Ortopedia – Fraturas do úmero, cotovelo, antebraço e olécrano

Aula gravada de Ortopedia – Fraturas do úmero, cotovelo, antebraço e olécrano

Nós já sabemos de conhecimentos passados que as fraturas são classificadas em fraturas epifisárias e diafisárias. Sabemos que a fratura epifisária intra-articular tem pior prognóstico que as extra-articulares. Sabemos que as fraturas metafisárias apresentam um poder de regeneração mais acelerado que a diafisária.

A gente vai pensar, porquê quebra? O que é a fratura?
É a perda da solução de continuidade do osso. O trauma pode ser direto, pode ser indireto.

O que quê interfere nisso?
Evidentemente se você tiver um traçado de fratura transversal a gente sabe que o trauma é direto, se o traço for oblíquo o trauma foi indireto. Em termo de injúria, se você tiver um agente causador de um trauma indireto as lesões de partes moles é muito maior que no trauma direto, é o trauma em torção.

Quais são as estruturas neurológicas, vasculares que estão ao redor dessa fratura?

Qual o tipo de trauma, o cara caiu de bicicleta, foi atropelado. Então, a história do paciente, às vezes eles não tem como contar a hist6ória. Você precisa identificar essa fratura, para ver como ela apareceu para você. porque você visa na restauração da fratura a reestruturação e início do movimento articular. Ortopedia não é só a consolidação da fratura é reabilitar esse paciente para que ele volte a sua atividade inicial.

Nós sabemos que no úmero temos o canal de torção onde passa o nervo radial. Você deve esperar, em acidentes de trânsito, uma lesão do nervo radial, uma neuropraxia ou uma axoniotimese. Se você está com uma dessas duas lesões você vai estar com a mão caída e não adianta querer que o paciente colabore com você. Porque ele tem uma lesão neurológica de nervo periférico.

Se eu tenho uma fratura de úmero eu tenho que pensar: é proximal, distal, extra-articular, intra-articular.

Se for proximal de úmero quais são as alternativas que eu tenho de tratamento; se for fratura da cabeça umeral?
O professor Lee classificou as fraturas da cabeça do úmero de acordo com a quantidade de fragmentos. Se tem 1,2,3,4,5 fragmentos. Quanto mais fragmentado, mais complexa é a fratura e pior será o prognóstico.
Se a fratura é diafisária eu tenho que pensar em nervo radial. A fratura é cominutiva, eu tenho um terceiro fragmento em asa de borboleta.

De maneira geral, as fratura de úmero aceitam tratamento conservador, quando não complicadas. Hoje em dia o termo mais correto é cirúrgico ou não cirúrgico. O tratamento não cirúrgico é o catalogado como tratamento conservador.

Como que eu posso tratar uma fratura de úmero?
Se ela é articular proximal, ela vai ser cirúrgica, se ela é diafisária ela pode aceitar um tratamento não cirúrgico. Normalmente o úmero aceita o princípio de Sarmiento. Ele fez a pinça de confeitura, a pinça de Watson-Jones. O gesso pendente não está mais sendo usado. Porque? Ele faz um peso no úmero e acarreta uma deslocação do foco de fratura aí eu vou ter um não contato ósseo. Pode evoluir para uma pseudo-artrose, por ausência de contato ósseo, isso é Beller. Gesso toraco-bronquial com a evolução também deixou de ser utilizado. Tração trans-esquelética é o método tradicional.

Eu posso usar na cirurgia placa, parafuso, hasta de Ender?, placa ponte, fixador e externo? Você tem uma série de artefatos que pode usar.

Aonde que eu vou usar, qual tipo de fratura?
Paciente de ambulatório eu to usando a pinça de Watson-Jones, que é o Sarmiento. Depois eu vou usar os talos plásticos e no paciente que está internado com 12 fraturas eu vou ter que fazer a tração trans-esquelética. Você tem que saber todo arsenal que existe e aonde que você vai utilizar e porque.

Na imobilização de Watson-Jones você imobiliza o braço ultrapassando a articulação acrômio-clavicular e o cotovelo. Deve imobilizar também o antebraço com crepom porque vai causar edema. Tem que trocar toda semana. O úmero é um osso único do braço e a rotação externa e interna, você move o cotovelo você está fazendo rotação interna e externa e nós vimos que “Lizarove” disse que o movimento torcional é molifico para o foco da fratura. É um movimento indesejado então você tem que anular esse movimento torcional porque vai interferir no mecanismo fisiológico da formação do calo ósseo. Toda semana você vai no foco da fratura e faz lateralização, o osso não dói. Lizarove diz o movimento no foco de fratura estimula a
osteogênese e o que é maléfico é o movimento torcional.

