um estado de stress o organismo utiliza mais energia que o normal para responder a essa situação. Como tal, as partes do corpo não essenciais acabam por ver os seus nutrientes encaminhados para outros órgãos.

Durante uma condição de stress o organismo perde uma grande quantidade de minerais e vitaminas, e sendo o cabelo uma parte não essencial, é natural que este seja afetado, não recebendo a nutrição necessária. Outro problema causado pelo stress é o aumento do hormônio cortisol. Este hormônio provoca a desaceleração da divisão celular na raiz do cabelo, o que leva a um crescimento muito mais lento.

O stress é uma reação natural do organismo, contudo, quando o stress é excessivo e prolongado, acaba por provocar uma queda acentuada de fios de cabelo, podendo essa queda chegar em casos mais graves entre 50 e 75% da totalidade dos fios.

Penteados

Existem penteados que, devido à força exagerada utilizada para puxar os fios, bem como à tensão com que ficam depois, podem levar à inflamação do folículo capilar e à quebra do fio. Este é um problema denominado de alopecia por tração, sendo causada pelo uso frequente de penteados como o rabo-de-cavalo, entre outros. Para prevenir a queda de cabelo causado pelo penteado escolhido, deverá optar por uma das seguintes soluções:

a)  Deixar de utilizar penteados onde o cabelo seja puxado e fique depois tenso;

b)   Se quiser continuar a usar este tipo de penteados, ter o cuidado de não os prender enquanto ainda estão molhados e numa os deixar tensionados durante muito tempo.

Secador e chapinha

O secador e a chapinha são aparelhos que, quando usados em excesso, devido ao calor excessivo que empregam sobre os fios, podem causar a queda de cabelo, especialmente quando os fios estão algo enfraquecidos.

Após a lavagem do cabelo é normal algumas partículas de água entrarem dentro do fio. Em contacto com o calor provocado por estes aparelhos, essas partículas podem levam à formação de bolhas de ar dentro da camada do fio, provocando danos estruturais, que poderão conduzir à sua queda.

É por isso importante que deixe secar sempre que possível o cabelo ao natural, ou então, nunca aproximar o secador mais que 30 cm do cabelo quando o está a utilizar. Quanto à chapinha, deverá usar apenas ocasionalmente, de modo a prevenir os seus efeitos prejudiciais no fio.

Dietas restritivas

A alimentação tem como função fornecer ao organismo todos os nutrientes necessários para o seu correto e pleno funcionamento. Contudo, devido a um estilo de vida pouco saudável, muitas pessoas acabam por acumular a energia consumida não gasta em forma de gordura, aumentando o seu peso de uma forma excessiva.

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Na hora de perder esse peso, muitas pessoas optam por dietas bastante restritivas, que além de cortarem nos nutrientes energéticos, acabam também por reduzir outros, como minerais e vitaminas. Para um fio de cabelo nascer e se manter forte e saudável o folículo precisa de receber uma grande quantidade de ferro, entre outros minerais, e ainda vitaminas, como as C e as do complexo B. Ora, numa dieta restritiva as deficiências nutritivas vão impedir que o fio receba a nutrição necessária, causando por isso o seu enfraquecimento, que pode levar à sua queda.

Lavagem do cabelo com água quente

O calor excessivo da água durante a lavagem tem um efeito prejudicial para a saúde do fio de cabelo, levando ao seu ressecamento. Além disso, a água quente retira ainda a oleosidade natural do fio, fundamental para proteger o couro cabeludo.

Dessa forma, a lavagem frequente do cabelo com água muito quente leva ao enfraquecimento dos fios, podendo provocar uma queda mais elevada de fios de cabelo. Para que a lavagem do cabelo não danifique a estrutura do fio, é recomendando que a água esteja morna, com uma temperatura não superior a 20 graus Celsius.

Anemia

O ferro é um mineral de grande importância no organismo humano, tanto por ter um papel na produção dos glóbulos vermelhos, como por estar presente na hemoglobina, que permite aos glóbulos vermelhos poderem transportar o oxigénio.

Dessa forma, quando os níveis de ferro no organismo estão abaixo do normal, o sangue perde parte da sua capacidade de transportar o oxigénio para as células, provocando assim vários sintomas. Estes incluem mal-estar, dores de cabeça, falta de ar, cansaço e fadiga, fraqueza, e a queda de cabelo.

No caso do cabelo, devido à existência de anemia, o bulbo capilar não recebe a quantidade de oxigénio suficiente para funcionar, fragilizando os fios existentes, e colocando em causa o crescimento de novos. Além disso, o ferro é um dos nutrientes mais importantes na nutrição do cabelo, e como tal, a anemia provoca ainda a subnutrição dos fios, que promove também o seu enfraquecimento e posterior queda.

Produtos químicos

Existem hoje em dia vários tratamentos para o cabelo à base de produtos químicos. Pinturas, shampoos alisantes, escova progressiva, são alguns exemplos. Contudo, os tratamentos químicos têm uma ação prejudicial à saúde do fio, e se não forem devidamente realizados, com uma periodicidade que respeite os limites recomendados pelas agências reguladoras, podem levar ao enfraquecimento do fio e à sua queda. Um dos tratamentos químicos mais agressivos para o cabelo é a escova progressiva.

Este tratamento utiliza ativos como o glutaraldeído e o formol, que promovem inflamações e consequente queda dos fios. Se não quer abdicar da escova progressiva, é essencial que espere pelo menos 3 a 4 meses entre cada procedimento.

