Depressão

A depressão é como um cobertor cinzento que vai eliminando a chama da vida. A paravra “depressão” tem significados diferentes consoante as pessoas mas uma verdadeira depressão no sentido clínico do termo está rigada a uma ausência de felicidade e de esperança e a um aumento da ansiedade (Ler: Tratamento Natural Para Ansiedade) ou do stress.

A depressão rouba motivação às pessoas e interfere no processo decisório. Consequentemente, é mais provável que uma pessoa deprimida tenha uma auto-estima reduzida, esteja desempregada ou se sinta menos realizada profissionalmente, esteja isolada da sociedade, se relacione menos e disponha de menos dinheiro para gastar. Também é mais provável que esta mesma pessoa adquira hábitos doentios como fumar; beber e não seguir os tratamentos médicos de que precisa – tudo factores que influenciam a longevidade. Numa situação de depressão crónica severa, quanto pior for o humor, maior é a probabilidade de essa pessoa morrer nova.

Não sabemos exactamente como é que a depressão afecta as defesas naturais do corpo contra a doença,mas pareçe que interfere no sistema imunitário de várias maneiras. Por exemplo, a depressão pode reduzir a actividade das celúlas do corpo que são importantes para combater bactérias e virús.

Alguns estudos revelam que a depressão pode ter influência na recuperação das doenças – refreando a capacidade de um doente para se tornar de novo activo após uma operação, por exemplo – e reduzir o tempo de sobrevivência de doentes graves, como os que sofrem de doença coronária. As provas de que a depressão pode interferir no cancro são um pouco mais controversas mas alguns estudos revelaram que ela pode contribuir para aumentar o risco de cancro e acelerar a sua progressão. Nos doentes oncológicos em fase de tratamento, o humor e o nível de depressão são os factores psicologicos que melhor permitem prever o tempo de vida que eventualmente lhes resta. Em parte, a explicação pode residir no facto de ser mais provável que o diagnóstico de um humor agressivo e difícil de tratar deprima uma pessoa, mas a depressão parece ter um outro efeito distinto, reduzindo a capacidade dessa pessoa para suportar tratamentos desagradáveis e para lutar contra a doença.

Na velhice, a depressão pode desencadear o declínio da actividade mental, reduzindo a capacidade de cuidarmos de nós próprios e aumentando o risco de quedas, acidentes, mal nutrição, infecções e outros problemas de saúde. As pessoas com uma história clínica de depressão também estão mais sujeitas a desenvolver tipos específicos de demência, como a doença de Alzheimer, que podem diminuir consideravelmente o tempo de vida.
Há muitas coisas que pode fazer para lutar contra a depressão, nomeadamente exercício físico que, como já vimos, reduz os efeitos nocivos da depressão no sistema imunitário, uma dieta saudável e equilibrada, repouso abundante e de boa qualidade e ter um núcleo de apoio constituído por amigos, família e membros da comunidade local.

A depressão severa é uma doença grave – se sofrer de um mau humor persistente que lhe afecte o sono, interfira na capacidade de exercer as suas actividades diárias normais tanto em casa como no emprego ou o deixe desesperado quando pensa no futuro, procure os conselhos de um profissional. O seu médico poderá conversar consigo sobre os vários tipos de tratamento que existem e a solução que mais se adequa ao seu caso. “A depressão pode roubar-lhe 5 anos de vida“.

Saiba mais sobre a depressão:

A depressão é categorizada por estados de solidão, melancolia, ideias negras, desânimo. Atenção, não confunda um simples sentimento de tristeza com um estado depressivo que se instala ou com uma verdadeira depressão. Com os conselhos dos melhores especialistas, analisámos todas as soluções para não ficar deprimida e ver a vida mais cor-de-rosa.

Sinto-me deprimida, sinto-me em baixo, tantas expressões que encontramos na linguagem quotidiana. Será que perdemos definitivamente a moral com o despontar do ano 2010? O volume de vendas dos antidepressivos (mais 40 por cento entre 2005 e 2010) faz-nos crer que sim. Mas daí a afirmar que a depressão nos ameaça, vai um passo que convém não dar muito depressa.

A palavra “depressão” é usada nos dias de hoje para tudo, servindo para esconder realidades tão variadas, tais como uma situação de cansaço, uma angústia ou ainda a verdadeira depressão, em que se perde o gosto de viver.

Tantos estados de espírito que não devem ser negligenciados e exigem estratégias diferentes. É tão perigoso querer curar a melancolia com “comprimidos da felicidade” como esperar que passe, quando já se mergulhou numa grande tristeza.

