12 Causas de Osteoporose e Perda Óssea, que Você Deve Saber

Conforme nós envelhecemos e a taxa da perda de tecido ósseo supera a de reposição, pode haver um déficit.

Uma alimentação pobre em cálcio e vitamina D, os baixos níveis de estrogênio ou testosterona, o excesso de vitamina A, a ingestão excessiva de álcool ou cafeína, o sedentarismo, os distúrbios alimentares, certas condições médicas e um baixo índice de massa corporal podem aumentar a fragilidade dos ossos, deixando o indivíduo vulnerável à osteoporose.

Osteoporose

Geralmente, nós associamos a “força” aos músculos. Mas ossos fortes e saudáveis também são essenciais para a nossa qualidade de vida. Por isso, é importante dar a esses “resistentes soldados” alguma atenção e descobrir por que e quando eles se deterioram.

À medida que envelhecemos, é normal que o ritmo de perda óssea seja mais rápido que o habitual. Ao longo do tempo, essa diminuição pode ampliar o risco de fratura óssea e culminar na chamada osteoporose.

Em algumas pessoas com osteoporose, os ossos podem se tornar tão frágeis que até um espirro ou tosse são suficientes para causar uma fratura na costela! E algumas fraturas, particularmente aquelas que ocorrem no quadril, podem até mesmo deixar o indivíduo permanentemente inválido.

O preocupante é que a doença não é um problema incomum. Na verdade, 53 milhões de americanos têm a doença ou estão com risco elevado para desenvolvê-la devido a um baixo índice de massa óssea.

Há, no entanto, uma razão para levantar o ânimo. Enquanto no passado esta doença óssea sistémica era tratada como uma característica inevitável do envelhecimento, atualmente os especialistas acreditam que controlar os fatores de risco pode ser uma maneira eficaz de prevenir o problema.

Então, confira os fatores que podem causar esta doença.

O que é o osso?

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Você pode imaginar o osso como uma substância rígida e morta, mas, na verdade, trata-se de um tecido vivo, composto principalmente de colágeno e fosfato de cálcio.

Proteína fibrosa, o colágeno fornece uma estrutura macia, enquanto o fosfato de cálcio mineral proporciona uma estrutura rígida e resistente. Essa combinação faz com os ossos sejam fortes e flexíveis.

Contudo, os ossos não são estruturas definitivas. Assim como todos os tecidos vivos, eles sofrem mudanças. Quando o corpo precisa de minerais, como o cálcio, eles são liberados pelos ossos.

Então, no decorrer de toda a vida, o osso velho é reabsorvido pelo organismo e um novo osso é formado. Na verdade, após dez anos o esqueleto é completamente substituído, passando a contar com um novo conjunto de ossos!

Causas da perda óssea e osteoporose

Muitos fatores, como um histórico familiar de fraturas, crescimento de ossos frágeis durante a infância e adolescência, ser do sexo feminino, ser magro ou mais alto do que o habitual, podem aumentar a propensão à osteoporose. Na sequência, observe um olhar mais aprofundado sobre esses fatores.

Envelhecimento: um fator chave para a perda óssea

A taxa de tecido ósseo aumenta e diminui todos os dias. Durante a infância, adolescência e primeiros anos da idade adulta, a taxa de depósito é maior do que a de subtração.

Com isso, os ossos se tornam mais densos e fortes até os 20 anos, momento em que é atingido o pico de massa óssea.

Mas à medida que envelhecemos, a taxa de retirada do tecido ósseo começa a ultrapassar a de reposição. Assim, começamos a perder lentamente a densidade óssea por volta dos 35 anos de idade.

Embora esse processo aconteça com todos nós, alguns fatores podem aumentar a aceleração da perda óssea e deixar você vulnerável à osteoporose.

A idade, claro, é um fator significativo — mulheres e homens acima dos 50 e 70 anos, respectivamente, têm maior risco para desenvolver a osteoporose.

Má alimentação

Uma dieta bem equilibrada e rica em frutas e vegetais, com uma quantidade suficiente de cálcio, vitamina D, vitamina K e calorias é importante para minimizar a perda óssea.

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O cálcio e a vitamina D, que são necessários para a absorção de cálcio, são particularmente importantes.

Dos 9 aos 18 anos de idade, você precisa ingerir 1.300 mg de cálcio por dia, pois é nessa fase que o corpo está acumulando um estoque desse importante mineral.

