Parto Normal

O parto normal deve ser a primeira opção. Excluindo-se as doenças venéreas, problemas de saúde com o bebê ou a mamãe e outras dificuldades, uma cesárea não deverá ser necessária.

PARTO NORMAL

No Brasil, quase metade dos partos realizados são cesáreos, segundo o Ministério da Saúde. Sendo que, na rede privada, as taxas são ainda mais altas: 84,5% dos partos são cesarianas (no sistema público, 31,5%). Um dos fatores que fazem elevar essa estatística na rede privada é o fato de que é um parto bem mais rápido e programável – já que a cirurgia leva cerca de três horas, enquanto o parto normal pode exigir 12 horas de acompanhamento médico.

Há casos em que a cesárea é realmente necessária. Mas, muitas vezes, ela acaba sendo uma opção prática. Não havendo necessidade, não deixe que escolham por você. Avalie primeiro os prós e os contras de cada tipo de parto e decida o que é melhor para você e seu filho. Para a Organização Mundial da Saúde, o parto normal deve ser sempre a primeira opção.

Um bom pré-natal diminui os riscos

Para ter um parto tranquilo, o importante mesmo é fazer um bom acompanhamento pré-natal. É essencial, por exemplo, fazer a cultura vaginal para pesquisar a presença do Streptococo agalactie, uma bactéria que pode contaminar o bebê durante o parto normal, levando a quadros graves, como pneumonia, meningite e até infecção generalizada. Além disso, exames frequentes no pré-natal, como a ultrassonografia e o doppler (que monitora o fluxo sanguíneo) avaliam a saúde do bebê e os riscos do parto.

“Excluindo-se as doenças venéreas, problemas de saúde com o bebê ou a mamãe e outras dificuldades, uma cesárea não deverá ser necessária”. E, ao contrário do que muitos pensam, depois de ter um filho por meio de cesárea, o segundo filho pode, sim, nascer de parto normal. A mãe que já sofreu uma cirurgia não precisa obrigatoriamente passar por outra (mas deve ser avaliado o risco de ruptura do útero).

A gestação compreende 40 semanas. Depois disso, chegando perto das 42, já está se prolongando demais. No final da gravidez, a placenta envelhece e deixa de cumprir bem sua função de levar nutrientes e oxigênio ao bebê. Nesse caso, o médico pode induzir o parto com o uso de medicamentos. Para facilitar o trabalho de parto, exercícios físicos, bem como os respiratórios, ajudam a mulher a chegar ao momento do nascimento com um condicionamento mais adequado.

PILATES

O pilates, por exemplo, fortalece a musculatura abdominal, o que ajuda na hora de empurrar o bebê pelo canal vaginal. Normal é bom para a mãe e o bebê A grande vantagem do parto normal para a mulher é que não se trata de uma cirurgia e, portanto, o risco de infecção e hemorragia é menor. Outro ponto positivo é a recuperação rápida da mamãe. Além disso, ele favorece a amamentação, pois, durante o
trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, responsáveis pela produção do leite. E, para o bebê, também é melhor.

Estudos mostram que a criança respira melhor se ela nasce pela via vaginal. Isso porque, ao passar pelo canal de parto, o pequeno tórax sofre uma compressão que ajuda a expulsar o líquido de dentro dos pulmões, facilitando suas primeiras respirações fora do útero e diminuindo o risco de infecções. Sem falar que as contrações uterinas estimulam o organismo infantil a produzir o hormônio que deixa os pulmões preparados para trabalhar.

A imagem de uma mãe urrando de dor na hora do parto costuma assustar as mulheres. Mas, com os recursos que se tem hoje em dia, ninguém precisa sentir dor se não quiser. Já há mais de dez anos que os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana e a peridural (as mesmas usadas na cesárea). A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora. Pode ser realizado um corte na região genital, a episiotomia, que ajuda na passagem do bebê.

Além disso, quando a mulher ou o bebê dão sinais de muito cansaço, os médicos podem recorrer a um antigo instrumento, o fórceps, para auxiliar a saída da criança.

Você decide como vai ser

Outros tipos de parto normal

PARTO NORMAL NA ÁGUA

A mulher fica dentro da água durante o período expulsivo de modo que o bebê chega ao mundo no meio aquático (como no útero). A água é aquecida a 36ºC, o ambiente geralmente fica à meia luz e o pai ou acompanhante pode entrar na banheira com a futura mãe. Segundo estudos, o líquido quentinho estimula a irrigação sanguínea, diminui a pressão e favorece o relaxamento muscular. Assim as dores ficam mais suportáveis (no caso de a mulher não querer anestesia) e a dilatação é facilitada. Alguns médicos alegam que esse parto não é seguro, porque o bebê pode aspirar água. De fato, há registros de incidentes nos partos aquáticos, mas são muito raros.

PARTO NORMAL DE CÓCORAS

A posição de cócoras é vantajosa durante o período expulsivo. Durante todo o trabalho de parto a mulher deve ficar em posições variadas: sentada, ajoelhada, andando, etc. Estudos mostram que o parto de cócoras é mais rápido e mais cômodo graças à ajuda da gravidade. A postura alarga a pélvis, aumentando o diâmetro para a saída do bebê – o que diminui a necessidade de episiotomia (corte no períneo). Além disso, garante melhor oxigenação à criança, pois o peso do útero não comprime a veia cava da mãe, responsável por transportar o oxigênio.

Em: Gravidez | Comentar

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