Doença Invasiva Pneumocócica – Vacina Prevenar 13 e Prevenção

Vacina Prevenar 13 previne Doença Invasiva Pneumocócica

Portugal é o segundo país do mundo a comercializar Prevenar 13®. A vacina contra a doença invasiva pneumocócica foi lançada pela Pfizer, no passado dia 13, no Centro de Congressos de Lisboa e contou com a presença do presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, e da responsável pelas vacinas Pfizer Portugal, Susana Marques.

A doença invasiva pneumocócica (DIP) é responsável por mais de um milhão de mortes por ano em todo o mundo. Em Portugal, afecta cerca de 30 em 100 mil crianças.
“A doença invasiva pneumocócica é uma das principais preocupações da urgência pediátrica. Trata-se de um conjunto de situações frequentes na urgência, todas graves, que vão desde sépsis até menigite e até algumas formas de pneumonia bacteriana”, explica Luís Januário durante a conferência de imprensa. A vacina Prevenar 13 “vem dentro do esquema de prevenção que foi desenhado com a introdução de outras vacinas que já fazem parte do plano nacional de vacinações”. É, por isso, “a adequação à realidade epidemiológica portuguesa duma vacina que é conjugada para o pneumococo”, explicou o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Mais acrescentou:
“essa vacina constituiu um passo muito importante na prevenção da doença pneumocócica, no nosso país deu origem a uma rede de vigilância epidemiológica patrocinada pela nossa Sociedade que permitiu, pela primeira vez, aferir com rigor, através de uma rede centrada nos hospitais portugueses, de qual era a importância desta doença. Segundo o pediatra, “houve uma evolução epidemiológica, em Portugal como noutros países, que tornou necessária uma adequação da vacina aos novos serotipos emergentes. Foi esse passo que foi dado com a passagem de uma vacina 7-valente para uma vacina 13-valente, ou seja, agregando mais seis serotipos que foram aqueles que, não apenas nos Estados Unidos onde se realizou a maior parte da investigação mas também na Europa e a um nível global, se percebeu serem os serotipos com maior relevância nos isolamentos de patologia deste tipo”.

Inclui seis serotipos adicionais

A vacina pneumocócica conjugada 13-valente “recebeu a aprovação da União Europeia no passado dia 9 de Dezembro de 2009 e orgulhamo-nos muito que Portugal seja o segundo país, a nível mundial, a ter esta vacina disponível”, revelou Susana Marques. De acordo com a responsável pelas vacinas Pfizer Portugal, “trata-se de uma vacina que foi concebida sobre a mesma base científica de uma vacina que é a 7-valente, que já existia em Portugal desde 2001, e que vai agora dar vez a uma vacina aperfeiçoada que inclui mais seis serotipos adicionais”. A transição entre a vacina que já existia e a nova pode ser efectuada de forma prática. “As crianças em Portugal, que iniciaram o seu esquema de imunização com a vacina 7-valente, poderão de forma simples transitar para a nova vacina”, explicou Susana Marques. A Prevenar 13® “vai permitir a prevenção de 73 a 100 por cento dos serotipos responsáveis por este tipo de doenças nas crianças abaixo dos cinco anos”, uma vez que é a única que confere protecção para os serotipos 3, 6A e 19A.
“Dentro destes serotipos destaca-se o 19-A, responsável por cerca de 35 por cento de doença invasiva pneumocócica em crianças portuguesas abaixo dos dois anos de idade e frequentemente multirresistente aos antibióticos”, acrescentou a medical adviser da farmacêutica.

COMO É FEITA A PREVENÇÃO DA DIP?

A prevenção da infecção em todas as idades é a abordagem mais eficaz para reduzir o peso da doença pneumocócica de que qualquer opção de tratamento. As vacinas proporcionam uma série de vantagens, incluindo a protecção do indivíduo vacinado (uma vez vacinado, há uma probabilidade muito menor de desenvolver a doença) e a imunidade comunitária ou efeito indirecto (uma vez vacinado, é menos provável que o indivíduo desenvolva a doença e que infecte alguém não imunizado contra essa mesma doença).

Informações sobre a Prevenar

O que é o Prevenar?
O Prevenar é uma vacina. Trata-se de uma suspensão injectável que contém fragmentos da bactéria Streptococcus pneumoniae (S. pneumoniae).

Para que é utilizado o Prevenar?
O Prevenar é utilizado na vacinação de lactentes e crianças com idades compreendidas entre os dois meses e os cinco anos contra doenças provocadas por S. pneumoniae, incluindo septicemia (infecção no sangue), meningite (infecção das membranas que envolvem o cérebro e a espinal medula), pneumonia (infecção nos pulmões), otite média (infecção no ouvido médio) e bacteriemia (presença de bactérias no sangue).
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Prevenar?
O esquema de vacinação a utilizar depende da idade da criança e deve basear-se nas recomendações oficiais:

Os lactentes com dois a seis meses de idade necessitam de três doses. A primeira é normalmente administrada aos dois meses de idade, com um intervalo mínimo de um mês entre cada dose. Recomenda-se uma quarta dose (reforço) no segundo ano de vida. Alternativamente, quando o Prevenar é utilizado no âmbito de um “programa universal de imunização de lactentes” (quando todos os lactentes de uma área são vacinados aproximadamente no mesmo período), podem ser administradas duas doses com um intervalo de pelo menos dois meses, seguidas de um reforço entre os 11 e os 15 meses de idade.

