Testemunhos da Gravidez – A Minha gravidez foi assim

Testemunhos da Gravidez – A Minha gravidez foi assim

Mª Conceição Nogueira – Praia de Mira

Desde a minha infância que adoro crianças; tanto assim é que escolhi uma profissão ligada a elas – sou professora. Esta opinião é também partilhada pelo meu marido que tem a mesma profissão. Assim sendo, a opção de ter um filho foi por nós acolhida com enorme alegria e muito bem planeada.

No entanto, nem tudo foi um “mar-de-rosas”, pois da 1ª vez que engravidei tive um aborto expontâneo e da 2ª vez passei uma gravidez cheia de complicações (descolamento de placenta, aumento de 30 kg de peso, internamentos, pré-eclâmpsia, etc…) que me levou a uma vida totalmente diferente da que eu estava habituada – repouso quase absoluto.

Apesar de tudo isto, desde a 2ªa gravidez tinha dentro de mim uma grande esperança que sempre me deu imensa força para resistir a tudo e por isso, quando numa consulta de rotina a médica me disse que tinha de ficar internada até ao parto (visto estar próximo) até fiquei contente.

Fiquei internada dia 9 de Dezembro e desde esse dia “invejava” todas as mamãs que entravam para a sala de partos, esperando ansiosamente pela minha vez. Até que dia 12 o grande dia chegou! Comecei com contracções à meia noite, logo após me ter rebentado o saco das águas e recebi-as com muita alegria. No entanto, às 10 h da manhã já estava muito cansada e quando me informaram que me iriam dar uma epidural fiquei felicíssima.

A partir daí pude aproveitar ao máximo o meu parto (com fórceps) e assistir bem lúcida ao momento mais bonito da minha vida – o olhar da minha filha pela primeira vez (que nasceu às 12 h da manhã).

Nunca me arrependi de tudo o que passei por ela e por isso: Mamãs, não tenham medo do parto, que é um fenómeno belo e natural e, lembrem-se que muita gente daria tudo para estar na vossa situação, pois um filho compensa todos os sacrifícios. A minha Mariana tem hoje 1 aninho, é muito saudável e é para os seus papás o bebé mais bonito do mundo.

Anabela Santos – Lisboa

Fui mãe com 23 anos, tendo sido uma gravidez atribulada porque o meu Fábio tinha um rim que não trabalhava bem, mas Graças a Deus , tudo correu bem. Fui para casa da minha mãe porque eu vivia um pouco longe e estava sozinha em casa, enquanto o meu marido tinha ido par o emprego.

Como já passava do tempo e as água não rebentavam e nem tinha dilatação, fiquei internada dois dias. Só na noite do segundo dia é que me levaram para a sala de partos. Disseram-me que ia ser um parto normal. Mas, como não tinha dilatação nem contracções, provocaram-me o parto e colocaram-me fórceps. Custou um bocado porque fui rasgada…mas, tudo tem um lado bom e um mau.

Assim, nasceu o Fábio Miguel, tendo sido observado devido ao problema no rim, que afinal é uma ligação entre o rim e a bexiga que não deixa passar bem a urina. O Fábio vai ter que ser operado daqui a uns mesinhos.

Eu, agora pergunto: Onde está Deus? Se os inocentes já nascem a sofrer… Onde está a justiça? É muito triste, hoje em dia, não haver uma gravidez sem problemas. O que está mal neste mundo?

M.ª Natália André – Monte-Real

Gostava que o meu testemunho servisse para todos os casais que não conseguem ou têm dificuldade em conseguir os tão desejados filhos.

Casei em Agosto de 1999 e como gostávamos logo de ter um bebé…não utilizámos nenhum método anticoncepcional, os meses foram passando e a tão desejada gravidez teimava em se realizar; como eu já sabia que tinha uma amenorreia secundária; consultei o meu ginecologista que após alguns exames me enviou para uma colega de Coimbra, mas após 5 consultas, exames que eu fiz, que o meu marido fez e de diversos tratamentos, as nossas esperanças de sermos pais um dia, iam cada vez sendo mais remotas.

