Água - Qualidade, beneficios para a saúde e indicações terapêuticas
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Água

A água é um princípio fundamental na vida. Além de ser um nutriente, que regula o funcionamento do corpo, tem funções terapêuticas.

Portugal é um país com recursos hídricos importantes que podem ser aplicados nas mais variadas doenças.

Contudo, a hidrologia médica é um recurso pouco utilizado pelos profissionais de saúde portugueses.

Essencial à vida, a água do planeta exerce algum fascínio sobre o homem, transmitindo-lhe, muitas vezes, serenidade. Alguns estudiosos acreditam que foi nela que a vida nasceu.

Certo é o facto de que é na água que o ser humano se desenvolve, quando está no útero que o gera.

O Homem e a água têm assim um elo de união forte que, se for quebrado, pode acarretar consequências graves, quer no ecossistema quer na saúde humana.

No organismo, a água é protagonista, tendo pelo menos quatro papéis principais:

“Transporte de nutrientes para as células e de substâncias tóxicas para fora do corpo; excreção de produtos resultantes do metabolismo; solvente, regulador da temperatura corporal e facilitador da digestão”, explica a nutricionista Patrícia Padrão.

Apesar de terem sido realizadas algumas campanhas de informação, a população portuguesa parece não revelar grandes cuidados com a ingestão de água.

Assim, os médicos devem ter aqui um papel importante na sensibilização, reforçando que “uma desidratação continuada tem efeitos no organismo, a médio e a longo prazo”, comenta a nutricionista.

“Há a necessidade de se incluir o tema da hidratação nos programas de educação alimentar para as populações, de forma a promover o reconhecimento da importância do estado de hidratação para um estilo de vida saudável”, frisa.

Idosos são grupo de risco

Um estudo empreendido pelo Instituto de Hidratação e Saúde constatou que os portugueses, de ambos os sexos, ingerem de um modo geral poucos líquidos.

O mesmo trabalho, apresentado durante o VIII Congresso da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, que decorreu entre 28 e 29 de Maio, concluiu que o consumo de água aumenta até à idade de 50 anos, sendo que nos homens o consumo de bebidas alcoólicas é superior relativamente às mulheres.

Uma das autoras do estudo foi Patrícia Padrão, que refere: “os indivíduos em idade sénior são um dos grupos de risco, verificando-se que é a faixa etária que menos água ingere, e aos quais se recomenda particular atenção”.

Neste ponto torna-se relevante relembrar que a desidratação pode desencadear “doenças renais, infecções do tracto urinário, urolitíase, diminuição da secreção salivar e obstipação”, relata a especialista.

Quando se coloca a questão “gosta de água?”, a maioria das pessoas é capaz de responder que não.

Neste contexto, e sobretudo junto dos grupos que ingerem menos água, crianças e idosos, as águas com sabores podem ter um papel importante, contribuindo o sabor para a sua ingestão, sem perder o valor nutricional da mesma.

O ser humano deveria ingerir, diariamente, cerca de dois litros de água.

Os especialistas reforçam que esta ingestão pode ser feita através das mais variadas formas, como por exemplo através da sopa, das frutas e de legumes.

Funções terapêuticas da água

O termalismo em Portugal, as termas de Portugal, sobretudo a Norte do país, tem desde sempre grande tradição. Contudo, os últimos anos ficaram marcados por um abandono deste recurso terapêutico natural.

No entender do presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica e Climatologia, Pedro Cantista, “actualmente está-se a assistir a uma evolução e reforço nos efeitos e importância destas águas, maioritariamente junto de uma classe médica mais jovem, devido a aspectos ligados à ecologia, à importância que têm os equilíbrios globais da própria saúde e à cooperação universitária nesta área”.

Um contributo para o desenvolvimento desta área médica verifica-se já ao nível da implementação, no ensino universitário, de formações na área da hidrologia médica.

O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto, é um exemplo desta tendência.

“Os últimos 22 cursos de Medicina deste instituto tiveram seminários sobre hidrologia médica integrados na cadeira de Terapêutica.

Criou-se também uma cadeira opcional de Hidrologia Clínica, no sexto ano do curso de Medicina”, conta o docente universitário.

Apesar desta perspectiva optimista, o também director clínico das Termas de São Jorge, no concelho de Santa Maria da Feira, considera que, de um modo geral, “há um défice de informação da classe médica a respeito da água termal”.

Em Portugal, as águas termais podem ser aconselhadas para as mais variadas doenças, como as “respiratórias, musculoesqueléticas e metabólicas”, assinala Pedro Cantista.

Existem actualmente cerca de 30 termas em Portugal que funcionam, na região onde se inserem, como um meio de desenvolvimento local.

