10 Causas de Arritmia Cardíaca (batimentos cardíacos irregulares) que você deve conhecer - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

10 Causas de Arritmia Cardíaca (batimentos cardíacos irregulares) que você deve conhecer

Uma irregularidade no ritmo do seu coração ou arritmia pode ser causada por vários fatores.

Doenças cardíacas como a doença arterial coronária, o enfarte, a doença valvular cardíaca e as doenças cardíacas congénitas podem estar em jogo.

Causas De Arritmia Cardíaca

Tensão arterial elevada, diabetes, doenças da tiróide, estresse, tabagismo, certos medicamentos e o consumo de álcool ou cafeína também podem estar na origem do problema.

Assim como distúrbios genéticos tais como a taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica e o síndrome do intervalo QT curto ou longo.

Quer se trate de uma repentina aceleração, de um salto ou de uma palpitação, uma irregularidade no ritmo do seu coração pode ser bastante preocupante.

Então, qual é o significado disso e qual é a sua causa?

O que é uma arritmia?

O ritmo cardíaco é regulado por sinais eléctricos controlados pelo nódulo sinusal, o “pacemaker” natural que está presente no seu coração.

Os impulsos elétricos viajam suavemente através das câmaras do coração, fazendo-as contrair numa ordem particular, de modo que o sangue seja impulsionado ao longo do seu corpo.

Qualquer problema neste processo pode causar uma arritmia que se trata de um ritmo cardíaco anormal, em que o seu coração bate demasiado depressa, muito lentamente ou irregularmente.

Os sintomas também incluem tonturas, dispneia (sensação de falta de ar), desmaios e palpitações.

Embora essas anomalias possam não significar nada mais do que um ligeiro desconforto ou inconveniência em alguns casos, elas também podem ter consequências fatais noutras alturas.

Esta é a razão pela qual você deve procurar identificar a causa e lidar com ela de forma adequada. Aqui fica um resumo dos fatores que podem causar irregularidades no ritmo cardíaco.

Causas de arritmia (batimento cardíaco irregular)

Doenças cardíacas

Múltiplas doenças que lesam o seu coração podem resultar num ritmo irregular.

1 – Doença arterial coronária

A doença arterial coronária (DAC) é um problema de saúde caracterizado pela acumulação de placas nas artérias que levam o sangue até ao seu coração.

Estas placas obstroem as artérias e reduzem o fluxo sanguíneo. Coágulos sanguíneos também se podem desenvolver nas artérias, se você tiver esta doença, o que pode bloquear o fluxo sanguíneo para o coração e provocar um enfarte.

Alguns fatores que aumentam o seu risco de desenvolver DAC incluem o tabagismo, a obesidade (sobretudo a gordura abdominal), a hipertensão arterial, a diabetes, o stresse excessivo, o sedentarismo, a depressão e os elevados níveis de colesterol no sangue.

Você poderá não sentir qualquer sintoma nos estágios iniciais da doença mas, eventualmente, os sintomas associados ao enfarte como a dispneia, as náuseas, a perda de consciência, os suores, a sensação de pressão no peito, a dor torácica, no pescoço, no braço ou na mandíbula, assim como um batimento cardíaco irregular ou acelerado poderão ser sentidos.

2 – Enfarte

Se o tecido do seu coração foi lesado por um enfarte prévio, você tem risco de desenvolver um batimento cardíaco irregular. Enquanto isso, um enfarte em curso é a causa mais comum do tipo de arritmia mais perigoso – a fibrilhação ventricular.

Nesta doença, as câmaras inferiores do coração contraem-se descontroladamente, o que provoca o colapso súbito da pessoa ou a perda de consciência.

Sintomas como dor torácica, náuseas, tonturas, batimento cardíaco irregular e dispneia podem ocorrer num intervalo de tempo que vai de alguns minutos até uma hora antes da pessoa afetada colapsar.

Chame pela ajuda médica de emergência, se você vir isso a acontecer, e comece a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) fazendo compressões torácicas no centro do peito do doente, enquanto espera que a ajuda chegue.

Uma máquina chamada desfibrilhador externo pode ajudar a reiniciar o coração.

3 – Doença valvular cardíaca

O seu coração tem 4 válvulas, cada uma delas localizada na saída de cada uma das 4 câmaras do coração. Elas ajudam a regular o fluxo sanguíneo através das câmaras cardíacas e fecham-se, após o sangue entrar na câmara, impedindo-o de voltar para trás.