Sarmiento falou que deve haver movimento no foco de fratura e que a musculatura estimularia a formação do calo ósseo. É uma técnica que temos bons resultados em clavícula, úmero e tíbia.
Toda a semana tem que movimenta o foco de fratura para ver se está tendo a formação do calo osso, você vai sentir na sua mão, porque o calo ósseo nos primeiros 15 dias tem o calo ósseo fibroso, rádio-transparente. Depois passa para a fase de maturação, vai ser radiologicamente visível, mas você sente se está havendo a formação do calo ósseo ou não.
Se não tiver havendo formação do calo ósseo compacto até 6 semanas você tem que pensar em interposição de partes moles.

Qual é o músculo que entra no foco da fratura?
Braquial anterior que a origem é no terço proximal e médio do foco e na fosso conoide da ulna. Depois de 4, 6 semanas se não esboça nenhum calo ósseo, isso ta evoluindo para retardo de consolidação.
O paciente das 12 fraturas usa drogas, ta tudo mole, já chamei a família. Na hora que eu for colocar um parafuso nele a qualidade do osso dele não é normal, é um osso porótico. A droga dá osteoporose. Se eu for colocar um parafuso, uma placa eu posso esperar, soltar a placa, vai dar osteomielite, vai dar infecção, vai dar tudo porque é um paciente complicado.

A tala de Sarmiento faz uma contensão da musculatura para liberar a articulação proximal e distal e quando você tem movimento, você tem estimulação do metabolismo da região. Isso é Beller.

Evidentemente quando você coloca uma tração trans-esquelética no olecrânio o seu objetivo é que haja um alinhamento desses fragmentos. Esse peso é controlado, você faz um RX após a instalação na fração esquelética, faz um com 7 dias e um RX com 15 dias para você verificar se a tração que você está fazendo não está causando diastose. Em termo geral, no membro inferior, esse peso é de 10% do peso corporal, no membro superior é 5% do peso corporal.

Quais são as complicações previsíveis?
Você pode ter pseudoartrose, retardo de consolidação, pode ter desvio angular, rigidez, lesão do nervo radial (neuropraxia, neurotimese) lesão arterial. Como você está lidando com esse tipo de fratura você pode ter essas complicações. Esse paciente do uso de drogas eu não vejo muita saída para ele não. Eu sei que tudo que eu fizer nele vai ficar ruim. Você tem que sabe que isso existe. A lesão do nervo radial e a neurotimese.

Como eu vou detectar se é uma ou outra? Depois de 21 dias vai começar a ter o retorno da extensão do punho, isso quer dizer que é uma neuropraxia. A neurotimese detecta pela neuro-eletromografia, depois eu posso fazer uma neuromafia.

A osteomielite leva a uma pseudo-artrose. Na cirurgia o que você vai usar? Placa, parafuso, placa ponte, tem que tirar interposição de partes moles.

Como você vai reabilitar o paciente?
… A fita não gravou.. Começa do outro lado assim:
Falando do paciente das 12 fraturas:
Está quebrado o colo do úmero, lá em cima, ta quebrado e, baixo, ta desviado e ta rachado. Eu tenho um fragmento intermediário. Solto, a vascularização está interrompida, já é um mal prognóstico. Interrompeu a irrigação proximal e distal. Eu tenho lesão do nervo radial aí? Claro. Esse nervo ta rompido.
Eu não posso fazer uma placa ponte, porque o osso do meio está rachado, vai rachar mais ainda.

Esse paciente pode fazer uma embolia gordurosa?
Pode. A cirurgia que estou fazendo nele eu não abri o foco de fratura eu fiz um Lizorove nele, fechado. Porque se eu abro e coloco placa e parafuso a resistência dele ta baixa. Pode fazer septsemia. Ele passou 7 dias no CTI.

Quanto tempo pode espera antes de operar?
Vou dizer uma coisa pra você, depois que o cara viver, qualquer tempo pra ele é lucro.
Ma isso não pode formar calo? Vou fazer o que? Se você faz um mutirão para operar o paciente, dá uma embolia gordurosa, o cara morre.
Ele tem uma fratura de úmero bilateral fratura de perna, de bacia, de coluna… ele perdeu 3 litros de sangue.