Os adultos precisam de 1.000 mg por dia. Cerca de 1.200 mg por dia são recomendados para as mulheres a partir dos 51 anos e homens acima dos 70 anos.

No que tange à vitamina D, os indivíduos adultos (homens e mulheres) precisam de 600 UI diárias. Após os 70 anos, a quantidade aumenta para 800 IU por dia.

O que fazer: inclua alimentos ricos em cálcio, como vegetais verdes folhosos, leite e grãos de soja em sua dieta. Quanto à vitamina D, o corpo pode formá-la ao ser exposto à luz solar.

Mas uma vez que a exposição excessiva ao sol pode causar alguns problemas, como o envelhecimento cutâneo precoce o câncer de pele, também é recomendável consumir fontes alimentares ricas em vitamina D.

Os óleos de peixe e os peixes “gordos” também podem fornecer essa vitamina. Muitos alimentos, como cereais e leite, também são concentrados em vitamina D.

Excesso de vitamina A

Embora a vitamina A (retinol) seja importante para o crescimento ósseo, algumas pesquisas indicam que o consumo excessivo dela tende a aumentar o risco de osteoporose. Por que isso acontece?

O excesso de vitamina A provoca um aumento dos osteoclastos, células conhecidas por quebrar os ossos. Além disso, o consumo excessivo de vitamina A também pode interferir na vitamina D, necessária para a preservação óssea.

O que fazer: é aconselhável evitar o consumo de fontes altamente concentradas em vitamina A, como fígado, mais de uma vez por semana.

Além disso, as pessoas com alto risco de osteoporose, como os idosos ou as mulheres depois menopausa, são aconselhadas a limitar o consumo de retinol a 1,5 mg/dia.

Na verdade, consulte um médico antes de tomar quaisquer suplementos alimentares.

Baixos níveis de hormônios sexuais

Os baixos níveis de estrogênio (hormônio feminino) nas mulheres e de testosterona (hormônio masculino) nos homens estão associados a um maior risco de osteoporose.

Sabemos que o estrogênio induz os osteoclastos (células que quebram o osso para que os aminoácidos e minerais liberados possam ser usados em outra parte do corpo) à morte celular.

O mecanismo de funcionamento da testosterona ainda é um pouco confuso. Porém, sabe-se que ela é metabolizada em um estrogênio conhecido como estradiol e que essa transformação é, ao menos, parcialmente responsável por proteger as propriedades dos ossos.

Nas mulheres, a menopausa causa uma queda acentuada dos níveis de estrogênio. O sintoma mais comum, indicando uma deficiência de estrogênio nas mulheres antes da menopausa, é a falta de períodos menstruais.

Os períodos irregulares também podem ser causados por uma combinação de exercício físico intenso com a ingestão de baixas calorias, o que pode alterar os níveis hormonais.

As mulheres que mantenham uma dieta e atividade física fora do normal, como as bailarinas ou maratonistas, podem ser suscetíveis à osteoporose.

Nos homens, os baixos índices de testosterona também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da osteoporose. O consumo excessivo de álcool, o uso de certos medicamentos esteroides, etc., podem causar desequilíbrios hormonais nos homens.

O que fazer: uma terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser recomendada em alguns casos. No entanto, essa terapia não está livre de riscos.

Uma terapia de reposição de estrogênio, por exemplo, pode elevar o risco de doença cardíaca, derrame e câncer de mama, enquanto a terapia de reposição de testosterona pode estar associada à doença cardiovascular.

O médico pode ajudar a avaliar os benefícios e riscos associados a TRH.

Sedentarismo — ou estar acamado

A atividade física não só desenvolve os músculos, como também fortalece os ossos. Caso você não pratique atividade física o suficiente ou passe por longos períodos de inatividade — se estiver acamado, por exemplo —, a taxa de perda óssea poderá se acentuar.

O que fazer: mantenha-se ativo. Os exercícios de levantamento de peso, que estimulam a trabalhar contra a gravidade, são considerados os melhores para os ossos.

Outros exemplos de atividades são: caminhar, fazer cooper ou caminhadas, subir escadas, levantar pesos, jogar tênis e dançar.

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Uma pessoa saudável, mas que esteja acamada, pode recuperar a densidade óssea e retomar o peso por meio de exercícios de rolamento.

