Embolia Pulmonar

Uma embolia pulmonar é um acontecimento em que um coágulo de sangue obstrui uma artéria no pulmão. Também é designada por EP ou por TEP (tromboembolismo pulmonar). Os coágulos podem começar a formar-se em qualquer veia, em especial nos membros inferiores, soltarem-se e deslocarem-se para os pulmões. Uma EP pode constituir um problema grave. Sem tratamento, poderá originar a morte. Pode, geralmente, ser curada se começar a ser tratada numa fase inicial.

Causas de embolia pulmonar

A maioria das EP estão associadas a coágulos de sangue provenientes de veias profundas das pernas ou da pélvis (bacia). Podem também resultar de coágulos de gordura, com origem numa fractura óssea ou no líquido amniótico (na grávida). Poderá estar mais susceptível à formação de coágulos de sangue se estiver sentado/a ou permanecer num determinado lugar por muito tempo (ex: doentes acamados durante muito tempo). A cirurgia, o periodo pós operatorio, o tabaco, a obesidade ou as pílulas anticoncepcionais aumentam a probabilidade de se formarem coágulos de sangue. Algumas doenças hereditárias (de família) podem aumentar as probabilidades de vir a sofrer de uma embolia pulmunar.

Embolia Pulmonar – Sintomas e Sinais:

Sinais comuns podem incluir dificuldade em respirar ou dores no peito repentinas, que se agravam ao respirar profundamente. Outros sinais podem ser a sensação de desmaio, o desmaio, batimentos cardíacos acelerados ou febre. Poderá ter tosse ou expelir sangue com a tosse.

Diagnostico – Como se Diagnostica:

É possível que tenha de ser internado para a realização de exames e tratamentos. O médico far-lhe-á exames para tentar detectar o coágulo de sangue. Os exames poderão incluir uma radiografia torácica, uma cintigrafia dos pulmões (cintigrafia de ventilação e perfusão), uma ecografia, uma tomografia computorizada (TAC), uma angiografia pulmonar ou um venograma alguns dos tipos de imagens do peito, artérias, veias e pulmões.

Prevenção – Cuidados a ter:

Para evitar a formação de coágulos de sangue, não repouse na cama por prolongados períodos de tempo. Comece, o mais depressa possível após a cirurgia, a movimentar as pernas e a caminhar. Faça exercício físico três ou mais vezes por semana, se o médico lho permitir. Ponha-se de pé e caminhe um pouco a cada uma a duas horas, se estiver em viagem. Deixe de fumar, sobretudo se tomar a pílula.

Riscos e Complicações:

O principal risco da embolia pulmonar é a sua recorrência. O tratamento que lhe será proposto visa reduzir este risco.

Tratamento da embolia pulmonar:

O tratamento visa principalmente evitar a recorrência da embolia. Dependendo do grau de certeza do diagnóstico e do seu risco em particular de recorrência, poderá ser iniciada medicação anticoagulante por via subcutânea, endovenosa e/ou oral. A duração deste tratamento deverá ser discutida com o seu médico mas poderá variar entre algumas semanas e toda a vida. Em alguns casos raros e de maior gravidade, poderão ser utilizados medicamentos mais potentes (trombolíticos) ou tratamentos (cateterismo cardíaco ou cirurgia) com a intenção de dissolver ou remover o trombo no pulmão.

O perigo do pós peratório

A embolia pulmonar pós operatória continua a ser um grave problema de saúde ainda por resolver. Este é um coágulo de sangue que ocorre no pulmão depois de qualquer procedimento cirúrgico. A embolia pulmonar é o termo médico para descrever um coágulo sanguíneo que se forma em determinada parte do corpo e, em seguida, viaja para os pulmões e causa um bloqueio. A embolia pulmonar pode causar danos pulmonares permanentes devido à falta de fluxo sanguíneo e oxigénio insuficiente. Em casos graves pode ser fatal. Nos EUA, em 2000, ocorreram cerca de 9 casos de embolia pulmonar pós-operatória em 1.000 cirurgias.

Embolia Pulmonar Maciça (massiva) 

A embolia pulmonar maciça ocorre com a obstrução de, no mínimo, 50% do leito vascular pulmonar. A apresentação clínica é dramática, acompanhada de cor pulmonale agudo, falência cardíaca, hipotensão e choque circulatório. Sinais como dor subesternal severa, arritmias cardíacas, ritmo cardíaco em galope, estase venosa, sopro tricúspide e outros achados, já citados, são típicos dessa forma clínica. Entretanto, são raramente documentados, devido à rapidez de instalação do quadro e frequente evolução dos pacientes para a morte súbita. Felizmente, a forma clínica não é a habitual de se encontrar na rotina. Mais frequentes são as consideradas grandes embolias, com comprometimento da circulação pulmonar, sem conseqüências fatais. 

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