Arsène Wenger

Revisado por Andre a 28 outubro 2018 - Publicado a 1 de dezembro de 2011

Arsène Charles Ernest Wenger nasceu a 22 de Outubro de 1949, na cidade francesa de Estrasburgo. Cresceu na pequena vila de Duttlenheim, juntamente com a sua irmã e o seu irmão. Os seus pais possuíam um negócio de venda de peças automóveis em Estrasburgo e um pub em Duttlenheim. Arsène Wenger afirmou que ter crescido no ambiente de um pub, o fez interessar-se por futebol, e que aprendeu desde cedo vários aspetos táticos do futebol ouvindo as conversas dos clientes.

Arsène Wenger Antes e Depois

Arsène Wenger começou a jogar futebol na equipa da sua terra, e aos 16 anos foi promovido ao plantel principal do FC Duttlenheim. Pouco tempo depois seria recrutado pelo clube da terceira divisão francesa AS Mutzig. Ali trabalhou às ordens de Max Hild, que mais tarde seria o seu grande mentor e conselheiro. A carreira futebolística de Wenger foi bastante modesta, jogando por vários clubes amadores enquanto completava a sua licenciatura em Ciências Económicas e Gestão. Em 1978 tornou-se profissional, jogando pelo RC Strasbourg contra o Mónaco. Contudo, apenas efetuou 12 jogos pelo RC Strasbourg, incluindo dois na temporada 1978-1979, em que o clube se sagrou campeão de França.

Em 1981, Arsène Wenger completou o seu curso de treinador e iniciou a sua carreira técnica nas camadas jovens do Estrasburgo. Dois anos depois mudou-se para Cannes, onde se tornou o treinador-adjunto da equipa principal do clube. Apenas mais um ano decorrido, e Wenger teve o seu primeiro cargo como treinador principal, assumindo o comando do Nancy-Lorraine. Ali ficou durante três épocas, não conseguindo evitar a despromoção do clube na última delas.

Apesar deste insucesso, foi convidado para treinador o AS Monaco em 1987. Logo na primeira temporada ao serviço do clube, sagrou-se campeão francês. Na temporada 1990-1991, conseguiu conquistar mais um título, a Taça de França. A sua estadia no Mónaco ficou marcada pela contratação de jogadores famosos como George Weah, JürgenKlinsmann e GlennHoddle e de jovens promessas francesas como YouriDjorkaeff. No final da sua estadia no clube francês, surgiu o interesse do Bayern Munique, mas a intransigência da direção do clube monegasco não permitiu que Wenger pudesse negociar os termos do contrato em tempo útil, perdendo assim essa oportunidade.

Em 1995 mudou-se para o Japão, onde treinou o Nagoya Grampus Eight durante dezoito meses. Nesse período de tempo levou o clube a conquistar uma Taça do Imperador e uma Supertaça do Japão. No final de Setembro de 1996, o Arsenal anunciou que Arsène Wenger seria o treinador principal do clube. Os media ingleses anunciavam como quase certo que seria Johan Cruyff o escolhido, pelo que a decisão apanhou de surpresa o meio futebolístico inglês.

Wenger era um desconhecido em Inglaterra, algo que se ficou bem patente na capa do jornal Evening Standard, que noticiou a sua contratação com o sugestivo título “Arsene Who?” (em português: “Arsene Quem?”. Ao chegar ao clube londrino, o técnico pediu de imediato a contratação do médio francês, Patrick Vieira, jogador que teria uma grande influência no Arsenal nas épocas seguintes. Na sua primeira temporada, Wenger conduziu o Arsenal ao terceiro lugar.

Na sua segunda época, Arsène Wenger conseguiu vencer a Premier League e a FA Cup, dando ao Arsenal a sua dobradinha na história. Este feito foi conseguido depois de um mau início de campeonato que levou a imprensa desportiva a criticar abertamente Wenger. Com uma estrutura defensiva bastante forte, o Arsenal conseguiu recuperar doze pontos de desvantagem em relação ao Manchester United, sagrando-se campeão. No plantel do Arsenal pontificavam jogadores como Tony Adams, Lee Dixon, Martin Keown, Dennis Bergkamp, Emmanuel Petit, Patrick Vieira, MarcOvermars e Nicolas Anelka.

Nas temporadas seguintes, o Arsenal voltou a estar próximo do sucesso, mas falhou sempre nas alturas cruciais. Destacando-se a derrota na final da Taça UEFA de 2000 contra os turcos do Galatasary, na marcação de grandes penalidades e a derrota na final da FA Cup de 2001, perante o Liverpool. Por esta altura, Arsène Wenger resolveu reformular o plantel, contratando jogadores como Sol Campbell, Robert Pires, Thierry Henry e Fredrik Ljungberg. Elementos que seriam importantes na conquista de uma nova dobradinha em 2002. A equipa destacou-se ao marcar em todos os jogos do campeonato e ao permanecer imbatível nos jogos fora de casa.

Em 2004, Wenger voltou a fazer história, conseguindo levar o Arsenal a um novo título, sem sofrer qualquer derrota no campeonato. No ano seguinte, Wenger perdeu o campeonato para o Chelsea, mas conseguiu conquistar a FA Cup. Nas temporadas que se seguiram, Arsène Wenger não conseguiu conquistar títulos pelo Arsenal, deixando a disputa pela hegemonia no futebol inglês a cargo do Chelsea e do Manchester United. Apesar disso, os três campeonatos conquistados e as quatro FA Cup, fazem dele o treinador mais titulado de sempre pelo Arsenal.

Em Agosto de 2010, o treinador francês renovou pelo clube londrino, estando agora formalmente ligado ao clube até Junho de 2014. O início da temporada 2011-2012 foi conturbado. Wenger foi forçado a vender as jovens estrelas do clube, Cesc Fàbregas e Samir Nasri. Para piorar a situação, o Arsenal teve que se deslocar ao terreno do Manchester United com uma equipa bastante desfalcada, fruto de várias lesões e castigos e acabou por sofrer uma pesada derrota por 8-2. Este foi o pior resultado em toda a história do clube.

Apesar de ser apelidado de treinador cavalheiro, Wenger já teve a sua quota-parte de polémicas. Durante anos o Arsenal foi acusado de ser uma equipa indisciplinada, algo que foi desmentido nos últimos anos, com várias classificações no topo da tabela do fair-play. A rivalidade com o treinador do Manchester United, Alex Ferguson e as trocas de palavras com José Mourinho, aquando da sua passagem pelo Chelsea, encheram páginas de jornais em Inglaterra.

Paralelamente à sua carreira como treinador, Wenger também desempenha o cargo de consultor de futebol, para a estação televisa francesa TF1, cargo que ocupa desde 1998. Também é embaixador mundial da marca Nike Futebol e da petrolífera Castrol.

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