Ortopedia – Joelho

Aula gravada de Ortopedia – Joelho

Vocês como médicos precisam entender o que vem a acontecer com o joelho. Qualquer esporte de trauma acarreta lesões no joelho.
Nós sabemos que o joelho apresenta a flexo-extensão em torno de 135º de extensão e no final faz uma rotação externa.
Antes do trauma é comum no dia-a-dia do ambulatório a mãe sempre perguntar: “meu filho tem o joelho pra dentro, a minha filha tem o joelho pra fora, como vai ser, vai ou não usar botas?”.

O que é um joelho fisiológico?
O que é um joelho patológico?
O que é um joelho próximo do patológico?
Então nós partimos do princípio que toda criança ao nascimento apresenta frouxidão ligamentar, isso é fisiológico. À medida que os ligamentos vão sendo exigidos, os ligamentos vão adquirindo a firmeza e consistência normais, estamos falando de estabilizadores estáticos de joelho. Toda criança que começa a andar, começa com o joelho em varo, aberto. Lá pelos 2 anos vai inverter pra valgo, isso é fisiológico, 2 anos e meio, mais ou menos. Se ela entra em varo vai exigir do ligamento colateral lateral, depois ele passa pra valgo.

Como vc sabe se esse joelho, essa pessoa, apresenta rotação interna ou rotação externa?
É muito simples: Medida Clínica na qual vc coloca a perna extendida, o pé em posição neutra, o pólo inferior da patela deverá coincidir com o segundo terço do pé. Então quando vc faz rotação externa a patela roda lateralmente ou medialmente, isso para vcs verem se existe a rotação interna dessas tíbias. Então, em termos clínicos, o pólo inferior da patela clinicamente, o pé a 90º, o segundo dedo tem que estar alinhado com o pólo inferior da patela. Se vc coloca em posição neutra a patela, deverá coincidir com o segundo dedo. Quando vc faz rotação externa essa patela deverá assumir a posição lateral, quando vc roda medialmente deverá assumir a posição medial.

Qual a situação que vc pode ter rotação interna dos pés, da perna, da tíbia?
È muito comum crianças sentarem em cima da perna, fazendo rotação interna da perna. Vc deve orientar a mãe para que essa postura seja evitada, antigamente se usava “pernas noturnas” chamada pernas de …. Blount ( não deu pra ouvir se é realmente pernas). Mas hoje a gente ensinando a mãe a tendência é melhorar cada vez mais.

Outra posição comum nas crianças é a posição de televisão, que evidentemente acarreta uma frouxidão ligamentar no joelho, uma rotação interna. Vai chegar uma hora que terá o joelho sentado sem rotação e o joelho em varo, isso é a enfermidade de Blount, que é uma patologia que acomete a placa epifisária e a metáfise, em que a criança faz um varo desse joelho. Atualmente está corrigindo com fixador externo.
Nós falamos sobre quadril que temos o eixo mecânico e o anatômico, que a interseção de ambos forma um valgo de joelho em torno de 12º.

A mãe fala: “Meu filho está com o joelho para fora, o que eu faço? A mãe quer que o filho use bota porque ela usou, a irmã usou. Mas é muito interessante você mexer com adolescência porque vc sabe que dos 2 anos e meio até os 11 anos a criança vai apresentar um valgismo nesse joelho. Então o que fazemos para acompanhar essas crianças? Primeiro vc faz um RX da criança em pé, ortostático, vc vai medir o eixo anatômico do fêmur e da tíbia. Normalmente as crianças apresentam a distância entre os maléolos em torno de 8 cm, que equivale aproximadamente a 4 dedos. Então, clinicamente, vc coloca a criança em pé encostando a pele da coxa e vc passa 4 dedos na distância bimaleolar. Vc acompanha essa criança de 6 em 6 meses radiologicamente e clinicamente, isso da 8 cm, 9 cm. Se vc nota que a criança está desenvolvendo um genovalgo, provavelmente com fisioterapia, vc vai conseguir uma maturação desses ligamentos do joelho.

