Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é caracterizado por uma disfunção que ocorre na glândula tireoide, o que afeta a produção hormonal da mesma. Com isso, o organismo deixa de funcionar como deveria.

Hipotireoidismo

Causas do Hipotireoidismo

Conheça as 6 Principais Causas do Hipotireoidismo

Principais fatores de risco ligados ao hipotireoidismo

Qualquer indivíduo pode apresentar problemas com a glândula tireoide. Contudo, o hipotireoidismo tende a se desenvolver com mais frequência em pessoas que detêm determinados fatores de risco, que aumentam o grau de suscetibilidade ao surgimento da doença.

Assim, o hipotireoidismo ocorre com mais frequência entre as mulheres, em indivíduos que estejam acima dos 60 anos, e em pessoas que possuam histórico familiar positivo para alguma doença autoimune, ou que já tenham manifestado uma enfermidade desse grupo.

Ter realizado alguma cirurgia na glândula tireoide, estar em processo de gestação, consumir remédios que impactam no volume de produção hormonal da tireoide, ou ser paciente da radioterapia são detalhes que também contribuem para ampliar a vulnerabilidade e propensão ao hipotireoidismo.

Sintomas do hipotireoidismo

sintoma de hipotiroidismo

Primeiramente, é preciso ressaltar que o hipotireoidismo manifesta sintomas subjetivos, que oscilam conforme o nível de avanço da doença. Na ampla maioria dos casos esses sinais passam despercebidos, uma vez que o desenvolvimento da doença tende a ser bem lento.

Considerada uma doença quase impossível de ser identificada logo no início, dificilmente as primeiras evidências do hipotireoidismo serão claras. Somente com o passar dos anos o metabolismo do indivíduo começa a denotar sinais mais inequívocos de que eles podem estar vinculados à doença em análise. É durante essa fase que grande parte dos pacientes procura por atendimento médico.

Seja como for, e de um modo geral, os principais sintomas do hipotireoidismo são: constipação intestinal, edemas faciais, aumento de peso desproporcional e repentino, sensibilidade a temperaturas baixas, voz rouca, pele seca, fadiga, queda dos batimentos cardíacos, debilidade muscular, depressão, músculos rígidos e doloridos, enfraquecimento da memória, queda de cabelos, e índice de colesterol elevado.

Quando buscar ajuda médica

Sempre que o indivíduo exibir qualquer um dos sintomas atrelados ao hipotireoidismo é altamente recomendável que ele marque uma consulta com um especialista. Além disso, uma sensação constante de exaustão sem razão para isso também deve motivar a busca por ajuda médica.

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Pacientes que efetuaram algum procedimento cirúrgico na glândula tireoide também devem visitar o médico regularmente. O objetivo é efetuar análises periódicas que possam atestar o pleno funcionamento do órgão.

Pessoas que apresentem elevadas concentrações de colesterol devem confirmar com um endocrinologista se a ampliação desses indicadores está sendo provocada por alguma falha da tireoide.

O monitoramento do paciente diagnosticado com hipotireoidismo faz-se igualmente necessário nos casos em que ele estiver realizando reposição hormonal. Nessas situações, é comum que o médico solicite a presença do paciente periodicamente a fim de verificar a melhora do quadro. Os resultados indicarão se o indivíduo deve ou não alterar a dosagem dos remédios utilizados, por exemplo.

Durante a consulta médica

É aconselhável que o paciente aproveite o momento da consulta médica para esclarecer quaisquer dúvidas associadas ao hipotireoidismo. Também é de suma relevância que os sinais sentidos sejam descritos com a máxima exatidão.

Quanto ao médico, é comum que ele faça alguns questionamentos. Na maioria das vezes, o profissional irá querer ser informado sobre a data em que os sintomas tiveram início, se eles ocorrem ocasionalmente ou são constantes, e qual é o nível de profundidade deles. O paciente também deve avisar se chegou a tentar controlar os sintomas em casa, e quais foram os efeitos dessas medidas.

Processo de diagnóstico do hipotireoidismo

Devido aos dois principais fatores de risco ligados ao hipotireoidismo serem o sexo feminino, e idade superior a 60 anos, os médicos orientam essas mulheres a efetuarem exames periódicos sobre a glândula tireoide. O mesmo cuidado é aplicado com relação às gestantes, ou às mulheres que tenham uma gravidez planejada em curso.

Além da análise dos sintomas exibidos pelo paciente, o diagnóstico do hipotireoidismo é confirmado após o exame do sangue. Após a coleta do sangue, o laboratório verificará não somente o porcentual de produção hormonal para o T3 e T4, mas igualmente o índice de síntese do hormônio THS, responsável por interferir diretamente no funcionamento da tireoide.

A disfunção da respectiva glândula é apontada por uma elevada concentração de TSH simultaneamente com um baixo volume dos hormônios T3, ou T4. Essa desproporcionalidade ocorre porque a hipófise aumenta a síntese de TSH na esperança de induzir a tireoide a fazer o mesmo, o que equilibraria o fluxo hormonal.

