Gripe

Na grande maioria das pessoas a gripe passa com analgésicos, antipiréticos ou vitamina C e com alguns dias de cama. Mas é preciso estar-se atento porque, em determinados casos, o vírus da gripe pode causar complicações mais ou menos graves, a pior das quais é a pneumonia.

«Pelo facto de existirem mais de 200 tipos de vírus respiratórios, para se fazer um diagnóstico correcto de gripe, o ideal seria que todas as pessoas com sintomas pudessem fazer uma colheita de sangue e das secreções, enviando os produtos ao Laboratório de Virologia do Instituto Ricardo Jorge», refere o pneumologista Rui Amaral Marques.

É, contudo, uma solução incomportável, não só pela avalancha de exames a realizar, mas, também, pelo seguinte: quando os resultados chegassem já tinham passado os sintomas, pelo que o melhor é mesmo prevenir, nomeadamente com a vacina da gripe.

Se tiver febre, tosse seca, falta de apetite ou dores de cabeça não é preciso, no entanto, alarmar-se, pois, pode ser só a chamada gripe normal, não complicada, ou seja, aquela que tem a duração média de cinco dias e que desaparece espontaneamente. E a mesma que é tratada com antipiréticos para baixar a febre e/ou com analgésicos para aliviar as dores no corpo.

«Os antibióticos não estão recomendados nestas situações porque os vírus não são afectados pelos antibióticos», frisa Raul Amaral Marques, a não ser que se tenha a certeza de que a tal gripe se complicou com uma infecção bacteriana.

«Se um indivíduo toma antibiótico sem estar infectado, o que vai acontecer é que as bactérias começam a ganhar resistências. A longo prazo isso revela-se problemático porque o medicamento deixa de fazer efeito», sustenta o pneumologista, chamando a atenção para o facto de «as febres também não se resolverem com antibióticos».

Poupar na utilização dos antibióticos

Em relação à política dos antibióticos, devemos sempre escolher o mais adequado à patologia, o que menos efeitos secundários tem no doente e o mais barato. «A parte económica também é importante», reforça o especialista, que considera fundamental a «poupança na utilização» dos antibióticos.

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«As infecções nunca deixarão de existir. Todos os anos surgem novos antibióticos que, por sua vez, irão dar origem a novas bactérias resistentes. Ora, quanto mais pouparmos na utilização desses medicamentos menos resistências iremos originar».

Dado incontornável é a contínua existência de infecções, mas é também o avanço progressivo da Medicina. Apesar da maior exposição aos agentes infectantes – fruto da abertura das fronteiras e do grande número de viajantes –, as pessoas têm mais facilidade em se prevenirem delas. Um bom exemplo do aparecimento de novas infecções foi o caso da pneumonia atípica, em 2003.

Raul Amaral Marques acredita que as medidas de prevenção devem ser adoptadas cada vez mais, especialmente em relação à gripe e às pneumonias bacterianas. O pneumologista diz, aliás, que, no que toca ao vírus da gripe, tem havido um cuidado especial no nosso País.

«As recomendações feitas pela Direcção-Geral da Saúde têm sido correctas e adaptadas à realidade actual, e de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde».

Infelizmente, a produção da vacina da gripe é limitada, pelo que se recomenda que ela esteja disponibilizada essencialmente para a população idosa e grupos de risco – pessoas que sofram de doenças crónicas, cardíacas, respiratórias ou outras que diminuem a resistência às infecções.

Diz o pneumologista que, «apesar de a vacina não ser 100% eficaz, é sempre preferível a pessoa estar vacinada porque, se tiver gripe ela será sempre menos grave do que se não estiver vacinada».

Vacina inócua

É também importante dizer que a vacina «é perfeitamente inócua». A vacinação está indicada na gravidez e a crianças a partir dos 6 meses de idade, pelo que convém sempre vacinar-se, se pertencer aos tais grupos de risco.

As únicas pessoas que «não devem ser vacinadas são as alérgicas ao ovo», isto porque a «vacina é preparada através de ovos de galinha».

Está indicada a vacinação também «a quem viaja muito e aos grupos profissionais que fazem falta, se adoecerem», como os bombeiros, os serviços de segurança, até os políticos ou os jornalistas. Raul Amaral Marques frisa ainda que quando fala em profissionais de saúde refere-se também àquelas pessoas que trabalham, por exemplo, em lares de idosos.

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«Convém ter em conta que, em ambientes fechados, a propagação de uma epidemia é muito mais fácil», adverte.

O custo da vacina da gripe é, de resto, «irrisório quando comparado com o de um antibiótico», sublinha o pneumologista, garantindo não perceber como é que o Estado comparticipa a vacina em apenas 40%, ao contrário do que acontece com os antibióticos.

«O Estado devia era “premiar” quem se previne a tempo, comparticipando a vacina a 80% como acontece com os antibióticos e diminuindo, por sua vez, a comparticipação destes», conclui.

Extra…

A gripe vem chegando aos poucos, primeiro um leve mal-estar, uma pequena dor de cabeça. Mas sem que você perceba, de repente, você é tomado por calafrios constantes, febres, espirros, tosse e dores espalhadas por diversas partes do corpo. Ou seja, a gripe pegou você. Conheça agora algumas informações que pensamos serem úteis para você. Uma boa leitura pode fazer você ter uma boa saúde.

GRIPE X RESFRIADOS: CONHEÇA AS DIFERENÇAS.

Descobrir as diferenças entre essas duas doenças é o primeiro passo para a cura. Tanto a gripe quanto o resfriado são transmitidos por vírus, porém a gripe é transmitida pelo vírus Influenza e o resfriado pode ser transmitido por diversos tipos.

Apesar de semelhante, os sintomas também diferem entre si: o resfriado tem a duração mais curta e ataca as vias respiratórias e garganta. Quando há febre, geralmente é baixa. Já na gripe há o comprometimento físico geral do corpo: dores de cabeça, febre alta, fraqueza e uma grande sensação de cansaço. Quanto à duração, a gripe é ainda mais cruel: pode se arrastar por até duas semanas além de poder evoluir para complicações como sinusites, bronquites e nos casos mais graves, pneumonia.

PREVENÇÃO DA GRIPE:

Como a gripe é transmitida por um vírus, basta uma pessoa saudável entrar em contato com alguma secreção (suor, saliva, por exemplo) de uma pessoa doente para pegar a doença. Por isso, alguns cuidados de higiene e prevenção vão diminuir os ricos de você transmitir / adquirir a doença:

• Lave sempre as mãos
• Evite usar o mesmo copo ou talher de outras pessoas
• Use sempre um lenço de papel ao tossir e espirrar, assim você evita transmitir a doença
• Deixe o ambiente sempre arejado, abra periodicamente janelas e portas.
• Vacine-se: alguns tipos de gripe (como a H1N1 – a gripe suína) possuem vacinas que são distribuídas gratuitamente pelo Governo. Além disso, pessoas acima de 60 anos devem se vacinar anualmente. Para conhecer o calendário de vacinação consulte o site do ministério da saúde: www.saude.gov.br

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CURA E TRATAMENTO DA GRIPE:

O essencial é antes de entrar na primeira farmácia que surja, procure sempre a opinião de um médico. Além do conselho profissional, repouso e uma boa alimentação garantem que em breve, você vai estar com plena saúde. Cuide-se! Gripe é coisa séria.

Continua » 11 Remédios Naturais para Gripe e Resfriado Comum Surpreendentes

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28. Dezembro 2010 by admin

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