Os lactentes com sete a 11 meses de idade necessitam de duas doses, administradas com um intervalo mínimo de um mês. Recomenda-se uma terceira dose no segundo ano de vida.

As crianças com 12 a 23 meses de idade necessitam de duas doses, administradas com um intervalo mínimo de 2 meses.

As crianças com idades compreendidas entre os 24 meses e os 5 anos necessitam apenas de uma dose única.
A vacina é dada por injecção no músculo da coxa nos lactentes, ou no músculo da parte superior do braço nas crianças.

Como funciona o Prevenar?
As vacinas actuam “ensinando” o sistema imunitário (as defesas naturais do organismo) a defender-se contra uma doença. Quando uma pessoa toma uma vacina, o sistema imunitário reconhece a bactéria contida na vacina como “estranha” e fabrica anticorpos contra ela. O sistema imunitário fica então com a capacidade de produzir anticorpos mais rapidamente quando é novamente exposto a essa bactéria, ajudando a proteger contra a doença.

O Prevenar contém pequenas quantidades de polissacáridos (um tipo de açúcares) extraídos da “cápsula” que envolve a bactéria S. pneumoniae. Estes polissacáridos são purificados e depois “conjugados” (ligados) a um transportador que ajuda a que sejam reconhecidos pelo sistema imunitário. A vacina é igualmente adsorvida (fixada) num composto de alumínio para estimular uma melhor resposta.

O Prevenar contém polissacáridos de diferentes tipos de S. pneumoniae (serotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F). Na Europa, calcula-se que estes sejam responsáveis por cerca de 54% a 84% das infecções invasivas (infecções que se propagaram no organismo) em lactentes e crianças com idades inferiores a 2 anos, e por cerca de 62% a 83% das infecções invasivas em crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 5 anos.

Como foi estudado o Prevenar?
A eficácia do Prevenar na prevenção de doenças invasivas provocadas por S. pneumoniae foi estudada em quase 38 000 lactentes. Metade dos lactentes recebeu Prevenar e a outra metade recebeu uma outra vacina sem actividade contra S. pneumoniae. O Prevenar foi administrado aos dois, quatro, seis e 12 a 15 meses de idade. O estudo registou o número de crianças que desenvolveram uma doença invasiva provocada por S. pneumoniae durante o período de 3,5 anos em que decorreu o estudo.
Estudos adicionais observaram a eficácia e segurança do Prevenar em lactentes e criança de idades superiores, bem como o desenvolvimento de anticorpos em lactentes após o esquema de imunização de duas doses seguido de injecção de reforço.

Qual o benefício demonstrado pelo Prevenar durante os estudos?
O Prevenar demonstrou ser eficaz na prevenção de doenças invasivas provocadas por S. pneumoniae. Durante o estudo principal realizado com o Prevenar observaram-se 49 casos de infecção provocados pelos serotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F da S. pneumoniae entre os lactentes que receberam a vacina de controlo, comparativamente a três casos entre os lactentes que foram vacinados com o Prevenar.

Os estudos adicionais demonstraram a segurança e eficácia do Prevenar em crianças até aos cinco anos de idade. Nos lactentes, o esquema de imunização de duas doses conduziu ao desenvolvimento de anticorpos contra S. pneumoniae, mas a um nível inferior ao do esquema de três doses. Porém, o CHMP concluiu que é pouco provável que tal resulte numa diferença na taxa de protecção contra a infecção por S. pneumoniae após uma injecção de reforço, quando o Prevenar é utilizado no âmbito de um programa de imunização de rotina no qual a maior parte dos lactentes é vacinada.

Qual é o risco associado ao Prevenar?
Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Prevenar (observados em mais de 1 em cada 10 doentes) são vómitos, diarreia, perda do apetite, reacções no local da injecção (vermelhidão, endurecimento, inchaço ou dor), febre, irritabilidade, sonolência e sono agitado. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Prevenar, consulte o Folheto Informativo.
O Prevenar não deve ser utilizado em crianças que possam ser hipersensíveis (alérgicas) à vacina de Streptococcus, a qualquer outro componente da vacina ou ao toxóide diftérico (uma toxina enfraquecida da bactéria que causa difteria).
À semelhança de todas as vacinas, se o Prevenar for utilizado em bebés muito prematuros, existe um risco de estes sofrerem de apneia (pausas breves na respiração). A sua actividade respiratória deve ser monitorizada até três dias após a vacinação.

Por que foi aprovado o Prevenar?
O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Prevenar são superiores aos seus riscos na imunização activa contra as doenças provocadas pelos serotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F da S. pneumoniae (incluindo septicemia, meningite, pneumonia, bacteriemia e otite média aguda) em lactentes e crianças com idades compreendidas entre os dois meses e os cinco anos. O Comité recomendou a concessão de uma Autorização de Introdução no Mercado para o Prevenar.

