Planeta Plutão

Na mitologia romana, Plutão (equivalente ao Hades da cultura grega) é o deus do submundo e dos mortos. A nomenclatura do Planeta Plutão poderá ter a ver com o facto de este estar muito longe do Sol, permanecendo numa escuridão perpétua. O nome pode também ser considerado uma homenagem ao astrónomo Percival Lowell (iniciais PL) uma vez que dedicou anos da sua vida ao estudo de um planeta atrás de Neptuno e até então sem nome.

O Planeta Plutão foi descoberto no ano de 1930 por um acidente feliz: foram efectuados cálculos que mais tarde se provaram errados que previram a presença de um planeta para lá de Neptuno, baseado nas movimentações de Úrano e Neptuno. Sem conhecimento do erro, Clyde W. Tombaugh examinou cuidadosamente o céu que, coincidentemente, tornou Plutão visível. O movimento de translação de Plutão dura cerca de 248 anos e pode colocá-lo a uma distância máxima do Sol de 49,3 UA (uma Unidade Astronómica corresponde à distância média entre a Terra e o Sol – cerca de 150 milhões de km). A órbita de Plutão é altamente excêntrica, e por vezes este está mesmo mais próximo do Sol do que Neptuno (como esteve entre Janeiro de 1979 e Fevereiro de 1999). Em 1989 Plutão esteve a apenas 29,7 UA do Sol, dando uma rara oportunidade de melhor estudar este pequeno, frio e distante mundo.

Plutão é mais pequeno do que sete luas do sistema solar (Lua, Io, Europa, Ganímedes, Calisto, Tritão e Titã) e tem havido muita controvérsia sobre a classificação do planeta. Pela altura da sua descoberta, foi classificado como o nono planeta do sistema solar e manteve-se dessa forma durante 75 anos. Todavia em 2006, a International Astronomical Unit definiu uma nova conceptualização da palavra “planeta”, que deixou de poder incluir Plutão.
A nova definição tem por base três elementos essenciais: órbita em torno do Sol, forma aproximadamente redonda e que tenha uma área próxima limpa e sem a presença de outros objectos. Neste último ponto, Plutão não cumpre, e para o seu caso e outros foi criada a denominação de “planeta anão”. Não se sabe ao certo se Plutão possui campo magnético, mas o seu tamanho reduzido e a rotação lenta não o indicam.

Plutão tem uma lua com metade do seu tamanho denominada Caronte, e que foi descoberta em 1978. Por vezes, como os tamanhos não diferem assim tanto, Plutão e Caronte são tomados como um sistema de dois planetas anões. A distância entre si é de 19,640 km. A órbita de Caronte à volta do Planeta Plutão dura cerca de 6,4 dias, e a rotação de Plutão sobre si mesmo dura também 6,4 dias terrestres. Desta forma, Caronte não nasce nem se põe, “pairando” sobre o mesmo local da superfície de Plutão.Como Plutão e Caronte são tão pequenos e longínquos, são extremamente difíceis de observar da Terra. Todavia, nos finais dos anos 80, passaram à frente um do outro repetidas vezes durante alguns anos, o que permitiu uma rara oportunidade aos cientistas de mapear (ainda que rudimentarmente) os dois corpos e mostrando as zonas de maior luz e escuridão nos mesmos. Plutão, Caronte e os outros corpos fazem parte de uma cintura chamada de Kuiper e que compreende uma área que se inicia depois de Neptuno e se estende até às 50 U.A. e que é formada por estes mesmos corpos e outros que, no fundo, são pedaços do antigo sistema solar.

Em 2005, cientistas em preparação para a missão New Horizons que se ocupavam das fotografias de Plutão a partir do Telescópio Hubble descobriram duas pequenas luas no mesmo plano de Caronte. Estes dois satélites, chamados de Nix e Hydra estão duas ou três vezes mais longe de Plutão do que Caronte e calcula-se que o seu diâmetro varie entre os 50 e os 100 km apenas.

Plutão tem cerca de 2/3 do diâmetro da Lua, e os cientistas acreditam que o seu núcleo é rochoso e rodeado por um manto de gelo e formas de gelo mais exóticas (metano e nitrogénio) cobrem a sua superfície. Pelo seu tamanho e baixa densidade, a massa de Plutão corresponde apenas a 1/6 da Lua.

Sendo a órbita de Plutão tão elíptica, quando este se encontra mais próximo do Sol, algum do gelo da superfície derrete e forma uma atmosfera muito fina. A baixa gravidade do planeta (cerca de 6% apenas da da Terra) leva a que a atmosfera se estenda muito mais em altitude do que no nosso caso. Quando se volta a afastar do Sol, o planeta arrefece e pensa-se que neste período a maior parte da atmosfera congela. A temperatura da superfície de Plutão varia entre os -235 ºC e os 210 ºC, sendo que as regiões mais “quentes” correspondem às regiões mais escuras.

Plutão pode ser visto com telescópios mais potentes, mas não se apresenta como uma tarefa fácil. Foi o único planeta ainda não visitado por aparelhos especiais, todavia uma nave designada New Horizons foi lançada em Janeiro de 2006 e, se tudo correr bem, alcançará Plutão algures em 2015.

Planetas do Sistema Solar:

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- Planeta Vénus
- Planeta Terra
- Planeta Marte
- Planeta Júpiter
- Planeta Saturno
- Planeta Úrano
- Planeta Neptuno

Em: Ciencia | Comentar

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