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Tratamento para hipotireoidismo

Hipotireoidismo antes e depois do tratamento

A maneira mais clássica de tratar o hipotireoidismo é através de dosagens diárias do hormônio T4, o que é feito por meio do consumo de um composto sintético, a levotiroxina. Com o uso regular, essa substância é capaz de restabelecer o equilíbrio dos indicadores hormonais, eliminando os sintomas inerentes ao hipotireoidismo.

Porém, é preciso definir uma dosagem precisa para a levotiroxina, já que em demasia esse hormônio artificial pode acarretar uma série de reações adversas. Algumas dessas reações são: insônia, aumento do apetite, tremores nas mãos e nos braços, e intensificação (palpitações) dos batimentos cardíacos. Visando evitar que esses efeitos colaterais aconteçam, o médico costuma analisar frequentemente o índice de TSH. Essa é a melhor maneira de ter um controle sobre as dosagens da levotiroxina.

Hipotireoidismo antes e depois do tratamento

Caso o hipotireoidismo do paciente tenha alcançado um estágio avançado, ou ele possua a doença arterial coronariana, a tendência é que o médico comece a terapia com uma dosagem baixa dos medicamentos, ampliando-a paulatinamente. Essa cautela é fundamental para que o organismo fique totalmente adaptado ao novo ritmo acelerado dos processos metabólicos.

Quando a levotiroxina está sob controle, os resultados proporcionados são bem satisfatórios. Entretanto, existem determinadas interações medicamentosas e alimentares que podem prejudicar a absorção da levotiroxina. No que concerne ao cardápio, alimentos ricos em fibras, ou em soja, interferem direta e negativamente no processo de absorção do hormônio sintético. Quem costuma ingerir suplementos de cálcio, ou ferro, está igualmente sujeito a ter o mesmo problema.

Hipotireoidismo em mulher antes e depois do tratamento

Esses e muitos outros suplementos e alimentos devem ser totalmente evitados por pessoas que iniciaram o tratamento para hipotireoidismo. Por todas essas razões, manter um diálogo franco com o médico é essencial para que a terapia surta o efeito desejado.

Em grande parte dos casos a reposição hormonal proporcionada pela levotiroxina é o suficiente para reequilibrar o nível dos hormônios tireoidianos. O problema é que esse tratamento é ininterrupto, ou seja, os medicamentos devem ser tomados e controlados até o fim da vida do paciente.

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Possíveis complicações ocasionadas pelo hipotireoidismo

Caso o indivíduo diagnosticado com hipotireoidismo não receba o tratamento adequado para controlar os sintomas da doença, ele pode ser vítima de algumas complicações.

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Uma dessas complicações é o bócio, problema caracterizado pelo aumento do tamanho da tireoide. Os maiores transtornos causados pelo bócio é a dificuldade para respirar, ou engolir alimentos.

O hipotireoidismo também pode redundar em transtornos cardíacos, e psicológicos. No primeiro caso, o aumento da taxa de colesterol na corrente sanguínea, uma das consequências da disfunção tireoidiana, amplia a probabilidade de desenvolvimento de doenças do coração. Na segunda hipótese o indivíduo fica suscetível a sofrer deterioração mental, ou até mesmo depressão.

A mixedema é outra doença que pode surgir em decorrência do hipotireoidismo. Quem sofre com esse problema têm grande dificuldade para suportar baixas temperaturas, fica com o corpo em estado letárgico, e passam a sentir um sono profundo. Além disso, substâncias com caráter sedativo e infecções podem levar o indivíduo ao coma, circunstância na qual o risco de morte é grande.

As partes do organismo localizadas nas extremidades dependem da atuação dos nervos periféricos para receberem as informações emitidas pela medula espinhal e pelo cérebro. Caso o hipotireoidismo não seja devidamente tratado, ele pode gerar a neuropatia periférica, comprometendo a principal função desempenhada pelos citados nervos. Esta doença causa uma sensação de dormência na região do nervo que tenha sido afetada. Fraqueza dos músculos é outro sintoma a ser considerado.

Gestantes que possuam hipotireoidismo e não realizem tratamento apropriado podem dar à luz a bebês com má-formação congênita. Crianças nessas condições também possuem forte tendência a apresentarem dificuldades de raciocínio, além de complicações físicas. No entanto, cabe enfatizar que essas consequências advêm da não adoção de um tratamento adequado. Assim, se o hipotireoidismo for rapidamente diagnosticado no recém-nascido é bem provável que não haja qualquer obstáculo ao desenvolvimento saudável da criança.

Por fim, o hipotireoidismo também pode ocasionar infertilidade, pois o índice hormonal baixo prejudica o processo de ovulação. O mais preocupante é que nem sempre essa complicação é minimizada através da simples reposição hormonal.

Como prevenir o hipotireoidismo

Não há como evitar o hipotireoidismo. O máximo que pode ser feito é diagnosticar a doença precocemente, o que ajuda a aplacar o desenvolvimento das complicações listadas acima. Para isso, o indivíduo deve realizar exames periódicos sobre a tireoide a fim de verificar possíveis anormalidades.

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07. Maio 2015 by Fabricio

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