Gravidez – Tratamentos e Sintomas de Doenças da Gravida

Indisposições e pequenas alterações durante a gravidez – têm solução?

Durante a gravidez, a transformação do organismo feminino gera com frequência pequenos mal-estares, que os ginecologistas consideram normais e sem importância. No entanto, para eliminar as preocupações, convém saber a sua origem. Mas, como é óbvio, deve consultar-se o médico que acompanha a gravidez sempre que surgirem dúvidas ou se observem quaisquer sintomas desconhecidos.

Dor de costas
(1º, 2º e 3º trimestre)

O peso do feto altera o centro de gravidade, que se desloca ligeiramente para trás. Por esta razão, os músculos e tendões da coluna estão submetidos a maior tensão.

Sintomas: dores na zona dos rins
Tratamento: A prática de ginástica moderada e natação – se não houver contra-indicação médica – é a melhor ajuda para fortalecer os músculos. Outros hábitos saudáveis são dormir em colchão duro, calçar sapatos de meio salto (nem altos nem rasos), manter uma postura direita e não levantar objectos pesados.

Cansaço
(1º e 3º trimestre)

A sensação de esgotamento físico é mais frequente durante os primeiros e últimos meses. Há que pensar que o organismo pede um aumento de calorias, vitaminas e minerais. No final da gravidez, a preocupação com o parto também o pode originar.

Sintomas: Sensação de que o organismo está debilitado, sem que se tenha realizado uma actividade física importante.
Tratamento: É imprescindível seguir uma dieta suficientemente rica e equilibrada, em que não falte nenhum dos grupos de alimentos. Se existe uma possível carência de ferro, o médico certamente que o terá detectado num dos primeiros controles e terá receitado um medicamento para esse efeito. A melhor arma contra o cansaço é descansar sempre que o corpo o peça.

Alterações de sono
(1º, 2º e 3º trimestre)

A sonolência atribui-se à acção da hormona da gravidez, a progesterona, que pode diminuir a partir do segundo trimestre de gestação. A insónia é produzida por estados de ansiedade e preocupação.

Sintomas: Algumas mulheres manifestam alterações nos hábitos de sono, com dificuldade para conciliá-lo e um excesso de modorra.
Tratamento: Não se deve lutar contra a necessidade de mais horas de sono. Quanto à insónia, a melhor terapia para eliminar tensões é a comunicação do casal, o médico e outras mulheres grávidas (em aulas de preparação para o parto). As infusões de tília e os banhos em água morna relaxam.

Micção frequente
(1º e 3º trimestre)

A origem pode estar na pressão que exerce o útero sobre a bexiga, a mudança hormonal ou o aumento da ingestão de líquidos. A relação da musculatura do períneo (desde a púbis até ao final da coluna), junto com a pressão crescente sobre a bexiga, pode ocasionar escapes de urina.

Sintomas: Aumenta a vontade de urinar. Pode haver perdas de urina ao realizar pequenos esforços, como rir ou tossir.
Tratamento: Não se tomam medidas contra a micção frequente. Os escapes de urina podem ser evitados fortalecendo os músculos períneais: há que contraí-los (como se tentasse cortar o jacto da urina) durante três segundos e, de seguida, relaxar. Aconselha-se a praticar cerca de dez minutos por dia.

Caibras
(3º trimestre)

Podem dever-se ao aumento de pressão nos vasos sanguíneos das pernas, carência de cálcio e magnésio ou perda excessiva de líquidos.

Sintomas: Dor aguda nos músculos das barrigas das pernas.
Tratamento: Quando aparece a dor, convém apoiar-se nos calcanhares e dar uma massagem local. Comer lacticínios em abundância e fazer exercício são a chaves da prevenção.

Inchaço
(3º trimestre)

É provocada pela retenção de líquidos, e aumenta nos últimos meses de gestação.

