Aldeia Galega da Merceana – Alenquer

Aldeia Galega da Merceana é hoje uma pequena povoação que parece ter adormecido no tempo, mas foi suficientemente importante no passado para ter obtido de D. Dinis, no começo do século catorze (1318), o seu primeiro foral, reformado mais tarde (1513) por D. Manuel. Chamava-se nesse tempo Montes de Alenquer e era lugar habitualmente visitado por D. Leonor, mulher de D. João II, nas suas viagens entre Caldas e Lisboa. Nos começos do século XVIII, o autor da Corografia Portugueza descrevia assim a Vila de Aldeia Galega da Merceana:

«Foi esta Vila antigamente lugar da vila de Alenquer, a que chamavam os Montes, cujos moradores eram obrigados a assistir na fábrica dos seus muros: é toda cercada de outeiros, duas léguas distante de Alenquer para o Noroeste e passa junto dela uma ribeira, que se vai meter no seu rio. Tem cento e trinta vizinhos com uma igreja paroquial da invocação de N. Senhora dos Prazeres, Priorado rendoso do Padroado das Rainhas, com quatro Beneficiados; Casa da Misericórdia, uma Ermida de S. Sebastião à entrada da Vila e outra do Espírito Santo com o seu Hospital. É abundante de pão, vinho, frutas, gado e caça e recolhe algum azeite.

Assistem ao seu governo civil dois Juizes Ordinários, três Vereadores, um Escrivão da Câmara, e Almotaçaria, Procurador do Conselho, um Juiz dos Órfãos com o seu Escrivão, três Tabeliães do Judicial e Notas, dois Almotaceis e um Alcaide. Ao militar duas Companhias da Ordenança com seus Oficiais.

O seu termo tem os lugares seguintes: Merceana tem cem vizinhos; o Arneiro tem sessenta vizinhos, Vale Benfeito tem dezasseis; Barbas de Porco tem doze; Palhacana tem trinta; Aldeia Gavinha tem cento e vinte; Freixial de Baixo doze vizinhos; Freixial do Meio com trinta e seis e Freixial de Cima com quinze; Cortegana com quinze; Atalaia com sessenta.»
A Casa da Rainha, o pelourinho, a igreja matriz e a pequena capela do Espírito Santo são, ainda hoje, testemunhos do antigo município integrado no concelho de Alenquer em 1855.

Área:19 km2

Lugares: Aldeia Galega, Arneiro, Barbas, Casais Brancos, Corujeira, Merceana, Paiol e Vale Benfeito.

Património Construido (a visitar): Arquitectura urbana de Aldeia Galega, Casa da Rainha/Aldeia Galega, Pelourinho/Aldeia Galega, Igreja de Nª.Srª. dos Prazeres/Aldeia Galega, Capela do Espírito Santo/ Aldeia Galega, Igreja de Nª.Srª. da Piedade/Merceana, Igreja e Convento de Stº. António de Charnais/Merceana e Capela do Espírito Santo/Arneiro.

Festas, Feiras e Romarias: Procissão dos Passos (Aldeia Galega no 3º domingo da Quaresma e Merceana no 4º. domingo da Quaresma), em honra de Nª. Srª. dos Prazeres/Aldeia Galega (1º. fim de semana de Junho), em honra de S. João Baptista/Arneiro (24 de Junho), Bênção das vinhas em Aldeia Galega (começos de Junho), em honra do Divino Espírito Santo/Casais Brancos (2º. domingo de Julho), Círio de Geraldes à Merceana (primeira quinzena de Outubro), em honra do Divino Espírito Santo/Vale Benfeito (3º. fim de semana de Junho), em honra de S. Sebastião/Paiol (último fim de semana de Julho).

Aldeia Galega da Merceana

Brasão – escudo de prata, um pelourinho de púrpura, cingido de uma coroa de ouro, com pedraria, acompanhado em orla de três escudetes de azul, carregado cada um de cinco besantes de prata, posto um em chefe e dois em faixa, alternando com quatro estrelas de seis pontas de vermelho. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: ALDEIA GALEGA DA MERCEANA.