O bebé nasce e a mãe deprime

Nos dias a seguir ao parto, 50% a 80% das novas mamãs conhecem o pavor do baby blues. Caracteriza-se por um imenso cansaço e pela impressão de ter sido ultrapassada pelos acontecimentos. De quem é a culpa? Seguramente das hormonas, que vêem a sua produção modificar-se totalmente após o parto e que produzem o efeito de uma verdadeira bomba biológica no organismo. Mas não só.

Há que contar igualmente com o cansaço acumulado durante a gravidez e com as eventuais carências em folatos (vitaminas do complexo B), que fragilizam o sistema nervoso central, responsável pelo nosso equilíbrio. “Sem esquecer um outro choque que é o de estar na presença do bebé “real”, que vem tomar o lugar do que se imaginou durante os nove meses de simbiose”, lembra Jocelyne Rodaccioni, psicóloga.

Teste o seu moral

O estado depressivo e a depressão são males traiçoeiros, nem sempre fáceis de reconhecer. Como saber se essa angústia e essa impressão de vazio correspondem a um acesso de tristeza passageira ou se sublinham um mal mais profundo? Sem pretender efectuar um verdadeiro diagnóstico, este pequeno teste ajudá-la-á a avaliar o seu estado. Responda a estas perguntas, escolhendo a resposta A, B ou C.

Quando se sente cansada

A. Uma noite bem dormida é suficiente para se sentir em forma.
B. Sente-se em forma de manhã, mas durante a tarde falta-lhe a energia.
C. Quanto mais dorme, mais se sente cansada.

No seu local de trabalho

A. Esquece-se do que a torna melancólica.
B. É sempre eficaz, mesmo quando perde o sorriso.
C. Sente-se verdadeiramente uma nulidade.

Quando tem a impressão de ter atingido o limite

A. A perspectiva de ir ao cinema ou jantar fora põe-na novamente de bom humor.
B. Tem tendência para culpar toda a gente.
C. Nada altera o seu estado de espírito! Sol, anedotas, um serão entre amigos, tudo lhe é indiferente.

Quando dorme

A. Tem o sono pesado e sonha muito.
B. Sente dificuldade em adormecer, mas depois não volta a acordar.
C. Acorda a meio da noite ou muito cedo de manhã e já não consegue adormecer de tal modo a melancolia a afecta.

Sente-se desmoralizada. O seu primeiro reflexo é

A. Ir às compras. Nada melhor do que uma pequena prenda para ficar bem-disposta!
B. Telefonar à sua melhor amiga para lhe contar o que a preocupa.
C. Fechar-se em casa porque só sente vontade de estar sozinha.

O seu comportamento actual durante o dia

A. É sensível a tudo, cansa-se rapidamente e tem por vezes a sensação de nada conseguir. Mas nunca por muito tempo!
B. Está sempre tensa, irritada e é capaz de desatar a chorar por causa de um simples reparo.
C. Há vários dias, anda triste de manhã à noite e nada lhe interessa.

Os resultados:

Tem uma maioria de A
À parte algumas ideias negras completamente normais, é uma pessoa equilibrada. O desafio será conservar esse equilíbrio.

Tem uma maioria de B
Se a depressão ainda não chegou, está por perto. Para lhe fugir, aja imediatamente.

Tem uma maioria de C
Atenção, o pisca-pisca está aceso, cuidado com a depressão.

As medidas adequadas

Ter ideias negras ou sentir-se cansada de tempos a tempos, é normal. Longe de ser uma máquina indiferente ao am-biente que o rodeia, o nosso organismo é, pelo contrário, sensível aos acontecimentos externos e reage por meio de variações de energia e de disposição. O bom reflexo? Reforçar a resistência ao stress e às pequenas contrariedades, adoptando pequenos truques para viver melhor.

O lado positivo

De acordo, a vida nem sempre é um mar de rosas! Mas se não tem um problema particular (luto, separação, crise de saúde) nada a obriga a fixar-se no lado negativo das coisas, antes pelo contrário. Valorizar as pequenas coisas que fazem parte do dia-a-dia (uma saída prevista entre amigos, um fim-de-semana em família, a preparação de um jantar) ajuda a minimizar os aspectos menos prazenteiros da vida.

