A medicina deu um passo gigante

A medicina deu um passo gigante

Há alguns anos, quando uma mulher anunciava o seu estado interessante a outras mulheres, as que já eram mamãs em vez de lhe desejarem um parto feliz, diziam-lhe; «Que tenhas uma boa hora». Para estas mamãs, que sabiam já o que era um parto, o período do parto, reduzia-se a isso, uma hora; tudo o resto era inofensivo. As coisas já se alteraram muito desde então, mas não deixavam de ter razão. É verdade, de que das quatro ou cinco horas que pode durar a dilatação, as contracções verdadeiramente dolorosas não duram mais que uma hora.

É nessa altura que o cérvix alcança os dez centímetros necessários e o ponto culminante, a saída do bebé é já eminente (uns 60 minutos, quanto muito). Se se trata do segundo filho, a dilatação é mais rápida: entre duas e três horas, sendo o período expulsivo entre cinco e vinte minutos. Mas, o período mais difícil nunca ultrapassa os 60 minutos. Também é verdade que nem todos os partos são iguais nem decorrem à mesma velocidade. Consequentemente, a medida da dor varia: o que uma pessoa qualifica de insuportável, para outra é mais ou menos passageiro.

Sem dúvida, é neste campo que as coisas se alteraram muito, desde a década de 70, a tecnologia obstétrica deu passos de gigante, médicos e pessoal de enfermagem, contam com técnicas cada vez mais valiosas para enfrentar o parto, as melhores estão melhor preparadas para colaborar…Todos estes factores influem para que essa famosa hora, efectivamente, possa ser suportada com maior facilidade. É claro, que não basta empregar todos os esforços na recta final.

Os acontecimentos importantes há que também cuidar deles. Para que o parto seja mais fácil, é importante cuidar dele desde o primeiro momento, saber que ajudas existem para mitigar a dor – e solicitá-las se necessário – e, outro assunto primordial, confiar nos profissionais que nos atendem. O seu objectivo é também o nosso: conseguir que o nascimento do bebé decorra da forma mais segura e menos dolorosa possível, tanto para a mamã como para o filho.

Cursos de educação maternal

As técnicas aplicadas ao parto são cada vez mais complexas e sofisticadas, mas isso não exime a grávida de estar o mais informada possível acerca de todo o processo. Muito pelo contrário, precisamente essa complexidade faz com que estes cursos sejam cada vez mais necessários.

A experiência das parteiras, confirma que , efectivamente, quando a mulher conhece as variantes de um parto, os métodos que se aplicam caso surja uma complicação, perde o medo e sente-se mais segura. Existem mais razões para fazer cursos: conseguir a máxima flexibilidade dos músculos e articulações que intervêm no parto (ancas, abdominais, períneo), aprender a respirar em cada fase e conseguir que a futura mamã esteja mais descontraída. Nas aulas, ensina-se uma vasta educação sanitária, dirigida à maternidade (o primeiro dia com o bebé, vantagens do aleitamento materno, os cuidados com o bebé…), que será muito útil depois do bebé nascer.

Mas a teoria, por si só, não basta; é imprescindível praticar diariamente os exercícios de ginástica, respiração e relaxação (uns dez minutos para cada um). O ideal é começar o curso no primeiro trimestre de gestação, para poder aplicar a informação (prevenção de defeitos congénitos, remédios e pequenas indisposições…) no momento oportuno. É claro que, em muitos centros, as aulas não começam antes da semana 28.

Nestes casos, necessitam-se entre sete e dez sessões de umas duas horas semanais, uma de teoria e outra de prática. Seria bom que a técnica que ministra o curso fosse a mesma que atendesse a mamã depois do parto. Os diferentes turnos do pessoal de enfermagem não o permitem. Hoje em dia, esta possibilidade; se bem que haja algumas maternidades públicas ou privadas com cursos de educação maternal, pode existir só por simples acaso.

Monitorização fetal

Graças ao cardiotógrafo, o monitor fetal, pode medir-se o número de intensidade das contracções e frequência cardíaca do feto. Estes valores aparecem registados em gráficos de papel termosensível. Para o monitorização externa, colocam-se eléctrodos, sujeitos ao ventre da mãe por um cinto, e utiliza-se, sobretudo, nas últimas semanas de gestação, a partir da 38. Se existem problemas, o controlo repete-se de 48 em 48 horas.

Na altura do parto, recorre-se à monitorização interna, muito mais fiável, já que se faz por via vaginal. Consiste em colocar um eléctrodo no couro cabeludo do bebé e introduzir um catéter dentro da cavidade uterina (é imprescindível que a bolsa amniótica se tenha rompido). Para maior segurança, nos últimos anos tende-se a manter a monitorização até ao final, quando o bebé nasce. O período expulsivo é o momento mais agressivo para o bebé, porque as contracções são mais intensas.

Se tudo está controlado, pode-se pedir à mãe que controle as forças, de acordo com as indicações do médico, para evitar o sofrimento do bebé. Quando o monitor detecta que o ritmo cardíaco do bebé é anormal (superior ou inferior aos parâmetros 120 e 160 pulsações por minuto), o médico estará atento, pois pode ser indício de sofrimento fetal. Se os dados são alarmantes, faz-se uma análise de sangue, ou seja, faz-se um pH fetal, para avaliar o seu grau de sofrimento.

Esta prova é recomendada antes de se recorrer a um parto instrumental ou cirúrgico, já que uma interpretação errada dos gráficos pode levar a extracções fetais desnecessárias. A monitorização é obrigatória em casos de hipertensão, diabetes ou hipotensão; quando o parto é induzido, se administra a epidural ou se há riscos de existir sofrimento fetal.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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