Até que por fim, essa médica, deu-nos como conselho a visita a uma colega em Lisboa. Esta médica, guiou-nos para a Maternidade Alfredo da Costa. Estávamos no final do ano de 2004, entretanto, em Março de 2005 fiz o 1º tratamento de monitorização com intramusculares e ecografias.

Fiquei logo grávida de gémeos, não me é possível descrever a alegria que eu e o meu marido sentimos com tão feliz notícia, só que foi felicidade de pouca duração, visto que logo no fim de Abril surgiu o aborto dos fetos, que desilusão!… mas como a esperança é a última a morrer, em Junho voltei logo a repetir o tratamento.

Mais uma vez engravidei, desta vez, só de um feto, um rapaz que nasceu em 28 de Fevereiro de 2006, que é a luz dos nossos olhos, a realização de um sonho. por ter sido uma experiência tão maravilhosa, decidimos repetir o tratamento e mais uma vez me dirigi à maternidade Alfredo da Costa, onde fiz novo tratamento e em Outubro de 2007 surge nova gravidez, às 6 semanas de gestação é-me anunciado que espero 2 bebés, alegria redobrada.

A gravidez decorreu normalmente, trabalhei até Fevereiro de 2008 e em 4 de Junho de 2008 com 36 semanas de gravidez, foi tomada a decisão de se fazer a cesariana, visto o 1º bebé (do qual nunca soube o sexo) estar em pélvica, o 2º estava em posição cefálica e sabia que era um menino, a cesariana foi com anestesia epidural, a invenção mais maravilhosa da medicina; poder estar consciente e ver a minha filha Joana a nascer às 16:16h e logo a seguir o meu João às 16:17h.

Foi lindo, maravilhoso, eu ri, eu chorei de alegria… enfim dois rebentos com 3.300gr e 3.363 gr respectivamente.

Aqui deixo a mensagem a todos os casais com dificuldades em engravidar, não baixem os braços; em Portugal temos óptimos especialistas, óptimos meios bastante evoluídos, não desistam, sejam persistentes. Um dia, chega sempre a nossa vez e vemos então todos os nossos esforços recompensados, todos os nossos sonhos realizados…

Carla Cristina Marta – S. João da Lampas

Em relação ao sexo era um pouco ingénua e por isso pensar que na 1ª vez não se engravida. Passados dois meses tive um acidente de moto e fiquei um mês de baixa e a minha médica mandou-me fazer análises, pois além do meu corpo dorido, sentia-me um pouco enjoada. As desconfianças passaram a certezas e fui fazer, a mando da minha médica uma ecografia.

A minha gravidez era considerada de alto risco. depois de ter contado ao médico obstetra o que se tinha passado fiquei com uma certeza, foi um milagre eu não ter abortado, Deus protegia o meu Miguel.

Juntámo-nos e a gravidez passou normal à parte dos enjoos. Ia de bicicleta para o meu trabalho (mais ou menos até ao 6º mês) e trabalhei até à véspera de ter o Miguel Ângelo.

Eram 7:00, levantei-me e quando fui para a casa de banho, senti um “blof”, mas como faltavam 15 dias pensei que não era nada, mas logo me apercebi que as águas tinham rompido. O meu marido, logo chamou a ambulância, que chegou passado 30 minutos. As contracções estavam cada vez mais fortes.

Chegou a ambulância e levou mais 45 minutos a chegar ao hospital, o enfermeiro só dizia “não faça força senão o bebé nasce já”. Chegámos ao hospital, levaram-me para uma sala onde a enfermeira me vestiu e preparou, entretanto chegou o médico, observou-me e disse: “Oh! Ainda dá para eu ir beber um café”.

Graças a Deus chegou a enfermeira, levou-me para a sala de partos, foi chamar uma médica e o Miguel nasceu de seguida. Eram 10:15 da manhã, pesava 3,750 kg e era perfeitinho. Passados 9 meses o Miguel apanhou uma meningite, mas mais uma vez Deus protegeu o meu Miguel. E o Miguel provou mais uma vez que é um lutador. Para todas as futuras mães, mesmo aquelas que pensam fazer aborto eu só digo uma coisa: Sejam pobres ou ricos Deus deu-nos o Dom de termos os nossos tesouros, não os desperdicem, as crianças são o melhor que a vida tem.