Aí o plantonista perguntou o que era para fazer, eu disse dá sangue, mas qual tipo? O- bota pra dentro, senão ele não amanhece o dia.
Aí eu tenho a possibilidade de infecção embolia gordurosa.
A geração de vocês vai conviver com o fixador externo, o livro de vocês de cirurgia já apresenta um tópico de fraturas com fixador externo. É uma terapêutica. A vantagem do fxador externo é você liberar a articulação proximal e distal. O paciente pode movimentar o braço. Movimentando você aumenta o metabolismo, é uma tática cirúrgica.
Hoje em dia, em decorrência do Lizarove imobilização não rígida está sendo as placas de pontes. Ver se tem lesão e interposição de partes moles é a outra terapêutica cirúrgica.

Quando você vai usar uma fixação externa ou interna?
Depende. Você tem saber que todos eles existem. A fratura simples aceita o Sarmiento. A fratura complexa o Sarmiento não vai ser o ideal. Eu não vou ter a formação de calo ósseo em 4, 5 semanas, então tem interposição de partes moles. Vou ter que partir para cirurgia.
Seu eu falo pra você: eu tenho uma fratura diafisária com o traço transverso com 8 semanas de evolução sem aparecimento de rigidez no foco de fratura. Você sabe que o trauma é direto e que tem interposição de partes moles.
Então as fraturas do 1/3 proximal intra-articular sem cirúrgicos. As fraturas diafisárias, as grandes maiorias não são cirúrgicas, evoluem bem sem cirurgia. Mas se não houver consolidação você tem que partir para o tratamento cirúrgico. Eu tenho que fazer a técnica melhor para o paciente.

Pergunta que não deu pra ouvir… Resposta: A placa ponte é uma metodologia moderna que vem em conseqüência do Lizarove. Isso é de 4 anos pra cá.

Qual é a melhor técnica cirúrgica? É aquela que o cirurgião está apto a fazer.

Cotovelo

O Cotovelo é uma das principais articulações do membro superior. A gente sabe que a função primordial do membro superior é a alimentação. Se você teve um cotovelo ruim a mão não vem na boca, o membro fica inútil. Então a articulação do cotovelo é uma articulação intermediária no membro superior que na deficiência ou alteração o indivíduo vai deixar de se alimentar. O cotovelo é formado pelo úmero, rádio e ulna. Em que vou ter um movimento de flexo-extensão e prone-supincção.

Quais os músculos que ultrapassam a articulação do cotovelo?
Músculos flexores, os extensores, os pronadores e os supinadores.

Pronadores: Redondo pronador
Pequeno palmar
Grande palmar
Flexor comum superficial dos dedos
Flexor comum profundo dos dedos
“Amponeu”?
Supinadores: Longo supinado
Primeiro radial externo
Segundo radial externo
“Punho” supinado
Extensor: Tríceps

São músculos bioarticuladores então você vai ter extensor comum dos dedos, flexores comuns dos dedos, longo abdutor, longo adutor que são os movimentos da mão, mas estão no antebraço. No 1/3 distal você tem o músculo quadrado pronador. O cotovelo na 1/3 distal (punho) e como você pegasse uma barra cilíndrica e achatasse a ponta dessa barra e fizesse um ângulo nela de 30°. Então o úmero no 1;3 distal da situação anatômica de cilindro ele passa para achatado e tem uma angulação também. A articulação do cotovelo na posição anatômica tem um valgo fisiológico, o membro superior não está colado no corpo, existe um ângulo que separa. Esse valgismo é em torno de 12 graus. A mesma coisa é a mão, quando você fecha os seus dedos você vai ver que os dedos não estão retos. Eles vão estar apontados para o escafóide corpal. Você tem a região tenar e a região hipotênar

Essa articulação é formada pela cabeça do rádio e pelo olecrano. É que quando você faz a flexão, a fossa coronóide da ulna vai forma a fossa anterior e quando você faz a extensão da fossa olecraniana.
A articulação do cotovelo é frágil na região dos fossos anterior e olecraniana. Eu tenho o epicôndilo medial também chamado de epitrócleo e o epicôndilo lateral. No epicôndilo media se inserem os músculos pronadores, no epicôndilo lateral a musculatura supinadora.

Nós temos também a articulação proximal entro o rádio e a ulna que vai permitir o cruzamento do rádio em cima da ulna para você fazer prono-supinação.

Temos também o ligamento anular do rádio, é ele que prende o rádio a ulna. Em crianças temos a pronação dolorosa. Quando a babá puxa a criança pelo braço esse ligamento está dentro da articulação.

