Gravidez de Gémeos

A Gravidez de Gémeos não é uma gravidez como outra qualquer.

Já que os médicos consideram a gravidez gemelar como um «alto risco», pois quando os fetos compartilham o útero materno, existem muitas possibilidades de que a gestação não chegue ao fim; nos últimos meses não há espaço suficiente para ambos e o parto acontece com frequência antes da 37ª semana. «Esta circunstância é habitual», o que leva os especialistas a pensar que o tempo de desenvolvimento de um feto gemelar provavelmente seja inferior ao de um feto único».

Existe um maior risco de aborto

Outro dos riscos de toda a gestação múltipla é de que aumentam as possibilidades de aborto, considerando que o tecido uterino se distende muito e torna-se mais irritável, já que o espaço que a natureza reservou para um , agora está ocupado por dois. Pode dar-se então o caso de que se abra o colo do útero e se expulsem os fetos, sempre os dois, ou de que possa ocorrer o falecimento de um, e de que o outro continue a gestação, o que em termos de conceito não se considera aborto (porque houve um feto retido).

Mas não há porque se assustar.

Actualmente há a garantia de que a maioria das grávidas estão rigorosamente controladas pelo seu obstetra e que todos os riscos diminuíram. É verdade que a futura mamã deverá acautelar-se mais do que aquelas que esperam um único filho, porque regra geral, a partir da segunda metade da gravidez, deverá ir ao médico mais vezes do que uma grávida normal.

Dois pontos principais a vigiar são a prevenção de uma possível anemia e um controle da tensão arterial, para que não esteja elevada. É imprescindível que a grávida de gémeos tenha uma dieta adaptada às suas necessidades, com um suplemento de cálcio, ferro, ácido fólico, e vitaminas.

Deverá ainda fazer um pouco de repouso após as refeições; repouso esse que se deverá manter durante toda a gravidez, visto este tipo de gravidez necessita de mais descontracção. Por último, no que concerne a cuidados maternais, teremos de ter em conta que a pele do seu abdómen se distenderá mais do que o normal, o que irá produzir mais estrias. A nutrição e hidratação com algum creme especial (se possível com lanolina), aplicada com uma massagem, ajuda pelo menos a reduzi-las.

Cuidados suplementares para uma dupla partida

Até à entrada na segunda metade da gestação, os gémeos pesam o mesmo de que se fossem fetos únicos. No entanto, mais ou menos a partir da 32 ª semana começam a notar-se as diferenças, porque o organismo da mãe não tem nem espaço físico nem capacidade nutritiva suficiente para permitir um crescimento idêntico. «Certamente que os fetos não recebem a mesma quantidade de alimentos, por se tratar de uma distribuição irregular de sangue quando existe uma única placenta ou porque existe um desenvolvimento diferente quando são duas, assim um dos recém nascidos pode pesar mais de 300 ou 400 gramas que o seu irmãozinho. Se alguns gémeos podem vir ao mundo com os seus bons três quilos de peso, a maioria não chega a pesar mais de dois quilos e meio».

Maduros, apesar de serem mais pequenos

De facto, ambos terão menor tamanho e peso do que um bebé único, por compartilharem espaço e alimentos. Esta diferença aumenta , na razão directa do tempo de gravidez . De todas as formas, segundo as estatísticas, uns 60 a 70% dos gémeos nasce prematuro; entre 40 e 55% antes da 37ª semana de gestação e cerca de 20 a 22% quando ainda não se completaram as 34 semanas de gravidez. O principal problema de todas as crianças nascidas antes do tempo, é a falta de maturidade pulmonar. Algo que, por muito que a natureza seja sábia, não tem especial relevância no caso dos gémeos, por já existir um caso de stress na vida intra-uterina, como é o de compartilhar o espaço reduzido, acelera-se o processo de desenvolvimento dos órgãos.

Quanto ao parto, e apesar do que possa parecer, não é interminável nem esgotante para a mãe. Mais de metade das grávidas de gémeos dão à luz de forma natural, por via vaginal, sem outro problema, a não ser o de realizar o período expulsivo duas vezes seguidas. Também, a colocação dos futuros bebés determina em grande parte como decorrerá o período de expulsão.

Uma ecografia realizada no último período da gravidez, informa se a cabeça dos gémeos está orientada para baixo (45% dos casos) ou se ambos os gémeos se encontram em posição pélvica (10%). No resto dos casos, a posição de um ou de ambos em posição horizontal em que é imprescindível a cesariana, assim com também o é quando se apresentam de nádegas.

Os gémeos devem ser muito controlados durante todo o trabalho de parto para se assegurar que recebem oxigénio da placenta. No primeiro momento, utiliza-se a monotorização externa de ambos os fetos, depois da ruptura do saco amniótico, pode-se aplicar um eléctrodo do monitor ao crânio do bebé que nascerá primeiro. Uma vez que este se encontre cá fora, e com o primeiro tudo acontece como de um parto único, podem passar 10 a 20 minutos até que o útero se contrai até que se adapte ao seu novo conteúdo.

A aplicação de oxitocina, gota a gota por via intravenosa, estimula novas contracções, mais fortes do que as primeiras, facilitando a expulsão do segundo bebé.

De regresso a casa

Ainda que todos os casais estejam desejando o regresso a casa para que possam desfrutar a sós dos seus bebes, os primeiros dias tornam-se stressantes e, se só com um é difícil a adaptação, com dois o trabalho pode ser esgotante. O primeiro medo que assalta a mãe é de que poderá não ter leite suficiente para ambos, algo que os especialistas em aleitamento, qualificam de medo infundado, pois é possível alimentá-los durante vários meses sem problemas.

Uma vez de regresso a casa, a ajuda do pai é imprescindível: Tanto na adaptação aos primeiros dias, como mais à frente, a partir da oitava ou nona semana, quando a mãe começa a sentir, verdadeiramente, os sintomas de esgotamento.

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Em: Outros Temas | 1 comentário

One Comment

  1. Eu fiquei muito preocupada com meus filhos,pois na época em que eles nasceram muita gente me falou que o risco de perde-los era enorme e que tudo piorava pelo fato de eu ter 13 anos.
    Fiz todo o tratamento necessário,me certifiquei de que tudo ficaria bem cm eles e que nasceriam com toda a saúde possível.
    Hoje tenho 24 anos,eles já estão grandinhos e tem uma boa saúde,apesae de sempre ficar perocupada com a saude dele e dela,relaxei mais,pois são ótimas crianças e sempre cuido muito bem deles.

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