A grande maioria dos joelhos em criança evoluem para normalidade. Nós vamos ver mais na frente, pra vc testar a estabilidade articular, vc faz um valgo com o joelho estendido ou em varo, vc testa se tem instabilidade ou não.
Nos meninos de mais ou menos 11 anos, é comum nos meninos espertos, até por telefone a mãe fala: “ Meu filho tá com dor no joelho.” A criança apresenta dor na TAT (tuberosidade anterior da tíbia), que é uma apófise.

Acho que já falamos a diferença entre apófise e epífise. Epífise é uma área de extremidade óssea que está acima da placa epifisária. Apófises são eminências ósseas que servem de inserção para musculatura. Então, o osso Osgood-Schaltter, quem se insere aí é o tendão patelar. Osgood-Schlatter é uma apofisite na tuberosidade anterior da tíbia em conseqüência à tração do tendão patelar. Normalmente são crianças espertas, ágeis que praticam esporte, de repente tem uma queda na atuação desse esporte e apresenta dor nessa região. Isso é Osgood-Schlatter. Radiologicamente vc vai ter um processo que acomete essa tuberosidade anterior da tíbia, normalmente de evolução benigna, mas que vc tem que convencer a criança que ela terá que suspender skate, bicicleta, basquete, vôlei, futebol, porque o que acarreta essa apofisite é a tração do tendão patelar na TAT.

Esse processo é irritativo, que normalmente conseguimos involuir em torno de 6 meses, o mais tardar 9 meses, porém se a criança não for colaborativa, ela vai ter que colocar gesso, tudo gessado, porque essa apófise tem continuidade com a placa epifisária e essa tração pode levar a uma tração de todos os componentes. Repouso relativo e calor vc resolve, vc pode dar antiinflamatório para melhorar a dor. Se a criança ainda não quiser colaborar vc pode fazer um estímulo dessa apófise, chamado de Drenilig, a perfuração dessa apófise com o objetivo de fechamento precoce.
Ainda existe o Cisto de Baker, que é um cisto localizado no oco poplíteo, que normalmente é assintomático, só aparece um caroço nessa região.

Só tá indicado a sua remoção se ele estiver sintomático. Com calor e analgésico vc consegue melhorar.
Vamos entrar no joelho traumático, é o que interessa e o que é mais comum no OS. Vc teria o adolescente e o adulto jovem queixando de dor no joelho. Então vamos ver nessa ordem: Anatomia, Semiologia e Exames complementares.
As patologias: Ligamentares, Meniscos, Osteocondrais e Músculo-tendíneas.
O cisto de Backer é um cisto artrosinovial localizado no oco poplíteo que ocorre por aumento nessa região de pressão, é um caroço quase parecido com o cisto de punho, por aumento de pressão intraarticular na região posterior.

Anatomia: lembrar que a anatomia e a musculatura vem na região anterior ultrapassando a articulação coxofemoral, nós temos o reto interno, o grácil, o sartório, o quadríceps ( vasto interno, vasto externo e reto anterior), o semimembranoso e o semitendíneo. Na região posterior temos o semimembranoso e o semitendinoso e o bíceps femoral. Nós vamos falar nas patologias músculo-tendíneas do quadríceps e do tendão patelar.

Tendão patelar: passa na face anterior da patela que se insere na tuberosidade anterior da tíbia.
Região posterior:semitendinoso, semimembranoso, os gêmeos e o tríceps crural.
Lateralmente: tendão patelar.
Medialmente: ligamento colateral medial.

Obs: Desde quando ele disse tendão patelar lá mais atrás que a gravação ficou péssima, toda hora o botão do gravador solta e aí é impossível ouvir, tentei fazer o melhor.