Quando for impossível retomar tais atividades, pode ser interessante tomar alguma medicação para tratar a osteoporose ou outros fatores de risco ligados a ela.

Tabagismo

Além de causar estragos no coração e pulmões, o hábito de fumar também pode enfraquecer os ossos. Vários estudos mostram que o tabagismo aumenta as chances de se desenvolver a doença. Isso também se deve ao fato de que fumar reduz a produção de estrogênio no organismo.

O que fazer: programas online, guias de autoajuda e aconselhamento podem ajudá-lo a parar de fumar.

Os estudos também demonstram que o uso de medicamentos que reduzem os sintomas de abstinência e o desejo de fumar pode duplicar as chances de se livrar desse hábito.

Um exemplo comum é a terapia de reposição de nicotina, na qual você consome pequenas doses de nicotina para lidar com a abstinência.

Consumo excessivo de álcool

Habitualmente, consumir quantidades excessivas de álcool pode aumentar significativamente o risco de osteoporose. Beber álcool em demasia não só perturba o equilíbrio de cálcio no corpo, como também causa um impacto adverso na atividade dos hormônios e vitaminas que protegem os ossos.

O que fazer: se você consome bebidas alcoólicas, procure limitar a ingestão. Os níveis moderados de álcool são definidos como 1 bebida por dia para as mulheres, e 2 bebidas diárias para os homens.

No caso, cada bebida se refere a cerca de 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho, ou 50 ml de destilados.

Consumo excessivo de cafeína

Embora um copo de café pela manhã possa fornecer a injeção de ânimo necessária para você passar o restante do dia, quantidades excessivas de cafeína podem contribuir para a perda óssea.

Isso acontece porque a cafeína afeta potencialmente a efetividade dos osteoblastos — células responsáveis pela resposta óssea ao estresse mecânico e aos fatores de crescimento.

O que fazer: embora somente um consumo superior a 3 xícaras de café por dia seja considerado um fator de risco para a osteoporose, especialistas recomendam limitar o consumo de cafeína a 400 mg/dia.

As mulheres grávidas são aconselhadas a evitar completamente a cafeína ou limitar a ingestão dela a 300 mg/dia. Um copo com 240 ml de café contém algo entre 95 a 200 mg de cafeína.

Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares, como anorexia nervosa e bulimia, podem provocar deficiências nutricionais que afetam negativamente os ossos.

Eles também podem causar desequilíbrios hormonais — uma baixa de estrogênio ou testosterona — ou um aumento do cortisol, que afetará negativamente os ossos, aumentando as chances de perda óssea.

O que fazer: distúrbios alimentares podem ser tratados por meio de uma orientação nutricional que ajude a manter uma dieta saudável, de uma terapia cognitivo-comportamental que auxilie na identificação e alteração de padrões inúteis de pensamento e comportamento, e da adoção de medicamentos.

Baixa massa corporal (IMC)

Caso o seu índice de massa corporal seja igual ou inferior a 19, você terá mais chances de desenvolver a osteoporose. O IMC é uma medida do seu peso. Você pode calculá-lo ao dividir seu peso (em kg) pelo quadrado da sua altura.

O que fazer: se o seu IMC estiver baixo, tente ganhar peso gradualmente. Mas não faça esse processo com determinados alimentos, como bebidas açucaradas ou bolos, que podem estar repletos de açúcar e gordura saturada, o que prejudicaria sua saúde.

Em vez disso, inicie uma dieta calórica equilibrada e saudável. Certifique-se de incluir na dieta os cereais integrais, frutas e vegetais, óleos insaturados, leguminosas, ovos, carne e outras fontes de proteína.

Medicamentos específicos

Vários medicamentos, incluindo alguns usados para tratar o câncer de mama, o câncer de próstata, epilepsias e convulsões, podem causar perda óssea. O mesmo se aplica ao uso prolongado de certos medicamentos esteroides.

O que fazer: consulte seu médico para ver se alguma medicação que você esteja ingerindo pode comprometer a saúde dos ossos. Em alguns casos, cabe ao médico sugerir alternativas mais seguras.

Condições médicas

Várias condições médicas podem aumentar o risco de osteoporose. Dentre elas estão:

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune caracterizada pela inflamação das articulações e tecidos adjacentes.

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Esses tecidos inflamados podem liberar enzimas que desgastam os ossos e a cartilagem que os envolve.

