Sal e Hipertensão Arterial

Formado basicamente por cloreto de sódio, quimicamente representado pela equação NaCl, o sal de cozinha é um dos principais elementos responsáveis por elevar a pressão das artérias. Na verdade, esse problema de saúde ocorre mais em virtude da presença do sódio. Na sequência, serão apresentados alguns detalhes que explicam como esse mineral causa a hipertensão arterial, e as outras complicações que podem surgir devido ao excesso de sódio.

Banho de sal grosso

A influência da indústria alimentícia e os maus hábitos alimentares

Não é a toa que os povos que mantêm a tradição de ingerir pouquíssimas quantidades de sal apresentam índices inferiores de ocorrências vinculadas à pressão arterial.

A grande dificuldade em manter o equilíbrio de sódio no organismo provém das características dos produtos industrializados, uma vez que praticamente todos eles contém alguma concentração desse mineral, por menor que ela seja. Como a ingestão diária recomendada de sódio é baixa, mais precisamente 2,4 g, basta um simples descuido para que esse volume seja ultrapassado.

Além disso, como estamos acostumados a ingerir concentrações generosas de sal desde a infância, ao chegarmos à fase adulta temos muita dificuldade para perceber que já extrapolamos no seu consumo.

E a tarefa de se reduzir o consumo de sal se torna ainda mais difícil quando estamos fora de casa, uma vez que almoçar em restaurantes, ou ingerir sanduíches de redes de fast food, são uma receita fatal para o acúmulo das taxas de sódio. Nesse ponto, é importante ressaltar que cada mini sache de sal (muito usado em porções de batatas fritas) disponibilizado pelos restaurantes contém 1 grama do nutriente. Sozinhos, dois desses saquinhos já quase atingem a meta diária sugerida para o consumo de sódio.

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Dentro de sua própria residência, a batalha do indivíduo contra o excesso de sal é quase em vão diante de molhos prontos, extratos de tomate, comida congelada, biscoitos (inclusive os recheados), variados tipos de queijos, e muitos outros produtos. Todos esses alimentos visam facilitar a vida da pessoas, mas também comprometem a saúde ao estimularem a continuidade de um cardápio diário hiper sódico.

Os cuidados quanto ao consumo de sal devem ser redobrados nos casos em que o indivíduo for portador de cirrose, hipertensão, ou apresentar graves disfunções renais, ou um sistema cardiovascular debilitado. Em todas essas situações a ingestão diária recomendada de sódio não deve ficar acima de 1,5 grama. Uma meta extremamente rígida, já que, em média, o consumo diário de sal oscila entre 9 e 15 gramas.

Hipertensão e outras complicações de saúde

A hipertensão é o problema médico clássico vinculado ao uso exorbitante de sal. Quando esse mineral está em demasia no organismo ele também compromete a atuação de alguns elementos anti-hipertensivos. Geralmente, essa interferência se dá sobre os agentes diuréticos, e nas substâncias destinadas a controlar a pressão arterial, como o enalapril, e o captopril.

Além disso, o sódio em excesso está igualmente associado a outros problemas graves de saúde, como asma, cálculos renais, diabetes, insuficiência cardíaca e renal, AVC (acidente vascular cerebral), osteoporose, e câncer de estômago.

Cloreto de potássio, alternativa ao sal convencional

Em meio a tantos riscos atrelados ao consumo desregrado do sódio, foi desenvolvido o chamado sal light, que é constituído por cloreto de potássio.

Infelizmente, a denominação do produto gera muitos equívocos quanto ao suposto volume reduzido de calorias agregado pelo sal light. Ressalta-se que a variedade de cloreto de potássio utilizada na fabricação do sal light não é pura devido ao aroma tipicamente amargo da referida substância.

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Em todo o caso, o consumo do sal light ainda é uma boa alternativa com relação ao consumo sal comum, pois segundo alguns estudos científicos o potássio ajuda a evitar o aumento da pressão nas artérias. Tendo em vista que os produtos industrializados apresentam elevadas doses de sódio e reduzidas concentrações de potássio, além da diminuição do consumo desses produtos deve-se priorizar os vegetais e frutas que sejam excelentes fontes do segundo nutriente.

Entretanto, é preciso ter máxima cautela para não reverter o desequilíbrio, ou seja, ingerir doses exageradas de potássio. Para se ter uma ideia do poder do cloreto de potássio, ele chega a ser administrado como o principal componente das injeções letais aplicadas por alguns países que adotam o sistema da pena de morte.

Os órgãos incumbidos de administrar o equilíbrio de potássio no organismo são os rins, que excretam todo o excesso do nutriente através da urina. Em decorrência desse detalhe, as pessoas que possuem disfunção renal correm grande risco de apresentarem significativas quantidades de potássio liberadas na corrente sanguínea. Por outro lado, quem tem os rins em perfeitas condições não está sujeito à mesma complicação.

Relação entre hipertensão e insuficiência renal

A hipertensão costuma ser gerada pela insuficiência renal e vice-versa. Por essa razão, muitos pacientes acabam desenvolvendo essas duas patologias simultaneamente. Em virtude disso, essas pessoas não devem abusar de suplementos ricos em potássio sem antes equilibrar as taxas de creatinina.

Conclusão

Como se viu, o ideal é encontrar maneiras eficazes de controle da ingestão de sódio. Para isso, vale a pena reduzir drasticamente o consumo de alimentos industrializados, e caso eles sejam necessários, dedicar mais atenção à leitura dos rótulos para identificar a concentração exata do referido mineral.

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O sal light é uma opção considerável, desde que também seja usado com moderação, haja vista que ainda possui uma pequena quantidade de cloreto de sódio.

No mais, uma completa reeducação do paladar é essencial para acostumar o corpo a ingerir alimentos detentores de outros aromas, como o amargo.

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12. Fevereiro 2015 by Fabricio

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