Exame do cotovelo: inspeção, palpação, movimentação ativa, movimentação passiva. Na traumatologia verificar ligamento colateral, medial, lateral e amplitude de movimento.
O cotovelo faz extensão e flexão. A flexão em torno de 145°. Quando você está com o cotovelo em extensão completa o olecrânio, epicôndilo lateral e medial fica alinhado. Quando você está com o cotovelo a 90° forma um triângulo isósceles. Entre o epicôndilo lateral e o olecrânio você tem a fossita epitrodo-olecraniana onde passa o nervo ulnar. É onde você leva um choque no 5° dedo e metade do 4°.

Porque eu tenho que saber isso? Porque o 1° passo na cirurgia é isolar o nervo ulnar.
Então quando você vai estudar o raio x você precisa de pelos menos 2 incidências ortogonais é o AP e PERFIL.
Então se eu coloco o paciente com extensão e supinação e o raio centrado na articulação do cotovelo eu estou vendo um RX em AP e o que eu vou observar? Eu vou observar a epitróclea medial, o epicôndilo lateral, a cabeça do rádio, a articulação entre o rádio e o epicôndilo medial, fossa olecraniana, olecrano, apófise conóide (articulação entre a ulna e o úmero). Se você traça um eixo anatômico você vai ter um valgo de 15° (12° a 15°).

Aí eu vou fazer o PERFIL: cotovelo à 90° em posição neutra. Você vai ver a diáfise umeral, o aplanamento dessa diáfise, o ângulo em torno de 20°, a cabeça do rádio, a tuberosidade biceptal do rádio o olecrânio, a apófise conóide, grande sigmóide e a articulação da tróclia radial.

Para você conseguir ver o patológico você tem que estar habituado com o fisiológico.
99% das fraturas do cotovelo são cirúrgicos, são fraturas que apresentam origem musculares que desviam fragmentos e são fraturas que alteram a anatomia da articulação do cotovelo não restabelecendo essa anatomia terá um cotovelo deficiente. São fraturas difíceis de reduzir. Cirurgias pra 4 a 6 horas.

Mostra o slide de uma criança com fratura do epicôndilo medial. No epicôndilo medial se insere a musculatura pronadora e tendo uma fratura no epicôndilo medial, tem de abrir essa fratura, restabelecer e colocar um fio de Kirschener para manter estável. A musculatura pronadora vai rodar o fragmento ósseo, tem de tratar cirurgicamente.
Não existe fratura horrível, ou ela é aberta ou exposta. Se tiver uma fratura supra-condiliana do cotovelo fechada, tem de verificar se tem pulso radial, se não tiver pulso radial, se a artéria dobrou, se levou a artéria, tem de avaliar.
Mostra um slide de uma fratura do cotovelo supra-condiliana cirúrgica em que fala que tem de abrir colocar a fratura no lugar e 2 fios para estabilizar. É o tratamento cirúrgico para as fraturas supra-condilianas.
Slide de uma fratura intrarticular de alta energia, fraturas pequenas. A primeira coisa a fazer é restabelecer a superfície articular, se não restabelecer não vai Ter movimento.

Tenho uma fratura y, está tudo quebrado.
Mostra fratura de alta energia do cotovelo em que ele fala que está tudo destruído e indico que não é para entrar sozinho e sim com outro ortopedista experiente.
Paciente com decúbito ventral, dentro do centro cirúrgico, isso aqui é um pneumático em que tirou-se o sangue para operar, às vezes passa a faixa de Smort para operar sem sangue o braço. Cotovelo fletido a 90 graus e ilusão clássica. Paciente com fratura do nervo ulnar, tem de encontrar senão, não faz a cirurgia. Aqui nervo ulnar isolado, tríceps essa porção conora, Que o olecrãnio em que se tem uma via de acesso posterior. Vai colocando fio, parafuso, placas para refazer a superfície articular supra-condiliana. Às vezes, preciso cortar o olecrânio, provocar uma fartura para poder enxergar a fratura. Faz uma osteostomia do olecrânio e ele vai subir junto com o tríceps. É 8 a 10 horas de cirurgia. Depois trás o olécrânio para o lugar para refazer a osteostomia realizada.

#Ele passa mais tempos contando vantagem, dizendo que Deus protege a quem estuda, dizendo que os cotovelos estão despedaçados e que André, o Liso, vai ser o sucessor dele.#

Perguntaram a ele se como a cirurgia é longa e o braço ficará isflumiado com faixa de Smort não gera nenhuma complicação. Aí ele disse que solta a faixa, deixa o sangue correr e depois garroteia e usa a faixa de novo. Espero 10 minutos e depois garroteia novamente. A fratura é m y, tendo fratura do epicôndilo medial, lateral, intrarticular e supra-condiliana. Falou que vai colocar fio no olecrânio pois tem fratura em cima e diafisária.

