Epilepsia

O que é a epilepsia? A epilepsia é a expressão do funcionamento anormal, agudo e transitório da actividade eléctrica do cérebro. Esta doença neurológica traduz-se pelo aparecimento de crises com periodicidade e duração variáveis. Podem ser generalizadas (perda de conhecimento com queda e convulsões ou ausências) ou parciais, afectando apenas certas partes do corpo (manifestações motoras, sensitivas), mas são sempre de instalação súbita e imprevisíveis. Em cerca de 40% dos casos está associada a lesão cerebral (traumatismo, tumor) mas uma em cada duas situações a causa é desconhecida.

Praticada há vários anos em diferentes países da Europa, a técnica de estimulação do nervo vago, proporciona resultados muito encorajadores. Em cerca de metade dos doentes que beneficiaram da implantação observa-se uma diminuição das crises em cerca de 50 por cento. Mais ainda, este novo método parece ser bem tolerado e não ter efeitos secundários.

Algumas pessoas referem parestesias (formigueiros) ou modificação da voz durante a estimulação, mas estes sintomas têm tendência a desaparecer progressivamente. Este processo tem outra vantagem não negligenciável: com efeito, apesar da sua colocação e regulação a intervalos longos (um ano a dezoito meses) o efeito positivo do tratamento mantém-se durante três a cinco anos (período de duração da pilha), enquanto a eficácia dos medicamentos, por vezes, diminui com o tempo.

Tratamento da epilepsia

As pessoas severamente atingidas por esta doença, já dispõem de uma técnica para se tratarem. Uma forte esperança para doentes para os quais os medicamentos clássicos têm eficácia limitada.

Relativamente corrente, a epilepsia afecta mais de 60 a 70 mil portugueses. Destes, 75 por cento podem controlar os efeitos da doença com recurso a diversos medicamentos disponíveis no mercado. Infelizmente, num certo número de situações, as crises frequentes podem persistir apesar da terapêutica. Uma percentagem significativa apresenta uma forma grave resistente ao tratamento. É a este tipo de epilepsia rebelde que se destina esta terapêutica já utilizada em vários países europeus: a estimulação do nervo vago (situado no cérebro).

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O princípio é absolutamente idêntico ao do pace-maker, ou estimulador cardíaco. Implica uma pequena intervenção cirúrgica ao nível da clavícula esquerda, onde se coloca um dispositivo de cinco centímetros de diâmetro, contendo uma pilha ligada a um fio condutor (eléctrodo) que se enrola em torno do nervo vago. Por intermédio deste último, os impulsos eléctricos vão atingir as diferentes regiões cerebrais e agir sobre os focos de epilepsia.

Quinze dias depois da sua colocação, procede-se à estimulação que deve ser adaptada a cada doente. Uma vez regulado, o aparelho funciona automaticamente sem qualquer intervenção exterior. No entanto, os doentes podem provocar uma estimulação suplementar para interromper uma crise, ou melhor, diminuir a sua intensidade, graças a um íman especial que aplicam em caso de necessidade.

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05. Janeiro 2011 by admin

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