De acordo como site das Termas de Portugal, disponível em termasdeportugal.pt, as águas termais portuguesas têm efeitos terapêuticos em, pelo menos, 19 patologias .

Os benefícios terapêuticos dependem das características das águas, pelo que cada instância termal costuma referir as patologias para as quais está indicada.

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Factores que influênciam as necessidades hídricas

Temperatura ambiente – Em consequência do aumento da temperatura ambiente, aumenta a perda de água por transpiração e diminui a perda de calor por contacto directo da pele como ar. Quanto mais elevada for a humidade e a temperatura, maior será a quantidade de suor produzido. Em climas quentes, húmidos e sem vento, o organismo perde mais água, favorecendo assim a desidratação. De igual modo, com o aumento da temperatura corporal, em caso de febre, aumenta a sudorese, logo há também maior necessidade de ingestão de líquidos, de forma a desfavorecer a desidratação.

Alimentação – Quando é muito rica em sal, por exemplo, aumenta a concentração de sódio no líquido extracelular, o que potencia a necessidade de água.

Idade – A percentagem de água corporal diminui com a idade, em parte porque ao envelhecimento se associa um aumento da percentagem de massa gorda total. As crianças têm necessidades de água maiores que as dos adultos (por kg de massa corporal), uma vez que têm maior percentagem de água corporal. Nas mulheres, há uma tendência natural para um maior teor de gordura que nos homens, logo, a percentagem de água corporal total no sexo feminino é menor, sendo a necessidade de água também menor que nos homens.

Actividade física – Provoca perdas de água através de dois mecanismos: aumento da temperatura corporal e consequente aumento da evaporação de água do suor à superfície da pele; Cresce também a quantidade de água perdida pela respiração.

Indicações terapêuticas da água

O tratamento termal pode ser aplicado nas seguintes patologias:
– Afecções das vias respiratorias;
– Afecções do aparelho digestivo;
– Afecções nefro-urinarias;
– Afecções reumaticas e musculo esqueleticas;
– Aparelho circulatorio;
Asma;
– Bronquite;
– Diabetes;
– Doenças da pele e patologias dermatológicas;
– Doenças do aparelho respiratório;
– Doenças metabólico-endócrinas;
Ginecologia;
– Hipertensão;
– Medicina física e reabilitação;
– Problemas de pele;
– Programas de bem-estar e relaxamento;
– Sistema nervoso;
– Sistema osteoarticular.

Necessitades hídricas de grupos especiais

Lactentes – Os lactentes alimentados apenas a leite materno não necessitam de água adicional. Isto aplica-se tanto em ambientes amenos como em ambientes quentes e húmidos. O leite materno contém aproximadamente 87 por cento de água, o que satisfaz as necessidades do lactente dos 0 aos 6 meses de idade. Para o lactente dos 7 aos 12 meses, aproximadamente 74 por cento da quantidade total de água ingerida deve provir de água em natureza e de outras bebidas. As necessidades hídricas dos lactantes são calculadas de acordo com a necessidade da mulher adulta, acrescida da quantidade de água presente no leite materno, para os primeiros seis meses de lactação.

Crianças e adolescentes – Entre os 2 e os 9 anos existe uma diminuição percentual do conteúdo hídrico do organismo, aumentando a necessidade de ingestão de água apenas em 5 a 10 por cento.

Grávidas – Do aumento de peso que existe habitualmente, uma parte é água, devido ao crescimento do volume vascular e dos tecidos intersticiais. A necessidade de água das grávidas é pouco maior (apenas mais 3 por cento) do que a necessidade da mulher não grávida.

Idosos – Embora nos idosos as recomendações de água não sejam diferentes das dos adultos mais jovens, verifica-se normalmente nesta faixa etária uma diminuição da sensação de sede, podendo também observar-se alterações da função renal, como a diminuição da capacidade de concentração de urina.

Desportistas – Devem fazer uma correcta hidratação antes, durante e após o esforço físico. Esta hidratação dependerá da condição física do desportista, do tipo de exercício e das condições em que este se realiza. As recomendações devem ser específicas para cada indivíduo. O tipo de hidratação a fazer, nomeadamente o recurso a bebidas enriquecidas em sais minerais e glucose, dependerá da intensidade do esforço, da duração do exercício, das condições climatéricas no qual este é praticado e do estado de hidratação antes do início do exercício.

Dúvidas sobre a água

A água é feita de quê? Qual a sua qualidade? Quais as vantagens e beneficios para a saúde? Acabe com as dúvidas sobre esta bebida essencial.

Qual é a qualidade da água da torneira?

