Hekla

O vulcão Hekla, conhecido cientificamente como estratovulcão Hekla está localizado no sul da Islândia (a cerca de 110 km da capital Reikjavik) e que tem uma altura de 1491 metros. Este é um dos vulcões mais activos do país tendo ocorrido mais de 20 erupções desde o ano de 874. Durante a Idade Média, os islandeses chamaram-no de “porta do Inferno”. O vulcão Hekla faz parte de uma cordilheira com cerca de 40 km. Todavia, a parte mais activa desta cordilheira é uma fissura de cerca de 5,5 km chamada Heklugjá, que é considerada o próprio vulcão Hekla. O vulcão parece-se bastante com um barco virado ao contrário, com a sua quilha a ser na verdade uma série de crateras, duas das quais são geralmente as mais activas. As grandes e frequentes erupções do vulcão cobriram a maior parte da Islândia de piroclastos e estas camadas podem muito bem ser utilizadas para datar erupções de outros vulcões do país. Cerca de 10% dos piroclastos produzidos na Islândia nos últimos mil anos provêm do Hekla, constiuíndo uma área completa de 5 km3. Este vulcão produziu um dos maiores volumes de lava do mundo no último milénio – cerca de 8 km3 .

História e datas das Erupções

1104: Depois de um sono de 250 anos, o vulcão teve uma erupção explosiva e violenta que envioupiroclastos a longas distâncias, cobrindo mais de metade do país.

1158: Crê-se que esta erupção foi responsável pela formação do “rio de lava” Efrahvolshraun, no lado oeste de Hekla.

1206: Uma erupção de baixa escala onde piroclastos foram projectados nas direcções norte e este.

1222: Outra pequena erupção, semelhante à de 1206.

1300: Grande erupção que durou um ano inteiro; a segunda maior erupção de piroclastos na história da Islândia. O “rio de lava” Selsundshraun situado a sul do vulcão foi provavelmente formado nesta erupção.

1341: Um erupção media que expeliu piroclastos para oeste e sul de Hekla, envenenando muitas formas de vida, provavelmente pela presence de fluoreto.

1389: Esta erupção foi responsável pelo “rio de lava” Nordurhraun.

1440: Uma erupção poderá ter ocorrido a sudeste do Hekla, em Raudoldur.

1510: Erupção de início muito violento que expeliu pedras a cerca de 40 km de distância; uma destas pedras chegou mesmo a atingir e matar um homem em Landsveit. Foram provocados danos consideráveis pelos piroclastos a sudoeste do vulcão.

1554: Uma erupção pouco documentada deu-se a sudoeste do Hekla, em Raudubjallar.

1597: Semelhante à erupção de 1947 e teve uma duração de seis meses.

1636: Erupção de pequena escala que durou mais de um ano causando elevada mortalidade às formas de vida locais.

1693: Erupção de início violento que produziu cerca de 60000 metros de piroclastos por segundo. Este acontecimento durou pelo menos 7 meses, causando grandes números de mortes na fauna e flora por envenenamento por fluoretos ou falta de comida. Uma considerável “rio de lava” também foi formado, lançando também grandes quantidades de cinza que chegaram a atingir a Noruega.

1725: Uma erupção pouco documentada que ocorreu no sul, sudoesta e este de Helka.

1766: A maior erupção na história conhecida do Helka deu-se às 3:30 da madrugada de 5 de Abril e continuou até Maio de 1768. Ao que se apura, a lava transbordou da fissura em todas as direcções, apesar a maior parte se dirigir para sudoeste. A vida da fauna e flora foram largamente afectadas. Algumas bombas de lava medindo cerca de meio metro de diâmetro foram encontradas a cerca de 20 km no vulcão.

1845: Esta erupção durou mais de sete meses. Nas primeiras horas,piroclastos foram ejectados a uma velocidade de 20000 metros por segundo; cinzas foram encontradas nas ilhas Shetland e na Escócia. As cinzas e pedras caíram sobre várias quintas e terras levando à morte de diversas formas de vida. A lava desta erupção fluiu sobretudo para norte e oeste.

1878: Ocorreu uma erupção explosive a este do Helka em Krakagigar que produziu lava.

1913: Erupções explosivas ocorreram a este e nordeste do Helka em Mundafit e Lambafit. Estaerupçãotambémproduziurios de lava.

1947: Passaram cem anos sem uma explosão estrondosa das profundezas do Helka. A 29 de Março, num sábado, uma nuvem eruptiva consistindo maioritariamente de vapor de água atingiu uma altura de 30 000m até ao céu em 10 minutos. Na primeira meia hora, a lava começou a crescer na fissura e passou pelas ladeiras sul e este a grande velocidade. No final do dia, saía lava por ambos os lados da fissura. Grandes nuvens de vapor surgiram da ladeira oeste, onde rios de lava tinham sido formados a partir do que tinha sido gelo e campos de neve. Oito colunas de erupção eram visíveis no segundo dia no ponto mais baixo da fissura, e uma cratera abriu-se formando um enorme rio de lava. A esta cratera deu-se o nome de Hraungigur (cratera de lava). Outras duas grandes crateras também se formaram: uma cratera explosiva no ladeiro chamada Axlargigur e uma cratera perto do cume designada Toppgigur. Esta erupção continuou até meio de Abril do ano seguinte, e a este altura cresceu (56 metros) até uma altura de 1503 metros.

