Parto – Anestesia geral, local, Epidural, oxitocina e analgésicos

Anestesia geral

Caiu em desuso. Actualmente utiliza-se ás vezes em cesarianas programadas, nascimentos com fórceps ou ferros ou quando surge algum imprevisto durante a dilatação. Até há alguns anos utilizava-se bastante e só no período expulsivo final, para que, até esse momento a mãe pudesse empurrar. Através de uma máscara, aplicavam-se uns gazes derivados do éter, que induziam à mulher a um estado de dormência. Só aliviava as dores finais e o bebé nascia meio adormecido.

Anestesia local

Aplica-se nos nervos da zona do períneo e durante a fase final do período expulsivo. O médico recorre a ela quando é preciso realizar alguma manobra obstétrica instrumental, como a utilização da ventosa ou fórceps, e também para aliviar as dores da episiotomia e os pontos da sutura.

Administração de oxitocina

Esta hormona é a encarregada de provocar as contracções uterinas, produz-se de forma natural no hipotálamo e é segregada pela hipófises mas, quando as contracções naturais são escassas, irregulares ou de pouca intensidade, é necessário recorrer ao soro: quer dizer, à administração de oxitocina por via intravenosa. Através do sangue, introduzem-se outros componentes sanguíneos, entre eles, uns cinco por cento de glucose e água, para que a parturiente conserve as energias e esteja bem hidratada.

É compatível com a utilização de prostaglandinas, substâncias que se introduzem na vagina para favorecer a dilatação do colo do útero. O médico é quem decidirá se é necessário recorrer à administração do soro, e a que velocidade deverá ser administrado. A finalidade é conseguir que a dilatação avance ao ritmo ideal: três contracções cada dez minutos. O normal é que a fase da dilatação seja precedida de rotura espontânea da bolsa amniótica, mas nem sempre assim acontece.

Neste caso, o médico pode proceder à sua rotura, já que está demonstrado que o contacto directo da cabeça do futuro bebé sobre o colo uterino consegue estimular as contracções e consequentemente, chegar a acelerar o processo do parto.

Analgésicos

Utilizam-se cada vez menos. Os fármacos suaves – como o Nolotil – não aliviam as dores de parto, e os mais fortes são derivados da morfina, que se são eficazes, pode fazer com que a mulher fique nervosa, perca o controlo e colabore muito mal. Agora estão em desuso.

Epidural

Administra-se mediante uma pequena punção – quase indolor – entre as vértebras lombares e um fino catéter, que regula as diferentes doses de anestesia. A parturiente permanece consciente durante todo o tempo, mas não sente dores da cintura para baixo, o que lhe permite colaborar no momento necessário. Não é necessária uma dilatação mínima, se bem que nalguns hospitais se espere que o cérvix tenha alcançado dois ou três centímetros. Aos dez ou quinze minutos da primeira dose, os efeitos começam a notar-se.

A anestesia epidural está contra indicada em alterações da coluna vertebral, como a escoliose ou cifose, em casos de hipertensão, transtornos de coagulação, alterações metabólicas e algumas cicatrizes anteriores no útero. Mas, sem dúvida, goza de enorme aceitação, pois permite à mãe ajudar o seu filho a nascer e estar consciente para o receber.

As maternidades públicas podem ser mais impessoais, mas, em contrapartida, contam com tecnologia completa e actual. Este é um factor que deveremos ter sempre em consideração, especialmente em gravidezes de risco. Se se pode prever que o parto venha a ser prematuro, por exemplo, há que assegurar-se de que dispõem de UCIN (unidade de cuidados intensivos neo-natais).

Nos centros privados é mais fácil de que o médico que seguiu a gravidez realize também o parto, e o mesmo acontece com a enfermeira parteira. Outra das vantagens é dispor também de quarto individual, o que proporciona também maior intimidade depois e durante o parto.

Dar à luz em casa pode ser muito satisfatório, mas em qualquer parto pode surgir um imprevisto que exija uma actuação de emergência.

Recorre-se à oxitocina quando as contracções são fracas ou irregulares e também quando se aplica a epidural, porque este tipo de anestesia regula o processo.

Para que serve a amnioscopia

A cor que apresentam as águas amnióticas oferecem uma valiosa informação sobre a saúde do feto. Se são de cor clara, significa que o feto está bem. Quando o líquido é escasso, verde ou sanguinolento, é sintoma de que algo vai mal e procede-se à indução do parto. Como se obtêm estes dados? Inserindo por via vaginal um tubo estreito e comprido (o amnioscópio). Graças a uma luz que leva incorporada, pode-se observar a cor do líquido sem necessidade de romper a bolsa amniótica. Pode aplicar-se no final da gestação (quando o parto se atrasa) ou no início do parto. Alguns médicos são partidários de realizar sempre uma amnioscopia no começo da dilatação.

Os cursos de preparação ensinam a respirar correctamente, isto é importante, porque assim o sangue da gestante e do seu filho estarão mais oxigenados. As técnicas de respiração servem também para realizar as forças de forma eficaz. Se o pai assiste aos cursos, a sua ajuda será muito valiosa no momento do parto.

A enfermeira, a nossa melhor cúmplice

O normal é que, de mulher para mulher, se estabeleça de imediato um vínculo de cumplicidade. «está demonstrado que, quando a enfermeira toca na parturiente, a acaricia com carinho, está tranquiliza-se. e mais, este contacto físico através da pele faz com que o seu organismo segregue endorfinas, que contribuem para que sinta menos a dor – explica Angeles Rodriguez, enfermeira chefe da Associação Espanhola de Enfermeiras parteiras -. Logicamente, nem com todas as mulheres é possível alcançar este grau de confiança visto nem todas responderem de igual modo ás carícias; mas, quando surge este entendimento, o parto decorre muito melhor».

 

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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