Fotos Antes e Depois

A Gravidez vista por dentro

Como é a vida do futuro bebé antes de nascer? Que acontece dentro do útero materno durante a gravidez? Desde há muitos anos que os cientistas tentam dar respostas a estas perguntas.

Ainda que persistam muitas incógnitas, hoje sabe-se que o bebé intra-uterino é muito mais receptivo do que antes se pensava. Apesar de estar bem resguardado e protegido dentro da bolsa amniótica, não se encontra perfeitamente alheio ao mundo exterior nem afastado dos estímulos que recebe. A maioria dos sentidos começam a trabalhar muito antes do nascimento Quase todos os órgãos sensoriais já estão formados no final do segundo trimestre de gestação. E, excepto o olfacto (não há a certeza de que o feto possa cheirar), o resto dos sentidos põe-se em funcionamento antes de abandonar o seio materno.

O ouvido está perfeitamente desenvolvido na semana 26 de gravidez. A partir de então, o bebé não só ouve os ruídos corporais da mãe (o seu coração, o fluir do sangue, os movimentos intestinais, etc.), mas também os sons que chegam, amortecidos, do exterior (música, vozes…). Ao colocar uma fonte de ruído sobre o abdómen da mamã, a ecografia mostrou que os bebés de mais de seis meses de gestação começam a piscar os olhos.

Sobre a sensibilidade auditiva do feto fizeram-se numerosas investigações que colocaram em evidência que não se limita a escutar, mas que é capaz de diferenciar os sons uns dos outros e que tem as suas preferências. «As melodias suaves tranquilizam-no e fazem com que adormeça e os sons fortes sobressaltam-no», disse o Dr. Becerro de Bengoa, ginecologista e obstetra. «Em experiências realizadas no aeroporto de Osaka, no Japão, observou-se que o ruído dos aviões provocava movimentos fetais bruscos».

Isto, que foi confirmado por diversos estudos, é algo que muitas mães já sabiam.

Por exemplo, Helena, quando estava grávida de oito meses, teve de sair precipitadamente do local onde uns amigos celebravam o casamento. «Quando a orquestra se pôs a tocar um rock, começou a mexer-se e a dar-me pontapés. Percebi que não estava a sentir-se bem e saímos», disse-nos.

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Raquel teve uma experiência similar durante as festas dos Santos Populares. «Não pude ver o fogo de artifício. Com o primeiro estrondo, a menina pôs-se a dar pontapés com força e pensei que estava a acontecer algo de mau. Até o meu marido se assustou ao colocar-me a mão sobre a barriga e ao verificar como mexia».

Uma das descobertas mais surpreendentes á a constatação de que o feto tem memória.

Experiências diferentes demonstraram que os bebés podem recordar sons escutados antes de nascer. Por exemplo, há anos verificou-se que os recém-nascidos menores de três dias mostravam distinguir a voz da mãe entre outras vozes femininas, uma coisa que os cientistas atribuem ao efeito de ser essa a voz que acompanha o ser humano durante toda a sua fase fetal.

Outra experiência mostrou que o som duma buzina assustava visivelmente menos os bebés cujas mães haviam feito soar esse artifício durante a gravidez.

Também há experiências que verificaram a capacidade das crianças para recordar leituras e melodias que as suas mamãs leram e cantaram durante a gravidez. Uma investigação provou que, depois de nascer, os bebés eram capazes de reconhecer o conto que as mães haviam gravado e lhes haviam feito escutar, através de auriculares colocados no ventre, nas semanas anteriores ao parto.

No mundo da música conhecem-se casos assombrosos. Como o do director de orquestra Boris Brott, que um dia descobriu a sua capacidade para interpretar melodias que não conhecia, sem sequer olhar para a partitura. Mais tarde soube que eram as mesmas peças que a sua mãe, violoncelista de profissão, tinha tocado quando estava grávida.

A história está recolhida no livro “A vida secreta da criança antes de nascer” do médico canadiense Thomas Verny.

Ainda que o ouvido seja o sentido mais desenvolvido e analisado, não é o único que transmite informações ao feto

O gosto também funciona já dentro do útero materno. «Ao acrescentar substâncias distintas ao líquido amniótico, comprovou-se que é capaz de distinguir sabores: Enquanto que repele e cospe os amargos, engole os doces», anota o médico.

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Os olhos estão bem desenvolvidos cerca da 13ª semana de gestação e, ainda que permaneçam fechados a maior parte do tempo, o feto pode ver ou, pelo menos, perceber a luz. «Observou-se (mediante ecografia) como um foco luminoso, colocado junto ao ventre da mãe, pode molestar o feto, que reage esfregando os olhos e dando a volta».

O tacto também se desenvolve antes de nascer. A partir do quarto mês, o feto pode perceber as carícias que se lhe fazem através da parede abdominal. Parece incrível, e sem dúvida, algumas gestantes já viram sobressair da sua barriga um membro do bebé – às vezes nota-se perfeitamente o contorno de um pezinho – tendo em conta a espessura tão fina da camada de pele que separa o bebé da mão que o acaricia.

Além disso, com ultra-sons, foi possível ver que o bebé não é indiferente ao contacto, apenas sente a proximidade das mãos que o acariciam tenta «proteger-se» nelas. Pelo contrário, perante manobras isentas de ternura, a criança retrocede.

Se o feto é tão sensível aos estímulos, internos e externos, como sugerem estes estudos, o lógico é actuar em conformidade. Muitos especialistas são partidários de dar estímulos ao bebé durante a sua permanência no útero materno e incentivam os futuros papás a comunicarem-se com o seu bebé enquanto aguardam a sua chegada.

«A finalidade é garantir o vínculo com o futuro bebé e facilitar o encontro com ele», afirma Adriana Tribiño, psicóloga infantil, directora do Instituto Baby Care, de Madrid, dedicado à estimulação pré e pós-natal. «Se durante a gravidez se imaginarem com o seu bebé, lhe falarem, o acariciarem, etc., depois vão estar mais predispostos para estabelecer uma relação afectiva com ele, o que se vai repercutir positivamente no seu desenvolvimento e personalidade. Os bebés estimulados antes de nascer são crianças mais tranquilas e mais carinhosas», diz a psicóloga.

A estimulação pré-natal deveria fazer parte de todos os cursos de preparação maternal – na opinião de Bencerro de Bengoa – , porque ajuda a criar um condicionamento positivo no casal durante a gravidez e porque «Aos fetos que se lhes expressa afecto, são depois bebés mais saudáveis e alegres».

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27. junho 2010 by admin

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