Sintomas: As partes mais afectadas pela inflamação podem ser os tornozelos, as pernas, os pulsos, as mãos (com a sensação de formigueiro) e as pálpebras.
Tratamento: Convém reduzir o consumo de sal. Algumas medidas aconselhadas são: não permanecer muito tempo em pé, procurar descansar com os pés elevados e dormir com as pernas mais altas de que o corpo. Quanto ás mãos, convém levantá-las e movê-las muitas vezes. Todos os sintomas devem ser sempre vigiados pelo ginecologista.

Fluxo vaginal
(1º, 2º e 3º trimestre)

Pode aparecer acompanhado de inflamação da vulva. Deve-se a um maior fluxo sanguíneo na região dos genitais e aumenta nos últimos meses. Também as alterações hormonais fazem com que o fluxo seja mais abundante do que o normal.

Sintomas: Secreções de cor branca.
Tratamento: Não se pode evitar. Algumas medidas benéficas são manter uma higiene correcta, usar roupas de algodão, não usar calças muito justas e não usar desodorizantes ou sabões fortes. Caso o fluxo apresente uma cor esverdeada ou amarelada, algo vai mal, pode tratar–se de uma infecção, que o médico deve vigiar.

Infecções urinárias
(1º,2º e 3º trimestre)

O organismo atravessa uma etapa de maior vulnerabilidade a este tipo de afecções. Nisso influi a relaxação da musculatura do trato urinário e a retenção de líquidos.

Sintomas: Nota-se ardor ou dor a urinar. As micções são muito frequentes e o seu aspecto pode ser desagradável (turvo, esverdeado, com sangue ou mau odor).
Tratamento: A única prevenção recomendada é beber abundantes líquidos. No entanto há que discutir com o médico todos os sintomas. O médico detectará se existe infecção mediante análises de urina e prescreverá antibióticos se necessário.

Hemorróidas
(2º e 3º trimestre)

A dificuldade na evacuação, conjuntamente com a pressão dos vasos que rodeiam o ânus, são as causas.

Sintomas: Além de provocar dor e inchaço, podem sangrar com frequência.
Tratamento: A primeira medida preventiva consiste em eliminar a prisão de ventre com uma dieta sã. E exercício moderado (passear a pé, por exemplo).

Gengivas que sangram
(1º, 2º e 3º trimestre)

No período gestacional, as mucosas da boca tornam-se mais sensíveis e com tendência a que as bactérias produzam gengivites (inflamação das gengivas) e cáries.

Sintomas: As gengivas podem sangrar com facilidade, sobretudo durante a escovagem dos dentes.
Tratamento: É preciso limpar muito bem os dentes depois de cada refeição. Existem dentífricos especialmente indicados contra a gengivite. As revisões com o dentista têm de ser frequentes.

Comichões
(2º e 3º trimestre)

A pele sofre uma grande distensão (sobretudo a da barriga e das coxas), e pode apresentar um aspecto tenso e seco, que provoca irritação.

Sintomas: Picadas na epiderme da zona abdominal.
Tratamento: A acção de um creme hidratante, aplicado diariamente com uma massagem suave, alivia o prurido.

Transpiração
(2º e 3º trimestre)

A alteração hormonal aumenta o ritmo sanguíneo, o que dá lugar aos golpes de calor e à transpiração como defesa do organismo.

Sintomas: Nota-se um aumento de transpiração.
Tratamento: A higiene escrupulosa e o uso de roupas de algodão ajuda a diminuir este pequeno problema.

Dificuldades respiratórias
(3º trimestre)

Deve-se a que, nos últimos meses de gestação, o útero chega a exercer uma grande pressão sobre o diafragma.

Sintomas: A respiração, às vezes, é difícil.
Tratamento: Não convém realizar esforços físicos. É benéfico dormir com uma almofada alta que permita uma postura algo elevada.

Hipersensibilidade
(1º, 2º e 3 trimestre)

As alterações hormonais e o estado psicológico da mulher, que enfrenta a responsabilidade de ser mãe, são factores de muita influência.

Sintomas: Susceptibilidade perante as opiniões dos demais, facilidade para emocionar-se, alterações de humor…
Tratamento: Contar com o apoio e compreensão do companheiro e expressar abertamente o que se sente, ajuda a que as tensões desapareçam.

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