Ana Luisa Escudeiro – Cascais

As aulas de preparação para o parto são tão importantes como as visitas ao médico. As águas rebentaram às 8 horas da noite depois de um dia estafante para deixar tudo organizado. As contracções começaram por volta das 10 horas da noite e a dilatação só se completou á 4 horas da manhã. Não me posso queixar muito, uma vez que consegui descontrair ao ponto de dormir entre cada contracção.

Quando começava uma contracção respirava o mais superficialmente que podia, tentava ignorar a dor que sentia e aproveitava para dizer ao meu bebé que estava tudo bem, que não sentisse medo do que lhe estava a acontecer. O meu marido esteve sempre a meu lado o que me ajudou muito apesar de eu nem sequer o querer ouvir. A sua presença bastou para me tranquilizar.

Quando o médico achou que estava na altura de fazer nascer a Suzana eu fiquei muito preocupada, pois o meu sono era tanto que eu mal conseguia ter os olhos abertos. Seria possível que eu não conseguisse acordar para ver o meu bebé nascer?

Não sei bem como, mas lá consegui abrir os olhos. Fiz tanta força no local certo e no momento certo que a minha bebé de 52 cm e 3,950 kg veio ao mundo em cerca de 25 minutos e tudo isso sem ajuda de fórceps ou ventosas!!!

Resumindo, queria dizer às futuras parturientes que considero as aulas de preparação para o parto tão importantes como as visitas ao médico. Só assim me foi possível saber e perceber o que se passava em cada momento com o meu corpo e poder colaborar com tanto sucesso no nascimento da minha filha.

Elsa Cipriano – Caldas da Rainha

Era um sonho que se tinha realizado, após 9 meses! Andei perto de um ano a tentar engravidar, até que em Fevereiro de 2008 tive a notícia agradável de estar grávida. A minha gravidez foi óptima, sem enjoos, tonturas ou qualquer outro tipo de mal-estar, no entanto, por volta do sétimo mês o bebé deu sinais de querer nascer, o que não aconteceu devido à minha permanência em casa, com o intuito de descansar.

Foram muito angustiantes estes dois meses de espera, isto porque, o tempo nunca mais chegava ao fim, para eu poder ver a semente que se encontrava dentro de mim. Finalmente, chegou o dia desejado!

Entrei no hospital para uma consulta no dia 26 de Novembro, foi-me feito o registo das contracções e o médico disse-me que ficaria lá para fazer cesariana,isto porque o meu bebé se encontrava sentado (apresentação pélvica). Fui preparada para a cesariana e colocada a soro, no entanto, não foi possível ser feita naquele dia, o que me entristeceu muito em virtude de ter que esperar mais um dia para ver o meu filho.

Foi deveras angustiante passar aquela noite no hospital à espera da manhã seguinte. No dia seguinte pelas 9 horas levaram-me para o bloco operatório e fui preparada para a cesariana com anestesia geral.

Por volta das 9h 24m o meu filho nasceu, tendo eu, visto o meu filho pela 1ª vez por volta das 11h30m. Era um sonho que se tinha realizado, após 9 meses. Ele era lindo, tinha um cabelo farto e muito escuro. Nasceu com 3,140kg e media 47 cm. Foi a melhor coisa que me podia ter acontecido. Ter um filho é deveras fantástico. Neste momento o Gonçalo tem 3 meses e meio e está forte e vivaço.

Margarete Medeiros – Vila Flor

Uma gravidez em “estado de graça” enquanto gravidez, mas um período particularmente difícil a nível psicológico. Uma gravidez oculta até às 32 semanas e um enorme desejo de a exibir a toda a gente, mas o que para mim era um sonho para os que estavam à minha volta era um pesadelo.

No meio de muito sofrimento e muita pressão psicológica há a acrescentar o facto de nunca ter feito uma única visita ao médico (por medo, falta de apoio e uma grande confiança em Deus, pois tudo estava nas suas mãos). O tempo foi passando, tomei coragem e no dia 18 de Março de 2008 fiz a 1ª consulta (estando com mais ou menos 32 semanas) e foi com grande apreensão e emoção que a minha grande amiga e obstetra me anunciou que o bebé estava óptimo e era um grande rapagão.