Huálaci pergunta: Isso é trauma indireto?
Rômulo responde: Isso é trauma de amassamento!!!!
Conta a história do acidente do paciente na Dutra. Depois diz que a fratura do olecrânio é trauma direto, que o paciente cai e bate em cima de alguma coisa e quebra. Toda vez que eu você tem fratura do olecrânio, o tríceps vai o puxar o olecrânio e não deixa manter a redução dessa fratura.

Fraturas do olecrânio

Pode ser intrarticular ou extrarticular ou congnutiva. Você faz tirante ou placa e parafuso.
Então você passa 2 fios de aço para restabelecer essa fratura, é chamado tirante.
Paciente em decúbito ventral, cotovelo fletido a 90°, faixa de Smort para tirar o sangue, isolar o nervo ulnar, a via de acesso é posterior. Você faz a cirurgia em 2 tempos, uma para arranjar a via de acesso e outra para fazer a reconstituição da anatomia.

Devido a complexidade da musculatura flexora você não entra anteriormente, você entra posteriormente por que é a musculatura extensora.

Fraturas da cabeça do rádio

Cotovelo fletido a 90°, via de acesso lateral, bem pequena, sem sangue, chega-se a cabeça do rádio. Geralmente na criança você não tira, ela está em fase de crescimento.

Luxação do cotovelo

Aparece uma deformidade e junto com a luxação posso Ter fratura da cabeça do rádio e punho. Não é incomum Ter luxação no cotovelo com luxação distal do rádio. O enforte entre o sigmóide e o úmero deixou de se fazer. Se tiver uma luxação simples, faz redução e calha engessada porque é uma região que edemacia muito e depois de 4-5 dias você coloca em gesso durante 4 semanas. O cara chopado reduz no P.S mesmo, está anestesiado mesmo.

Quando o paciente é politraumatizado deve seguir o ATLS. Começo a operar quando o risco de morte tiver menor, tem que Ter bom senso. Avalia o paciente no CTI depois que sai começa a operar. Não faz tudo de uma vez, pois aumenta o risco de embolia gordurosa complicando a interação do paciente.

Patologias pré-articuladas: tendinite, bursites, copulites. Nós temos a musculatura pronadora, supinadora, extensora e
flexora e hoje em dia é comum as pessoas apresentarem tendinites extensoras, por repetição, são os datilógrafos que ficam o dia inteiro no computador digitando. Quando você utiliza a musculatura em movimento repetitivo, vai chegar ao ponto da exaustão da oxigenação da musculatura fazendo o metabolismo do ácido lático usando o CO2 ao invés do O2 e isso vai gerar dor. Você tem tendinite e você trata, você cura. Se mantiver vai gerar uma dornça chamada LER (lesão por esforço repetitivo). Aliado a isso, tem a pressão psicosocial de trabalhar por pressão aí surge a LER e no tratamento vai envolver psicólogo, psquiatria, pedagogo…E você pode Ter também a bursite em que o indivíduo faz a atrito com a bolsa olecraniana e isso pode inflamar, infeccionar (calor, rubor, vermelhidão) aí entra com vezetacil. Tem de tratar, vai edemaciar.

Clínica: dor, edema, impotência funcional

Tratamento: gelo, analgésico, antiinflamatório e se tiver infecção antibióticoterapia.
A maioria das bursites tem uma evolução benigna. Há também a bursite química que são depósitos de Ca2+ gerando um processo infeccioso por depósito de substância química. A grande maioria evolui bem com tratamento clínico, não cirúrgico.
Cotovelo de tenista que ocorre por exaustão da origem da musculatura supinadora no epicôndilo lateral.

Porque é chamado de cotovelo de tenista?
Toda vez que você faz o movimento de apreensão de firmar alguma coisa você está usando a musculatura supinadora junto com a musculatura extensora, então o tenista primeiro tem que segurar a raquete com muita força e quando o outro jogador saca com uma velocidade de 100km/h este jogador terá que frear essa raque em supinação por isso a dor nos supinadores e vai devolver a 120km/h então a exigência da musculatura supinadora é violenta. É muito comum epicondilite lateral no cotovelo de tenista.