Outras informações sobre o Prevenar
Em 2 de Fevereiro de 2001, a Comissão Europeia concedeu à Wyeth Lederle Vaccines S.A. uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Prevenar. A autorização foi renovada em 2 de Fevereiro de 2006.

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Prevenar suspensão injectável
Vacina pneumocócica sacárida conjugada, adsorvida

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada dose de 0,5 ml contém:
Polissacárido do serotipo 4 do pneumococos* 2 microgramas
Polissacárido do serotipo 6B do pneumococos* 4 microgramas
Polissacárido do serotipo 9V do pneumococos* 2 microgramas
Polissacárido do serotipo 14 do pneumococos* 2 microgramas
Oligossacárido do serotipo 18C do pneumococos* 2 microgramas
Polissacárido do serotipo 19F do pneumococos* 2 microgramas
Polissacárido do serotipo 23F do pneumococos* 2 microgramas
* conjugado com a proteína transportadora CRM197 e adsorvido em fosfato de alumínio (0,5 mg)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA
Suspensão injectável.
A vacina é uma suspensão branca homogénea.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1 Indicações terapêuticas
Imunização activa de lactentes e crianças desde os 2 meses até aos 5 anos de idade contra a doença (incluindo septicémia, meningite, pneumonia, bacteriémia e otite média aguda) causada pelos serotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F do Streptococcus pneumoniae (ver secções 4.2, 4.4 e 5.1). Relativamente ao número de doses a administrar nos diferentes grupos etários, ver secção 4.2.

A utilização do Prevenar deve ser decidida com base em recomendações oficiais que considerem o impacto da doença invasiva nos diferentes grupos etários, bem como a variabilidade epidemiológica dos serotipos em diferentes zonas geográficas (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

A vacina deve ser dada por injecção intramuscular. De preferência, os locais de injecção são a coxa anterolateral (músculo vastus lateralis) nas crianças até aos 12 meses (lactentes) ou o músculo deltóide na porção superior do braço nas crianças a partir dos 12 meses.

Esquemas de imunização:
Os esquemas de imunização para o Prevenar devem basear-se em recomendações oficiais.

Lactentes com 2 – 6 meses de idade:
A série de imunização primária em lactentes consiste na administração de três doses de 0,5 ml, com início normalmente aos 2 meses de idade, com um intervalo de pelo menos 1 mês entre cada dose. Recomenda-se uma quarta dose no segundo ano de vida.

Em alternativa, quando o Prevenar é administrado como parte de um programa de imunização de rotina em lactentes, pode ser considerado um esquema de imunização de duas doses. A primeira dose pode ser administrada a partir dos 2 meses de idade seguida de uma segunda dose pelo menos 2 meses mais tarde e uma terceira dose (reforço) entre os 11 e os 15 meses de idade (ver secção 5.1).

Lactentes mais velhos e crianças não vacinados previamente:
Lactentes com 7 – 11 meses de idade: duas doses de 0,5 ml, com um intervalo de pelo menos 1 mês entre cada dose. Recomenda-se uma terceira dose no segundo ano de vida.

Crianças com 12 – 23 meses de idade: duas doses de 0,5 ml, com um intervalo de pelo menos 2 meses entre cada dose.
Crianças com 24 meses – 5 anos de idade: uma dose única. A necessidade de uma dose de reforço após estes esquemas de vacinação ainda não foi estabelecida.

4.3 Contra-indicações
Hipersensibilidade às substâncias activas, a qualquer dos excipientes ou ao toxóide diftérico.

4.4 Advertências e precauções de utilização
Como acontece com outras vacinas, a administração de Prevenar deve ser adiada em indivíduos que sofram de uma doença febril aguda grave ou moderada.
Como acontece com todas as vacinas injectáveis, devem estar sempre disponíveis cuidados e tratamentos médicos adequados na eventualidade de ocorrer uma reacção anafiláctica rara após a administração da vacina.
Deve ser considerado o potencial risco para ocorrência de apneia e a necessidade de monitorização respiratória durante 48 – 72 horas, quando se administra a primovacinação a lactentes nascidos muito prematuramente (nascidos até às 28 semanas de gestação) e particularmente naqueles com antecedentes de imaturidade respiratória. Como o benefício da vacinação é elevado neste grupo de
lactentes, a vacinação não deve deixar de ser realizada, nem deve ser adiada.

Prevenar não confere protecção contra outros serotipos do Streptococcus pneumoniae que não os incluídos na vacina, nem contra outros microrganismos causadores de doença invasiva ou otite média.

Esta vacina não deve ser administrada a lactentes ou crianças com trombocitopenia ou qualquer alteração da coagulação susceptível de contra-indicar a injecção intramuscular, a menos que os potenciais benefícios superem claramente os riscos da administração. Embora possa ocorrer alguma resposta imunitária à toxina diftérica, a imunização com esta vacina não substitui a imunização de rotina contra a difteria.