Sendo que, também eles têm, decerto, um lado positivo. Um trabalho volumoso em perspectiva? Tem quanto baste para pôr as meninges a funcionar em pleno e a transbordar de ideias luminosas? Rebentou uma discussão familiar? Aproveite para passar a situação em revista e limpar o ambiente.

Para se habituar a pensar de modo positivo, faça sistematicamente o ponto da situação antes de começar o dia. De um lado, as coisas negativas e, de outro, as positivas, tentando encontrar o meio de tornar as primeiras mais aceitáveis. Só por si, este trabalho mental faz desmoronar uma grande parte dos cenários catastróficos que arrasam a moral.

Fazer desporto

Mexer-se é um esforço meritório em todas as perspectivas. A começar pela satisfação de conservar uma silhueta elegante e evitar assim os aumentos de peso intempestivos. Inúmeros estudos têm demonstrado que a prática de uma actividade desportiva favorece a libertação de endorfinas, substâncias segregadas no cérebro pelo hipotálamo e pela hipófise. Estas, dispersando-se no sistema nervoso central, têm um efeito eufórico e ansiolítico. É, pois, um excelente meio natural para combater a ansiedade e as ideias negativas.

Todavia, é necessário escolher cuidadosamente o tipo de exercicio fisico  e praticá-lo a um ritmo muito específico. Os melhores fabricantes de endorfinas são os desportos de resistência, nomeadamente o jogging, a bicicleta, a natação, o cardio fitness no ginásio, o step e a aeróbica.

É, pois, indispensável manter o esforço durante meia hora, no mínimo, a um ritmo constante. É inútil forçar, o ideal é conseguir continuar a falar durante o exercício, sinal de que não está a esforçar o sistema cardiovascular. Outra condição: é preferível praticar, pelo menos, duas vezes por semana para manter em bom nível a sensação de bem-estar.

Cores vivas

Suprima o bege, o cinzento, o preto e encha de cor o seu guarda roupa e a sua casa. Está cientificamente provado que as cores vivas têm um efeito psicológico importante, ligado à produção das famosas hormonas da felicidade, as endorfinas. Escolha-as em função do seu estado de espírito.

O azul irradia o máximo de serenidade, acalma os ansiosos e os nervosos. O amarelo e o laranja têm um efeito dinâmico, ideal para alegrar qualquer disposição tristonha. Cuidado com o vermelho, é tónico mas agressivo demais, quando a forma não é olímpica. Uma dica preciosa que lhe damos é que pesquise um pouco sobre a cromoterapia, a terapia das cores.

Alegria no seu prato

O cérebro não funciona apenas com imagens mentais, por muito cor-de-rosa que sejam. Para trabalhar bem, precisa também de matérias-primas, indispensáveis ao fabrico dos neuromediadores que asseguram o seu funcionamento e preservam o equilíbrio.

Adora micronutrientes: as vitaminas do grupo B (levedura de cerveja, legumes secos), que desempenham um papel essencial no funcionamento do sistema nervoso, oligoelementos e minerais, tais como o magnésio (cacau, cereais), o fósforo (peixe), o sódio e o potássio (carne e queijo).

5 conselhos para manter o sorriso

Desabafe: refile, resmungue, perca a cabeça quando for preciso. Engolir tudo equivale a acumular o stress, com o risco de um dia se deixar submergir por ideias sombrias.

Durma: cinco a oito horas, pouco importa, desde que seja a conta certa. A falta de sono dá cabo do cérebro e desequilibra a produção dos neuromediadores.

Opte pelo açúcar: Oferecer-se um bolinho, um chocolate ou um gelado de vez em quando não é assim tão terrível para a linha e é excelente para a moral, pese embora não estar cientificamente provada a acção antidepressiva do açúcar.

Procure um derivativo: yoga, canto, música, croche, trabalhos manuais, etc., todas as actividades que desenvolvam um dos aspectos da sua personalidade são fonte de equilíbrio e um meio para resistir melhor às contrariedades quotidianas.

Mime-se: Leve tempo a maquilhar-se, vá ao cabeleireiro ou à esteticista. Todos estes pequenos prazeres são registados pelo cérebro e geram uma multiplicidade de pensamentos positivos.

As melhores estratégias para combater a depressão

A impressão de vazio, de desânimo, a vontade de chorar à mínima contrariedade são sinais evidentes de um estado depressivo. Fazer como se tudo estivesse bem ou querer reagir a qualquer preço não resolve o problema. A melhor maneira de pôr cobro a esse mal estar é enfrentar o problema e procurar em si própria os recursos necessários.

