Vitamina C e AVC (acidente vascular cerebral)

Uma concentração elevada de Vitamina C e prognostico de um baixo risco de acidente vascular cerebral

A vitamina C (ácido ascórbico), um nutriente essencial encontrado primeiramente na fruta e nos vegetais, actua como antioxidante, protegendo o DNA, proteínas, e lípidos dos danos ocasionados pelos radicais livres de oxigénio. Estudos epidemiológicos sugeriram que elevadas concentrações de vitamina C estão relacionadas com o baixo risco de doença cardiovascular incluindo acidente vascular cerebral, apesar de estudos randomizados de intervenção não suportem este efeito.

No entanto, um número limitado de estudos de prospecção de pequena escala fez a ligação entre o elevado consumo de fruta e vegetais com o baixo risco de acidente vascular cerebral. Em Janeiro de 2008 foi efectuado um estudo por Myint e colegas que investigou a relação entre as concentrações de vitamina C plasmáticas e o risco de acidente vascular cerebral na população britânica.

Desenho do estudo: Participante (n=20649; idade média: ~58 anos) foi retirado da Investigação Prospectiva Europeia em Cancro (EPIC) – População de Norfolk, um cohort de homens e mulheres que vivem em Norfolk, Reino Unido. Este estudo foi iniciado entre 1993 e 1997 e continuado até 2005; os dados representam 9,5 anos ou 196 713 pessoas – anos de seguimento.

Os indivíduos foram incluídos apenas se eles não tinham tido um acidente vascular cerebral prévio e tinham completado um extensivo questionário respeitante à sua saúde e estilo de vida. Foram feitas medições antropométricas, e foi determinada a tensão arterial. Amostras sanguíneas foram determinadas na linha de base e 1 e mais tarde analisados os lípidos sanguíneos e a vitamina C.

Resultados: Pessoas com a vitamina C no quartil máximo têm um risco 42 % mais baixo de ter um acidente vascular cerebral do que aqueles do quartil mais baixo. Esta relação não pode ser explicada pelos factores relacionados tais como a idade, sexo, fumar, índice de massa corporal, pressão arterial, colesterol, actividade física, diabetes, enfarte do miocárdio, classe social, consumo de álcool, ou uso de suplementos dietéticos. Dados confirmados de outros estudos, documentam que fumar está dramaticamente relacionado com uma baixa vitamina C plasmática.

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Conclusões: Apesar dos dados deste estudo não poderem ser usados para inferir uma relação causal entre a ingestão ou concentração plasmática de vitamina C e risco de acidente vascular cerebral (AVC), eles podem ser utilizados justificadamente para sugerir que a concentração baixa de vitamina C pode servir como um excelente marcador biológico em indivíduos identificados com um elevado risco de AVC. Tal como referiu Padayatty e Levine no seu editorial, “Correlação não é causa”. Para além do mais, eles aplaudiram os investigadores pela clareza das suas descobertas, avaliação estatística e interpretação apropriada dos dados.

Referencia: Myint PK, Luben RN, Welch AA, Bingham SA, Wareham NJ, Khaw K-T. Plasma vitamin C concentrations predict risk of incident stroke over 10 y in 20 649 participants of the European Prospective Investigation into Cancer–Norfolk prospective population study. American Journal of Clinical Nutrition, January 2008.

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04. Fevereiro 2011 by admin

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