Ainda na anatomia vc tem ligamento cruzado anterior e posterior, ligamento colateral lateral e medial, menisco medial lateral.
Os ligamentos cruzados são estabilizadores estáticos articulares.
Temos a pata de ganso na região medial: Sartório, Semitendinoso, Grácil e Reto interno.

Ligamento cruzado anterior e posterior

Ligamento cruzado vai fazer com que haja a flexão do joelho sem que o fêmur role em cima da tíbia. Se vc não tivesse ligamento cruzado, quando fletisse o joelho o fêmur ia cair para trás do joelho. Então a função desse ligamento é propiciar o movimento de flexão e esse côndilo femural deslizar em cima do platô tibial.

Então o ligamento cruzado anterior e posterior são estabilizadores estáticos centrais, permitem o rolamento do fêmur em cima da tíbia.

Semilologia: na semiologia existem testes especiais, palpação, inspeção, sempre pensar na história clínica, que é o principal. O paciente normalmente na história clínica ele diz o que foi lesado. Observar se tem edema, calor rubor, se tem processo inflamatório, derrame articular. Se tem instabilidade articular, isso tudo é semiologia. Evidentemente vc pode lançar mão de US, RM, cintilografia, RX, artroscopia que são exames complementares que vai elucidar o seu diagnóstico clínico.

Muito importante a história clínica, como machucou esse joelho? Vc não pode operar um joelho sem exame complementar. É muito desagradável vc falar com o paciente que ele tem lesão de menisco, vc operá-lo e ele continuar com a mesma clínica.
Como é que lesa o menisco? Qual o mecanismo de lesão de ligamento? Na imagem radiológica do joelho evidentemente vamos ver só a parte óssea, vc pode ver a placa epifisária, a epífise e aí é uma criança. Existe o tunelvil que é uma incidência que vc vê o sulco intercondilar, mas normalmente são sinais pobres. Muito importante é a história clínica, como é que machucou , a história do trauma e em cima dela vc já pensa na lesão de estruturas anatômicas. Existe sinovite, derrame articular, atrofia muscular ( toda atrofia muscular é conseqüência do desuso ), espasmo muscular, dor à palpação, são todos sinais clínicos que vc busca no joelho.

O joelho é agudo ou crônico? Tem estabilidade? Qual o grau? Vc coloca um paciente com uma sinovite palpa a patela dele e na semana seguinte vc percebe que tem diminuição dessa sinóvia, desse derrame articular. Nós sabemos o compartimento do joelho, ele consegue abrigar cerca de 5cc de líquido sinovial, qualquer trauma nesse joelho ele vai reagir com uma sinovite reacional e essa sinovite vai produzir líquido sinovial. Então, toda vez que eu tenho um joelho com derrame articular eu posso dizer que é um joelho com uma reação inflamatória. Eu posso afirmar que como tem derrame articular, a cápsula está íntegra porque quando lesa a cápsula não tem derrame articular.

Qual o grau da lesão? Leve, Moderado ou Grave.
Essa lesão causa instabilidade? Essa instabilidade é medial, lateral, anterior ou combinada. Isso é para fazer o diagnóstico e diante do diagnóstico instituir o tratamento. Se vc tem um trauma de lateral para medial o que pode afetar? Primeiramente o desgarro periférico do menisco medial, se esse trauma ainda persistir vai ter lesão meniscal com lesão ligamentar. Se persistir, vc vai ter lesão meniscal, ligamentar, lesão de cruzado anterior. Se persistir vc vai ter lesão de todos os ligamentos.

P: Num trauma lateral, pode haver lesão do dois meniscos?
R: Pode, pode ter lesão do menisco por distração e lesão por compressão, o côndilo femural pode lesar esse menisco.

Exame do joelho – o que você deve saber:

Saber que existe uma interlinha articular, o ligamento colateral medial, a patela, são pontos de referência. Quando vc olha o joelho, olhar se tem derrame articular, se tem aumento de volume dessa articulação.