Bandeira – de azul. Cordão e borlas de azul e ouro. Haste e lança de Ouro.

Selo branco – circular, com as peças do escudo sem a indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos, onde corre a legenda: Junta de Freguesia de Aldeia Galega da Merceana”.

Simbolismo

Esta freguesia, que já foi vila e sede de Comarca, possui brasão de armas, documentado no escudo existente no pelourinho quinhentista. Nem todas as Vilas se podem gabar deste facto ou pelo menos de o poderem documentar, o que constitui uma honra digna de salientar. O escudo apresenta uma árvore, acompanhada em orla de três escudetes das quinas e quatro estrelas. A Junta de Freguesia fez questão de ver no seu brasão, em vez de árvore, o próprio pelourinho. Por ser Vila das Senhoras Rainhas, foi este envolvido por uma coroa aberta, para lembrar este facto. Manteve-se portanto o elemento histórico na composição do brasão e respeitou-se quanto possível a heráldica existente. Pelo facto de já ter sido vila, mantém-se a coroa mural de quatro torres, como elemento histórico. Bandeira de azul, cor tirada das quinas. Cordão e borlas de prata e azul.

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres – Aldeia Galega

A igreja é um monumento de muito interesse. Apresenta interiormente uma concepção ornamental característica da segunda metade do século XVIII, altura em que deve ter sido profundamente alterada. É de uma só nave com capela-mor mais estreita que o corpo da igreja. Tem três altares de talha branco e oiro; à volta do altar-mor e da nave há um magnífico silhar de azulejos setecentistas, de painéis figurativos com cenas bíblicas. Do lado esquerdo: «Colheita do Maná», «Abraão e os Anjos», «Exploradores da Terra da Promissão», «Ester e Assuero», «Bódas de Caná» e «Multiplicação dos pães». Do lado direito: «Sacrifício de Melquisedeque», «Sacrifício de Isaac», «Elias e o Anjo», «David e Abigail», «Milagre da Piscina de Betsaida» e «Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém».

É notável a pintura sobre madeira do tecto da capela-mor com os quatro Evangelistas (séc. XVIII). Da mesma época é o tecto da nave, em madeira pintada com motivos vegetais, que apresenta ao centro o tema «Assunção da Virgem», pintado sobre tela. As janelas são ornamentadas com talha rocaille. O coro da igreja, bastante espaçoso, é valorizado por uma balaustrada em talha branco e oiro. Nas paredes, além dos dois púlpitos ornamentados, há nove telas de boa pintura com características do século XVIII; nos altares laterais as imagens de «S. Miguel» e de «Nª. Sª. do Rosário» constituem um bom exemplo de integração da estatuária em retábulos de talha dourada. Há na igreja outras imagens valiosas. Na capela baptismal podemos ver uma interessante pia renascentista com inscrição gótica e uma tela com o habitual tema do «Baptismo de Cristo».

Uma capela lateral, com uma traça nitidamente mais antiga, assinala os vestígios da primitiva igreja. O tecto é em abóbada de arcos cruzados. O altar, em talha dourada setecentista, tem um belo frontal de azulejos hispano-árabes. No chão desta capela há uma interessante pedra tumular armoriada e no fecho da abóbada, um florão esculpido com o motivo heráldico. Esta capela pertenceu à família dos Condes de Ericeira. Há ainda na igreja outras lajes tumulares. A porta principal do templo, protegida por um alpendre simples, é de desenho manuelino e apresenta lateralmente duas colunas torsas com enfeites florais que definem, por sobre a porta, um arco ultrapassado característico deste estilo. Como nota arcaizante deste belo pórtico, dois capitéis com carrancas humanas a lembrar a sua ascendência gótica. O conjunto é de muita beleza e equilíbrio. Ao longo da parede lateral esquerda da igreja corre uma alpendrada com colunelos toscanos. Classificada como Imóvel de interesse público. Decreto n.º 45.327 de 25/10/196 32)