Em crianças dos 2 aos 5 anos de idade foi usado um esquema de imunização de dose única. Em crianças com mais de 24 meses de idade observou-se uma percentagem superior de reacções locais, comparativamente aos lactentes (ver secção 4.8). Crianças com alteração da resposta imunitária, quer devida à utilização de terapêutica imunossupressora, deficiência genética, infecção por HIV ou outras causas, podem apresentar uma resposta imunológica diminuída à imunização activa.

Dados limitados demonstraram que o Prevenar (série de imunização primária de três doses) induz uma resposta imunitária aceitável em lactentes com drepanocitose com um perfil de segurança semelhante ao observado em grupos sem alto risco (ver secção 5.1). Os dados de segurança e imunogenicidade em crianças de outros grupos específicos de alto risco de doença invasiva pneumocócica (p.e. crianças com outra doença esplénica congénita ou adquirida, infecção por HIV, neoplasia, síndrome nefrótico) ainda não estão disponíveis.

A vacinação em grupos de alto risco deve ser considerada caso a caso. Crianças com menos de 2 anos de idade devem ser vacinadas com as séries de vacinação de Prevenar em função da idade (ver secção 4.2). O uso da vacina pneumocócica conjugada não substitui o uso de
vacinas pneumocócicas polissacáridas com 23 serotipos em crianças com 24 meses de idade ou mais e com condições (tais como drepanocitose, asplenia, infecção por HIV, doença crónica ou imunocomprometidos) que as predispõem a um risco elevado de doença invasiva devida ao Streptococcus pneumoniae.

Sempre que for recomendado, crianças de risco com 24 meses de idade ou mais e previamente imunizadas com Prevenar, devem ser vacinadas com uma vacina pneumocócica polissacárida com 23 serotipos. O intervalo entre a vacina pneumocócica conjugad (Prevenar) e a vacina pneumocócica polissacárida com 23 serotipos não deve ser inferior a 8 semanas. Não estão disponíveis dados que indiquem que a administração da vacina pneumocócica polissacárida com 23 serotipos a crianças não vacinadas ou crianças vacinadas com Prevenar possa resultar numa resposta diminuída a novas doses de Prevenar.

Quando Prevenar é co-administrado com vacinas hexavalentes (DTaP/Hib (PRP-T)/IPV/HepB), o médico deverá saber que os dados dos estudos clínicos indicam que o número de reacções febris é maior comparativamente ao que ocorre após a administração isolada das vacinas hexavalentes. Estas reacções são, na sua maioria, moderadas (inferior ou igual a 39 ºC) e transitórias (ver secção 4.8).

O tratamento antipirético deve ser iniciado de acordo com as recomendações habituais.

Recomenda-se medicação antipirética profiláctica:
- a todas as crianças que sejam vacinadas com Prevenar e simultaneamente com vacinas celulares contra a tosse convulsa, devido ao aumento de reacções febris (ver secção 4.8);
- a crianças com doenças convulsivas ou com antecedentes de convulsões febris.
Não administrar o Prevenar por via intravenosa.
Como acontece com qualquer vacina, o Prevenar pode não proteger da doença pneumocócica todas as crianças a quem foi administrada. Para além disso, para os serotipos da vacina, é de esperar uma protecção contra a otite média substancialmente inferior à protecção contra a doença invasiva. Como a otite média é causada por muitos organismos para além dos serotipos pneumocócicos incluídos na vacina, é de esperar uma protecção inferior contra todos os tipos de otite média (ver secção 5.1).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção
Prevenar pode ser administrado em simultâneo com outras vacinas pediátricas, de acordo com os esquemas de imunização recomendados. As diferentes vacinas injectáveis devem ser sempre administradas em locais de injecção diferentes. A resposta imunitária a vacinas pediátricas de rotina administradas concomitantemente com o Prevenar em locais de injecção diferentes foi avaliada em 7 estudos clínicos controlados. A resposta imunológica às vacinas Hib tétano conjugada com proteína (PRP-T), tétano e hepatite B (HepB) foi idêntica à dos controlos.

Relativamente à vacina Hib conjugada com CRM observou-se uma potenciação da resposta imunológica ao Hib e à difteria nos lactentes. Na dose de reforço observou-se uma certa supressão dos níveis de anticorpos contra o Hib, porém todas as crianças tinham níveis que
conferem protecção. Observou-se uma diminuição inconstante na resposta aos antigénios da tosse convulsa e à vacina antipoliomielite inactivada (IPV). Desconhece-se o significado clínico destas interacções. Resultados limitados obtidos em estudos abertos mostraram uma resposta aceitável à MMR e à varicela.

Os dados sobre a administração concomitante de Prevenar com Infanrix hexa (vacina DTaP/Hib (PRPT)/ IPV/HepB) demonstraram não haver interferência clinicamente relevante na produção de anticorpos para cada um dos antigénios quando administrada como uma série primária de vacinação de 3 doses.