Eu vou comprimir a patela contra o côndilo femural e se há derrame articular a sensação que o examinador tem seria mais ou menos igual quando vc tem uma bexiga (balão) com água dentro.

Em torno de mais ou menos 10cc o organismo consegue reabsorver, mas nos traumas de joelho isso chega 120, 160ml de líquido sinovial. Na punção de joelho pode vir líquido sanguinolento, esverdeado, amarelado ou líquido purulento.

Líquido sanguinolento me diz que houve rutura de sinovial, o sanguinolento com gordura tem fratura. ?? O líquido de artrite reumatóide é amarronzado, esverdeado. Então a característica do líquido sinovial pode sugerir determinada patologia.

Testar a instabilidade, como ver se há lesão de ligamento colateral lateral e colateral medial?

Joelho em extensão 90º faz apoio na base lateral do joelho e faz estress em valgo, vc está testando ligamento colateral medial. Ao fazer movimento contrário vc está testando lig. colateral lateral. É a manobra de Stress em valgo e varo com joelho extendido. Vc sente na mão se há instabilidade. Evidentemente, dependendo do grau da lesão, se o paciente é um esportista de final de semana, ou se é competidor, vc terá que lançar mão de uma US para ver o grau da lesão, se essa rutura é parcial ou total.

Repetindo: Fazendo valgo vc testa o colateral medial, com o joelho esticado. Se eu colocar a mão na face medial e fizer um varo eu texto o colateral lateral. Se eu faço compressão da patela em direção ao côndilo femoral eu pesquiso derrame articular. É o sinal da tecla. Às vezes, o paciente queixa de dor ao se fazer a lateralização da patela, então a patologia dele é patelo-femoral. Evidentemente, se vc faz o estress em valgo e sente essa instabilidade vc está testando se tem rutura ou não do ligamento colateral medial e se é total ou parcial, vai depender também da atividade física do paciente.
Sinal da tecla: lateralização, retificação da patela para verificar patologias patelo-femoral.
Sinal da gaveta: para testar ligamento cruzado anterior e posterior – o joelho a 90º vc anterioriza a tíbia ou posterioriza a tíbia com ssa perna presa.

Nós falamos que todo joelho crônico vai acarretar uma atrofia muscular, vc vai ter que mensurar essa atrofia. Como referência vc tem o pólo superior da patela, com a fita métrica vc mede 12 e 15cm, marcando 12 e 15cm vc vai conferir a circunferência e comparar o lado sadio com o lado lesado. Se há atrofia muscular é um joelho crônico e não agudo.
P: Vc falou 12 e 15cm, mas nem todo mundo tem a coxa do mesmo tamanho?
R: Mas uma coxa é igual a outra se vc compara e houve diminuição do diâmetro é atrofia muscular. 12 e 15 aí vc mede a circunferência 43, 41, vc mede a 15 da 47, é 12 e 15, são 2 medidas diferentes. Isso é antigo, pólo superior da patela 12cm, faz uma marca, mede a circunferência bilateral; 15cm outra marca. Circunferência da coxa direita e esquerda vc tem mensuração se tem ou não atrofia muscular. O primeiro músculo a se atrofiar é o vasto interno.

Trauma de lateral para medial – lesa primeiro o colateral lateral se o trauma é medial ( é o para choque de um carro que aperta a perna da pessoa). Se a intensidade do trauma aumentar a violência, depois vem o cruzado anterior, depois cruzado posterior, e depois o esmagamento do menisco medial. Isso é seqüencial, de acordo com a intensidade do trauma. Existe uma maneira de vc testar isso radiologicamente, é vc colocar as 2 pernas do paciente, juntar e com um cinto circula na coxa com o paciente deitado na mesa de RX, na posição reta vc faz um valgo do joelho com a mão e faz o RX. Compara para observar se tem lesão do colateral medial ou lateral, é o stress em varo.
P: Na pancada a lesão é oposta?
R: É lógico.