Felicíssima, cheguei a casa e com uma coragem inexplicável enfrentei toda a gente com a notícia, e, para grande espanto meu, aceitaram e até ficaram contentes.

Quanto à sociedade onde estou inserida não me importei mais com a sua opinião e exibi então a minha grande barriguinha. Enfim, chegou o momento tão desejado e eu, cheia de medo e com muitas dores, mas com muita força, lá fui às 00.00h do dia 16 de Maio para o hospital acompanhada pela minha mãe e pelo pai do bebé.

Após todas as burocracias necessárias, a triste notícia: tinha que subir sozinha, pois àquela hora não era permitida a entrada de acompanhantes. Foi horrível, apesar de tudo pelo que passei, foi ali que me senti realmente sozinha.

Fui para a enfermaria, chorei muito e passei uma noite horrível, cheia de dores e as contracções pareciam raios contínuos, mas a vontade de abraçar o meu “tesourinho” era muito grande, e foi às 7 horas do dia 17 de Maio (Domingo) que entrei para a sala de preparação, pouca dilatação e muito sofrimento até que às 8h 50m me rebentou a “bolsa de águas” e às 8h 55m entrava na sala de partos para enfrentar um parto normal já completamente exausta e sem forças, mas com a preciosa ajuda da equipe que me assistiu lá nasceu o meu Alexandre com 53cm e 4.300g, o bebé mais lindo do mundo.

E, então chorei mas de alegria pois senti que nunca mais tinha o direito de me sentir sozinha pois Deus deu-me a coisa mais preciosa, um menino saudável e perfeitinho.

Devido a complicações pós-parto tive que ser operada de urgência e então só tive o meu bebé junto de mim decorridas 3 horas, mas foi a melhor sensação do mundo.

E digo do coração a todas as mães solteiras deste mundo fora, não tenham medo e enfrentem tudo e todos pois os nossos “tesourinhos” valem todo o sofrimento do mundo, pois como compensação trazem-nos paz, conforto, alegria e sobretudo muita força para lutarmos por nós e por eles. Decorridos 9 meses digo de coração aberto. Obrigado meu Deus por tão grande graça!

M.ª Madalena Peixoto – Braga

…Hoje, após ter visitado o blog fotosantesedepois.com, e ter lido alguns testemunhos, resolvi escrever-vos, apesar da já ler o blog desde Dezembro de 2007, altura em que estava grávida, acho que vêm a progredir em cada artigo. Assim, vou-vos contar como foi o meu parto…

Resido em Braga e tenho 29 anos. Tudo começou muito mal, primeiro eu engravidava sempre antes do tempo, quando planeávamos: vai ser no próximo mês, já estava no anterior. Fui à médica que me examinou, disse-me que estava de 7 semanas, mas que estava com perda de sangue e, recomendou-me repouso, fiz o recomendado, mas de nada adiantou, abortei, o que causou a minha tristeza. Passados 3 meses voltei a engravidar, desta vez pensei eu, vai correr tudo bem, até que chegou a altura da ecografia, eu e o meu marido, todos entusiasmados, lá fomos à Clínica para ver o nosso “Minhoquinha” , e a desilusão voltou a envolver os nossos corações, foi frustrante, foi uma notícia horrível, a alegria e a ansiedade transformaram-se em lágrimas, e o médico ao iniciar a ecografia disse que eu tinha uma gravidez desvitalizada, era um óvulo branco e eu voltei ao hospital ao fim de 10 semanas de gravidez.

Um ano depois fomos de férias e eu já pressentia qualquer coisa diferente em mim, e disse ao meu marido: «Estou grávida!». Ele respondeu-me que com certeza eu estava louca, mas só fiz o teste quando chegamos a casa. Quando chegamos fui à médica, onde se confirmou tudo, que eu estava grávida, e nem sequer me foi indicado nenhum repouso nem medicação. Foi uma gravidez normalíssima, sem enjoos, e sem problemas nenhuns.

