Anatomia Patológica do Câncer do Pulmão - 1
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Anatomia Patológica do Câncer do Pulmão

Tudo sobre a Anatomia Patológica do Câncer do Pulmão

IMPLICAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO HISTO-ANATÔMICA DO APARELHO RESPIRATÓRIO NA CARCINOGÊNESE PULMONAR
Ao longo da evolução biológica, à medida que os animais deixaram de ser aquáticos e se tornaram terrestres, o aparelho que mais teve de adaptar-se foi o aparelho respiratório, que precisou funcionar como um filtro, por um lado, e, por outro manter hígidas as propriedades de troca gasosa. Considerando que a cada
incursão respiratória a quantidade de partículas indesejáveis inaladas, que não devem atingir a barreira alvéolo-capilar, é muito grande, o equilíbrio entre função de filtro e troca gasosa foi conseguido através do desenvolvimento de mecanismos de defesa altamente especializados às agressões constantes.
O primeiro mecanismo de defesa adotado pelo aparelho respiratório foi a organização anatômica. Dessa forma, a primeira medida tomada pela natureza foi dividir o aparelho respiratório em dois grandes compartimentos: condução do ar e respiração.

Anatomicamente, o compartimento de condução é formado por um sistema de tubos, as vias aéreas, que compreendem o trato respiratório superior, a traquéia, brônquios, bronquíolos e bronquíolos terminais. As vias aéreas dicotomizam-se progressivamente, formando ângulos agudos, onde as partículas inaladas, sobretudo
as mais grosseiras e de maior tamanho, são aprisionadas. Bronquíolos terminais formam o eixo do lóbulo pulmonar.
O compartimento respiratório é formado pelos bronquíolos respiratórios, ductos, sacos alveolares e alvéolos, que representam o ácino pulmonar. Dessa forma, cada lóbulo pulmonar contém de três a cinco ácinos em sua constituição. Dentre as funções do ácino pulmonar estão incluídas a difusão dos gases, a eliminação de
microorganismos e partículas, sobretudo as mais finas, que ultrapassaram os mecanismos de defesa em nível proximal, e, finalmente, isolamento do meio interno.
A segunda medida tomada pela natureza foi a organização histo-anatômica dos compartimentos de condução e respiração.

Internamente, as vias aéreas são forradas por mucosa composta de células cilíndricas ciliadas, células mucosas e células neuroendócrinas. A mucosa repousa sobre submucosa constituída por tecido conjuntivo frouxo, vasos, folículos linfóides e glândulas seromucosas. Abaixo da submucosa, brônquios de primeira até
quinta geração apresentam cartilagem na parede.
O epitélio que recobre as vias aéreas modifica-se ao longo da segmentação progressiva. Assim, a partir dos brônquios principais até os brônquios segmentares de quinta geração, o epitélio de revestimento é pseudo-estratificado e, basicamente, contém células cilíndricas ciliadas e células mucosas. Tal organização histo-anatômica foi concebida com intuito de: 1. aquecer e umidificar o ar inspirado através da vascularização da submucosa; 2. diminuir o fluxo do ar inspirado através das dicotomizações pelo aumento do diâmetro total das vias aéreas; 3. reter o material particulado/microorganismos através da camada de muco e dicotomizações; e 4. eliminar material particulado/microorganismos através do batimento ciliar, tecido
linfóide, muco e tosse.

Ao nível dos ácinos pulmonares, a parede dos bronquíolos respiratórios é descontínua, a mucosa torna-se mais simples e constituída por epitélio cuboidal baixo, com raras células ciliadas. Seguem-se, então, os ductos alveolares que servem como pilares de sustentação aos sacos alveolares e alvéolos.
Os sacos alveolares são constituídos por septos alveolares que encerram a arquitetura “multiloculada” e aumentam enormemente a superfície de troca (100 m2). Os septos alveolares apresentam revestimento epitelial das duas faces por pneumócitos tipo I (células planas) e tipo II (células cuboidais), separados por fina camada de tecido conjuntivo e numerosos capilares.

Os bronquíolos respiratórios são revestidos por epitélio cuboidal baixo com raras células epiteliais ciliadas. Há entre os septos alveolares pequena quantidade de interstício e numerosos capilares. Macrófagos preenchem os espaços alveolares e são responsáveis pela defesa imunológica do compartimento distal do trato
respiratório.
A função do ácino pulmonar é, basicamente, permitir a difusão dos gases. Para tanto, apresenta seus componentes assim caracterizados:
• pneumócito tipo 1: poucas organelas e espessura delgada (não se regenera);
• interstício: escasso, permitindo íntimo contato dos pneumócitos com os capilares;
• pneumócito tipo 2: produção de surfactante que controla a tensão superficial
alveolar;
• capilares: abundantes no interior dos septos.
O ácino pulmonar tem ainda como função:
• eliminar material particulado/microorganismos;
• macrófagos alveolares: fagocitose e destruição, ou drenagem através das vias
aéreas ou vasos linfáticos. Produz mediadores inflamatórios;
• pneumócitos tipo 2: produção de enzimas;
• isolamento do meio interno;
• pneumócito tipo 1: barreira separando o ar dos capilares sanguíneos.

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