Então no trauma do joelho vc deve pensar: no grau e intensidade da lesão; qual a atividade física do paciente; caráter da lesão, se é progressivo.

Vai ser diferente o tto de um indivíduo sedentário ou que faz atividade física esporadicamente, e um indivíduo de competição. Em relação as lesões, elas podem ser centrais ou periféricas.

Na lesão moderada: gelo nas primeiras 72h, tirar esse pé do chão, passada a fase aguda exercícios isométricos no fortalecimento muscular. Isso vc vai sentir na mão e na US. Se a lesão é moderada e o paciente é jovem vc sabe que ele precisa do joelho dele para atividade, vc pensa em uma reconstrução cirúrgica. Se ele é sedentário vale a pena vc partir para o fortalecimento da musculatura para fazer a função do ligamento. Mas isso varia em cada paciente.

Se a lesão é grave com instabilidade: vc não tem escolha, tem que operar para fazer a ligamentorrafia e às vezes, a plastia das estruturas internas. Aqui é uma técnica cirúrgica de uma ligamentoplastia que vc usa o tendão patelar, parte do tecido ósseo da patela e da TAT e faz reconstrução ligamentar medial. O grau de abertura da interlinha articular acima de 3cm é grave, lesão total, tto cirúrgico.
Respondendo alguém: se ele foi parcialmente lesado vc pode instituir um tto não cirúrgico com repouso, analgésico, fisioterapia, reestabelecimento da atividade articular.

Há outro tipo de cirurgia feita para reconstruir ligamento cruzado anterior em que vc usa o tendão quadriciptal, parte da patela e o tendão patelar. Evidentemente, após qualquer cirurgia vc vai reabilitar esse joelho.

Para que serve o menisco? Serve para estabilizar a articulação. Eu tenho o côndilo tibial convexo, o platô tibial plano, uma superfície plana e outra convexa, o menisco preenche esse espaço e melhora a congruência articular. Outra função dele é a distribuição de cargas, ?? movimentos e tem como função também junto com a membrana sinovial de permitir uma lubrificação dessa articulação.

Menisco medial: em forma de C. Suas lesões são muito mais freqüentes que no menisco lateral.
Menisco lateral: em forma de U.

Lesão de Menisco

História clínica: associação de trauma axial com trauma rotacional. O menisco mexe dentro da articulação, em grau pequeno mais mexe, vc vê que na flexão do joelho o menisco tem um movimento na articulação. Quando vc flete o joelho seu menisco vai para dentro da articulação, isso é fisiológico.

Lesão clássica de menisco – História clínica: o paciente diz que estava correndo com o joelho a 5º fletido e o meu fêmur rodou em cima da tíbia, então é a associação de um trauma axial (do fêmur em cima da tíbia) associado ao movimento rotacional. Ex: paciente correndo com o joelho fletido a 5º levou um carrinho e rodou o fêmur em cima da tíbia, o côndilo femoral rasga esse menisco, num movimento brusco, que pega esse menisco antes que ele saia da articulação, e o menisco não consegue escapulir da ação do côndilo femoral em cima dele. O cara tem uma dor violenta e derrame articular. É comum nos mineradores que passam uma porção de tempo com os joelhos fletidos.

P: Por que lesa o menisco medial e não o lateral?
R: Porque se vc olhar a anatomia o côndilo femoral medial é mais alto que o lateral.
Lesão de Menisco – lesa menisco no sentido longitudinal ou parte do menisco (Bico de papagaio)
Lesão que lesa o menisco totalmente (lesão em Alça de Balde).

Eu participei da época que se tirava os meniscos, acarretando instabilidade articular, eu já tirei muito menisco, menistectomia total. De lá pra cá mudou muito a idéia pra vc tirar somente a lesão e preservar o menisco, vc protege mais a articulação.

O mecanismo de lesão é o mesmo nos dois casos, é o côndilo femoral que rasgou o menisco e pode pegar todo o menisco ou somente a face interna do menisco.

