Planeta Terra

A Terra é a nossa casa e é, ao que sabemos, o único planeta no sistema solar que acolhe vida: vida que é em vários aspectos, incrivelmente diversa. Tudo o que precisamos para sobreviver está contido por debaixo de uma fina camada de atmosfera que nos separa do frio e do vazio do espaço. O planeta azul, como também é conhecida, é composta por sistemas complexos e interactivos que criam um mundo que está constantemente em mudança e que nos esforçamos por compreender. Do ponto de vista do espaço, podemos observar o planeta de uma forma global, utilizando instrumentos para compreender o equilíbrio delicado que existe entre os oceanos, ar, terra e vida. As observações via satélite ajudam ao estudo da previsão das temperaturas, secas, poluição, alterações climáticas e muitos outros fenómenos que afectam o ambiente, economia e sociedade.

Planeta Terra é o único planeta cujo nome não busca inspiração na mitologia grega ou romana. De facto, Terra deriva do latim terra, que significa solo e, por indução, região e/ou país. Foi apenas na altura de Copérnico (ou seja, séc. XVI) que se chegou à conclusão de que a Terra era apenas um planeta entre outros. É o terceiro planeta a partir do Sol e é o quinto maior do sistema solar. O diâmetro do planeta azul tem apenas mais algumas centenas de quilómetros do que Vénus.

A Terra é o maior planeta rochoso dos quatro existentes. O movimento de translação da Terra fica completo em 365,256 dias; se o cruzarmos com o declive do eixo (aproximadamente 23º), fica explicada a sucessão das quatro estações do ano que conhecemos. Durante parte do ano, o hemisfério norte está inclinado na direcção do Sol e o hemisfério sul está inclinado para a direcção oposta, produzindo o Verão no hemisfério norte e o Inverno no sul. Seis meses passados e a situação inverte-se. Durante Março e Setembro, quando a Primavera e o Outono começam no hemisfério norte, ambos os hemisférios recebem quantidades equivalentes de iluminação solar. A Terra tem um diâmetro de cerca de 12,756 km e é redonda porque a gravidade puxa a matéria nesse sentido. Temos contudo de frisar que não é perfeitamente redonda, sendo mais achatada nos pólos e mais alargada no equador.

No que respeita ao movimento de rotação, este tem uma duração aproximada de 23,93 horas e é o responsável pela sucessão dos dias e das noites. Todavia, e como sabemos, na antiguidade acreditava-se que a Terra estava num ponto fixo e era o Sol e os outros planetas que se deslocavam à sua volta. A experiência do pêndulo de Foucault é no entanto uma forma muito simples de provar que a Terra de facto roda sobre si mesma. Se tivermos em conta um ponto central ao nível do ponto de imobilização do pêndulo, este oscila no mesmo plano; todavia, como a Terra tem movimento de rotação, o planeta gira em torno deste. Jean Bernard Leon Foucault realizou esta experiência pela primeira vez em 1851.

No Planeta Terra as temperaturas podem variar entre -90 ºC e 60 ºC, e a temperatura média é de 15 º C. O oceano global que cobre cerca de 70% (97% desta é água do mar e apenas 3% corresponde a água doce; todavia a maior parte desta encontra-se nos calotes polares). da superfície da Terra tem uma profundidade média de quatro km. A água existe no estado líquido apenas entre os 0 ºC e os 100 ºC. Este intervalo é especialmente pequeno se compararmos com o alcance de temperaturas encontrado no sistema solar. A presença e distribuição do vapor de água na atmosfera é responsável por grande parte do clima terrestre.

Estamos envoltos numa atmosfera que consiste em 78% de azoto, 21% de oxigénio e 1% de outros gases. A atmosfera afecta o clima a longo prazo do planeta e o clima local a curto prazo, protege-nos das radiações solares e protege-nos ainda dos meteoros, cuja maior parte arde antes de atingir a superfície como meteoritos. A camada mais baixa da atmosfera é conhecida por troposfera, estando constantemente em movimento, causando alterações climáticas (chuva por exemplo). A luz solar aquece a superfície da Terra, fazendo com que o ar quente suba; este ar irá eventualmente expandir-se e arrefecer conforme a pressão diminuir, e porque este ar fio é mais denso do que o que o rodeia, baixa para ser aquecido pela Terra de novo.

Acima da troposfera encontra-se a estratosfera, que contém a camada de ozone que foi criada quando os raios ultravioleta levou a que os átomos de oxigénio se agrupassem em grupos de três formando moléculas de ozono; este gás evita que a maior parte dos raios perigosos do Sol cheguem à Terra.

O vapor de água, dióxido de carbono e outros gases da atmosfera prendem o calor do sol aquecendo a Terra. Sem este chamado “efeito de estufa”, a Terra seria provavelmente demasiado fria para que existisse vida. Todavia, devemos considerar que um efeito de estufa descontrolado levou Vénus às situações em que hoje se encontra.
Os satélites espaciais mostraram que a parte superior da atmosfera terrestre se expande durante o dia e contrai-se durante a noite devido ao aquecimento e ao arrefecimento.