Todos passamos por estados depressivos. “Muito simplesmente porque a vida não se desenvolve como uma linha recta, mas como um percurso cheio de altos e baixos, e a nossa disposição é directamente influenciada pelos acontecimentos da nossa existência”, explica Anne-Marie Fillio-zat, psicanalista e especialista em psicossomática.

Dificuldades no trabalho, desgostos de amor, problemas familiares, tudo o que sentimos como uma perda pode causar um estado depressivo. E, apesar de este mal-estar não ter nada a ver com a verdadeira depressão, convém não o negligenciar. Pode atenuar-se ou mesmo enfraquecer durante alguns meses, mas corre o risco de voltar a aparecer. Para se livrar dele e evitar novas recaídas, não hesite em aplicar a estratégia que a seguir apresentamos em cinco etapas.

Aceite o facto de não estar em forma

Evite fazer recuar o estado depressivo e assumir demasiadas responsabilidades. Caso contrário, corre o risco de se sujeitar a tensões internas enormes que vão desgastá-la e transformar este simples momento de abandono numa depressão crónica.

Sente-se cansada, desencorajada antes de começar o dia, sem capacidade para alinhar duas ideias? Aceite este sentimento sem se culpabilizar e diga a si própria que amanhã será um novo dia. O simples facto de se abandonar alivia imediatamente a pressão psicológica que nos impomos diariamente e permite sentirmo-nos melhor.

Enquanto não estiver na melhor forma, tanto no plano físico como no mental, adapte o seu ritmo, organize-se para trabalhar menos ou evite as tarefas que lhe parecem irrealizáveis. Longe de ser um sinal de fraqueza, esta aceitação permitir-lhe-á compreender o que não está bem e efectuar um verdadeiro trabalho de reconstrução interior.

Não hesite em exteriorizar

Tem vontade de chorar ou de gritar? Força! Exprimir emoções como a tristeza ou a cólera é uma vitória sobre o estado depressivo que, não o esqueçamos, está estreitamente ligado aos nossos estados emocionais. O que guardamos para dentro volta-se automaticamente contra nós, bloqueia a nossa energia e alimenta a infelicidade.

Evidentemente, não se trata de gritar sem razão com os filhos, o companheiro ou os colegas de trabalho, a pretexto de calar a frustração! Mas dar livre curso à palavra, bater os pés ou usar uma almofada para dar murros num quarto sossegado, longe de olhares curiosos, pode ser verdadeiramente libertador para si, sem qualquer perigo para os outros.

A luz contra as ideias sombrias Sente-se deprimida nos dias cinzentos? Parece ter sido atacada pela famosa “depressão” sazonal. Algumas pessoas, principalmente as mulheres, são particularmente sensíveis às mudanças de tempo e, sobretudo, às variações importantes de luz que existem entre o Inverno e o Verão. Esta variante depressiva trata-se com a luz.

Ao bloquear a produção de melatonina (uma hormona produzida pelo cérebro, que regula os ritmos internos de vigília?sono), a luz parece ter a faculdade de reequilibrar os ritmos internos do nosso organismo e assim alimenta o humor e dando-nos energia.

Para esta terapia, realizada exclusivamente sob controlo médico, utilizam-se lâmpadas especiais, que produzem uma luz branca, sem ultravioletas e com um mínimo de infravermelhos, de intensidade que varia entre 5000 e 10 000 lux. Basta a exposição a esta luz durante alguns minutos por dia para “recarregar baterias”.

Parece também que a luz emitida pelos halogéneos poderá ter efeitos benéficos e impedir-nos de mergulhar nestes estados depressivos. Daí a importância de cuidar da iluminação dos nossos queridos lares!

Procurar a razão da tristeza

Liberta dessa tensão emocional que entorpece o espírito, estará pronta para a introspecção. Que acontecimentos, na vida pessoal ou profissional dão origem a esse estado de espírito? Analise bem esses acontecimentos, sem afastar mesmo o que lhe parecer de pouca importância.

Não é necessário ter perdido alguém, estar de luto por um ser próximo, para se sentir psicologicamente arrasada. Ver os seus projectos de trabalho irem por água abaixo ou ter a impressão de não estar à altura, também nos debilita. Sobretudo se essas situações recordarem outras que o inconsciente tenha digerido mal no passado. Encontrar a causa ou as causas da tristeza permite vencê-la.