Diagnóstico:

O RX não vai te dar nenhuma imagem.

A RM te dá uma imagem de lesão, mas cuidado com as ressonâncias nas lesões de menisco.
A Artroscopia: é o exame complementar de lesão de menisco.
O sinal característico dessa lesão é o Sinal de Mac Murry, que é a mesma coisa do fator etiológico dessa lesão, flexão do joelho com rotação externa e extensão. Eu, fazendo isso, pego o menisco dentro da articulação, o paciente queixa de dor.

Sinal de Apley ( eu não gosto muito desse sinal não, ele não é muito sugestivo não, Mac Murry é mais sugestivo que o Apley ). E a flexão com rotação ou a extensão ou a extensão com rotação.
Ele mostrou uma Pneumoartrografia que é um exame que era feito antigamente que se injetava ar no joelho, deu muito falso negativo e hoje não usa mais.

Então o que fazer na lesão de menisco?
Saber a característica desse paciente, se ele é sedentário ou adulto jovem eu vou fazer cirurgia nele, vou tirar ou não o menisco. Com o advento da artroscopia ficou muito mais fácil, vc vê a articulação e tira a lesão meniscal. Tem paciente que não quer operar também.
P: Artroscopia é quanto tempo?
R: São 7 dias, dependendo da lesão.

As lesões centrais são mais difíceis de ??? do que as lesões periféricas, porque as periféricas são mais vascularizadas, cada caso é um caso. Normalmente os joelhos são operados via artroscópica, vc vê a lesão numa visão direta.

Tratamento da lesão de menisco:

As suturas são para as lesões periféricas.
Menistectomias parciais, atualmente não se tira o menisco total.
Artroscopia: aparelhos em que vc faz pertuitos pequenos no joelho e coloca câmara dentro do joelho e vc vai ver pela televisão, é uma videoartroscopia e com essa câmara vc vê o menisco, o côndilo, o ligamento cruzado anterior e posterior, se tem lesão ou não.

Rafia de menisco: o menisco aceita uma ráfia lateral.
As lesões isoladas dos meniscos são raras, normalmente elas estão associadas ao ligamento cruzado anterior. A lesão da cartilagem articular é a mais grave em joelho, porque ela se regenera condrocartilagem e não cartilagem hialina, por isso o prognóstico é muito pior.

Lesões Osteocondrais

Então o prognóstico é pior, dependendo do grau dessa lesão, vc vai diminuir o peso, mudar atividade física do paciente.
Estamos falando de lesão da cartilagem, processo traumático degenerativo que o espaço subcondral está doente, então essa cartilagem vai se soltar dela, pode ser no ponto de apoio ou no ponto sem apoio. Quando é no ponto sem apoio o prognóstico é pior, por isso que às vezes na artroscopia vc muda o seu procedimento. Essa lesão é pior que a lesão de menisco.

A função da cartilagem é suportar peso, distribuir carga, coeficiente de atrito mínimo, apresenta alto teor de líquido e as lesões na grande maioria evolui para artrose porque vc não tem regeneração dessa cartilagem.

Dianóstico:

Muito parecido com o joelho traumático, dor, derrame articular, instabilidade. A lesão da cartilagem é muito séria, evolução na maioria das vezes arrastada e ruim.

Normalmente faz RNM ( Ressonância nuclear magnética ). Algo aconteceu, todos riram e ele voltou assim: artroscopia normalmente vc coloca esse vídeo na fita cassete e entrega ao paciente ou no CD, porque nem sempre a descrição cirúrgica espelha o grau da lesão. Uma cirurgia de joelho nunca é igual a outra, depende da lesão do paciente.

P: O tto é muito abstrato?
R: Mais é. Depende do caso, do paciente e do grau da lesão.
P: Igual o menisco?
R: Depende da lesão se ela é central do menisco, vc tem que tirar que ela não vai evoluir bem, se é periférica ela pode evoluir bem. Vc abre um joelho na artroscopia tira o menisco, continua examinando o menisco vê que tem lesão da cartilagem já mudou o prognóstico. A lesão do joelho depende da intensidade, direção do trauma e da atividade do paciente.