As mulheres que passam o dia inteiro fazendo crochê, tricô também terão cotovelo de tenista, fazendo prono supinação.

Tratamento: analgésico, antiinflamatório, gelo e diminuição da atividade física. Quando não estiver trabalhando deixar as mãos descansando relaxada e o atleta apoiar o antebraço para relaxar a musculatura supinadora. Fazer também hidroterapia, deixar a água do chuveiro bater no local, ela própria já faz uma massagem local. Infiltração com corticóide pode dar lesão muscular e lesão tendinora, tem de ser muito bem dosado.
Epicondilite lateral é chamado de tenista e medial de golfista.

Tendinite do supra-espinhoso, tem muita gente que trabalha com a asa aberta. Quando o paciente apoia o antebraço ele libera a musculatura do ombro, mas se abre muito a asa vai levar a exaustão do supra espinhoso que é manguito rotador.
É muito comum você ver o jogador de basquete jogando com uma tira no joelho, no tendão patelar, e isso teoricamente tem função pois muda o vetor de ação muscular que causaria o relaxamento na inserção muscular. Isso é muito teórico. É diferente no da testa que é para o suor. Isso é frescura!!!

Se você pedir para o paciente fazer a extensão do punho e você fizer uma resistência a esse movimento, você vai Ter o deslocamento com dor na origem da musculatura supinadora e extensora que é o cotovelo de tenista. Faz também fisioterapia, repouso, gelo, analgésico, antiinflamatório e corticóide com doses moderadas. O camarada tem de parar de fazer esforço senão as dores irão permanecer. Terá insucesso no tratamento.

Fratura do antebraço

Quando você pegar fratura do antebraço, você tem que dividi-lo em terço proximal, médio e distal. O terço proximal é responsável pela supinação, terço médio posição neutra, terço distal supinação. O antebraço é uma região intermediária entre o cotovelo e o punho. Se a fratura do antebraço não for bem cuidada vai acarretar problemas no cotovelo e no punho.
Pode Ter fratura em um dos ossos do antebraço ou fratura dos dois ossos ou fratura cognitiva.

O que te interessa em termos finais de antebraço é manter o espaço interósseo entre o rádio e a ulna e manter o comprimento desses ossos. Os espaço interósseo é responsável pelo movimento de prono-supinação. Tem de saber o grau de instabilidade dessa fratura sabendo se é terço proximal, médio e distal. Quando a fratura é somente em um dos dois ossos, o osso que não está quebrado mantém a redução da fratura. Isso por trauma direto. Por trauma indireto, você pode Ter fratura em um dos ossos, mas o traço da fratura é oblíquo. Essa fratura é mais instável, que a primeira. Você pode Ter a circunstância em que vai Ter a fratura dos dois ossos do antebraço em que o traço da fratura são transversais, eu digo para você que essa fratura é mais instável do que essa…(virou a fita).

Quando tenho um dos ossos estabilizados minha fratura posso optar por um tratamento não cirúrgico. Mas tenho que saber que tenho musculatura supinadora, quadrado pronador desviando essa fratura. Uma fratura dos dois ossos do antebraço com fratura transversal e outro oblíquo tendo provavelmente grandes chances de ser uma fratura cirúrgica. Tem de avaliar também se é criança. Pode se optar fazer a osteosíntese dos dois braços com placa e parafuso, restabelecendo o comprimento do rádio em relação a ulna e mantém o espaço interósseo. Quando pedir o Rx do antebraço, tem que pedir para pegar a articulação do cotovelo e do punho.
Mostra uma criança com hipoplasia do rádio em que o fixador externo tem como função alongamento da ulna e correção da deformidade do punho.

Em: Outros Temas | 15 comentários

15 Comentários no Fórum

  1. Oi meu nome é Esther tenho 20 anos e sofri um acidente de moto no dia 11/11/14 e quebrei o úmero no meio, porém ele quebrou lascado a principio o médico disse que era caso cirúrgico porém depois de 4 dias ele disse q n era caso cirúrgico colocou meu braço no lugar e disse q ia ususar o método pinça de confeiteiro. Só que estou sentindo muita dor ai tirei uma radiografia e o osso n está no lugar mas tá um do lado do outro.e o gesso q ele colocou tem uma abertura no lado e ele disse que vai criar osso no meio e vai juntar. Mas n consigo mexer meu braço mexo apenas a mão. Esse procedimento q ele utilizou é correto?