Á medida que o batimento cardíaco empurra o sangue através do coração, as válvulas fecham-se, após o sangue entrar na câmara cardíaca, para evitar que ele volte para trás.

No entanto, se você tiver uma doença valvular cardíaca, uma das válvulas pode não abrir ou fechar corretamente. Isto pode ser provocado por uma doença congénita ou talvez dever-se ao desgaste normal.

Doenças como a DAC, a hipertensão arterial, um enfarte prévio ou a cardiomiopatia, que pode espessar ou cicatrizar o tecido do coração, também podem contribuir para o surgimento de problemas valvulares cardíacos.

Infeções como a endocardite, que afeta o revestimento do coração, ou a febre reumática também podem lesar as válvulas.

Em alguns casos, poderá não sentir qualquer sintoma da doença valvular cardíaca mas um sopro poderá ser ouvido, quando o estetoscópio é utilizado.

Os sintomas, quando presentes, podem incluir dor ou pressão torácica, dispneia particularmente intensa quando se deita ou pratica exercício físico, tonturas, fraqueza, inchaço dos tornozelos, pés ou estômago, além do batimento cardíaco acelerado.

Fique ciente, porém, que a gravidade dos sintomas não se relaciona com a gravidade da doença e algumas pessoas que apenas têm sintomas ligeiros poderão necessitar de tratamento urgente para prevenir lesões cardíacas.

4 – Doença cardíaca congénita

Um defeito cardíaco congénito é um problema estrutural do coração que se apresenta ao nascimento. Poderá afetar as válvulas ou as paredes do coração ou então as artérias e as veias que se encontram na sua proximidade.

Alguns defeitos podem ser pequenos e não causar qualquer problema, ao passo que outros podem causar alterações no fluxo sanguíneo como a diminuição do fluxo, o fluxo do sangue para locais errados, na direção errada ou o bloqueio completo.

Algumas doenças genéticas como a síndrome de Down estão relacionadas com os defeitos cardíacos congénitos.

Enquanto isso, doenças como a rubéola ou a diabetes descontrolada durante a gravidez, assim como o uso de certos medicamento, podem resultar em defeitos cardíacos nos bebés.

Alguns sintomas comuns adicionais dos defeitos cardíacos congénitos em adultos incluem cansaço, dispneia de esforço, sopro cardíaco, inchaço das extremidades e cianose da pele, lábios e unhas.

5 – Cardiomiopatia

A cardiomiopatia é uma doença que afeta os músculos do coração. Os músculos ficam esticados e tornam-se muito finos, anormalmente grossos ou muito rígidos ou podem ser substituídos por tecido adiposo ou cicatricial.

Isto pode levar a arritmia, assim como à formação de coágulos sanguíneos, insuficiência cardíaca ou enfarte. Muitos outros fatores como a DAC, a doença cardíaca congénita, a hipertensão arterial crónica, as infecções bacterianas ou virais do coração, o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas como a cocaína, a quimioterapia, a radioterapia, os défices nutricionais, as complicações provocadas pela gravidez, entre outros, podem provocar esta doença.

Se você tiver uma cardiomiopatia, poderá não ter qualquer sintoma inicialmente. À medida que a doença se agrava, poderá esperar sintomas como ritmos cardíacos anormais assim como dispneia, cansaço, dor torácica, tonturas, desmaios e inchaço dos tornozelos, pés, pernas, mãos ou estômago.

Hipertensão arterial

A hipertensão arterial (HTA), uma pressão aumentada nas artérias que carregam o sangue a partir do coração, pode fazer com que os seus batimentos cardíacos se tornem irregulares.

Uma pressão sistólica (medida quando o seu coração está a bater) superior ou igual a 140mmHg e/ou uma pressão diastólica (medida quando o seu coração está em repouso, entre batidas) superior ou igual a 90mmHg constituem a hipertensão arterial.

A hipertensão arterial  pode afetar várias partes do seu corpo, incluindo o coração, o cérebro e os rins, podendo mesmo levar a um enfarte ou a um AVC.

A hipertensão arterial é geralmente causado por um estreitamento das suas artérias. Fatores como a obesidade, o alcoolismo, o consumo excessivo de sal, o estresse e o sedentarismo podem aumentar o seu risco de desenvolver hipertensão arterial.

Certas doenças como doenças renais, apneia do sono e distúrbios hormonais também podem causar hipertensão arterial.

