Aids: Conheça mais Sobre a Doença, Tratamento, Cura, Sintomas, Vírus e Sida
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Aids/Sida

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

A Aids é o resultado da destruição das células de defesa do organismo pelo vírus HIV.

Quando infecta o indivíduo, o vírus se multiplica nas principais células do sistema imunológico, os linfócitos, deixando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas.

O HIV é capaz de sofrer mutações e, dessa forma, engana as células de defesa. Por isso é tão difícil encontrar uma cura ou vacina para a doença.

Há poucos anos, uma pessoa infectada com sida tinha pouco tempo de vida. Mas, graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, atualmente o diagnóstico de Aids não é uma sentença de morte.

Uma pessoa com HIV pode viver com o vírus por um longo período e com melhor qualidade de vida, sem apresentar nenhum sinal da doença.

De acordo com o Relatório Anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a Aids, existem no mundo cerca de 33 milhões de pessoas vivendo com a doença.

Os Exames deve ser feitos duas vezes

Os anticorpos que são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV indicam nos exames a confirmação da infecção.

Mas, quando ocorre a contaminação pelo vírus da Aids, o aparecimento de anticorpos anti-HIV no sangue não é imediato, e estes podem não ser detectados nos resultado das análises laboratoriais.

Se, no período da janela imunológica, que acontece de duas a oito semanas, for feito um exame, há possibilidade de um resultado falso-negativo.

Nesse caso, o paciente precisa realizar novo exame dentro de dois meses.

É importante que, nesse tempo, ele não passe por nenhuma situação de risco, pois, se estiver realmente contaminado, já poderá transmitir o vírus para outras pessoas.

Os testes para comprovar a infecção pelo vírus são realizados a partir da coleta de sangue.

Os exames podem ser feitos em laboratórios de saúde pública, Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e laboratórios particulares.

Os atuais tratamentos possibilitam ao portador do HIV uma vida longa e de melhor qualidade. Mas o preconceito e a desinformação ainda são grandes.

Especialistas procuram novos tratamentos contra o virus da sida/aids

Estudos revelam que a terapia genética é uma alternativa para tratar pessoas com HIV e tem perspectiva de ser desenvolvida como uma terapia convencional para a Aids, apesar de que ainda não pode substituir o uso dos antirretrovirais.

Uma vacina eficaz e segura contra a Aids pode ser a única forma de controle do avanço da epidemia, principalmente com recursos limitados. Mas, apesar dos avanços científicos, ela ainda não existe.

Nos CTAs do SUS, o exame é feito de forma anônima e gratuita.

O teste Elisa é a técnica usada como avaliação inicial. Caso o resultado da amostra de sangue dê positivo, é preciso realizar outros exames para confirmação, como o de imunofluorescência indireta para HIV-1 e o Western Blot.

Existem ainda os testes rápidos anti-HIV. Em menos de 30 minutos é verificada a presença de anticorpos contra o vírus. Podem ser realizados no momento da consulta, recebendo o aconselhamento pré e pós-teste.

Mães com Aids, bebês saudáveis

As campanhas contra a Aids, principalmente na época do carnaval, chamam a atenção para o uso de preservativos. E não é por menos.

Diversos estudos confirmam a eficiência da camisinha na prevenção da sida e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Se, porventura, a mulher portadora do HIV estiver grávida, tem chances de dar à luz um bebê saudável se tomar os devidos cuidados.

Para evitar a transmissão das mães para os filhos, a realização do prénatal é essencial. Se as orientações médicas forem seguidas rigorosamente, o risco é reduzido em quase 70%.

O recém-nascido também deve usar o mesmo medicamento que a mãe por seis semanas.

A infecção pelo HIV também se dá através da amamentação, por meio do leite materno contaminado, que deve ser substituído, quando possível, por leites de bancos de leite ou artificiais.

O Tratamento melhora a qualidade de vida

O Brasil é um dos primeiros países a adotar políticas de saúde significativas para a melhoria do atendimento da população com HIV. O acesso aos medicamentos usados no tratamento da Aids é gratuito.

O Sistema Único de Saúde distribui os antirretrovirais mais a talidomida (drogas que inibem a reprodução do HIV no sangue).

Combinados, são conhecidos como “coquetel”. Essas substâncias contribuem para o bem-estar dos pacientes, reduzindo a carga do vírus, e para a reconstituição do sistema imunológico.

Atualmente, o Brasil tem condições de produzir alguns antirretrovirais e discute a quebra de patentes de novos medicamentos.

Isso permitiria que laboratórios brasileiros, públicos ou privados, produzissem os medicamentos a preços menores, diminuindo os custos com a compra de remédios importados.