  2. Sofri acidente de moto fraturei o antebraço radio DOI exposto e ulna fratura aberta ocorrido agosto de 2014 foi posto placa e parafuso e adqueri infecção estou a 20 dia com braço expelindo pus o oque fazer

  3. Boa noite.

    INFORMAÇÕES
    Acidente em 01.10.2013 (ano passado).
    Fixador: 20 dias (após acidente)
    Cirurgia: 21 dias (após acidente).
    OBS.: Atendimento com excelentes médicos e fisioterapeutas!
    Lesão: Fratura exposta cotovelo esquerdo – acidente de trânsito.
    Da cirurgia: “Fratura cominutiva meta-epiteária (?) distal umeral com placas metálicas de fixação contendo 12 parafusos e mantendo o alinhamento do eixo ósseo.
    Dois fios metálicos de fixação infra medular com osteorrafia no olecrano ulnar.”
    Da fisioterapia: inúmeras sessões (mais de 50)
    Já me submeti inclusive à ELETRONEUROGRAFIA, consta leve lesão nervo ulnar.
    Últimos exames e diagnósticos CID S42.3 e G56.0.
    Locais das Dores: Bíceps, Tríceps, nervo ulnar, dedos mínimo e anular dormentes desde a ponta até aparentemente o tríceps.
    Tempo desde a cirurgia até atualmente: aproximadamente 01 (um) ano.
    DÚVIDAS:
    Apesar do tempo acima exposto, não entendo por quais motivos as dores continuam, sendo elas constantes e nos locais acima informados? (Não consigo levantar pesos além do peso médio de 1,50kg). Tenho sido medicado com “Gabaneurin 300mg” e “Etna”, e apesar da cicatrização, evolução e das informações de que as dores sejam normais e passageiras, elas persistem e são de certa forma insuportáveis, mesmo com o excelente trabalho fisioterapêutico. Gostaria muito que alguém pudesse me ajudar com algumas possíveis informações ou respostas. Obviamente conversei com médicos, porém, não informam com maiores detalhes. Perdoem-me se estou pedindo muito e considerando que obtenha alguma resposta sem uma avaliação pessoal. Acho que isso é inclusive compreensível.
    Obrigado.

  4. boa tarde! meu filho quebrou o osso do braço o diagnostico do prontuario médico constatou fratura da extremidade proximal do úmero direito com desviu aceitável ele tem 8 anos o osso se regenera e não fica nem uma sequela.não precisa cirugia não foi colocado gesso só uma imobilização e encaminhamento para ortopedista obrigado abraços.

  5. Há um Mês, Sofri Uma Queda de Moto. Segundo o Médico eu Tive Uma Fratura do úmero Proximal Direito e Estou Fazendo Uso da Tipoia. Estou Cheia de Dúvidas, Pois Estou Fazendo Radiografias a Cada Quinze Dias, Mas o Médico Não é Muito de Falar e Orientar. Gostaria de Saber Quanto Tempo Vou Ficar Fazendo Este Tratamento? Quando Vou Poder Voltar Fazer Minhas Atividades Normais? … Ele só Pediu Para eu Fazer Exercícios no Braço, Pois Caso Contrário Iria Ficar Duro. Estou Tentando Fazer os Exercícios, Mas Tenho Algumas Limitações {Como Subir o Braço}. Também, Não Sei Nem Que Tipo de Exercícios Devo Fazer… Desde já Agradeço e Aguardo Ansiosa Uma Resposta!!!!

  6. Tive uma fratura comunitiva da cabeça do Úmero com traço de fratura no processo coracóide. As demais estruturas osseas visualizadas tem aspecto normal. Espaços articulares conservados. Ausência de derrame articular..Planos músculo-adiposo preservados. Não foi observada calcificações em partes moles per-articulares.
    Estudo tomográfico computadorizado.
    Não aceitei fazer a artoplastia , tive medo.
    Será que ficarei curada? Quanto tempo demora para a colagem do osso? Os hematomas ja desapareceram. Hoje completou 38 dias da fratura.
    Ainda estou usando a tipóia ensacada(aquela azul) ainda sinto dores.
    Minha pergunta: quando poderei fazer uma nova radiografia e quando posso tirar a Tipóia.?
    Meu braço esta normal, so um pouco inchado no meio do braço onde ainda sinto dores devido a baixa temperatura(frio).
    Gostaria de saber se posso começar a fisioterapia ou tenho que aguardar mais alguns dias?

    Tenho 60 anos de idade. Sou ativa, praticava Hidro,caminhadas e exercícios para a 3ª idade. Quando posso voltar a realizar as minhas atividades?
    Aguardo resposta pelo meu email. Muito obrigada pela atenção.