1970: Depois de 22 anos de inactividade, o Helka voltou à vida, libertando primeiro uma enorme nuvem de cinzas a uma altura de 15 000 metros e depois cobrindo uma área de 40 000 km quadrados com cinzas. Estas cinzas tinham alto teor de fluoreto que envenenou mais de 7000 ovelhas na área local.

1980: A 17 de Agosto o Helka começou uma erupção explosiva a partir da área do cume, que depois se alargou até aos 7km da sua fissura. A coluna de vapor da erupção e depois de piroclastos atingiu uma altitude de cerca de 15 km. A maior espessura de piroclastos desta erupção reporta-se a 10 km a norte do cume com uma profundidade de 20 cm. O fluoreto contido nos piroclastos era o suficiente para causar problemas de saúde ao gado. A lava começou a circular do cume do Helka e continuou pelo comprimento da fissura, formando quatro “rios” separados. A maior quantidade de lava foi lançada nas primeiras doze horas, e a 20 de Agosto a única actividade registada foi erupções de vapor.

1981: O acontecimento que teve lugar a 9 de Abril começou com erupções explosivas de cinzas, com algumas colunas a ultrapassar os 6,5 km de altitude acima do nível do mar. Depois das explosões, a lava começou a escorrer a partir de uma nova cratera que se tinha formado no cume do Helka. Três grandes “rios” formaram-se nesse local, e os dois maiores escorreram pela ladeira norte e o mais pequeno pela sua face a sul. Pensa-se que esta tenha sido a continuação da erupção do ano anterior.

1991: No dia 17 de Janeiro, o Helka explodiu violentamente numa erupção de cinzas e piroclastos que atingiram uma altitude de 12 km. Durante a erupção, uma fissura na cúpula e uma cratera foram formadas e destas surgiram rios de lava que se estenderam pelas ladeiras a sudeste e noroeste. “Fontes de lava” criadas por estas crateras atingiram uma altura de cerca de 300 m: a erupção continuou até 11 de Março, quando a actividade do vulcão voltou a cessar.

2000: A erupção mais recente foi relativamente curta, começando às 18.18 a 26 de Fevereiro e durou até 8 de Março. A erupção passou por quatro fases: estágio inicial de explosão, fontes de fogo, pequenas erupções e efusão de lava. A actividade da erupção atingiu o seu pico na primeira hora, e na primeira noite, a fissura do Helka tinha-se aberto até 7 km. A coluna de vapor atingiu uma altura de quase 15 km, e as cinzas viajaram até Grimsey.

Reputação

Em islandês, Hekla é a palavra para uma capa curta, que se pode referir à nuvem que paira frequentemente sobre o cume do vulcão. Uma fonte latina antiga refere-se à montanha como MonsCasule. Depois da erupção de 1104, muitas histórias referiam-se ao vulcão como as portas do Inferno. Um poema pelo monge Benedeit de cerca de 1120 sobre viagens de Santo Brendan mencionam o Hekla como a prisão de Judas. O FlateyBookAnnal escreveu sobre a erupção de 1341 que as pessoas viram pássaros grandes e pequenos a voar no fogo da montanha, sendo levados para serem almas. No séc. XVI, CasperPeucer escreveu que as Portas do Inferno podiam ser encontradas nas profundezas do abismo de Hekla. Acreditou-se que o Hekla seria a porta dos Infernos até ao início do séc. XIX. Ainda existe a lenda que bruxas se juntam no vulcão para celebrar a Páscoa.

Fauna e Flora

O Heckla foi uma área florestal. As Áreas florestais e alguns tipos de relva são muito mais resistentes às cinzas e pedra-promes do que a vegetação baixa e pequena. Todavia, a combinação de habitação humana e actividade vulcânica deixou a superfície pouco estável e muito susceptível a erosão.

Desporto e recriação

Heckla é um destino popular para caminhadas. Depois da mais recente erupção, o caminho está acessível praticamente até ao cume, numa caminhada que pode durar entre 3 e 4 horas. Na Primavera, é possível esquiar em pequenos cursos à volta da margem da cratera. No Verão há percursos de montanhismo relativamente fáceis à volta da margem da cratera e no Inverno é possível subir até ao topo pela neve.

Video: Jón Leifs: “Hekla”

Imagens do vulcão hekla na Islândia

4886555 Hekla

Hekla Hekla

Cratera em ação, Fotógrafo desconhecido, sem data.

Crateras em ação Fotógrafo desconhecido sem data Hekla

Localização do Vulcão Hekla no mapa da Islândia

800px Iceland location map svg Hekla

Sugestões de Leitura:

Vulcão Katla

17. Abril 2011 by admin
Em: Ciencia | 2 comentários

2 Comentários no Fórum

  1. eu vou fazer uma pergunta e vc vai te que me responder
    ta bom pergunta número
    1 você conhyece algum grande incidente causadorecentemente por um terremoto ou por um vulcão?
    PERGUNTA A pesquise a data,o local e as consequências desse fenômeno…
    PERGUNTA B imagine que você esteve presente nesse evento e escreva uma carta para um colega contando o que aconteceu. Depois, leia a carta para a classe…

  2. gostei muinto valeu obrigado……….xau

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