Sendo potável, a água da torneira pode ser bebida sem receio já que, antes de chegar a si, é submetida a diversos tratamentos adequados capazes de eliminar quaisquer substâncias nocivas, bem como microrganismos que pudessem, eventualmente, representar um risco para a saúde. De qualquer forma, se sente alguma relutância em beber água canalizada por lhe notar algum sabor estranho, pode utilizar um filtro que, ligado à torneira, a libertará das impurezas.

Que tipo de substâncias pode ter a água em geral?

Geralmente a água é composta por magnésio, cálcio e, por vezes, cobre, zinco e ferro, entre outros oligoelementos. No entanto, a água da torneira é a mais rica em sódio. Ao contrário de todas as águas (que vão desde as da fonte, às engarrafadas, passando pela da torneira), existe uma que não contém qualquer oligoelemento: a água destilada. Os minerais desta água são-lhe retirados por processos de vaporização.

Que se deve saber sobre as águas da fonte?

As características deste tipo de água podem ser muito diferentes, dependendo da sua origem. Uma vez que nascem de mantas subterrâneas consideram-se potáveis no seu estado natural. São quimicamente puras. Estas águas apresentam, desde a sua origem, características físico-químicas constantes, da mesma forma que se mantém constante a sua temperatura. Se a sua taxa de mineralização não ultrapassar os dois gramas por litro pode ser consumida sem qualquer problema mas, antes disso, deve recolher informação junto das entidades competentes sobre a sua qualidade.

As águas minerais podem beber-se sem restrições?

É preciso saber que este tipo de água não tem que responder às normas habituais de potabilidade, sendo de origem subterrânea profunda, o seu teor em minerais pode ser muito variável. Como tal, estas águas devem satisfazer as necessidades específicas de cada um, devendo o seu consumo ser mais limitado. Algumas delas chegam a ultrapassar a taxa de mineralização comum, pelo que podem, eventualmente, ser muito ricas em magnésio e flúor. Passado algum tempo do seu consumo regular, podem provocar alguns problemas nos rins e dentes.

Devemos beber sempre a mesma qualidade de água?

Não. Uma vez que os níveis de minerais existentes nas variadas marcas de água podem ser bastante diferentes, consoante as suas fontes, o ideal será alternar a qualidade que ingere, de onde não se deve igualmente excluir a água da torneira.

E a água do mar, pode beber-se?

Pode, se forem consideradas algumas precauções. Antes de mais, deve ser retirada de zonas puras, limpas e sem poluição. Também é aconselhável tratar esta água. Apesar destas considerações, que conduzem à moderação do seu consumo, a água do mar é bastante utilizada em centros de talassoterapia. Nesses locais é tomada no seu estado puro ou diluída em água doce ou em sumos de fruta, numa dose diária de cerca de 25 centímetros cúbicos no início do tratamento. Esta quantidade pode ir sendo gradualmente aumentada para cerca de 100 centímetros cúbicos diários. Existem já, em alguns centros de talassoterapia, ampolas de água do mar, que são particularmente indicadas, entre outros problemas, para casos de desmineralização orgânica. De qualquer forma, é sempre de respeitar a moderação e seguir o tratamento sob a vigilância de especialistas.

Qual a alternativa ao consumo de água para quem não gosta de a beber?

O que realmente é importante é que a água seja ingerida, o que não significa que tenha de ser no seu estado puro. Assim, pode consumi-la em chás de vários aromas e paladares, em sumos, em batidos de fruta, no leite, sopas e em todos os alimentos líquidos. Certos frutos são muito ricos em água, como é o caso da melancia e dos vegetais em geral.

Como é que beber água faz bem à pele?

Sabemos que a água entra em grande percentagem nas nossas células e isso não exclui as células cutâneas. Sendo que a água permite uma pele saudável, lisa e luminosa, é também esta que lhe dá vigor. Por outro lado, a pele, em especial a do rosto, está em permanente contacto com o ar atmosférico que apela à humidade aí existente. Mesmo que se dê alguma evaporação da água cutânea (em consequência destes apelos externos), ela será imediatamente reposta, se existir numa quantidade satisfatória no nosso maior reservatório natural: o organismo.

Beber água em excesso faz mal?

Não. O nosso organismo tem a capacidade de absorver toda a água que lhe fornecemos mas, encontrando-se em perfeitas condições metabólicas, rapidamente se libertará da que não precisa para o seu equilíbrio, através de uma diurese mais acentuada. Por esta razão podemos considerar a água um bom estimulador da função diurética.

Quando se sofre de retenção de líquidos, a água que se bebe não vai ficar também retida?

Neste aspecto é importante que, antes de tudo, se faça um bom combate aos factores que estão a favorecer a retenção dos líquidos, não só através da redução ou eliminação do sal, como através de drenagem linfática ou outro tratamento médico. A partir daqui, nada há a recear.

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