Ansião - Vila do distrito de Leiria
Fotos Antes e Depois

Ansião

Ansião – Uma Terra de inspiração poética:

Apesar da primeira referência a “Ansiom” datar de 1175, só em 1514 D. Manuel I lhe concede o primeiro foral. Contudo, é durante o reinado de D. Afonso VI que a Ansião recebe o foral que o eleva à categoria de vila. Mais tarde, D. Pedro II doa-a a D. Luís Meneses, Conde de Ericeira, e o senado do município manda erigir o padrão e um pelourinho para assinalar o facto.

Foi com a reforma dos municípios, levada a cabo por D. Maria II, que o concelho ganha a sua actual constituição. Na altura, os concelhos de Avelar, Chão de Couce e de Pousaflores são dissolvidos e integrados em Ansião.

Contudo, é no século XVII que o concelho assiste a alguns dos momentos mais marcantes da sua história. É nesta altura que se constrói a ponte da Cal, as capelas da Misericórdia e do Senhor do Bonfim, para além de várias residências, algumas ainda habitadas.

Com uma população inferior a 14 mil habitantes, o concelho de Ansião está localizado entre o litoral e o interior, e enquadrado na região Centro do País, pertencendo ao distrito de Leiria e à Diocese de Coimbra.

Abrangendo uma área geográfica de 179 quilómetros quadrados, o concelho é constituído pelas freguesias de Alvorge, Ansião, Avelar, Chão de Couce, Lagarteira, Pousaflores, Santiago da Guarda e Torre de Vale de Todos. Os principais acessos são o IC8 e o IC3, beneficiando também do nó de acesso à A1 em Pombal.

A agricultura tem um peso muito significativo na economia de Ansião, embora seja cada vez mais uma actividade complementar na maior parte das famílias, bem como a criação de gado ovino e caprino, cujo leite é utilizado na confecção do queijo típico do Rabaçal.

Recheado de encantos, Ansião deu origem a diversos poemas de trovadores medievais, sendo a mais famosa a cantata “polas serras dansian”, guardada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.

Na sua paisagem, destacam-se os moinhos de vento que, ainda hoje, constituem um pilar fundamental para o sustento de algumas famílias. O risco de perda deste património levou, recentemente, à reconstrução de alguns deles.

Festas e Romarias

Dia da Espiga (Quinta-feira de Ascensão)

O feriado Municipal de Ansião é assinalado na Quinta-feira de Ascensão ou, como também é conhecido, o Dia da Espiga. Este dia era tradicionalmente aproveitado pelas famílias do concelho para fazerem um lanche ao ar livre. Com o passar dos anos, o hábito acabou por cair em desuso. No entanto, entidades locais reavivaram a tradição com a intenção de levar a população a passar o dia em comunhão com a Natureza.

Monumentos

Património arquitectónico

Solar dos Castelo Melhor

O Monumento Nacional Solar dos Condes de Castelo Melhor é o único exemplar de arquitectura manuelina existente nesta zona. Reformado no século XVIII, este solar faz parte da Quinta de Cima, propriedade privada desde o século XIX. Esta Quinta foi alvo de interesse por diversas personalidades. Entre os seus proprietários, destacam-se os primeiros reis de Portugal e D. Afonso III que, posteriormente, a doou a D. Constança Gil, ama da rainha D. Leonor. A torre do antigo solar foi construída com pedras que integram diversos materiais do tempo da dominação romana. A torre indica a existência de uma aldeia que, ao tempo, deveria pagar os seus impostos ao município vizinho.

Pelourinho de Ansião

 

Considerado imóvel de Interesse Público, o Pelourinho de Ansião data do século XVII.

 

 Igreja Matriz de Ansião

Trata-se de uma construção datada do século XVII, com estatuária oitocentista evocativa de São Gregório e São Sebastião. Destaca-se pelo portal maneirista da fachada e pelas esculturas quinhentistas que representam o Calvário e um Santo Bispo.

 

Capela da Constantina

 

A Capela da Constantina, localizada a cerca de dois quilómetros da sede de concelho, data de 1623. É considerada um dos principais monumentos de Ansião.

Lápide evocativa da Batalha do Ameixial

Esta lápide tem uma inscrição em latim sobre a doação da vila a D. Luiz de Menezes, Conde da Ericeira, como prova de agradecimento régio pela sua participação na Batalha do Ameixial, em 1686.

Ponte medieval da Cal

 

Reza a tradição local que a Rainha Santa se banhou na ribeira de Ansião, por baixo da Ponte da Cal.

 

 

Igreja da Misericórdia – Este exemplar de arquitectura religiosa destaca-se pelo seu portal barroco, emoldurado com colunas clássicas.

Igreja de Nossa Senhora da Consolação / Igreja Matriz de Chão de Couce

A Igreja Matriz de Chão de Couce possui, no seu altar-mor , a última pintura de José Malhoa, datada de 1933. O retábulo de José Malhoa é dedicado a Nossa Senhora da Consolação, orago da igreja. O templo religioso apresenta ainda esculturas de pedra do século XVI e azulejaria da autoria de Mário Reis.

Igreja Matriz de Avelar

Dedicada a Nossa Senhora da Guia, esta igreja é um edifício da época renascentista.

Forno Medieval de Avelar

Situada no centro da vila, esta construção medieval era, por ocasião das Festas de Nossa Senhora da Guia, palco do tradicional fabrico do “Bolo”, repartido por todas as pessoas presentes na festa.

Capela de Santa Luzia

Situada na freguesia de Alvorge, a Capela de Santa Luzia apresenta uma traça seiscentista.

Igreja Matriz de Torre de Vale de Todos

Da Igreja Matriz da Torre de Vale de Todos, destaca-se uma imagem da Virgem, obra de João de Ruão, datada de 1537.

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