As pessoas com esta condição sentem uma rigidez e dor nas articulações, além de fadiga. Ao longo do tempo, as articulações podem ficar deformadas.

A dor e perda de função das articulações também podem levar à inatividade, o que pode aumentar ainda mais o risco da doença.

Desequilíbrios hormonais, infecção, influência genética e tabagismo são fatores que podem estar relacionados à artrite reumatoide. Dentre as opções de tratamento estão a fisioterapia, uso de medicação, exercício físico e intervenção cirúrgica.

Doença renal crônica

A doença renal crônica consiste na perda da função renal ao longo do tempo. Os rins desempenham um papel importante na manutenção dos ossos saudáveis.

Eles ajudam a manter os níveis de cálcio e fósforo em equilíbrio, além de converterem a vitamina D (proveniente dos alimentos) em calcitriol, a forma ativa da vitamina D usada pelo corpo.

A hipertensão arterial e a diabetes são as causas mais comuns de doença renal crônica.

A perda da função renal acontece lentamente, sendo que os primeiros sintomas podem incluir náuseas, perda de peso e de apetite, fadiga, dores de cabeça, ressecamento da pele e coceira.

Conforme o funcionamento dos rins piora, pode-se notar um clareamento ou escurecimento anormais da pele, dor nos ossos, sangue nas fezes, tendência aumentada para contusões, inchaço ou formigamento nas mãos e pés, sonolência, sede excessiva, etc.

Controlar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol pode ajudar a retardar os danos nos rins. À medida que a doença progride, pode ser necessário fazer diálise ou um transplante renal.

Glândula paratireoide hiperativa

As glândulas paratireoides produzem um hormônio conhecido como hormônio da paratireoide, o qual ajuda a controlar os níveis de cálcio, vitamina D e fósforo no sangue e nos ossos.

Os sintomas manifestados nesta condição se devem principalmente aos danos resultantes dos níveis elevados de cálcio no sangue ou da perda de cálcio nos ossos.

Dentre esses sintomas estão: dor nos ossos, fadiga, aumento da micção, pedras nos rins, depressão, perda de apetite e náuseas.

O tratamento pode envolver o aumento da ingestão de líquidos para evitar pedras nos rins, terapia de reposição de estrogênio, suplementação de vitamina D, remoção cirúrgica das glândulas hiperativas, etc.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é uma condição médica em que a glândula tireoide produz hormônios em excesso. Os níveis elevados de tiroxina (o hormônio da tireoide) podem acelerar a perda óssea.

Dentre os sintomas apresentados, você pode sentir ansiedade, insônia, fadiga, perda de peso e inchaço no pescoço. O tratamento consiste na adoção de medicamentos, cirurgia, ou iodo radioativo (tratamento com radiação).

Problemas de má absorção nutricional

Existem diversas condições médicas que impedem a absorção adequada de nutrientes pelo corpo, o que também pode levar à perda óssea.

Alguns exemplos são a doença celíaca, a fibrose cística e a doença de Crohn, além do bypass gástrico — uma cirurgia bariátrica usada para promover a perda de peso.

A ligação entre a osteoporose e saúde dental

A osteoporose também pode causar um impacto em outra área preocupante com o avançar da idade: a saúde dental.

Pesquisas indicam que há uma associação entre a osteoporose e a perda óssea das mandíbulas.

O osso das mandíbulas fixa os dentes. Logo, o enfraquecimento dele pode levar à perda dos dentes.

De fato, foi constatado que as mulheres com a doença são três vezes mais propensas a sofrerem perda de dentes do que aquelas sem essa condição.

Embora mais investigações sejam necessárias para determinar se os tratamentos para a osteoporose podem beneficiar o osso da mandíbula, os cientistas parecem estar otimistas quanto a isso.

Referências

Handout on Health: Osteoporosis. National Institutes of Health.
Androgen deficiency in men. Department of Health & Human Services
Osteoporosis – Causes. National Health Service.
Using Nicotine Replacement Therapy. National Cancer Institute.
Vitamin A and Bone Health. National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases.
What causes bone loss?. National Institutes of Health.
What causes bone loss? National Institutes of Health.
The Surgeon General’s Report on Bone Health and Osteoporosis: What It Means to You. National Institutes of Health.



09. agosto 2017 by Fabricio

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