Os shampoos alisantes têm igualmente ativos que podem provocar o mesmo problema, devendo por isso evitar o seu uso. Um shampoo deve ter apenas a função de limpar devidamente o cabelo.

Doenças bacterianas e virais

As infeções, sejam elas de origem bacteriana ou viral, podem também provocar o enfraquecimento e consequente queda de cabelo. Durante uma infeção o organismo humano procura encaminhar todos os seus recursos na eliminação dos vírus ou bactérias invasoras. Dessa forma, os fios deixam de receber a quantidade de nutrientes necessária à manutenção da sua saúde, ficando por isso mais frágeis.

É por isso normal que ocorra alguma queda de cabelo anormal em situações de resfriados e gripes, de origem viral, ou por exemplo, numa amigdalite, de origem bacteriana.

Falta de vitaminas do complexo B

Entre as várias vitaminas necessárias à saúde do fio de cabelo, a mais importante são as vitaminas do complexo B. Estas vitaminas têm um importante papel no funcionamento do metabolismo celular, sendo responsáveis pela divisão celular.

Como tal, é fundamental que os folículos sejam devidamente nutridos com estas vitaminas, de modo a promover um normal crescimento do fio. Estes nutrientes provêm de alimentos como o leite, ovos, carne e vegetais com folhas verde-escuras, não sendo produzidas pelo próprio organismo. Dessa forma, para poder manter o seu cabelo saudável, é essencial que reforce a sua alimentação com estes alimentos.

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Hereditariedade

A alopecia androgenética é o nome dado à calvície provocada pela existência de uma herança genética hereditária. A calvície com fatores hereditários identifica-se geralmente a partir do aparecimento de falhas de cabelo na parte superior da cabeça ou nas laterais da testa.

O risco de um filho receber esta herança genética do pai é de 15%, sendo que aqueles que possuem o par de genes responsáveis pela alopecia androgenética começam a sofrer de queda acentuada de cabelo entre os 18 e os 25 anos.

Doença autoimune

Fotos de alopecia areata antes e depois da homeopatia

Uma das causas menos comuns para a queda de cabelo é a alopecia areata. Esta é uma doença autoimune, sem causas conhecidas, que se caracteriza pela destruição de tecidos saudáveis do organismo por parte do próprio sistema imunitário.

Esta doença, mais comum entre jovens com menos de 20 anos, provoca a rápida queda de cabelo de cabelo, levando a que partes inteiras do couro cabeludo fiquem totalmente carecas. O tratamento para a alopecia areata consiste em injeção de corticoides e aplicação de cremes na zona afetada.

Antidepressivos

Existem medicamentos que, devido à sua composição, possuem alguns efeitos secundários na saúde dos fios de cabelo. Assim, medicamentos como antibióticos, anti-hipertensivos, anabolizantes e antidepressivos, causam o enfraquecimento do fio, podendo levar à sua queda. Entre os vários remédios, aquele que tem uma ação mais agressiva sobre o cabelo é o antidepressivo.

Os antidepressivos atuam diretamente na divisão celular e no sistema nervoso, interrompendo o normal ciclo de vida de um fio, o que promove uma maior predisposição para a sua queda. Se está a tomar um antidepressivo, ou qualquer um dos outros medicamentos mencionados, e está a notar uma queda anormal de cabelo, deverá consultar o seu médico de modo a alterar a dose prescrita, ou então, trocar por outro princípio ativo com um efeito menos prejudicial no bulbo capilar.

Pós-parto

Durante a gravidez ocorrem alterações hormonais bastante significativas, que depois terão de ser reajustadas para níveis normais após o parto. Durante a gestação os níveis de hormônios femininos aumentam, e os níveis de hormônios masculinos descem. Depois do parto, esses níveis têm que voltar aos valores normais.

Assim, no pós-parto ocorre um reajustamento hormonal, que consiste na redução das hormonas femininas, a progesterona e o estrogênio (estimuladoras do crescimento dos fios), e no aumento do nível de hormônios masculinos, os andrógenos (promotoras da queda dos fios). Logo que os andrógenos voltam em maior quantidade, as divisões celulares no bulbo capilar são interrompidas, provocando a queda de fios.

Esta situação, normal no pós-parto, é denominada de eflúvio telógeno pós-parto, podendo durar alguns meses. Quando o reajustamento hormonal estiver completo, e os níveis de hormônios normais, a queda de cabelo termina.

Tabagismo

O hábito de fumar causa diversos problema sérios no organismo humano, nomeadamente nos pulmões e no sistema circulatório. Contudo, as inúmeras substâncias prejudiciais existente no fumo do tabaco podem provocar outros problemas no organismo, um dos quais a queda de cabelo.

O tabagismo promove a redução da irrigação sanguínea do couro cabeludo, o que leva a uma chegada deficiente de nutrientes aos bulbos capilares. Dessa forma, os fios não são devidamente nutridos, levando ao seu enfraquecimento, e posterior queda.

Envelhecimento

O envelhecimento é uma das causas mais comuns da queda de cabelo, sendo algo inevitável e irreversível. A partir dos 50 anos, o couro cabeludo começar a ficar mais fino, o que irá prejudicar a irrigação sanguínea nessa zona, bem como a ação das glândulas sudoríparas e sebáceas.

Isto irá provocar uma maior dificuldade na chegada de nutrientes aos folículos e prejudicar a saúde da estrutura dos fios. Estes começam então a ficar mais finos e frágeis, caindo com maior facilidade.

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01. Dezembro 2014 by Filipe

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