Ansiedade nos Exames - Medos e fobias aos exames? - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Ansiedade nos Exames – Medos e fobias aos exames?

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Ansiedade nos Exames – Medos e Fobias aos Exames.

Aproxima-se o final do semestre lectivo e, com ele, chegam as inevitáveis avaliações que, para muitas crianças e jovens, constitui um verdadeiro tormento.

Não tem nada a ver com questões de inteligência, nem de quantidade ou qualidade do estudo. Os seus filhos até são excelentes alunos, mas sofrem imenso com os exames. Alguns, até desistem alterando e atrasando as suas vidas. Outros têm as célebres “brancas” que prejudicam o pensamento e paralisam a memória. Os pais não compreendem estes comportamentos e muitas vezes tomam atitudes mais drásticas que também não resolvem o problema.

As sociedades modernas são altamente competitivas e as crianças e os jovens são os mais prejudicados. Fazem-se-lhes exigências, mas pouco se lhes oferece. A escola põe o acento tónico na competição numérica. Lembremo-nos da pressão das notas para a entrada na faculdade. E quando, muitas vezes, o jovem se esforça mas perdeu a entrada por meia décima, é, convenhamos, no mínimo, desesperante. O sistema actual gera falhados por meias décimas e consequentes depressões do fracasso que, pouco a pouco, vão sendo interiorizadas pelo indivíduo.

Que mais é preciso para aumentar a ansiedade dos jovens, os medos e fobias aos exames? Se, mesmo que se esforce e dê o máximo, está sempre dependente daquele dia da avaliação. Que enorme responsabilidade.

Esta pressão social é muitas vezes responsável pelos fracassos escolares.
Muitas vezes o insucesso escolar e os maus comportamentos na escola são fruto deste temor ao fracasso. Os jovens, sentindo-se inseguros e incapazes de lidar com esta competição intelectual, desistem e investem noutras competências negativas. “Como nunca serei dos bons vou ser o pior dos maus.”

Face a esta enorme pressão de uma escola que não privilegia o aprender a pensar e o aprender a expressar-se, alguns jovens vão-se aguentando mas grande parte à custa de muito sofrimento.

Sinais de alarme
Precocemente, estes jovens mostram algum desconforto em situações que implicam alguma evidência sobretudo
naquelas que implicam a avaliação do seu desempenho.
Mostram timidez e verbalizam sentimentos de incapacidade. Têm medo de falhar.

Próximo da altura das avaliações podem aparecer sintomas corporais tais como:

Suores
Taticardia
Cansaço
Náuseas ou mesmo vómitos
Diareias
Dores de cabeça
Dores de costas
Dores de estômago
Problemas de pele
Alterações do sono
Crises de choro

Que fazer?
Face a este sofrimento, muitos pais, desesperados, não sabem que fazer. Uns são muito compreensivos, outros incentivam-nos a ter mais força de vontade. Se o jovem está inseguro e ansioso não há nada pior do que os pais também se mostrarem ansiosos. As cenas tipo filhos-choram-e-pais-choram também não ajuda muito. Num cenário como este, grande número de pais já esgotaram toda a imaginação e sentem-se cansados e incapacitados para lidar com estas crises repetidas.

Em situações extremas torna-se importante a ajuda de um técnico, psicólogo ou psiquiatra, que possa ajudar a entender e a resolver o problema. O jovem gostaria de lhes agradar e colaborar mas não consegue e ainda fica mais deprimido com o seu insucesso, e triste por preocupar os pais, achando-se muitas vezes responsável pelas discussões paternas. Os pais frequentemente e sem querer ainda aumentam mais a ansiedade dos filhos.

A ajuda técnica
O psicólogo vai ajudar a perceber a fragilidade do jovem e a aumentar a sua auto estima, ao mesmo tempo que ensina a desenvolver estratégias cognitivas para lidar com a ansiedade. Promove na criança e no jovem maneiras alternativas de perceber e controlar as crises ansiosas. Ajuda a desenvolver competências de controle deste tipo de comportamento.

As técnicas de relaxamento são importantes e também combatem a ansiedade. O psicólogo também faz aconselhamento parental. Promove competências nos pais para lidar com as situações de ansiedade dos filhos. Ajuda a modificar as crenças e expectativas parentais adquando-as às capacidades e expectativas dos filhos. Redefine com os pais e os jovens objectivos e prioridades para optimizar os desempenhos.