Numa consulta, já no final da gravidez, perguntei à médica se podia ir para a ginástica de preparação para o parto. Foi então que ela me respondeu que ir eu podia ir, mas que não ia adiantar nada porque o meu parto não podia ser normal, teria que ser uma cesariana. A notícia chocou-me muito porque eu sempre desejei ter um parto normal, senti-me triste e fui trabalhar e chorei muito, porque não me conseguia mentalizar. Podia ser uma palermice, como me disse o meu marido, mas o facto é que me senti inútil, por não conseguir ter a bebé (nessa altura eu já sabia que era uma menina), por mim própria, mas tudo acabou por passar…

Chegou o momento mais desejado, ter a nossa Patrícia cá fora. Dei entrada no hospital no dia 23 de Abril de 2008 às 18 horas, e no dia 24 logo de manhã colocaram-me o soro e prepararam-me para ir para o bloco, pelas 12 horas, chegou a enfermeira com o maqueiro e um “carapuço” para enfiar na cabeça (que eu achei muita graça), e disse-me: «Vamos embora?» «Que remédio», disse-lhe eu, já não há nada a fazer… e assim fui muito nervosa e com medo também. Cheguei à sala e estava lá a minha médica, uma enfermeira amiga e o anestesista que se “meteu” comigo, fartou-se de brincar e por fim perguntou-me se eu queria ver ou se queria dormir, respondi-lhe que queria dormir, que estava muito nervosa e quanto mais rápido fosse, melhor, que já não aguentava mais estar naquela maca tão dura. E foi assim que o anestesista me disse, sendo assim, até logo. E eu adormeci num sono profundo! …

Acordei pelas 14 horas, já vinha no corredor, e o meu marido vinha ao meu lado com a bebé ao colo, estendi-lhe a mão e mostrou-me a menina, era linda, branquinha com a carinha muito redonda, um amor… finalmente tudo correu bem, tudo valeu a pena. Um conselho para todas as leitoras do blog, especialmente da secção (Guia da gravidez), porque agora vêm-se muitos casos de abortos, que nem sabemos o porquê, lutem sempre, porque vale a pena. O sofrimento dói muito mas passa, porque o rebentinho que vem compensa todo o passado…acreditem.

Ana M.ª Pereira – Caldas da Rainha

E… com duas forcinhas nasceu a Inês às 00:08m – Sou mãe de duas meninas: uma de dois anos e uma “pequenixa” (chamamos-lhe assim porque é pequenina e redondinha) de oito meses.

Ambas as gravidezes me levaram à cama durante alguns meses (bastante solarengos, por sinal!) com deslocamento de placenta mas, nem por isso encarei o facto de estar grávida como uma doença. Pelo contrário, a minha vontade de as ter era tão grande que cumpri à risca o que o médico disse. Em relação ao parto tiveram também em comum o facto de estarem pélvicas e terem nascido de parto normal.

Da primeira vez, rebentaram-me as águas por volta das 10 horas da manhã, mas como eu não tinha a certeza se era ou não, fui dar uma volta pela praia que fica a cerca de 10 Km de casa. Que inconsciente, dirão vocês! Mas não… garanto que não me apercebi que tinha rotura de bolsa até ao momento em que, já na praia, fiquei com as calças…molhadas! Um dia inesquecível aquele 26 de Abril: um dia de Verão, um mar azul transparente e o meu marido a dizer: “vem dar um mergulho”. Qual mergulho, qual quê! Eu queria era ir para a maternidade! Ele não queria acreditar que estava na hora e, desde esse momento era ele que parecia estar “grávido” e prestes a ter bebé: um misto de ansiedade e nervosismo tomou conta dele (diga-se de passagem que eu também estava ansiosa porque além de tudo o mais não sabia o sexo do bebé).

Por volta do meio-dia o médico decidiu que, uma vez que eu não tinha dores nem qualquer dilatação e uma vez que o pato não poderia ser induzido devido à apresentação pélvica do bebé eu teria de aguardar que as dores chegassem.

Lembro-me de pensar. “será que vou descobrir o que são contracções?”. Claro que, como todas as mamãs sabem, depressa descobri! Começaram às 8 da noite e cada vez que me vinham observar diziam que provavelmente o bebé só nasceria no dia seguinte de manhã. Às 23 horas as dores eram tão fortes que estava prestes a esquecer tudo o que tinha aprendido nas aulas de preparação para o parto. Eu bem respirava compassadamente e estava controlada, mas as dores eram já tão fortes que eu achava que não ia aguentar até ao dia seguinte (e realmente não foi preciso !).

