Problemas ginecológicos depois dos 40

Não se descuide com os problemas ginecológicos depois dos 40.

Quatro ou cinco anos antes da menopausa, a actividade dos ovários diminui, o que origina problemas mais ou menos preocupantes. Tratamentos eficazes permitem reencontrar uma melhor qualidade de vida durante este período.

O abrandamento da actividade dos ovários começa mais ou menos cedo e estende-se por um período mais ou menos longo, embora, em geral, seja por volta dos 45 anos que as mulheres notam as primeiras alterações. São geralmente os problemas ligados às perturbações do ciclo menstrual que chamam a atenção. Atrasos de diversos meses alternam com ciclos muito curtos de dez a quinze dias, que se multiplicam. O período menstrual pode durar muito tempo, por vezes com hemorragias ou, ao invés, ser muito curto. Os seios podem tornar-se extremamente duros e provocar dores, sobretudo na segunda metade do ciclo. Calores súbitos e suores nocturnos não são raros, evoluindo muitas vezes caprichosamente: presentes durante semanas, desaparecem para reaparecer alguns meses mais tarde. Cansaço, moral em baixa, inchaço abdominal, enxaquecas persistentes ou insónias fazem habitualmente parte do quadro. Por último, certas afecções, como os fibromas, são mais frequentes nesta idade.

Perturbações Hormonais depois dos 40
A própria ovulação produz-se irregularmente e a progesterona começa a faltar cada vez com mais frequência. Atenção, é necessário manter-se vigilante, já que uma gravidez é sempre possível. De tempos a tempos, os estrógeneos produzidos pelos ovários são em quantidade insuficiente, o que provoca as subidas de calor. Outras vezes são em excesso, tornando-se, então, responsáveis por perturbações incómodas: seios duros e inchados, aumento de peso, retenção de água.

Os balanços hormonais são, a maior parte das vezes, inúteis. Com efeito, os resultados das percentagens de estrogeneos (E2) e de FSH (hormonas hipofísecas) são extremamente variáveis. Os seus níveis podem ser normais num determinado momento e, dois meses mais tarde, um oestradiol em baixa e um FSH muito alto tornarem-se sintomas da menopausa. Mais do que estas percentagens, difíceis de interpretar, é o contexto e os sinais clínicos que orientam o médico: a evolução dos sintomas no tempo; a data do aparecimento das alterações no ciclo menstrual e dos afrontamentos; a duração dessas disfunções (não mais de quatro a cinco anos).

É essencial distinguir a pré-menopausa da menopausa, visto que as duas não se tratam da mesma forma. A confusão entre os dois diagnósticos poderá explicar um certo número de casos de fracasso dos medicamentos hormonais.

Um Tratamento “à la carte”
Quando as perturbações são incómodas, o médico prescreve em geral hormonais progestativas próximas da progesterona: seja do 16º ao 25º dia do ciclo para o regularizar; seja do 5º ao 25º dia se os sintomas devidos a um excesso de estrogeneos (seios doridos, menstruação abundante) são os dominantes.

Deverá também explicar-lhe como reconhecer os sintomas de deficiência de estrogeneos. Suores ou subidas de calor, ausência de menstruação, seios «adormecidos». Prescreverá então estrogeneos em doses moderadas, a tomar durante um ciclo ou dois, afim de compensar a baixa de produção pelos ovários. Este tratamento “à la carte” pressupõe, contudo, que esteja atenta aos sinais do seu corpo e os saiba descodificar.

Uma Solução Eficaz
Quando a pré-menopausa arrasta um funcionamento hormonal anárquico, o tratamento “à la carte” não é realizável. É então necessário bloquear os ovários e fornecer as hormonas (estrogeneos e progesterona) em quantidade insuficiente. Uma solução: tomar a pílula.

Esta solução só é possível para as mulheres que não apresentem contra-indicações, principalmente ao nível do tabagismo, hipertensão arterial, excesso de colesterol ou de triglicéridas (lípidos), assim como antecedentes de certos tipos de cancro, de varizes e de embolia. O médico deverá então prescrever pílulas minidoseadas. A passagem para um tratamento hormonal substitutivo da menopausa não é encarado senão quando o começo das perturbações recua a mais de cinco anos.

e a MENOPAUSA?
A partir do momento em que os ovários deixam de funcionar, geralmente cinco anos depois dos primeiros problemas com o período, inicia-se a menopausa. Esta altura é muito mais calma, na medida em que os ovários, em repouso, já não produzem hormonas de forma anárquica. O tratamento da menopausa mostra-se muito mais fácil: uma vez conhecidas as posologias de estrogeneos e de progestativo de que necessita, as mesmas doses assegurar-lhe-ão bem estar por vários anos.

 
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