Angela Merkel

Angela Dorothea Merkel nasceu a 17 de Julho de 1954 em Hamburgo. O seu nome de solteira era Angela Dorothea Kasner. A infância de Merkel foi passada numa pequena localidade da Alemanha Oriental, chamada Templin, onde o seu pai era um pastor luterano. A sua mãe foi afiliada do Partido Social-Democrata da Alemanha, o que terá contribuído para o gosto pela política de Angela Merkel. A sua rotina era sobretudo preenchida com a leitura, a oração e a jardinagem, hábitos simples e próprios da vida no campo.

Angela Merkel Antes e Depois

Já na sua adolescência Merkel pertenceu ao FDS (Freie DeutscheJugend), o movimento de juventude oficial da República Democrática Alemã. Em 1973, terminou o liceu, na sua cidade natal. No mesmo ano, inscreveu-se no curso de Física na Universidade de Leipzig. Durante a sua vida universitária tornou-se membro da direção distrital do FDJ e Secretária da “Agitrop” (Agitação e Propaganda).

Em 1978 concluiu a sua licenciatura e iniciou de imediato funções no Instituto Central de Química Física da Academia das Ciências, onde também realizou o seu doutoramento. Enquanto se doutorava, aprendeu também a falar russo fluentemente, recebendo até um prémio regional pela sua dedicação. Depois de se ter doutorado com uma tese sobre a química quântica, Angela Merkel trabalhou como investigadora e publicou vários estudos. Em 1990, começou a envolver-se diretamente na política, tendo abandonado o seu cargo na Academia de Ciências.

Logo em 1990, o poderoso e influente Helmut Kohl, então Chanceler alemão escolheu-a para Ministra da Mulher e da Juventude. Em 1994, ganhou uma posição de maior destaque ao tornar-se Ministra do Ambiente e da Segurança Nuclear. Este foi um passo fundamental para a consolidação da carreira política de Angela Merkel. Nesta altura já era evidente que Merkel era uma das protegidas de Helmut Kohl, que se referia carinhosamente à sua pessoa como “a minha rapariga”.

Em 1998, o governo de Kohl é derrotado, e AngelaMerkel torna-se Secretária-Geral da CDU (União Democrata Cristã). O começo de Merkel no comando do partido foi auspicioso, conseguindo em 1999, conduzir a CDU a 6 vitórias em 7 estados. Na sequência do escândalo financeiro que afetou a CDU em 1999, Helmut Kohl e várias figuras proeminentes do partido tiveram que se afastar.

Kohl foi o principal visado num enorme processo de financiamento ilegal do partido. Wolfgang Schäuble, o então presidente da CDU também se recusou a cooperar nas investigação, sendo também ele afastado. Merkel criticou abertamente o seu mentor e afirmou que a CDU teria que recomeçar novamente, sem Helmut Kohl.

Nas eleições para a liderença do partido, realizadas a 10 de Abril de 2000, Angela Merkel conseguiu a vitória, espantando os analistas políticos. Ninguém esperava ver uma mulher protestante e oriunda do norte da Alemanha conquistar a liderança de um partido tradicionalmente masculino, conservador, com raízes católicas e sediado sobretudo no sul.

Na eleição de 2002, apesar dos seus altos índices de popularidade, não consegue ser escolhida pelo seu próprio partido para defrontar o Chanceler Gerhard Schröder. A escolha recaiu em Edmund Stoiber, que sofreria uma derrota. No pós-eleições, AngelaMerkel ganhou ainda mais visibilidade tornando-se a líder da oposição conservadora no parlamento alemão.

Nas eleições realizadas em 18 de Setembro de 2005, Merkel finalmente conseguiu liderar o seu partido, na tentativa de destronar o Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), de Schröder, do poder. A CDU de Merkel conseguiu vencer, mas por margem mínima, 35.3% contra 34.2%, não sendo possível a nenhum dos partidos chegar a acordo relativamente a uma coligação. Após três semanas de negociações ambos os partidos concordaram em estabelecer uma grande coligação, a qual fez com que AngelaMerkel se tornasse a primeira mulher Chanceler da Alemanha.

A coligação chegou a acordo relativamente às políticas e objetivos a alcançar, integrando propostas que faziam parte dos programas eleitorais de ambos os partidos. Entre as reformas económicas imediatamente aplicadas, destacaram-se o aumento do IVA, de 16 para 19%, o aumento das contribuições para a segurança social e o aumento da taxa máxima de impostos sobre os rendimentos. Merkel afirmou publicamente, que o principal objetivo do seu governo passaria pela redução da taxa de desemprego.

As políticas governamentais de Angela Merkel foram do agrado da maioria dos alemães, o que se refletiu na reeleição de 2009, na qual obteve uma larga maioria, que lhe possibilitou formar governo sem ter que recorrer a grandes coligações. Na política externa, Merkel tem sido uma das vozes mais ativas na oposição da entrada da Turquia na União Europeia, defendendo que os turcos devem ser apenas encarados com um parceiro especial e estratégico. Também tem sido uma das vozes mais favoráveis à política externa norte-americana, no panorama europeu.

Em Outubro de 2010, num encontro com jovens elementos do seu partido, Merkel afirmou que “a tentativa de tornar a Alemanha num estado multicultural falhou” e que “os alemães se sentem ligados à concepção cristã da humanidade. Quem não é capaz de aceitar isso está no local errado”. Estas palavras abriram uma discussão nacional na Alemanha, relativamente aos efeitos da imigração no país, e na incapacidade de muitos muçulmanos se integrarem na sociedade alemã.

Na sua vida pessoal, AngelaMerkel sempre foi bastante discreta. Casou-se em 1977, com Ulrich Merkel, também ele estudante de física, adotando o seu sobrenome. Os dois divorciaram-se em 1982. Pouco depois começou a viver com Joachim Sauer, professor de física quântica, com quem se casaria em 1998, numa cerimónia discreta. Angela Merkel não tem filhos.

Em 2008, a sempre discreta Merkel causaria furor na imprensa mundial ao comparecer à inauguração da nova Ópera de Oslo com um vestido possuidor de um decote bastante generoso. A imagem do seu decote faria a manchete dos principais jornais sensacionalistas da Alemanha. Em 2008, Angela Merkel acumulou os cargos de Presidente do Conselho Europeu e Presidente do G8, tendo sido considerada a pessoa mais influente do mundo. Segundo a revista Forbes, Angela Merkel é a mulher mais influente do mundo.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 1 Comentário
  1. Bianca Reply

    Admirável historia de vida. È um incentivo e um exemplo para todas as mulheres do mundo.

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 4:19 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)