Aníbal Cavaco Silva

Aníbal António Cavaco Silva nasceu em Boliqueime, no Algarve, corria o ano de 1939. O seu pai tinha vários negócios na região, desde a produção e venda de frutos secos até à venda de combustível. Fez os seus estudos iniciais em Faro, onde concluiu o Ciclo Preparatório e posteriormente o Curso Geral de Comércio. Em 1956, com 17 anos muda-se para Lisboa por forma a fazer o Curso de Contabilidade, ao qual acrescenta a licenciatura em Finanças. Na reta final do seu curso é chamado para cumprir o serviço militar obrigatório.

Aníbal Cavaco Silva Antes e Depois

O seu recrutamento é feito na Escola Prática de Cavalaria de Santarém e em seguida é colocado na Contabilidade dos Pupilos do Exército. Corria o ano 1963, quando se casaria com a também algarvia Maria Alves da Silva. Logo nesse ano é enviado para Moçambique, para onde foi na companhia da sua esposa. Voltaria para Portugal em 1965, tendo já concluindo a sua licenciatura em Finanças. Cavaco Silva seria o melhor aluno do seu curso.

Em 1965 consegue uma bolsa de investigação da Fundação Calouste Gulbenkian e em 1967 publica o seu primeiro estudo “O Mercado Financeiro Português em 1966”. Pouco depois começa a dar aulas, como assistente da cadeira de Finanças Públicas, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Cargo que iria manter até 1978.

Entre 1971 e 1974, esteve com a sua família na cidade de York, em Inglaterra. Ali faria o seu doutoramento em Economia Pública, ao mesmo tempo que a sua esposa frequentava cursos de alemão e de italiano. A sua dissertação de doutoramento,”A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt”, seria publicada em 1973.

Depois do 25 de Abril, Cavaco Silva assume várias posições de relevo. Chegando a acumular funções de diretor do Departamento de Estatística e Estudos Económicos do Banco de Portugal, de membro da Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e de professor na Faculdade de Ciências Humanas.

Cavaco Silva entraria para a política em 1980, integrando o governo de Francisco Sá Carneiro, como ministro das Finanças e Plano. Após a trágica morte de Sá Carneiro a 4 de Dezembro de 1980, Aníbal Cavaco Silva apresentaria a sua demissão, recusando-se a fazer parte do governo agora liderado por Francisco Pinto Balsemão. Dois meses depois é escolhido pela Assembleia da República, para Presidente do Conselho Nacional do Plano.

Em 1985, quando todas as previsões o colocavam apenas em terceiro lugar, Aníbal Cavaco Silva é eleito presidente do PSD, num congresso realizado na Figueira da Foz. Após a queda do chamado Bloco Central, o então Presidente da República Ramalho Eanes, dissolve o parlamento e convoca legislativas. Nessas eleições, Cavaco Silva levaria o PSD a uma vitória, tornando-se assim Primeiro-ministro do X Governo Português.

É durante a primeira legislatura de Cavaco Silva que Portugal integra a Comunidade Económica Europeia, ao mesmo tempo que o governo tenta implementar reformas administrativas e económicas no país. Contudo, a oposição criticou de forma feroz o programa governativo e em Abril de 1987, uma moção de censura apresentada pelo Partido Renovador Democrático e aprovada também pelo PS e pela APU, levaria Mário Soares, entretanto eleito Presidente da República, a derrubar o governo minoritário de Cavaco Silva, convocando eleições antecipadas.

Nas eleições de Julho de 1987, Cavaco Silva consegue a maioria absoluta, obtendo mais de 50% dos votos. Resultado semelhante ao que iria obter quatro anos depois, nas legislativas de 1991. Foram os governos de Cavaco Silva, que introduziram novas medidas fiscais como o IRS e o IRC. Outras medidas como a privatização de empresas públicas, a autorização do surgimento de televisões privadas, novas leis laborais e a reforma agrária, contribuíram para o aumento de popularidade de Cavaco Silva. O crescimento económico assinalável que ocorreu, também iria fortalecer a imagem do então Primeiro-Ministro.

A partir de 1992, a economia portuguesa começou a perder fulgor e o governo de Cavaco Silva começou a ser alvo de uma forte contestação social. A insatisfação social ficaria bem patente no chamado “buzinão na Ponte 25 de Abril”, quando milhares de pessoas bloquearam a circulação na então única ponte de Lisboa, em protesto contra o aumento acentuado do preço das portagens. Este episódio ficaria tristemente célebre pelas cargas policiais contra os manifestantes.

O Primeiro-Ministro responde à pressão pública com uma frase que ficaria célebre na democracia portuguesa “Deixem-me trabalhar”. Estes anos ficariam também marcados por um cada vez maior antagonismo entre Cavaco Silva e Mário Soares.

Em 1995, dez anos depois de se ter tornado Primeiro-Ministro, Cavaco Silva abdica de se candidatar à renovação, deixando também, a liderança do PSD. As legislativas de 1995 não correm bem para o PSD, que perde o governo para o Partido Socialista de António Guterres.

Nas Presidências de 1996, Cavaco Silva aparece como candidato, para tentar evitar que o Partido Socialista conseguisse a hegemonia política em Portugal. Numas eleições bastantes disputadas com Jorge Sampaio, Aníbal Cavaco Silva sairia derrotado, retirando-se por alguns anos da vida política ativa. No período que se segue volta a assumir funções no Banco de Portugal, ao mesmo tempo que volta a dar aulas na Universidade.

Nas Presidências de 2006, Cavaco Silva volta a avançar, desta feita tendo como principais adversários Manuel Alegre e o seu rival de longa data, Mário Soares. Nestas eleições, a grande dispersão de votos nos cinco candidatos de esquerda, conduziria Aníbal Cavaco Silva a uma vitória conclusiva, com 50% dos votos, tornando-se assim no décimo oitavo Presidente da República Portuguesa.

Em Janeiro de 2011, Cavaco Silva recandidata-se ao cargo, voltando a conseguir ser eleito na primeira volta, com uns expressivos 52,9% dos votos.

Já em Novembro de 2011, Cavaco Silva foi notícia internacional ao criticar de forma aberta o papel do Banco Central Europeu e a sua atuação no cenário atual de crise. Em entrevista à agência especializada em informação financeira Bloomberg, Cavaco Silva defendeu que o Banco Central Europeu deveria adotar uma postura mais agressiva, assumindo se necessário a função de “emprestador de último recurso”, por forma a controlar o mercado especulador e devolvendo a confiança aos investidores.

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Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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