Medicinas alternativas – O hipericão para ver a vida cor de rosa

Na Alemanha, onde a tendência ecologista está fortemente enraizada nas mentalidades, bem como nos países anglo-saxónicos, a utilização de plantas com propriedades antidepressivas é moeda corrente. A mais conhecida é o hipericão, uma planta que faz parte da farmacopeia desde a Antiguidade (no tratamento de feridas e queimaduras) mas só desde o século passado se conhecem os seus efeitos benéficos sobre o humor.

Estudos recentes confirmaram a sua eficácia, ligada à presença de flavonóides e a outra substância, a hiperica, que possui acção antiviral e antidepressiva. Tal como as moléculas químicas presentes nos antidepressivos, estas substâncias têm uma acção inibidora na MAO (monoamina-oxidase), bem como na expressão do receptor da serotonina, sem todavia provocar os efeitos secundários associados à utilização de substâncias químicas, nomeadamente, o efeito sedativo.

O espinheiro, a passiflora e a valeriana possuem também esta acção antidepressiva, se bem que em menor grau (Ephytem, Arkopharma). Outras hipoteses naturais são a homeopatia (medicina homeopática), aromaterapia e a cromoterapia como já referida.

Deixe-se ajudar

Não tenha vergonha de se abrir, essa é mesmo a melhor terapia. Na maioria dos casos, o ouvido conciliador de uma boa amiga, que saiba escutar sem a encher de conselhos, é suficiente. Mas quando esse estado depressivo se torna crónico, indicia uma dificuldade real e é necessário analisar as causas profundas. Neste caso, a ajuda de um psicoterapeuta pode revelar-se útil.

A ideia não é forçosamente a de se lançar numa psicoterapia, mas a de contar, durante algumas sessões, com uma escuta atenta, capaz de a libertar das angústias responsáveis por esse sentimento de vazio.

Reconstrua-se

Tomar iniciativas, lançar projectos, restabelecer o contacto com os outros é o melhor antídoto para a falta de entusiasmo que caracteriza o estado depressivo. E é também a melhor maneira de voltar a página. Uma atitude que só é possível depois de passada a tempestade e de analisadas as suas causas no decurso das etapas precedentes.

Também aqui, não há receitas miraculosas, cabe a cada um encontrar a melhor maneira de voltar a pôr os pés na terra. Pode, por exemplo, começar uma actividade que a tentava há muito ou dispensar duas horas por semana exclusivamente para si e passá-las com os seus filhos. Não são apenas os grandes projectos de vida que fazem bem à moral.

3 perguntas a Manuela Cruz, Psicóloga Clínica

Qual a diferença entre estar deprimido e ter uma depressão?

O estar deprimido pode ser a tradução de um estar triste reactivo a algum acontecimento de perda ou de frustração. A tristeza é algo característico do homem, não é propriamente uma doença. Todos nós ficamos tristes quando perdemos alguém.

Ficamos tristes quando falhamos. É um sentimento adequado. Contudo, não perdemos o interesse pela vida nem pelas tarefas que desempenhamos normalmente. Ao fim de algum tempo vai-se atenuando. A depressão é uma doença grave em que a sensação de estar triste tomou proporções alarmantes e a vida da pessoa deixou de ter sentido.

Associados à tristeza surgem outros sintomas mais ou menos graves. A depressão não passa sem a intervenção de um médico, de um psiquiatra ou de um psicólogo.

Por que é que certas pessoas são mais sensíveis à depressão?

Para que uma pessoa adoeça com uma depressão há um conjunto de factores biológicos, psicológicos e ambientais que se conjugam, fragilizam a pessoa e esta adoece. Como não somos todos iguais, reagimos e sentimos de modo diferente os acontecimentos da vida e temos vulnerabilidades orgânicas e psicológicas diferentes uns dos outros.

Na doença não há factores de causa e efeito. Há uma dialéctica entre constituição e meio. Sabe-se que há pessoas em que alguns factores constitucionais as predispõem a maior vulnerabilidade às doenças. Esta vulnerabilidade associada a determinados factores precipitantes podem modificar a acção de certos agentes mórbidos e estes podem provocar danos sobre as estruturas neuropsíquicas tornando a pessoa mais vulnerável à doença.

O que pensa sobre a eficácia dos medicamentos?

A depressão é uma doença tratável. Há medicamentos, denominados antidepressivos, muito eficazes no seu tratamento. Quando a pessoa suspeita que tem uma depressão deve consultar um médico ou um psicólogo. A terapêutica farmacológica pode ter maior eficácia quando associada a uma psicoterapia.

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