Além dos medicamentos, é indicada a utilização de terapias complementares, como o consumo de suplementos vitamínicos, a acupuntura e massagens para aliviar os efeitos colaterais.

A EVOLUÇÃO DO VIRUS AIDS/SIDA

Infecção aguda – Com o ataque ao sistema imunológico, o paciente tem uma série de complicações e sintomas, como febre, faringite, inflamações no esôfago e na genitália, redução da força muscular, dor de cabeça, aumento do tamanho do fígado e do baço, perda de peso e náuseas.

O tempo entre a exposição ao vírus e os sintomas é de cinco a 30 dias. Ocorre em 50% a 90% dos pacientes.

Assintomática ou latência clínica – Depois da infecção inicial, o portador do HIV pode passar anos sem sintomas.

No caso de a doença já ter sido diagnosticada, os médicos avaliarão o histórico clínico e as situações que agravem a evolução da enfermidade, como hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças hepáticas, renais, pulmonares, entre outras. Deverá ser iniciado o tratamento para evitar que o vírus se prolifere ainda mais.

Sintomática inicial – Após o período de latência, com a debilitação do sistema imunológico, surgem sinais e sintomas inespecíficos, como sudorese noturna, fadiga, emagrecimento e redução do número de plaquetas, além da infecção por fungos (candidíase oral e vaginal), costumam ocorrer.

Os pacientes podem apresentar ainda lesões brancas em certas regiões da boca, gengivite, diarreia frequente, sinusite e herpes.

AIDS – As doenças oportunistas se instalam devido ao organismo fragilizado do sistema imunológico.

Essas infecções são causadas por micro-organismos que, muitas vezes, não são capazes de desenvolver doença em pessoas com sistema imunológico normal.

Os pacientes de Aids também se tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente de colo do útero nas mulheres.

Nas crianças com Aids surgem severas infecções por bactérias comuns a toda criança: conjuntivite, inflamações no ouvido e garganta.

Deixe o preconceito de lado

Existe um grande preconceito com os portadores do HIV, principalmente devido à desinformação.

Muitas pessoas ainda acreditam que podem pegar Aids apenas com um beijo no rosto, um abraço ou um simples aperto de mão. Mas isso é um grande equívoco.

O HIV é transmitido pelo sangue, pelo sêmen, pela secreção vaginal e pelo leite materno, apenas.

E ele não atravessa a pele: é preciso que haja alguma porta de entrada no corpo, como uma ferida ou em mucosas (olho e boca), por exemplo.

Assim pega:
– Sexo sem camisinha
– Uso da mesma seringa ou agulha de um portador
– Transfusão de sangue contaminado
– Instrumentos cortantes não esterilizados
– Gravidez, parto e amamentação

Assim não pega:
– Sexo com camisinha
– Masturbação a dois
– Beijo no rosto ou na boca
– Suor e lágrima
– Picada de inseto
– Aperto de mão ou abraço
– Talheres e copos
– Assento de ônibus
– Piscina, banheiros, pelo ar
– Doação de sangue
– Sabonete, toalha e lençóis

Serviços sociais para a população

A rede de apoio às pessoas com Aids inclui os serviços públicos de saúde e um conjunto de ações desenvolvidas pelas organizações da sociedade civil.

Belo Horizonte – MG
Ação Social Arquidiocese – Aspa –(31) 3422-4430 – www.arquidiocesebh.org.br

Brasília – DF
Transforme – Associação de Prevenção e Tratamento de Dependentes Químicos e Portadores de HIV – (61) 3468-7856 – www.saude.df.gov.br

Niterói – RJ
Associação de Amigos Enfermos da Casa Maria de Magdala– (21) 2621-2233 – www.casamariademagdala.com.br

Porto Alegre – RS
Casa Lar Mãos Unidas – (51) 3315-5112 –www.maosunidas.org.br

Salvador – BA
Caash – Casa de Apoio e Assistência ao Portador de HIV/Aids – (71) 2103-0150 – www.casaah.com.br

São Paulo – SP
Casa de Apoio Resplendor – (11) 5814-7479 –www.prefeitura-sp.gov.br

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Atualizado em 13 Janeiro 2018

One Comment

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  1. Ninguem gosta de comentar coisas nesses sites, mas, digo que o que a pessoa tem que cuidar mais e da mentalidade, pois ela pode agravar ou amenizar a situaçao, sempre pense que voce esta bem, declare que voce tem dentro de si uma força que pode promover a cura interna. diga “mude” e pense que vc esta curado, pois a mente pode te curar ou o contrario, ela e poderosa.

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