Não existem dados disponíveis suficientes sobre a interferência da administração concomitante de outras vacinas hexavalentes com Prevenar. Num ensaio clínico que comparou as administrações separadas com as administrações concomitantes de Prevenar (três doses aos 2; 3,5 e 6 meses e uma dose de reforço aos 12 meses, aproximadamente) e Meningitec (vacina meningocócica conjugada do grupo C; duas doses aos 2 e 6 meses e uma dose de reforço aos 12 meses, aproximadamente) não houve evidência de interferência na resposta imunitária entre as duas vacinas conjugadas, quer após a conclusão das séries primárias, quer após as doses de
reforço.

4.6 Gravidez e aleitamento
Prevenar não se destina a adultos. Não existe informação disponível sobre a segurança da vacina utilizada durante a gravidez ou aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não relevante.

4.8 Efeitos indesejáveis
A segurança da vacina foi avaliada em diferentes estudos clínicos controlados que incluíram mais de 18.000 lactentes saudáveis (6 semanas a 18 meses). A maior parte da experiência de segurança foi obtida com o ensaio de eficácia no qual 17.066 lactentes foram vacinados com 55.352 doses de Prevenar. Foi também avaliada a segurança em crianças mais velhas não vacinadas.

Em todos os estudos o Prevenar foi administrado concomitantemente com as vacinas infantis recomendadas. Entre as reacções adversas mais frequentemente notificadas encontram-se as reacções no local de injecção e febre. Não se observou, de modo consistente, aumento de reacções locais ou sistémicas com as doses repetidas ao longo da série de imunização primária, ou com a dose de reforço, com excepção do aumento transitório da sensibilidade local (36,5%) e sensibilidade local que interferia com os movimentos dos membros (18,5%) com a dose de reforço.

Em crianças mais velhas vacinadas com uma única dose observou-se uma percentagem superior de reacções locais, comparativamente ao previamente descrito em crianças mais pequenas. Estas reacções foram, na maioria, de natureza transitória. Num estudo efectuado após a autorização de comercialização que envolveu 115 crianças entre os 2 e os 5 anos de idade, foi notificada sensibilidade local em 39,1% das crianças, 15,7% das quais apresentaram sensibilidade local que interferia com os movimentos dos membros. Em 40% das crianças foi notificado rubor e em 32,2% foi notificada induração. Rubor ou induração ≥ 2 cm de diâmetro foram notificados em 22,6% e 13,9% das crianças, respectivamente.

No caso de administração simultânea de Prevenar com vacinas hexavalentes (DTaP/Hib (PRP-T)/IPV/HepB), foi notificada febre ≥ 38 ºC por dose administrada em 28,3% a 48,3% dos lactentes, vacinados simultaneamente com Prevenar e a vacina hexavalente, comparativamente a 15,6% a 23,4% no grupo vacinado apenas com a vacina hexavalente. Em 0,6 a 2,8% dos lactentes vacinados com Prevenar e vacinas hexavalentes, observou-se febre superior a 39,5 ºC por dose administrada (ver secção 4.4).

Nas crianças vacinadas concomitantemente com vacinas celulares contra a tosse convulsa a reactogenicidade foi superior. Num estudo que incluiu 1.662 crianças foi notificada febre ≥ 38 ºC em 41,2% das crianças vacinadas simultaneamente com Prevenar e DTP, comparativamente a 27,9% no grupo de controlo. Foi notificada febre > 39 ºC em 3,3% das crianças comparativamente com 1,2% no
grupo de controlo.

Os efeitos indesejáveis notificados nos ensaios clínicos ou da experiência pós-comercialização encontram-se listados no quadro seguinte por sistema corporal e frequência, para todos os grupos etários. A frequência é definida em: muito frequentes: ≥ 1/10, frequentes: ≥ 1/100 e < 1/10, pouco frequentes: ≥ 1/1.000 e < 1/100, raras: ≥ 1/10.000 e < 1/1.000, muito raras: < 1/10.000.

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Doenças do sangue e do sistema linfático: Muito raros: Linfadenopatia localizada na região do local de injecção.

Doenças do sistema imunitário: Raros: Reacções de hipersensibilidade tais como reacções anafilácticas/anafilactóides incluindo choque, edema angioneurótico, broncoespasmo, dispneia e edema da face.

Doenças do sistema nervoso: Raros: Convulsões, incluindo convulsões febris.

Doenças gastrointestinais: Muito frequentes: Vómitos, diarreia, diminuição do apetite.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas: Pouco frequentes: Erupção cutânea/urticária. Muito raros: Eritema multiforme.

Perturbações gerais e alterações no local de administração: Muito frequentes: Reacções no local de injecção (por ex. eritema, induração/tumefacção, dor/sensibilidade aumentada); febre ≥ 38 ºC, irritabilidade, choro, sonolência, sono agitado. Frequentes: Tumefacção/induração no local de injecção e eritema > 2,4 cm, sensibilidade aumentada que interfere com os movimentos, febre > 39 ºC. Raros: Episódio hipotónico hiporreactivo, reacções de hipersensibilidade no local de injecção (por ex. dermatite, prurido, urticária), rubor. 