Resolvi chamar a enfermeira…foi o tempo de me passarem para a sala de partos. Telefonar ao meu marido e… com duas forcinhas nasceu a Inês às 00:08 m. Linda! Só posso dizer que ser mãe foi algo de SUBLIME! INESQUECÍVEL! ÚNICO! Por isso, se alguém passou por experiência idêntica e tão dolorosa, não desista.

Carla Paiva – Cacém

E eu fiquei conhecida como a “domiciliária”… - A falta de experiência, comum a muitas mães só por si assustava-me. Eu tinha lido muitas histórias e algumas delas assustaram-me ainda mais. No entanto, o meu parto foi diferente de todos, sei que cada caso é um caso, mas o meu foi mesmo diferente.

Ele estava previsto para o dia 13 de Dezembro mas a Daniela não quis esperar. No dia 8, eu e o David resolvemos passar uma noite caseira, só os dois. Fomos ao supermercado comprar algo especial para o jantar, – lembro-me de sentir uma contracção enquanto fazia as compras -, disse ao David que se riu e eu disse-lhe: «Ri-te, ri-te, é ainda hoje que vais comigo ao hospital!».

Seguidamente fomos ao clube de vídeo alugar uns filmes para ver depois do jantar, e também aí senti outra contracção. Durante o caminho para casa senti mais uma, penso até que foi esse passeio que me facilitou a parto. Já era tarde, passava então da meia-noite e comecei a sentir contracções mais frequentes. Tentei cronometrar os tempos, mas eram muito irregulares e por isso não me preocupei (desde o 7º mês da gravidez que tinha “falsos alarmes”). Notei depois que me saía um pouco de sangue. Resolvi seguir para a maternidade como medida de segurança. Tentámos os táxis, nada, não havia nenhum disponível.

As dores aumentaram um pouco, nada de muito doloroso. Tentámos depois as ambulâncias, mas como a chamada era feita de um telemóvel, pensaram que era brincadeira, o David já chorava ao telefone. As dores eram suportáveis, mas eu sentia cada vez mais vontade de fazer força.

Entretanto o David foi para a porta do prédio esperar a ambulância, mas enquanto falava comigo pelo telemóvel e dizia para eu ter calma pois a ambulância estava a chegar, eu respondi-lhe: “Já não há tempo”. Foi às 03,45h da manhã do dia 9 que a minha filha Daniela nasceu, pequenina e cheia de energia chorou a plenos pulmões a protestar pela experiência porque tinha passado.

Reparei então que o David permanecia imóvel à porta do quarto, branco e estupefacto. Ele que não queria assistir, acabou por fazê-lo da pior maneira, pois eu estava sozinha e sem assistência médica.

Já no hospital tiraram-me a placenta que a meu ver doeu mais do que o próprio parto e felizmente também não tive de levar pontos, o que foi óptimo. A Daniela pesava 2,815kg e tinha 46 cm, e eu fiquei conhecida como a “domiciliária”. Descobri aos 20 anos que ser mãe é a melhor coisa do mundo, cuidar dos filhos é um instinto que nasce em nós ao mesmo tempo que eles nascem para a vida exterior.

Carla Pedrosa – Vila do Conde

Não me recordo da dor, apenas de fazer força, tanta quanta tinha… - Vivi a minha gravidez intensamente. Sonhei todos os dias com o bebé que iria sorrir para mim tantas vezes… Depois de oito meses de uma gravidez complicada, acompanhados sempre por hipertensão arterial e diabetes gestacional, finalmente conseguimos saber qual a data prevista para o nascimento do Diogo.

Após uma visita de rotina ao médico para observação do estado de maturidade do bebé, soubemos que ele iria nascer ainda mais cedo. Tudo se desenrolava muito rapidamente, o Diogo estava ansioso por ver a luz do dia e a família já o amava mesmo antes de o conhecer.

Dois dias após esta consulta fui internada num hospital local, às 9 horas da manhã de quarta-feira, dia 15 de Dezembro de 2009. Fui recebida pelo médico que me acompanhava e por toda a equipa que com ele trabalhava. Senti-me desde logo segura e confiante, mesmo sabendo que o Diogo seria um bebé com baixo peso.