Na maioria dos casos, a hipertensão arterial não provoca qualquer sintoma, razão pela qual é conhecida como uma “assassina silenciosa”. Em casos severos, poderá experienciar sintomas como cefaleias intensas, fadiga, dispneia, vómitos e problemas de visão.

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Diabetes

A diabetes é uma doença na qual os seus níveis de açúcar no sangue estão anormalmente elevados. Desenvolve-se devido à incapacidade do seu corpo produzir insulina suficiente ou de usá-la eficazmente para estimular a absorção de glucose.

Altos níveis de açúcar no sangue podem aumentar os depósitos de gordura nas paredes das suas artérias, ao longo do tempo, provocando o estreitamento das artérias e eventualmente a doença arterial coronária.

O colesterol elevado, a hipertensão arterial, a obesidade, o diâmetro abdominal elevado, a apneia obstrutiva do sono, a síndrome dos ovários policísticos, entre outros, podem aumentar o seu risco de sofrer de diabetes.

A diabetes pode provocar sintomas como sede excessiva, fadiga, visão turva, poliúria (urinar frequentemente), polifagia (comer demasiado) e perda de peso. No entanto, é possível que você não sinta qualquer sintoma.

Doenças genéticas

Algumas doenças genéticas podem fazer com que o seu coração tenha um ritmo irregular.

1 – Taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica

É uma doença genética rara que ocorre quando as proteínas que regulam a libertação de cálcio no seu coração não funcionam adequadamente.

Isto poderá provocar um aumento dos níveis de cálcio no seu coração, o que conduz a problemas na sinalização eléctrica.

Os sintomas mais comuns desta doença são as palpitações, as tonturas e a cegueira temporária. Tais sintomas podem ser despoletados por emoções intensas ou até pelo exercício físico.

2 – Síndrome de Brugada

O síndrome de Brugada é outra doença genética que afeta a forma como o sistema elétrico do coração funciona e pode fazer com que o seu coração bata excessivamente rápido.

Muitas pessoas com esta doença não possuem qualquer sintoma mas você poderá ainda assim ver sintomas como palpitações, enxaquecas, cegueira temporária, dor torácica, tonturas ou dispneia.

Por vezes, estes sintomas podem ser despoletados pelo consumo excessivo de álcool, pela desidratação ou pela temperatura elevada.

3 – Síndrome do QT longo 

Trata-se de uma doença genética na qual os músculos do seu coração demoram muito tempo a recarregar entre batimentos sucessivos, podendo provocar batimentos cardíacos rápidos e caóticos.

As enxaquecas e a cegueira temporária são sintomas comummente causados por esta doença.

Por vezes, em pessoas com esta síndrome, o coração pode bater anormalmente rápido, privando o cérebro de oxigénio e fazendo com que a pessoa afetada desmaie. Normalmente, o ritmo volta ao normal em cerca de um minuto e a pessoa recupera a consciência.

No entanto, em alguns casos, o ritmo anormal continua e leva à fibilhação ventricular. Estes episódios podem ser despoletados pelo estresse, por um ritmo cardíaco lento durante o sono, por um som repentino ou pelo exercício físico intenso, sobretudo a natação.

Contudo, também podem ocorrer sem a presença de um gatilho.

4 – Síndrome do QT curto

Em pessoas que têm o Síndrome do QT curto os músculos cardíacos recarregam num período de tempo inferior ao normal, entre batimentos sucessivos. Isto pode causar sintomas como desmaios ou tonturas e conduzir à paragem cardíaca.

Se você tem um membro da família que faleceu devido a uma morte súbita cardíaca, será boa ideia fazer um rastreio genético para doenças que possam causar anomalias no ritmo do seu coração.

Se você for diagnosticado como portador de doença genética, poderá ser aconselhável realizar tratamentos preventivos como medicação ou o implante de certos dispositivos.

Doenças da tiróide

Tanto o hipertiroidismo, que ocorre quando a glândula tiróide produz demasiadas hormonas tiroideias, como o hipotiroidismo, no qual os níveis de hormonas tiroideias são demasiado baixos, podem resultar em arritmias.

Várias doenças podem provocar hipertiroidismo, incluindo a doença de Graves, tumores dos ovários ou dos testículos, tumores benignos da hipófise ou da glândula tiróide ou a inflamação da tiróide após a gravidez.

Infecções e alguns medicamentos como o lítio e o interferão alfa também podem ser responsáveis.