4.9 Sobredosagem
Foram notificados casos de sobredosagem com Prevenar, incluindo casos de administração de uma dose superior à recomendada e casos de doses subsequentes administradas mais cedo que o recomendado relativamente à dose precedente. Na maioria dos indivíduos não foram notificados efeitos indesejáveis. Em geral, os acontecimentos adversos notificados nos casos de sobredosagem foram também notificados com as doses únicas recomendadas de Prevenar.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1 Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: vacinas pneumocócicas, código ATC: J07AL02

Imunogenicidade
Foram observados aumentos significativos dos anticorpos (avaliados por ELISA) para todos os serotipos da vacina após a série de imunização primária de três doses de Prevenar em lactentes e após as doses de reforço, embora as concentrações médias geométricas (GMCs) tenham variado entre os 7 serotipos. Prevenar demonstrou também aumentar os anticorpos funcionais (avaliados por
opsonofagocitose) contra todos os serotipos contidos na vacina após a série de imunização primária.

Não foi estudada a persistência a longo prazo dos anticorpos após a administração da série primária em lactentes seguida de dose de reforço ou após a administração de doses únicas de imunização primária em crianças mais velhas. A administração de polissacáridos pneumocócicos não conjugados ao 13º mês após a série de imunização primária com Prevenar originou uma resposta imunitária
anamnéstica aos 7 serotipos incluídos na vacina, o que é indicativo de imunização primária. A imunogenicidade da série de imunização primária de duas doses em lactentes seguida de dose de reforço por volta de um ano de idade foi descrita em vários estudos.

A maioria dos dados indicou que uma proporção mais reduzida de lactentes atingiu concentrações de anticorpos ≥ 0,35 μg/ml
(concentração de anticorpos de referência recomendada pela OMS1) contra os serotipos 6B e 23F após a série de imunização primária de duas doses, quando comparada, directa ou indirectamente, com a série de imunização primária de três doses. Além disso, as GMCs foram mais baixas para os anticorpos contra a maioria dos serotipos após a série de imunização primária de duas doses em lactentes do que após a série de imunização de três doses em lactentes. Contudo, as respostas imunitárias às doses de reforço em crianças até aos dois anos de idade após as séries de imunização de duas ou três doses em lactentes foram comparáveis para todos os 7 serotipos da vacina e indicam que ambos os esquemas em lactentes originaram uma resposta imunitária primária adequada.

Foram observados aumentos significativos dos anticorpos (avaliados por ELISA) para todos os serotipos da vacina após a administração de doses únicas de Prevenar em crianças entre os 2 e os 5 anos de idade. As concentrações dos anticorpos foram semelhantes às atingidas após a série de imunização de três doses em lactentes e dose de reforço numa idade inferior a 2 anos. Não foram realizados ensaios de eficácia na população dos 2 aos 5 anos de idade.

Não foram estabelecidos ensaios clínicos de eficácia para a série de imunização primária de duas doses em lactentes seguidas de dose de reforço e desconhecem-se as consequências clínicas das concentrações de anticorpos mais reduzidas contra os serotipos 6B e 23F após a série de imunização de duas doses em lactentes.

Eficácia contra a doença invasiva
As estimativas de eficácia contra a doença invasiva foram obtidas na população dos EUA onde a cobertura de serotipos pela vacina variou entre 80 a 89%. Dados epidemiológicos obtidos entre 1988 e 2003 indicam que na Europa a cobertura é inferior e varia de país para país. Consequentemente, o Prevenar deve cobrir entre 54% e 84% dos isolados de doença invasiva pneumocócica (DIP) nas crianças com menos de 2 anos de idade oriundas de países europeus. Nas crianças europeias entre os 2 e os 5 anos de idade, o Prevenar deve cobrir cerca de 62% a 83% dos isolados clínicos responsáveis pela doença invasiva pneumocócica.

Estima-se que mais de 80% das estirpes microbianas resistentes devem ser cobertas pelos serotipos incluídos na vacina. A cobertura dos serotipos da vacina na população pediátrica diminui com a idade. A diminuição da incidência de DIP observada nas crianças mais velhas pode ser em parte devida a imunidade adquirida naturalmente. A eficácia contra a doença invasiva foi avaliada num ensaio clínico duplamente cego, aleatório, de larga escala, numa população multi-étnica na Califórnia do Norte (estudo Kaiser Permanente). Mais de 37.816 lactentes foram imunizados com Prevenar ou uma vacina de controlo (vacina meningocócica conjugada do grupo C) aos 2, 4, 6 e 12 – 15 meses de idade. Quando o estudo foi realizado os serotipos incluídos na vacina contribuíam 89% para a DIP.

Num período de seguimento em ocultação prolongado até 20 de Abril de 1999, o total acumulado de casos de doença invasiva causada por serotipos contidos na vacina era de 52. A eficácia específica para os serotipos da vacina foi estimada em 94% (95% IC: 81, 99) na população da intenção de tratar e 97% (95% IC 85, 100) na população por protocolo (imunização completa) (40 casos). Na Europa, a efectividade estimada em crianças com idade inferior a 2 anos varia entre 51% e 79%, considerando a cobertura da vacina contra serotipos causadores de doença invasiva.