Igreja de Nossa Senhora da Piedade – Merceana

Pelo seu valor artístico, pelo seu interesse histórico e pela riqueza etnográfica de algumas das suas tradições, festas e romarias, esta igreja ocupa um lugar de relevo dentro do panorama cultural do Oeste estremenho. Envolvida pela malha urbana da velha povoação que foi crescendo à sua volta, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade é de construção sóbria e não apresenta particularidade arquitectónica exterior que cative a atenção ou desperte o interesse do passeante desprevenido. No entanto, franqueada a porta, logo o seu interior se revela rico e cheio dos sinais que testemunham uma obra de arte. Os vestígios da construção inicial e as muitas alterações e restauros sofridos ao longo do tempo deixaram as suas marcas que vão desde os começos do século XVI até aos nossos dias; porém, toda esta sobreposição de estilos e de gramáticas decorativas se fundem e casam num belo equilíbrio de formas, de luz, de proporções e de cor, que encantam qualquer visitante interessado. A origem desta igreja, ligada a uma lenda e a um culto pré-cristão, remonta ao início do século XIV. No século XV já a igreja era um importante centro de peregrinação pois há a notícia de um Círio que, saído de Lisboa para as festas do Espírito Santo de Alenquer, seguia depois para a Capela da Senhora da Piedade da Merceana. Mais tarde, nos começos do século XVI, a Rainha D. Leonor, viúva de D. João II, mandou edificar uma grande igreja para substituir a velha capela.

Desta construção pouco resta, para além da definição do espaço interior do templo e do magnífico conjunto formado pelo arco do cruzeiro e pelas duas arcadas separadoras das três naves da Igreja. O arco do cruzeiro em calcário branco é um notável exemplo da arte Renascença inicial, com pilastras e colunas-balaústre, profusamente ornamentadas. Ao cimo, junto da cornija superior destacam-se dois medalhões figurativos. Na luneta, entre a volta do arco e o tecto, sobressai um belo relevo policromado alusivo à lenda do pastor e do boi Marciano. Junto da base da segunda pilastra, do lado direito está gravada a data de 1535. Os quatro arcos de volta inteira, que separam as naves, são suportados por colunas assentes em bases altas e com belos capitéis de ornamentação ao gosto renascentista. Os arcos apresentam no intra-dorso restos de policromia. Igreja rica, com bens próprios e protecção real, não será de estranhar que a sua traça original tivesse sofrido alterações e beneficiações profundas ao longo dos quatrocentos anos da sua existência.

Assim, e mal terminada a igreja primitiva, logo nos começos do século XVII, na época do domínio dos reis Filipes de Espanha, foi construído o primeiro altar-mor em talha dourada e toda a capela-mor beneficiada com um revestimento de azulejo de tipo tapete. Data também da época filipina a actual sacristia onde hoje se encontra o altar atrás referido. A grande teia de torneados em madeira do Brasil e o elegante púlpito de mármore vermelho, são também da época seiscentista. É porém no século XVIII que a igreja vai beneficiar de transformações mais profundas. Assim, em 1704 constrói-se, do lado sul, a primeira torre (que desaba com o terramoto de 1755 e logo após é reconstruída), a fachada principal com galilé de três arcos frontais e acrescenta-se ao corpo principal da igreja o celeiro e a sala de sessões.

O interior do templo é bastante beneficiado nesta altura:coloca-se o coro, e entre 1746 e 1748 os pintores António Pimenta Rolim e Francisco Pinto Pereira executam as pinturas do tecto da Igreja, onde, numa composição ao gosto de Baccarelli, pintam na nave central uma bela «Coração da Virgem» emoldurada com uma grande profusão de elementos vegetais, símbolos religiosos e figuras alegóricas. Do século XVIII são os três altares, os lambrequins das janelas e das portas, o varandim do coro em talha dourada e o mosaico florentino de mármore policromo do altar-mor. O pequeno órgão de tubos, existente no coro, é também aquisição desta época. As quatro telas existentes na capela-mor, grande parte dos paramentos ainda em uso na igreja, os vasos litúrgicos e a redoma de prata e vidro existente no trono, que abriga a antiquíssima e pequena imagem gótica de Nossa Senhora da Piedade venerada pelo boi e pelo pastor da lenda, são também belos exemplares do século XVIII.

