Fator Reumatóide – Como detectar

Várias técnicas tem sido utilizadas para detecção do fator reumatóide (FR). A maior parte destas técnicas detectam apenas FR da classe IgM e baseiam-se na capacidade do fator reumatóide IgM aglutinar as partículas recobertas de IgG. Os três principais métodos são : a Prova do Látex, o teste de Waller-Rose e, mais recentemente, a dosagem por Nefelometria.

Na Prova do Látex utilizam-se partículas de látex revestidas por IgG humana e os títulos são considerados significativos acima de 1/80. Pode apresentar-se positivo na população em geral, especialmente em idosos (4%) e em algumas outras patologias não reumatóides como síndromes mieloproliferativas, malária, mononucleose, endocardite, doenças hepáticas, sarcoidose e lepra. Deve ser utilizado como teste de screening, devendo sempre ser seguido da pesquisa pelo método de W.Rose. A presença de agregados inespecíficos de IgG ou de imunocomplexos podem levar a resultados falso negativos por competirem pela ligação com as IgG que recobrem as partículas de látex.

Na reação de Waller Rose utilizam-se eritrócitos de carneiro revestidos por imunoglobulina de coelho. A reação é mais específica, entretanto, menos sensível que a prova do látex. A presença de anticorpos heterófilos podem levar a reações falso positivas Títulos são considerados significativos acima de 1/16. Normalmente apresenta resultados negativos nos casos de falso positividade do látex. A maior especificidade deste método em relação a técnica do látex é explicada pelo fato que o FR dos pacientes com artrite reumatóide reage melhor com imunoglobulina de coelho.

Na pesquisa por Nefelometria é medida a dispersão de luz causada pela presença de imunocomplexos formados pela precipitação da IgG pelo fator reumatóide e os resultados obtidos são quantificados em Unidades Internacionais (UI). A grande vantagem de sua utilização está na análise quantitativa e na boa reprodutibilidade, o que permite um melhor acompanhamento dos pacientes. Cerca de 8% dos pacientes não reumatóides que cursam com FR positivos têm resultados reativos com valores acima de 39 UI / mL, sendo apenas 3% maiores que 80 UI / mL. Nos resultados com valores maiores ou iguais a 80 UI / mL, a sensibilidade diminui e a especificidade aumenta de 92% para 97%. Os resultados obtidos por nefelometria tem interpretação similar a prova do látex, são procedimentos técnicos diferentes porém com fundamentos idênticos.

Cerca de 75% dos pacientes com artrite reumatóide possuem FR positivo alguns meses após o início da doença. Destes 15 a 20% podem apresentar testes negativos nos estágios iniciais. A queda gradual de seus níveis normalmente segue a remissão clínica, estabilizando-se no soro em níveis praticamente constantes por meses ou anos. A reativação da doença é acompanhada de ascensão de seus títulos. Em torno de 15% dos pacientes possuem FR da classe IgG que não conseguem ser detectados pelos teste habituais. Pacientes com altos títulos de FR tendem a evoluir com complicações viscerais e a ter resposta terapêutica insatisfatória.

Prova do Látex
Títulos até 1/20

Reação de Waller-Rose
Título até 1/16.

Fator Reumatóide Quantitativo – ( Nefelometria)
0 a 39 UI / mL – Não reativo 40 a 79 UI / mL – Fracamente reativo >80 UI / mL – Reativo

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