Eficácia contra a pneumonia
No estudo Kaiser Permanente, a eficácia contra a pneumonia bacteriémica devida a serotipos de S. pneumoniae contidos na vacina foi de 87,5% (95% IC: 7, 99). A efectividade (sem confirmação microbiológica do diagnóstico) contra a pneumonia não bacteriémica foi igualmente avaliada. Em virtude de muitos outros agentes patogénicos, para além dos serotipos de pneumococos contidos na vacina, poderem contribuir para a carga da pneumonia em crianças, esperase que a protecção contra todas as pneumonias clínicas seja inferior que para a doença pneumocócica invasiva.

Na análise efectuada de acordo com o protocolo, a redução estimada do risco para o primeiro episódio de pneumonia clínica com radiografia torácica anormal (definida como a presença de infiltrados para além da área per-hilar, consolidação ou empiema) foi 20,5% (95% IC: 4,4, 34,0). Reduções da pneumonia com radiografia torácica anormal foram superiores no primeiro ano de vida (32,2%; 95% IC 3,3, 52,5) e nos primeiros 2 anos de vida (23,4%; 95% IC: 5,2, 38,1).

Eficácia contra a otite média
A otite média aguda (OMA), com diferentes etiologias, é uma doença frequente na infância. As bactérias podem ser responsáveis por 60 a 70% dos episódios clínicos de OMA. O pneumococos é responsável por 30-40% de todas as OMA bacterianas e por uma quantidade mais elevada de OMA graves. Teoricamente, o Prevenar pode prevenir cerca de 60-80% dos serotipos causadores de OMA pneumocócicas. Foi estimado que o Prevenar pode prevenir 6-13% de todos os episódios clínicos de OMA.

A eficácia do Prevenar contra a otite média aguda (OMA) foi avaliada num ensaio clínico duplamente cego e aleatório com 1.662 crianças finlandesas imunizadas com Prevenar ou com uma vacina controlo (vacina da Hepatite B) aos 2, 4, 6 e 12 a 15 meses de idade. A eficácia da vacina contra a OMA causada por serotipos nela contidos, objectivo primário do ensaio, foi estimada em 57% (95% IC: 44, 67) na análise por protocolo e 54% (95% IC: 41, 64) na análise da intenção de tratar. Nos indivíduos imunizados observou-se um aumento de 33% (95% IC: -1, 80) na OMA devida a serogrupos não incluídos na vacina. Contudo, o benefício global foi uma redução de 34% (95% IC: 21, 45) da incidência de todas as OMA pneumocócicas.

O impacto da vacina no número total de episodios de otite media, independentemente da sua etiologia, foi uma diminuição de 6% (95% IC: -4, 16). Neste estudo, um subgrupo de crianças foi avaliado até atingirem 4 a 5 anos de idade. Durante este período de seguimento, a eficácia da vacina foi de 18% (95% IC: 1, 32) para OM frequentes (definidas como pelo menos 3 episódios em 6 meses), 50% (95% IC: 15, 71) para otite media cronica com efusão e 39% (95% IC: 4, 61) para a inserção de tubo de timpanostomia.

No estudo Kaiser Permanente, a eficácia do Prevenar contra OMA foi avaliada como objectivo secundário. As crianças foram avaliadas até aos 3 anos e meio de idade. O impacto da vacina no número total de episódios de otite média, independentemente da sua etiologia, foi uma redução de 7% (95% IC:4, 10). Na análise por protocolo, a vacina teve como efeito uma diminuição de 9% (95% IC: 3, 15) na OMA recorrente (definida como 3 episódios em seis meses ou 4 episódios num ano) ou uma diminuição de 23% (95% IC: 7, 36) na OMA recorrente (5 episódios em seis meses ou 6 episódios num ano). A inserção de tubo de timpanostomia foi reduzida em 24% (95% IC: 12, 35) na análise por protocolo e em 23% (95% IC: 11, 34) na análise da intenção de tratar.

Efectividade
A efectividade do Prevenar contra a DIP (i.e. englobando a protecção proporcionada pela vacinação e pela imunidade de grupo devido à reduzida transmissão dos serotipos da vacina na população) tem sido avaliada em programas nacionais de vacinação que utilizam séries de imunização de duas ou três doses em lactentes seguidas de doses de reforço.

No ano 2000 foi introduzida, nos EUA, a vacinação generalizada com Prevenar utilizando uma série de imunização de quatro doses em lactentes e um programa de inclusão de crianças até aos 5 anos de idade. A efectividade da vacina contra a DIP causada pelos serotipos da vacina foi avaliada em crianças entre os 3 e os 59 meses de idade durante os primeiros quatro anos de implementação do programa. Quando comparados com grupos não vacinados, os valores de efectividade estimados para as 2, 3 ou 4 doses, administradas em esquemas de imunização em lactentes, foram similares: 96% (95% IC: 88-99); 95% (95% IC: 88-99); e 100% (95% IC: 94-100), respectivamente.