Os azulejos que embelezam toda a igreja, pertencem a várias épocas. Na capela-mor, os painéis historiados, em azul e branco, são do século XVIII. Nas paredes laterais, os lambris de azulejo policromado com desenho neo-clássico pertencem já a um período mais tardio. Ainda na nave da Igreja existem dois painéis rectangulares figurativos que são da mesma época dos existentes na capela-mor. Valorizam esta igreja os seus altares de talha dourada. Os altares laterais, dos começos do séculos XVIII, são extraordinários exemplares da talha barroca com as suas colunas torsas, os frontões interrompidos, os baixos relevos, os medalhões e anjos de grandes dimensões apoiados nos remates superiores. As imagens dos dois altares, «S. José» e «Nossa Senhora da Conceição», integram-se perfeitamente nesta profusão decorativa.

Assinale-se ainda a feliz ligação da talha dourada dos altares com o lavor renascentista dos arcos de suporte da nave. De época posterior é o altar-mor, belo exemplar de talha dourada dos finais do período barroco. Ainda na capela-mor, assinale-se o grande valor da pintura do tecto, infelizmente muito degradada e em risco de se perder. Na sacristia existem outros painéis de azulejos do século XVIII historiando a recolha de ofertas para a Confraria da Igreja. Durante o século XIX poucas alterações houve na igreja; no entanto, em 1960, novas obras foram feitas: o velho celeiro foi transformado em Baptistério, com um projecto do arquitecto Ribeiro Cristino. O escultor Leopoldo de Almeida modelou em bronze um S. João Baptista para a pia baptismal; Severo Portela foi o autor de uma monumental Cabeça de Cristo, pintada a óleo num painel adossado a uma das paredes; Eduardo Leite concebeu o pavimento em cerâmica policromada.

Num pequeno museu do primeiro andar estão expostos objectos pertencentes à Confraria de Nossa Senhora da Piedade da Merceana e à ganaderia que ela administrou até cerca de 1911. As festas desta igreja eram a «25 de Março e no domingo da Santíssima Trindade… Além da missa solene e da procissão constavam sempre de tourada e feira». Anualmente havia também quatro círios que vinham de Achete (Santarém), de Alhandra, de Atouguia da Baleia e de Geraldes (Peniche). Este último ainda hoje se realiza na primeira quinzena de Outubro

Igreja e Convento de Santo António de Charnais – Merceana

Este convento de frades capuchos, fundado no século XVII e hoje transformado em lar de terceira idade, possui um dos mais valiosos conjuntos de azulejaria do concelho de Alenquer. A igreja, com acesso por uma galilé abobadada, tem uma única nave. O tecto é em abóbada de berço que, na capela-mor, ainda apresenta restos de pintura a fresco. As paredes laterais estão ornamentadas com azulejos setecentistas que formam dezoito painéis recortados historiando alguns milagres e outras cenas de vida mística dos Franciscanos. Na parede do lado direito está implantado um púlpito de sóbria talha do século XVIII, em azul e oiro tal como os dois altares colaterais. Na mesma parede abrem-se as três portas de confessionários, interiormente revestidos de azulejos de desenho muito simples dos fins do século XVIII.

O altar-mor é também em talha setecentista nas cores verde e oiro, com colunas caneladas de capitel compósito. A igreja possui belas imagens de que destacaremos uma formosa «Senhora da Conceição» de talha seiscentista e um «Crucifixo» que embora bastante degradado nos impressiona pela sua dimensão e majestade. Do lado esquerdo da igreja e com entrada pela galilé fica a capela da Ordem Terceira, ornamentada também com azulejos do século XVIII. Os azulejos do frontal do altar imitam tecido adamascado com remates de galão dourado. Junto do altar qua-tro painéis azulejares: «S. Francisco salvando as almas do Purgatório»; «S. Francisco dando a Regra a S. Lucio e Santa Bona»; «S. Francisco entregando o cordão a Santa Clara» e «S. Francisco deixando a roupa e os pais perante o Bispo». Os dois primeiros painéis são legendados.