Diagnóstico diferencial:

– lesão de menisco
- condromalácia
- osteocondrite dissecante
- lesão de ligamentos

Tudo se confunde, mas vc diferencia clinicamente, através da RNM ou da artroscopia. Se vc tem lesão osteocondral e fez uma RNM e essa lesão tem afundamento menor que 5cm ela aceita tto não-cirúrgico, com repouso por 6 semanas. Se for maior que 5cm, ressecção e fixação, fortalecimento da musculatura, calor local, mudança da prática esportiva.

Lesões Músculo – tendinosas

Aqui é mais claro, eu estou extra-articular no componente motor, é difícil de tratar isso.
Rutura muscular: o paciente diz “ doutor eu estava andando e senti como se estivesse levado uma pedrada na perna, como um elástico arrebentando (isso é na panturrilha ou coxa). Aí vc examina, se não tem lesão de tendão de Aquiles ou do tríceps crural, vc recomenda gelo e repouso, 3 semanas. Mas o desportista de competição, ele tem competição toda semana, há diferença no seu metabolismo com a pessoa sedentária. O desportista tem grande capacidade de regeneração, ele consegue regenerar uma lesão em 3,4 dias. Mas nem sempre ele consegue cicatriza uma lesão no tempo certo. Se vc está com o dedo machucado e continua batendo nele ele não sara nunca. E o desportista passa o tempo todo no limite dele. Então é difícil mexer com atleta.

Qual o mecanismo de lesão? Lança-se mão da US porque ela demonstra lesão ligamentar.
A rutura é parcial, ou é total?

Lesões Anatômicas: – Contusões
– Estiramento
– Rupturas (totais ou parciais)

Lesões Funcionais: – Dores musculares
– Câimbras
– Contraturas – é uma dor violenta, qualquer coisa que vc faça a dor aumenta.
– Síndromes compartimentais

Dá câimbra e contratura quando a musculatura não está oxigenada e faz um esforço violento, a musculatura contrai e não volta. A contratura e a contração e rigidez da musculatura, câimbra é contratura com a musculatura rígida associada a dormência e dor. A contratura leva a câimbra. Se vc tem contratura, para chegar em rutura falta pouco. Pode ser ruturas parciais, trauma indireto, pode ser leve, moderado ou grave.

Fatores predisponentes

Fadiga muscular, condições climáticas, frio, erro de treinamento (aquecimento inadequado), práticas esporádicas e erro no mecanismo.

A rutura músculo-tendinosa pode ser: do tendão do quadríceps ou do tendão patelar.
Rutura do tendão do quadríceps: o paciente chega com incapacidade de estender a perna, vc consegue enfiar o dedo na lesão, são lesões difíceis. A outra é a lesão do Ronaldinho.

Fraturas de rótula, de patela: Qual a função da patela? Aumentar a potência do quadríceps, se vc interpõe um músculo, consegue fazer uma atividade física muito maior.

Sinais e sintomas das ruturas: dor, impotência funcional e edema, hematoma e solução de continuidade.
É muito comum no futebol de salão o camarada levar um toco e romper o tendão de Aquiles, sente igual um elástico arrebentando e ele sente igual uma pedrada, um chute.

Tratamento: se for ruptura total é cirúrgico e nas parciais depende do paciente e da rutura.
Totais: cirúrgico
Parciais: repouso, gelo 72 horas, compressão, calor profundo, alongamentos leves.
A lesão patelar – lesão do Ronaldinho – é grave severa, lesão patelar em que a rótula saiu fora. Ele conseguiu porque é desportista, metabolismo espetacular e rico, muito rico.