Como prevenir?
Esteja atento e valorize as atitudes positivas dos seus filhos desde pequenos. Não se canse de os elogiar e de os encorajar nos seus projectos. Lembre-se como é bom ser apoiado. Assim está a ajudar a nascer e a fortalecer a auto-estima dos seus filhos. Quando criticar uma atitude ou um comportamento não seja ameaçador. Faça elogios às suas maneiras de ser e mostre-lhes como eles são bem aceites pelos outros. Valorize os seus desempenhos e dê-lhes força para prosseguirem.

O diálogo com os filhos é muito importante para estar a par das suas dificuldades, dos seus medos e perceber as suas aptidões. As crianças que são ouvidas, expõem mais facilmente os seu pontos de vista e habituam-se desde pequenas a situações de avaliação. Converse com os seus filhos, ouça as suas opiniões, discuta com eles temas da actualidade e inerentes aos jovens, contribuindo, assim, para fazer deles adultos seguros, com opinião e sem medo de as exteriorizar.

Aproveite as horas das refeições para todos juntos conversarem viva e tranquilamente. Trocando opiniões podem perceber as expectativas que têm uns sobre os outros e sobre o futuro. Não dê só importância aos factores escolares. Valorize os interesses dos seus filhos. Incentive outras áreas de desempenho e de lazer dos jovens.

A escola deve ser vista como uma área de cultura e assim perde a excessiva carga de responsabilidade que inevitavelmente se associa a universos não criativos. O suporte e o encorajamento dos pais são muito importantes para as crianças e para os jovens. É assim que crescem em segurança e adquirem auto-estima. Os pais são os primeiros espelhos dos filhos, ensinando-os, mas também mostrando as coisas boas que eles têm. São estes espelhos que criam os espaços onde o amor circula e o conhecimento inicia a sua construção. A escola é apenas um prolongamento.

Procedimentos Gerais

O medo aos exames, como a maior parte das fobias, funcionam contra a lógica. Não vale a pena argumentar contra. A força deste sentimento estranho dentro de nós faz-se ouvir mais alto do que toda e qualquer argumentação. Adopte uma atitude compreensiva e não se deixe contaminar pela ansiedade nem pelo medo do fracasso. Nunca diga que não percebe esse medo, que é ridículo. Transmita segurança e tranquilidade, que nestes momentos são preciosos. Respire fundo duas ou três vezes antes de dizer ou fazer o que quer que seja.

Não faça comentários negativos à situação. Não ameace nem agrida o seu filho, nem faça chantagens. Só irá piorar a situação. Se ele está ansioso ainda vai ficar mais;

utilize com frequência manifestações de carinho e afecto. Faça comentários gratificantes e de encorajamento. Não ridicularize os medos por mais irrisórios que lhe pareçam. São para levar a sério;

identifique e valorize o máximo de comportamentos positivos;

recorde situações de sucesso e de bom desempenho do jovem em várias áreas;

seja firme mas não agressivo nem ameaçador. A firmeza dá segurança, mas a agressão tira-a;

oiça calmamente os argumentos do jovem. Deixe-o verbalizar os seus receios e medos. Contra-argumente com muita calma voltando a lembrar situações de bom desempenho. Dê força e segurança. Seja positivo e mostre o seu optimismo;

ajude a estabelecer metas e a baixar expectativas. E defina com o jovem comportamentos alvo, estabelecendo prioridades e hierarquias;

pode analisar a situação-problema. Representando a situação ansiosa irá ajudar o jovem antecipadamente a enfrentá-la. Pode ensaiar várias vezes. Elogie o seu desempenho. Troque de papéis e coloque o jovem algumas vezes como examinador;

ensine técnicas de relaxamento que ajudam a controlar a ansiedade. Nomeadamente a respiração abdominal (profunda e lenta) que se pode fazer várias vezes;

pode utilizar como exemplo outros jovens que não tenham ansiedade aos exames e que sirvam de modelo. Os comportamentos desses jovens vão servir de espelho;

arranje alguém que ajude o jovem a organizar o estudo. Se ele perceber através de outras pessoas que sabe a matéria é mais tranquilizador. Um bom explicador é eficaz;

oriente-o de forma a não estudar na véspera do exame, pois tal procedimento aumenta a ansiedade. Pode passar o tempo tranquilamente noutra actividade de lazer de modo a ocupar o pensamento noutras coisas.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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