Dei entrada na sala de partos perto das 10 horas da manhã, pronta para um parto normal com epidural, visto estar já com 3,5 cm de dilatação, mas sem sentir qualquer dor.

Enquanto me preparavam para o parto, colocaram música, o que me ajudou a relaxar. Entretanto as contracções foram aparecendo muito levemente, até se tonarem fortes e dolorosas.
Não me recordo da dor, apenas de fazer força, tanta quanto tinha. O parto desenrolou-se naturalmente, estando o meu marido sempre ao meu lado, apoiando-me quando mais eu precisava. O Diogo nasceu às 12,25 minutos, com 2,370 kg e 46,5 cm de comprimento. Era muito pequenino e perfeitinho, e graças a Deus, um bebé saudável.

Anabela L.G. Maurício – Quinta do Conde

O período mais bonito da minha vida. -Tanto eu como o meu marido adoramos crianças e eu consegui engravidar passados 4 meses depois de termos casado, e aí começou o período mais bonito da minha vida. Nessa altura eu era militar (tive de abdicar da minha profissão pelo meu filho) e devido a isso a minha gestação foi um bocado atribulada. Enjoei imenso, sentia-me sempre muito cansada, mas retirei o máximo prazer da minha gravidez. O meu marido acompanhou-se sempre às ecografias (7 no total) e às consultas pré-natal.

Porém, quando completei 27 semanas tive uma perda de sangue e dirigi-me à Maternidade Alfredo da Costa (MAC), e lá fizeram-me um CTG que detectou algumas contracções e chegaram à conclusão de que eu já estava com 3 cm de dilatação. Tive de ficar internada durante uma semana e nunca mais pude trabalhar até ao fim da gravidez (ainda bem, porque foi devido a problemas no trabalho que eu tive esta complicação).

O tempo foi passando e o parto estava previsto para o dia 7 de Novembro de 2009 (dias de anos do meu marido). Esse dia chegou, mas nem sinal do Cláudio querer nascer, e por outro lado a minha ansiedade aumentava com o passar dos dias, até que chegou o dia 14.

Passava pouco da meia-noite e eu sentia a minha barriga muito dura e por isso fui à maternidade. Depois dos exames habituais mandaram-me para casa dizendo que o bebé estava a dormir.

Porém, ao baterem as 5h00 eu estava deitada e todo o meu corpo tremia, não conseguia controlar-me e sentia umas dores fortíssimas na zona dos rins. Quando as cronometrei, verifiquei que eram espaçadas de 7 em 7 minutos.

Voltámos imediatamente à maternidade e fiquei logo internada, pois já estava com 3 cm de dilatação. O meu sofrimento começou aí. Às 8h00 tiveram de romper-me a bolsa das águas. Cerca das 10h00 deram-me a primeira epidural e foram chamar o meu marido para acompanhar comigo todo o trabalho de parto. Depois, de hora a hora os médicos vinham verificar como decorria a dilatação e diziam sempre que já faltava pouco para o Cláudio nascer.

Até às 17h00 eu ainda levei mais três doses de epidural e só nessa altura é que me levaram para a sala de partos. O meu marido não foi comigo pois os médicos disseram logo que o bebé teria de ser tirado a ferros, e eu fiquei muito admirada pois tinha feito a dilatação toda. Às 17h16 nascia a criaturinha mais bonita deste mundo, e mal colocaram o meu bebé em cima de mim, eu esqueci todo o sofrimento porque tinha passado. Antes das 18h00 o pai mais babado do mundo já conhecia o seu filho querido.

Neste momento o meu Cláudio tem quase 5 meses e a minha vida passou a ser toda programada em função dele, mas é muito bom nós acordarmos e sabermos que temos uma coisinha linda e querida para tratar com todo o nosso amor.

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Em: Ginecologia | 1 comentário

One Comment

  1. Olá,
    Estou a fazer um trabalho sobre mulheres que deram à luz sozinhas e gostava de contactar a Carla Paiva, do Cacém. Será que alguém tem o endereço de email dela?
    Muito obrigada,
    Susana Lúcio (susanalucio@gmail.com)

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