Foi feita plastia do tendão patelar e repouso dos ligamentos e tendões, repouso ligamentar e a cirurgia que foi feita. Coloca o tendão e faz ele ter função de ligamento, tem o plantar delgado, o tensor da fáscia látea e o pequeno palmar que pode tranformar o tendão em ligamento.

Isso aqui é pra vcs lembrarem que o joelho apresenta as bolsas. Tem uma bolsa subquadriciptal que tem comunicação com a articulação. E aí que punciona os derrames articulares. Tem a bolsa pré – patelar que fica fora do joelho.

Bursites podem ser: clínica, traumática e infecciosas.
Era muito comum nas mulheres que rezavam muito de joelho, fazer as bursites pré – patelares. Pode ser clínica, por deposição de cálcio.
Luxação de joelho: a patela ta luxada em relação a do lado oposto.
Tto: redução e gesso durante 4 semanas porque a cápsula foi rompida.

Fraturas

São traumas de alta energia, foi discutido num congresso que toda fratura de joelho deveria ter TC para vc ter os cortes transversais e poder mostrar ao paciente o grau dessa lesão. Evidentemente toda fratura intra-articular vai cursar com artrose.

Quando vc tem fratura na cabeça da fíbula, pode ter lesão no nervo ciático poplíteo. Externo, ele não faz extensão do pé.

P: Como diferenciar bursite de derrame articular?
R: A bursite é um processo inflamatório na bursa, que normalmente a bursa é peri-articular. Já o derrame articular está contido na cápsula.

P: Na clínica tem diferença?
R: Claro, a bursite pré-patelar vc tem derrame antes da patela, é derrame extra-articular. Quando vc faz sinal da tecla vc não sente a sensação de bola de plástico com água. Esse derrame não é intra-articular. O derrame intra-articular é na bolsa subquadriciptal, a anatomia e a clínica são diferentes. A bolsa subquadriciptal fica em contato com a articulação, qualquer trauma no joelho o organismo vai reagir com uma sinovite com derrame articular. Vc tira esse derrame através da punção subquadriciptal, pré-patelar não tem comunicação com a articulação.
Cuidado que essas perguntas podem se transformar em pergunta de prova!

É importante colocar na papeleta o grau da lesão, ex: fratura do úmero com lesão do nervo radial, aí tem que falar as lesões, neuropraxia, neurotimese e axoniotimese. Tudo tem que ser verificado.

Essas fraturas são violentas, mostrou uma incisão de mais ou menos 3 palmos, da tíbia até o côndilo femoral, pode durar 6, 10 ,15 horas. Tem torniquete pneumático pra vc enxergar alguma coisa.

Artrose

Já conversamos sobre erbunação, fechamento da cartilagem, porque dói a cartilagem, por afloramento das terminações nervosas. Essa articulação acabou, não tem cartilagem, a única solução é prótese de joelho, trocá-lo, uma artroplastia total. A prótese de joelho o maior problema é a instabilidade.

Em: Cirurgias Plásticas e Estética | 4 comentários

4 Comentários no Fórum

  1. O meu filho em janeiro caiu na escola e aleijou-se no joelho os medicos disseram que teve uma evolucao do tat andou 7 semanas com gesso e depois fisioterapia agora piorou fui ao hospital mandaram andar de moletas outra vez e nao/ consegue nen se por de joelhos vai a consulta na segunda feira o que sera

  2. sofri um acidente; tive um problema no minisco do corno, no qual os médicos me informaram que só uma protes resolveria o meu problema. O mesmo me deu um atestado com o numero do CID:- MI 70; quero saber o que significa este codigo na medicina?

  3. olá meu marido torceu o joelho rompeu menisco ligamento cruzado e pequeno derrame. o medico da fabrica disse se ele não operar só não poderá jogar mais futebol nada mais vai prejudicar eu gostaria de saber se a cirurgia é necessária ou não tenho medo de dar problemas futuros obrigada

  4. Qual a Patologia a Nivel de Joelho que ocorre por Excesso de Exercícios da Infância?

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