Pelo lado direito da já referida galilé temos acesso às dependências do velho convento, passando através da portaria revestida de azulejos de figura avulsa. Numa pequena sala anexa encontram-se outros belos painéis de azulejos historiados com temas da vida do Santo de Assis: «S. Francisco salvando uma mulher afogada» e «S. Francisco falando às aves». Nos tectos destas dependências ainda há restos de pinturas a fresco, concebidas com certa ingenuidade. Depois, um pouco por toda a parte do edifício conventual, na casa do capítulo, nas escadarias, nos corredores, na cozinha e no velho refeitório há inúmeros azulejos dos começos do século XVIII e restos de frescos meio apagados.

Completa o edifício um pequeno claustro, ornamentado à volta com lambris de azulejos de albarradas do século XVIII. As duas belas portas de acesso à igreja e à capela da Ordem Terceira ostentam gravadas na madeira duas datas: 1760 e 1789.

Capela do Espírito Santo – Arneiro

Esta pequena capela, com um pitoresco alpendre protegendo a sua entrada, teve em tempos anexa uma albergaria de certa importância. No começo do século XVIII escrevia o Padre Carvalho da Costa: «O Arneiro tem uma ermida do Espírito Santo com o seu hospital». Hoje esta ermida é merecedora de especial destaque pelo interesse e valor do seu recheio artístico. A pequena nave está inteiramente revestida de azulejos do século XVIII. A toda a volta, corre um silhar do tipo albarradas, a que se ligam painéis historiados. Dos dois lados do arco do cruzeiro estão a «Senhora da Conceição» e a «Assunção da Virgem». Nas duas paredes laterais e nos espaços que ladeiam a porta principal a «Adoração dos Pastores», a «Adoração dos Magos», o «Encontro da Virgem com Santa Isabel», a «Fuga para o Egipto» e a «Apresentação de Jesus no Templo».

De acordo com o Livro das Visitações desta Igreja em 1727 já a capela estava revestida de azulejos e se deviam ao «azuleijador e dos restos azuleijos 15:285 reis». Numa das paredes os azulejos reproduzem o púlpito de madeira existente na parede oposta. Por cima do arco do cruzeiro uma preciosa tábua maneirista com o tema da «Descida do Espírito Santo». A capela-mor é, apesar de alguns pormenores degradados, uma pequena jóia de arte. Tem um belo retábulo de talha dourada em tons de azul, e nele se destaca um baixo relevo, com o tema do «Pentecostes» em talha policromada. Nas paredes, em volta, um pequeno rodapé de azulejos com temas da vida campestre e uma paisagem com naus e caravelas. Completam a decoração da capela-mor duas telas setecentistas: a «Virgem com o Menino Jesus, Santa Isabel e S. João Baptista» e «S. João Baptista anunciando a chegada de Jesus».

O tecto da capela-mor é em madeira pintada com o tema do «Espírito Santo» rodeado de motivos ornamentais ao gosto do século XVIII. No exterior da capela e por sobre o alpendre, um pequeno azulejo recortado repete o tema do Espírito Santo.

Pelourinho da Aldeia Galega da Merceana

O pelourinho, situado a poucos passos da Casa da Rainha e da antiga Igreja da Misericórdia, é uma bela peça manuelina, bastante degradada e acusando a passagem do tempo. Concebido como uma coluna torsa cingida a meia altura por um anel, está profusamente decorado com elementos vegetais. Os cachos de uva e as folhas de videira são predominantes. Apresenta, também, alguns motivos da fauna local da época, cabeças de javali e de touro. A coluna que se ergue sobre três pequenos degraus de recorte circular é rematada superiormente por um capitel ornamentado com temas florais e desenhos emblemáticos inspirados na heráldica do antigo concelho que ali tinha a sua sede e símbolo.

Classificado de Monumento Nacional por decreto de 16/6/1910

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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