Alguns sintomas comuns desta doença são as palpitações, a fadiga, os problemas de concentração, um aumento visível da glândula tiróide (bócio), o aumento do apetite, a queda de cabelo, os tremores das mãos, o aumento da sudorese, o nervosismo, a perda de peso ou o aumento e as insónias.

Por outro lado, o hipotiroidismo é provocado sobretudo por um engano no seu sistema imunitário que o leva a atacar e a destruir erradamente a sua glândula tiróide ou por tratamento tratamentos para o cancro da tiróide ou por uma hiperactividade da glândula tiróide.

O défice de iodo, as infeções virais e alguns medicamentos usados no tratamento da depressão, da perturbação bipolar, das arritmias, de certos cancros, da hepatite C, entre outros, também podem ser a causa.

Sintomas como o aumento de peso, a depressão, o cansaço, as dores musculares, a sensibilidade ao frio, assim como o cabelo e a pele secos podem indicar a presença de hipotiroidismo.

Álcool

O consumo excessivo de álcool pode resultar num batimento cardíaco irregular. Limite o seu consumo diário a 1 ou 2 copos, se você for homem, ou a 1 copo, se você for mulher.

Um copo traduz-se, consoante o tipo de bebida, em 11 gramas de álcool se se tratar de um copo de vinho, 34 gramas de álcool se for uma cerveja ou 56 gramas de álcool se forem bebidas espirituosas.

Cafeína

O consumo excessivo de cafeína pode fazer com que o seu coração bata irregularmente. Não é recomendado consumir mais do que 400mg de cafeína por dia.

As mulheres grávidas deverão mesmo evitar o seu consumo ou restringi-lo a 300mg por dia. Para ter uma ideia, um copo de 22 cL de café tem à volta de 95 a 200mg de cafeína.

Tabagismo

Fumar pode provocar lesões no seu coração e causar irregularidades no seu ritmo cardíaco.

Medicamentos e suplementos

Vários medicamentos, incluindo alguns utilizados no tratamento de problemas do coração, da hipertensão arterial, da depressão e de psicoses, podem provocar ritmos cardíacos irregulares, assim como certos tipos de suplementos dietéticos e de drogas recreativas.

O seu médico poderá dizer-lhe se algum medicamento ou suplemento que você está a tomar pode provocar estes efeitos adversos.

Estresse

O estresse não afeta apenas a sua mente, também pode provocar problemas físicos como a arritmia. Na verdade, você já deve ter notado que também tem sintomas como tensão muscular, palpitações ou sudorese excessiva, quando você sente estresse.

Estes efeitos geralmente desaparecem quando o problema que causa o seu stresse é resolvido. No entanto, um estado constante de stresse poderá ser prejudicial e pode causar cefaleias, tonturas, dores musculares, insónias e cansaço.

O exercício físico regular, uma dieta equilibrada, dormir o tempo suficiente, fazer uma pausa, realizar meditação consciente e exercícios respiratórios de tranquilização podem ser úteis, se você estiver a lutar contra o estresse.

O que fazer em caso de arritmia?

Se os sintomas de arritmia persistirem ou se você tiver história de mortes inexplicáveis na família, procure um médico.

O seu médico deverá monitorizar os seus batimentos cardíacos usando dispositivos como um monitor Holter ou até monitorizar ou pedir um electrocardiograma, um exame que mede a atividade elétrica do seu coração.

Dependendo do diagnóstico, poderá ser recomendada a administração de um medicamento, a realização de uma cirurgia para remover o tecido cardíaco que causa arritmia ou a implantação de um pacemaker.

Mudanças no estilo de vida como parar de fumar, limitar o consumo de cafeína ou de álcool, diminuir o estresse, aumentar a atividade física (sob orientação de um médico), e manter um peso saudável também podem ser úteis pois afetam as condições médicas subjacentes assim como a própria arritmia.

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Referências

Arrhythmias (Heart Rhythm Disorders). University of Ottawa Heart Institute.
Coronary Artery Disease (Atherosclerosis). University of Ottawa Heart Institute.
Ventricular fibrillation. National Institutes of Health.
Heart Valve Disease. University of Ottawa Heart Institute.
Adult Congenital Heart Defects. University of Ottawa Heart Institute.
Understand Your Risk for Arrhythmia. American Heart Association.
Cardiomyopathy. University of Ottawa Heart Institute.

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