  7. boa noite ! sofri um acidente de moto no dia 7/1/2014 fratura de rádio e exposta de una tendo perca óssea da una, o enxerto foi muito bom, estou tendo uma ótima recuperação estou quase 100% estou quase movimentando meu pulso todo, ainda doe muito na fisioterapia fui operado em Goiânia muito bom tirando a cicatriz ficou perfeito. .

  8. Oi. quebrei meu radio distal, ja tirei o gesso e apenas n consigo fazer o movimento de supinacao,pq sera? quando forco o movimento, o meu cotovelo acompanha girando mas o punho nao, se mantem fixo, o braco fica torto. o que eu faco?

  9. boa noite!!!
    Preciso de ajuda sofri, uma acidente e fraturei o cotovelo, em especifico o olecrano. A minha primeira cirurgia o médico colocou uma chapa,e seis parafusos, no outro dia recebi alta e ele me disse para movimentar o braço, fiz o que me pediu ; porém na medida que tempo passou a platina na ponta do cotovelo começou a ferir a pele de dentro para fora, e gerou uma machucado que inflamou e saia pus, a solução foi recorrer ao medico e informar, ele pediu pra que eu procura-se um cirurgião palástico para tampar a ferida; fiz o que me pediu, passei por mais um procedimento cirurgico que gerou mais um corte e falta de pel, recebi alta novamente e voltou tudo denovo a diferença que agora tudo deformado, procureio medico denovo e ele marcou outra cirurgia para retirada da placa porem esta fechado ate o momento so que a ponta do cotovelo esta como se estivesse sem vida muito mole e to achando que vai voltar tudo denovo. O que eu faço agora nao me mandem procurar meu medico, que saber o que se passa na real . Agradeço !!!

  10. Excelente!!!!!!!!!!!!!! se todas as minhas pesquisas tivesse este conteudo………. parece que estou nesta aula .
    Parabens!!

  11. MEU CUNHADO SOFREU UM ACIDENTE NO TRABALHO COM UMA SERRA ELETRICA(MÁQUITA) E TEVE COMO DIAGNÓSTICO FRATURA EXPOSTA RADIO E ULNA GRAU IIIC. ELE FOI OPERADO POR UM MÉDICO ORTOPEDISTA E UM VASCULAR. QUANTO TEMPO DEMORA PARA SER FEITO O PRIMEIRO CURATIVO? E SE CASO FOR PRECISO ANPUTAR O ANTEBRAÇO DELE, ISSO OCORRERIA PORQUÊ?
    CASO ISSO OCORRER, QUAIS OS PROCEDIMENTOS PARA USAR UMA PROTESE.

    Atenciosamente,
    Luciana Otsuki
    93- 91584724

  12. eu quebrei o braço esquedo foi no umero passou 3 meses tirei o gesso e criou um calo osseo mais ao movimentar doe aonde foi a fratura e normal

  13. E uma vergonha para a medicina cortar o nervo cuvital por nao isolar e foi no hospital sao joao e ainda nao me deram nada vai a 12 anos ando depremido e a bater mal da cabeça sera que a justiça vai ser feita se nao for feita vou fazela eu vou vou mesmo para todo mundo ver e vergonhoso tar areçever o rendimento minimo que e 160 euros pois fiquei aleijado para toda a vida e a minha arte era da constr civil e tenho 3 filhos o dinheiro faz tudo 12 anos sem resolver e vergonhoso tao a espera que eu me passa ou que fique tolo vergonha vergonha vergonha vergonha para os medicos que sao prefesionais eu tinha vergonha se fosse medico dos meus colegas nao isolar o nervo cubital ao tirar o parafuso me cortaram vergonha esses medicos aviam era de sair da medecina avia de ir era para as limpesas tou a ficar doido com esta situaçao espero que DEUS me ajude a nao cometer um desastre ect ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………

  14. ola senhores professores foi vitima do corte do nervo cubital porque nao isolaram o nervo cubital ao tirar o parafuso. sera que é mesmo obrigatorio isolar o nervo. pelo que eu li aqui é obrigatorio. mas gostava de saber em concreto a certeza se é ou nao obrigatorio. agradecia que me responde se. isto ja vai a doze anos!

  15. Oi gostei das explicaçoes queria ajuda de voces… é que eu quebrei meu antebraço o radio e ulna ele ficou torto e ate hoje eu nao consigo girar ele e o medico disse que era normal!mas faz um tempão que eu quebrei!

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