Nos EUA, no mesmo intervalo de tempo, houve uma redução de 94% da DIP causada pelos serotipos da vacina em indivíduos com idade inferior a 5 anos, comparativamente com os valores anteriores à vacinação (1998/99). Simultaneamente, houve uma redução de 62% da DIP causada pelos serotipos da vacina em indivíduos com mais de 5 anos de idade. Este efeito indirecto ou de grupo é devido a uma redução na transmissão dos serotipos da vacina das crianças mais novas imunizadas para a restante população e coincide com a diminuição na transmissão nasofaríngea dos serotipos da vacina.

No Quebec, Canadá, o Prevenar foi introduzido aos 2, 4 e 12 meses de idade com uma dose única no programa de inclusão em crianças até aos 5 anos de idade. Nos primeiros dois anos do programa, com uma cobertura superior a 90%, a efectividade observada contra a DIP causada pelos serotipos da vacina foi de 93% (95% IC: 75-98) para a série de duas doses em lactentes e 100% (95% IC: 91-100)
para o esquema de imunização completo.

Os dados preliminares de Inglaterra e do País de Gales, notificados até 1 ano após a introdução da imunização de rotina aos 2, 4 e 13 meses com uma dose única no programa de inclusão para crianças dos 13 aos 23 meses de idade, sugerem que a efectividade deste esquema de vacinação contra o serotipo 6B pode ser mais reduzida do que contra os restantes serotipos da vacina. A efectividade da série de imunização primária de duas doses contra a pneumonia ou otite média aguda não foi estabelecida.

Dados adicionais de imunogenicidade
A imunogenicidade do Prevenar foi investigada num estudo aberto multicêntrico 49 lactentes com drepanocitose. As crianças foram vacinadas com Prevenar (3 doses com intervalo de 1 mês a partir dos 2 meses de idade) e destas 46 foram também vacinadas, entre os 15–18 meses, com uma vacina pneumocócica polissacárida com 23 serotipos. Após a imunização primária, 95,6% das crianças
apresentaram níveis mínimos de anticorpos de 0,35 μg/ml para os sete serotipos incluídos em Prevenar. Após a vacinação polissacárida, observou-se um aumento significativo da concentração de anticorpos contra os sete serotipos, o que sugere uma memória imunológica bem estabelecida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas
A avaliação das propriedades farmacocinéticas não é exigida para as vacinas.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Um estudo de toxicidade de dose repetida intramuscular (13 semanas, 5 injecções, uma a cada três semanas) da vacina pneumocócica conjugada em coelhos não revelou quaisquer efeitos tóxicos locais ou sistémicos importantes. Os estudos de toxicidade de dose repetida subcutânea (13 semanas, 7 injecções de dose clínica, uma a cada duas semanas, seguidas por um período de recuperação de 4 semanas) de Prevenar em ratos e macacos não revelaram quaisquer efeitos tóxicos locais ou sistémicos importantes.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes
Cloreto de sódio.
Água para injectáveis.

6.2 Incompatibilidades
Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

6.3 Prazo de validade
3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação
Conservar no frigorífico (2ºC – 8ºC).
Não congelar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente
Frasco para injectáveis (vidro tipo I) com rolha de borracha butílica cinzenta contendo 0,5 ml de suspensão injectável – embalagens de 1 e de 10 frascos para injectáveis sem seringa/agulhas. Embalagens de 1 frasco para injectáveis com seringa e 2 agulhas (1 para retirar a suspensão do frasco para injectáveis, 1 para a injecção). É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação
Durante a conservação, pode observar-se um depósito branco e sobrenadante claro. A vacina deve ser bem agitada para obter uma suspensão homogénea branca e deve ser inspeccionada visualmente quanto à presença de partículas e/ou alteração do aspecto físico antes da administração. Não usar se o conteúdo se apresentar alterado. Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Wyeth Lederle Vaccines S.A.
Rue du Bosquet, 15
B-1348 Louvain-la-Neuve
Bélgica

Em: Outros Temas | 4 comentários

4 Comentários no Fórum

  1. O meu filho tem 5anos e 10 meses deve levar a vacina prevnar 13 ja levou todas as outras
    doses e ouvi dizer que esta vacina poderia ser dada ate aos 5anos e 11 meses

  2. Por favor , vacinei a minha filha aos 3 anos com a Pneumo 23 , hoje ela tem 9 anos devo vaciná-la novamente com a pneumo 23 ou a pneumo 13 ?

  3. A minha filha tem 5 anos e 10 meses, fez as doses da Prevenar em bébé, agora ouvi falar da prevenar 10/13. Será que devo vacinar a minha filha com esta nova vacina ou ela com as que levou em bébé, já não precisa de mais?
    Agradeço a resposta. Obrigado

  4. levei meu filho de 1 ano e 9 meses no posto para tomar a vacina pneumo 10, mas dizem que a pneumo 13 é melhor porém outras pessoas dizem que não diferença, por favor me enviem a resposta, grata

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