A Terra está dividida em várias camadas que têm diferentes propriedades:

  • • Crosta continental e crosta oceânica e pode ter uma espessura média entre os 30 e os 40 km
  • • Manto (superior e inferior) formada por diversas rochas em estado líquido e sólido e que atinge uma profundidade até 2900km
  • • Núcleo formado por ferro e níquel essencialmente e que se divide em núcleo externo (que compreende a profundidade entre 2900 e 5150 km e se encontra no estado líquido) e núcleo interno (que se estende sensivelmente até aos 6371 km e se encontra no estado sólido devido à pressão muito elevada).Estima-se que as temperaturas sentidas no núcleo da Terra ultrapassassem os 7200 ºC, sendo esta uma temperatura mais alta do que a sentida na superfície do Sol.

Ao contrário de outros planetas do sistema solar, a crosta terrestre é dividida em várias placas separadas que “flutuam” independentemente sobre o manto. A teoria que descreve este fenómeno é a da tectónica das placas que é caracterizada por três tipos de limites de placas: divergentes (quando as placas se afastam), convergentes (quando duas placas se movem uma contra a outra, formando zonas de subducção ou de cadeias montanhosas) ou transformantes (quando as placas roçam entre si).

O “nosso planeta” tem um campo magnético com a forma aproximada a um dipolo magnético, sendo que estes pólos se encontram muito próximos dos pólos geográficos da Terra (pólo norte e pólo sul). Presentemente, aceita-se a teoria do dínamo como a melhor para descrever o campo magnético terrestre: é criado no núcleo exterior, onde as altas temperaturas levam a que os materiais circulem por convecção originando assim correntes eléctricas, que criam o campo magnético.

A Terra tem uma lua, enquanto Mercúrio e Vénus não têm nenhuma e todos os outros planetas têm duas ou mais. O satélite natural do nosso planeta chama-se simplesmente Lua e tem 3474 km de diâmetro, ou seja, um quarto do da Terra. A Lua é o maior satélite natural do sistema solar quando considerada relativamente ao tamanho do planeta em torno do qual orbita. Os satélites dos outros planetas tomaram o nome de “lua” por referência à Lua terrestre, a primeira a ser encontrada e designada.

As marés são causadas pela atracção gravitacional sentida entre a Terra e a Lua, o que também teve efeitos na última, designadamente, o seu período de rotação e translação são sensivelmente iguais: 28 dias terrestres. A interacção entre a Terra e a Lua torna a rotação da Terra mais lenta cerca de dois milissegundos por século. Pesquisas recentes indicam que há cerca de 900 milhões de anos, havia 481 dias num ano com 18 horas cada um.
A Terra formou-se provavelmente ao mesmo tempo que o Sol e os outros planetas, há cerca de 4,6 biliões de anos, quando o sistema solar se criou a partir de uma nuvem de poeiras e gás conhecida por nebulosa solar.

No que respeita à sua história propriamente dita, o corpo científico acredita que a Terra começou como uma massa rochosa sem água. Os materiais radioactivos das rochas e a pressão crescente no interior da Terra geraram calor suficiente para derreter o interior do planeta, fazendo com que alguns químicos viessem dar à superfície em forma de água, enquanto outros deram origem a gases da atmosfera.

A história da Terra divide-se em quatro éons – Hadeano, Arquiano, Proterozoico e Fanerozoico. Os três primeiros éons que duraram juntos cerca de quatro biliões de anos, são conhecidos pelo Pré-Cambrico. Existem provas de que a vida existiu pelo menos no Arquiano, há 3,8 biliões de anos, mas só se tornou abundante no Fanerozoico.

O Fanerozoico é dividido em três eras: Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico. A era do paleozóico assistiu ao desenvolvimento de vários animais e plantas tanto em terra como no mar; a era do mesozóico foi a era dos dinossauros e a era do cenozóico é a era actual.

A maioria dos fósseis em rochas do Paleozóico são de animais invertebrados sem espinha dorsal, como corais, moluscos e trilobites. Os primeiros registos de peixes datam de há cerca de 450 milhões de anos, enquanto os anfíbios apareceram há cerca de 380 milhões de anos. Há cerca de 300 milhões de anos, grandes florestas e pântanos cobriram as terras, e os primeiros fósseis de répteis são também desta altura.

O Mesozóico assistiu à ascendência dos dinossauros, apesar de os mamíferos já terem registos fósseis de há 200 milhões de anos. Nesta altura, plantas de flor tornaram-se o grupo de plantas dominante e continuam desta forma na actualidade.

O Cenozóico começou há cerca de 65 milhões de anos com o final da era dos dinossauros que os cientistas pensam ter sido causada pelo impacto de um meteorito. Os mamíferos sobreviveram para se tornarem na espécie dominante de animais terrestres actualmente.

Apesar de fazer parte da “geração á rasca” o Planeta Terra continua a seu o meu preferido.

Planetas do Sistema Solar:

- Planeta Mercúrio
- Planeta Vénus
- Planeta Marte
- Planeta Júpiter
- Planeta Saturno
- Planeta Úrano
- Planeta Neptuno
- Planeta Plutão

Em: Ciencia | Comentar

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